Scarllet
3 Maniacos e policiais costumam ter vontade de me pegar
Notas iniciais
Eu não acredito, não acredito e não acredito. Três meses, há três meses que eu gostava daquele garoto. Eu gosto dele há três meses e esse filho da puta beija aquela puta? Ai meu Deus! Eu preciso esquecer ele. Largo Ryan e saio bufando em direção a sala de aula. Não quero mais olhar pra o X se comendo publicamente com aquela puta da Samantha. Sério, por isso que eu odeio me apaixonar. Você se magoa na certa. Ando mais rápido ainda em direção à sala, quando acabo caindo por ter batido em algum poste — Pessoa e sério, o chão deve me amar.
– Ai meu Deus. Quem foi o ser filho de Hera que não me viu? — Digo irritada me levantando.
Ouço a pessoa rir. Ôh, a pessoa tá pedindo pra morrer.
– Desculpa Scarllet — AI CARAMBA. É A CHARLIE.
– Char-char-Charlie? — Grito
– É, Sky. Sou eu — Ela diz dando uma voltinha sorrindo. E a Chars é a minha melhor amiga de infância. Ela tinha sumido. — Na verdade, ela só viajou com os pais — Sorrindo, pulo em cima dela fazendo a mesma tombar para trás.
– CHARS SUA COISA — Abraço ela forte
– SKY SUA RETARDADA — Ela diz retribuindo o abraço — Por que você tava irritada e indo pra algum lugar com raiva? — Ela não devia ter me lembrado disso.
Reviro os olhos e dou de ombros.
– Não vai falar? — Ela sorri e eu nego com a cabeça — O.k
Saio andando, mas sinto alguém me puxar pela cintura e me girar no ar.
– Vai sim falar Sr. Scarllet-ruiva-marrenta — Olho para a Chars rindo e fazendo um sinal para a pessoa me largar com as mãos. Olho para trás e vejo o rosto da pessoa idiota que me girou. — Não sou um pião
– Peters, larga ela agora, vai — Ela gargalha
– Peters, me larga a-g-o-r-a — soletro o agora. Eu vou matar esse garoto, seja quem for
– Tudo bem estressadinha. Sou o Peters, namorado da Charlie, prazer — Ele sorri
– Scarllet e Charlie — viro pra loira de olhos azuis que gargalhava ao lado do moreno de olhos castanhos — Eu te conto depois, juro. Tchau
Saio correndo e vou para a sala de aula. Sento na ultima cadeira e escuto o sinal bater.
**
– Tchau Ryan — Me despeço do garoto grudento que tinha aceitado fazer dupla comigo. O mesmo que eu aturo há anos, meu melhor amigo.
– Tchau Sky — Ele me beija na bochecha e ele cora. Sorrio com a atitude dele e retribuo o beijo.
– Até mais — Saio andando em direção a saída da escola
Hoje o Chazz não vem me buscar, talvez amanhã. Ele foi resolver "assuntos pendentes" coisa na qual eu desconfio. Aliás já me despedi da coisa chata da Chars. Chazz e Chars combina, não? O.k, parei de sonhar.
**
Estou deitada na minha cama. Encarando a pintura escura do meu pequeno e bagunçado quarto ouvindo uma musica do Linkin Park. Balanço a cabeça no ritmo da musica e ouço uma batida vinda da porta do meu quarto.
– ENTRA — Grito para a pessoa
– Filha, eu e sua mãe vamos sair. Chazz vai sair, vai pra casa de um amigo e você sai se quiser, mas nada, NADA DE COISAS ILEGAIS. Entendeu? — Diz meu pai na porta
– Tá, tá, tchau pai. Diz pro Chazz voltar logo. Ele mal fala comigo. — Ele chega e me esquece. Obrigada Chazz Moon.
– O.k, beijo filha. — Ele sorri. Sério, você até se ilude com o meu pai assim. Ele é um bom ator, a mamãe deve ter dito algo bem forte pra chantagear ele e fazer ele vir até aqui para ser legal comigo. A mamãe é outra história, eu amo ela.
