Scars

9 My Own Worst Enemy


Notas iniciais
Olá, pessoal! Eu estava lendo os comentários, e as maiorias das pessoas pediram para ver o Kurt sofrendo mais e Blaine cuidando dele. Então, aqui está um pouco disso! P.S.: Uma amiga me perguntou até qual capítulo pretendo escrever essa fanfic, e caso alguém também queira saber, planejo escrever até o capítulo 15, 18, 20, mais ou menos por aí...

“Eu estou com medo, Blaine.” Kurt disse naquela noite de sexta-feira, quando o New Directions já estava na sala do coral, se preparando para a competição regional.

Kurt se sentia tonto. Sua visão ficava embaçada ao correr seus olhos pela sala. Ele percebeu Brittany maquiando Santana em um canto da sala, Mike treinando alguns passos com Tina em outro e Finn discutindo com Rachel o fato das Regionais terem chegado tão cedo, mas ele não conseguia ouvir o que diziam, ele não estava conseguindo escutar nada, inclusive Blaine, que estava a sua frente dizendo algo, seu rosto estampado com preocupação.

“E-Eu não me sinto bem.” Disse Kurt, sua voz falhando. Blaine provavelmente percebeu que Kurt estava prestes a ter algum ataque de ansiedade ou a desmaiar, pois ele logo o guiou até uma cadeira, e os membros do coral o seguiram.

“Kurt, o quê aconteceu?” Perguntou Rachel, colocando uma mão em sua testa. “Você está suando.”

“Ele está pálido.” Disse Santana

“Blaine, o quê aconteceu com Kurt?” Finn perguntou, todos se virando para ele.

“Eu não sei.” Ele sabia. Ele sabia que Kurt ficava nervoso com muita facilidade, ainda mais com os acontecimentos da competição passada.

Kurt ainda estava na cadeira, suando e tremendo, mas agora seus olhos estava fechados, tentando se acalmar, e ele podia escutar melhor o que diziam.

“Melhor trazer algo para ele beber...” Disse Mike.

“Melhor levantar essas mangas, isso sim. Essa blusa é super quente.” Santana falou, se aproximando para levantar as mangas de sua blusa. Blaine segurou seu braço, a impedindo de fazer isso.

“Não!” Ele não sabia como Kurt reagiria se todos vissem suas cicatrizes e marcas –antigas, pois, pelo o que ele sabia, Kurt não se cortara a três semanas, desde o incidente-

“Nós precisamos, para o bem dele.” Disse Mercedes, rolando a manga comprida do outro braço de Kurt para cima.

Foi aí que Kurt abriu seus olhos, com suas mangas já arregaçadas e suas cicatrizes a vista.

Ele logo percebeu isso, e todos continuaram o encarando, sem palavras.

“Kurt, o quê é i-isso?” Rachel apontou, assustada.

“O quê aconteceu com seus pulsos?” Perguntou Finn.

“Pelo amor de deus, todos sabem o que é.” Santana falou. “Kurt, o quê tem de errado com você?! Isso é doentio!”

Ele não acreditava que aquilo estava acontecendo. As únicas pessoas que o aceitavam –pelo menos, pareciam aceitar- estavam falando aquilo, ao invés de o ajudarem. Kurt não percebeu que ele já estava chorando assim que saiu correndo da sala do coral.

“Kurt!” Blaine chamou. Ele decidiu que antes de falar com ele, precisava conversar sobre isso com o New Directions. Ele se virou para Santana, que estava com os braços cruzados.

“Eu achei que isso fosse uma família, mas vocês não conseguem nem aceitá-lo e ajudá-lo.” Blaine falou, olhando ao redor.

“Cara, mas quem faz isso é louco.” Sam disse.

“É, por quê ele não para? Deve doer muito.” Perguntou Brittany, inocentemente.

“Vocês não sabem os motivos, então por quê estão julgando?!” Ele quase gritou de volta. Depois disso, Blaine saiu da sala, decidindo ir atrás de Kurt.