– Tchau
Alguns minutinhos depois escuto o som do carro ligar. — Eles se foram. Eles nunca, MAS NUNCA param nessa casa — Escuto Chazz gritar um '' Tchau ruivinha-linda-que-eu-amo" Não respondo, aliás ele lembrou que eu existo agora?
Pego meu coturno mais do que usado e minha blusa dos Beatles. Visto a blusa e calço meus coturnos. Me olho no espelho, estou a mesma coisa. Cabelos ruivos bagunçados, mas lisos e bons — pra mim — E olhos verdes destacados pelo lápis e a sombra preta. Desço as escadas e saio de casa em direção a qualquer lugar de NY. Ando cantarolando uma musica do Motorhead quando dou de cara com alguém ou algo. — E por incrível que pareça, dessa vez eu não cai — Mas me sinto levemente zonza que acabo cambaleando para trás e caindo no chão — eu bati em algo forte, sei lá — Sinto alguém me puxar do chão e me segurar no colo. Fecho os olhos por uns segundos e me sinto melhor.
– Mas o quê? Que merda, eu só sei cair nessa vida. — Reclamo e ouço a pessoa sorrir
– Desculpa ruivinha. Mas toda vez que cair, você sempre irá se levantar, tá bem? — Sorrio com isso e olho para o dono da voz masculina. Eu já sabia quem era na hora que ouvi a pessoa falar.
– É Scarllet Moon e você realmente já pode me largar.
– Certo, certo — Vejo ele corar, mas e dai? Ele me magoou.
– Nicholas — Ele diz
– Hã? — Encaro seus eletrizantes olhos azuis
– Meu nome é Nicholas, Scarllet.
– Ah, tá. Oi Nicholas — Ele da uma risadinha com o meu deboche
– Oi Scarllet — Quer dizer que o nome do X é Nicholas? Eu passei a porra de três meses chamando ele de X pra descobrir que ele simplesmente se chama Nicholas?
– Tchau Nicholas — Me viro e saio andando, mas sinto ele puxar meu braço antes que eu possa continuar. Bato contra o peito dele.
– Não, quer andar por ai? Sem dança hoje! — Ele é um pervertido ou algo do tipo?
– Tá Nick, mas por favor, me solta antes que eu te machuque? — Peço tentando soar calma. Tudo bem, eu sou louca por ele, mas ele pede pra morrer.
– Tudo bem Sky, desculpa desculpa — Ele sorri
Começamos a andar em direção a uma rua qualquer
– Onde quer ir? — Ignoro o que ele tinha dito
– Andar somente, tá? Não sou nenhum maniaco — Ele levanta os braços em defesa
– Maniacos costumam ter medo de mim, sabe? Uma ruiva brigona e que a policia odeia. Você nem devia andar comigo, eu posso te matar. — O.k. Eu me apaixono pelo garoto, mas ameaço ele? Palmas Moon, palmas.
– Moon, você não machucaria um dançarino que luta Kung Fu — PERA, ELE SABE MEU SOBRENOME?
– Como você sabe o meu sobrenome?
– Samantha... — O corto antes que possa continuar.
– Samantha, a patricinha da escola que também é a minha inimiga enquanto engolia você hoje comentou algo sobre mim pra você? Algo ruim presumo. — Sorrio debochadamente
– Mais ou menos isso. Desculpa por ela.
– Esquece isso. Eu ainda arranco aqueles cabelos castanhos daquela cabeça dela.
Ele gargalha com o que eu digo enquanto dobramos uma avenida.
– Ei ruivinha. Quer tomar sorvete?
– Agora, tipo, numa meia noite e meia tomar sorvete? — Ele é doido
– Tem hora pra se tomar sorvete? — Ele retruca
– Tem, tipo umas três da tarde é uma hora boa de se tomar.