A escola estava deserta, Blaine já havia olhado por todos os corredores e banheiros.

Quando ele achou uma porta que dava no telhado semi-aberta.

Não. Ele pensou, subindo as escadas rapidamente, desespero tomando conta dele. Ele não pode.

Assim que ele chegou no telhado, ele pôde avistar Kurt, apoiado na barra de metal que separava ele do chão lá embaixo... McKinley não era movimentado e o prédio não era muito alto, mas havia muitos carros no estacionamento, por causa das regionais.

Quando Blaine se aproximou, ele percebeu que Kurt estava mais calmo, não estava chorando, e... havia uma lâmina em sua mão.

Ele colocou um braço ao seu redor, puxando-o para perto, e tirando –com cuidado- a lâmina de sua mão.

“Eles me acham problemático, certo?” Kurt perguntou, depois de um tempo de silêncio, apenas com sua cabeça apoiada no ombro de Blaine.

“Eles estão errados. Não os ouça, você é perfeito.” Agora Blaine estava segurando seu pulso, passando seus dedos carinhosamente em suas antigas cicatrizes.

“Blaine, eu sei que disse que pararia de fazer isso, mas... eu preciso fazer pelo menos um c-corte.”

Blaine o soltou, deu um curto suspiro e perguntou:

“Você quer se cortar?” Kurt sacudiu a cabeça, devagar, como se estivesse envergonhado disso. Então, Blaine fez algo totalmente inesperado. Ele devolveu a lâmina a Kurt e levantou a manga de sua própria blusa. “Então me corte. Faça no meu braço tudo que você faria no seu.”

Kurt o olhou nos olhos por alguns segundos, surpreso.

“Blaine, você está falando sério?! Eu nunca poderia te machucar desse jeito!”

Blaine levantou suas sobrancelhas, o encarando por um tempo.

Foi aí que Kurt entendeu tudo. Ele entendeu que, ao se cortar, ele estava o machucando também.

Kurt olhou para os carros que se encontravam no estacionamento, e simplesmente soltou a lâmina, a deixando cair e se perder lá embaixo, na escuridão.

“Essa foi a minha última.” Kurt disse, se virando para Blaine e o abraçando. “Obrigado.” Ele sussurrou em seu ouvido.

Assim que eles se soltaram do abraço, Blaine olhou nos olhos de Kurt por um pequeno momento, antes de se aproximar mais, conseguindo escutar e sentir a respiração de Kurt na sua.

Porém, foi Kurt quem deu mais um passo, fechando o espaço entre eles com um beijo.

“Eu te amo.” Blaine disse, assim que eles voltaram a realidade, saindo daquele suave e lento beijo. Seus olhos estavam brilhando mais do que nunca, olhando profundamente nos de Kurt ,e ele estava com um olhar sério em seu rosto.

Kurt não sabia o que responder. Ele o encarou por alguns segundos –que mais pareceram minutos- ,seu rosto ainda super próximo do moreno.

Então ele disse a verdade.

“Eu também...” Mas as palavras saíram de sua boca em um sussurro. Então, ele disse de novo, dessa vez, alto e claro.“Eu também te amo.”

Blaine apenas sorriu para ele, fazendo Kurt sorrir de volta.

Então, ele puxou Blaine pela mão, decidido a voltar lá e não deixar nada e ninguém os derrubarem.

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Aqui estou eu. Kurt pensou, atrás da cortina do palco, apenas esperando para se levantar. Prestes a cantar um solo para uma plateia com mais –muito mais- de cem pessoas.

Assim que a cortina subiu, ele andou reto, se posicionando na frente de um microfone e observando a grande plateia que o observava, apenas esperando.

Esse é o meu momento. Ele pensou de novo, antes de começar a cantar.