– Cala a boca. Bem que dizem que você é teimosa. — Ele me puxa em direção a uma soverteria vinte e quatro horas. Ele pede dois de chocolate e saímos em direção a uma fonte de água que tinha por perto. Me sento na beira e ele faz o mesmo.
– Por que a policia odeia você? — Ele pergunta
– Porque eu sou uma ruiva doida que infringe as leis, talvez?
– Você é meio maluca. Pode parar em um reformatório ou algo do tipo
– Tá bom papai. — Debocho. Eu amo ser sarcástica — Agora... — Pingo meu dedo no sorvete e passo no rosto dele — Limpa esse sorvete da sua cara bebezinho
– Ahhh você não fez isso Moon! — Ele sorri fingindo estar irritado
– Ahh eu fiz Nicholas
– Você vai me pagar — Ele pega a bola inteira do sorvete e passa na minha cara. DESGRAÇADO, MAS LINDO! MAS DESGRAÇADO.
– Seu idiota — Empurro ele pra dentro da fonte, mas ele me puxa e caio junto com ele. — Duplamente idiota.
– E você é uma doida e anã — Ele sorri
– E você é um dançarino palhaço e idiota
– É por isso que você é tão falada naquela escola. — Eu sou? — A ruivinha marrenta.
– E você é mais um brinquedinho da Samantha puta, Nicholas — O.k isso é uma briga?
– Eu devia andar mais vezes com você só pra viver essa sua vida de doida. — AI MEU DEUS ELE VAI APANHAR
– Cala a boca X. Você parecia tão legal quando eu cai naquele dia e você me ajudou.
– X? Por que você sempre me chama assim? E eu sou, mas não com doidas anãs
– Cala a boca — BATO COM FORÇA AS MÃOS NA ÁGUA
– Mandona
– Idiota
– Anã
– Desgraçado — Levanto, mas o idiota me puxa de volta pela cintura e caio por cima dele. Como eu pude gostar dessa coisa?
– Você vai ficar aqui — Ele sorri ainda segurando na minha cintura — É por isso que eu te observava todos os dias naquela escola. É tão... Tão diferente das outras. Eu gosto disso em você Moon. — Ele tá flertando comigo? Ai meu Deus.
– Nicholas para
– EI VOCÊS DOIS AI — Alguém grita para nós. Olhamos juntos para a pessoa e descobrimos que é um policial. Um daqueles que já me conhecem — RUIVINHA? VOCÊ DE NOVO? AGORA VOCÊ NÃO ESCAPA
– Nicholas — bato no braço dele — Nicholas, CORRE — Levanto e saio correndo
– Moon espera. — Ele corre e segura a minha mão. Mas o quê? — Espera por favor. Eu não sou um fugitivo como você. — Ele tá com medo. Sorrio com isso enquanto corremos
– Por que tá rindo sua maluca? — Ele pergunta desesperado enquanto aperta com mais força a minha mão
– Por causa de você medroso — Gargalho de novo
– Eu te odeio ruiva
– Eu te odeio mais medrosinho
Finalmente nos livramos daquele policial chato. Paramos ofegantes em frente a minha casa.
– Quer entrar? — Pergunto. Não, eu não quero me engolir com ele nem nada. Ele pode querer água. Ele tá pra morrer de medo aqui.
– Não obrigada. — Ele se aproxima muito. ELE TÁ PERTO DEMAIS, ROSANA.
– Nichol... — Ele me corta dando um beijo na bochecha rápido.
– Obrigada por me dar uma noite boa. Eu estava muito mal, prestes a fazer qualquer merda, mas você me ajudou. Obrigada Scarllet. — Ele sorri envergonhado.
– Me beija de novo e você nunca mais vai poder fazer filhos, boa noite. — Dou um soco no ombro dele
– Ai sua bruta — Ele passa a mão no local do soco
– Doeu? Desculpa — mentira. Mas ele me beijou. ELE ME BEIJOU CARAMBA
– Tchau Moon.
– Tchau X e um dia explico o porque de X, talvez.
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