In the roses (Com as flores)

In the spring (Com a primavera)

I remember (Eu me lembro)

There was a time (Houve um tempo)

I wasn't afraid of anything (Em que eu não tinha medo de nada)

But with the lilacs(Mas com os lilases)

And the rain (E a chuva)

One day you went away (Um dia, você foi embora)

I remember (Eu me lembro)

I forgot everything (Eu me esqueci de tudo)

É incrível como uma música pode se aplicar a sua vida inteira. Kurt disse para si mesmo, antes de começar a cantar o refrão, e pensando em sua mãe, que era a pessoa que tinha ido embora de sua vida.

My mother's always trying to tell me (Minha mãe sempre tentando me dizer)

How to be grateful how to believe (Como ser grata, como acreditar)

My father's always trying to say (Meu pai sempre tenta dizer)

Baby you're beautiful in every way (Querida você é linda em todos os sentidos)

My lover's always got me in his arms (Meus namorados sempre me tomando em seus braço)

Trying to protect me keep me from harm (Tentando me proteger, me manter longe do mal)

So why do I always have to be (Então porque eu sempre tenho que ser)

My worst my own worst enemy (Meu único e pior inimigo?)

In the shadows in the grays(Nas sombras e nas cinzas)

In the lonely (Na solidão)

There is a place (Há um lugar)

Where we can all hide away (Onde nós sempre podemos nos esconder)

But in the windows of the soul (Mas nas janelas da alma)

There is nowhere we can go (Não há para onde ir)

If we keep running (Se continuarmos correndo)

Running from our destiny (Correndo do nosso destino)

Ele canta com o coração. Pensou Blaine, se preparando para entrar no palco pelos fundos, com o New Directions. Ele havia escutado Kurt cantar antes, mas não chegava perto daquilo.

My mother's always trying to tell me (Minha mãe sempre tentando me dizer)

How to be grateful how to believe (Como ser grato, como acreditar)

My father's always trying to say (Meu pai sempre tenta dizer)

Baby you're beautiful in every way (Querido você é lindo em todos os sentidos)

My lover's always got me in his arms (Meus namorados sempre me tomando em seus braço)

Trying to protect me keep me from harm (Tentando me proteger, me manter longe do mal)

So why do I always have to be (Então porque eu sempre tenho que ser)

My worst my own worst enemy (Meu único e pior inimigo?)

Kurt soltou um longo suspiro e se preparou, antes de começar o próximo refrão, dando o melhor de si. Afinal, ele achou que estava indo bem. Um dos motivos era por aquela música ser a mais cantada em seu chuveiro.

You say I walk on water (Você diz que eu ando na água)

You say I walk on the moon (Você diz que eu ando na lua)

But it's never enough (Mas nunca é suficiente)

(no it's never enough no it's never enough) (não, nunca é suficiente, não, nunca é suficiente)

You say I'm only human (Você diz que eu sou apenas um ser humano)

It's all in my head (E está tudo na minha cabeça)

But it's never enough (Mas nunca é suficiente)

(no it's never enough no it's never enough) (não, nunca é suficiente, não, nunca é suficiente)

One day I'll find (Algum dia eu vou encontrar)

My alibi… (Meu álibi)

My mother's always trying to tell me (Minha mãe sempre tentando me dizer)

How to be grateful how to believe (Como ser grata, como acreditar)

My father's always trying to say (Meu pai sempre tenta dizer)

Baby you're beautiful in every way (Querida você é linda em todos os sentidos)

My lover's always got me in his arms (Meus namorados sempre me tomando em seus braço)

Trying to protect me keep me from harm (Tentando me proteger, me manter longe do mal)

So why do I always have to be (Então porque eu sempre tenho que ser)

My worst my own worst enemy (Meu único e pior inimigo?)

Assim que terminou de cantar a última linha da música, Kurt olhou ao redor do auditório, todos estavam o aplaudindo, a maioria de pé. Então, ele abriu o maior sorriso que havia dado em toda sua vida. Aquilo realmente o fazia feliz, pelo menos fazia uma parte dele feliz.

A outra parte, estava cansada de ser seu próprio inimigo.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. Não sei se vou demorar muuuitoo para atualizar novamente. Agradeço a todos que leram. Até o próximo! :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!