Notas iniciais
Oi meus #Blindspotters lindos, voltei com mais um capítulo pra vocês, boa leitura!

Neste momento a ambulância chega e o tiram dos meus braços, rapidamente e estancam o sangue colocando-o na maca e levando-o pra fora. E eu fico jogada no chão olhando pras minhas mãos e roupas manchadas com o sangue dele.

— Jane? – Tasha, me chama mas sua voz está tão longe que quase não ouço. – Você precisa reagir, Kurt precisa de você.

Ao ouvir seu nome eu desperto como se um alarme soasse em minha cabeça, mas meu corpo está travado não consigo me mover.

— Jane, reage! – Reade diz preocupado. – Kurt, está na ambulância estão perguntando se alguém vai acompanhá-lo.

—Isso não está acontecendo. – Eu falo com meus olhos cheios da lágrima. – Não pode estar.

Encontro forças pra me levantar e saio pela porta meio tonta atrás dele. Desci as escadas correndo minha cabeça está um turbilhão de pensamentos. Estou aterrorizada com a possibilidade de perdê-lo. Quando chego lá em baixo estão colocando ele na ambulância.

— Espere! – Eu digo pro paramédico. – Eu vou com ele.

— A senhora é quem? – O paramédico pergunta.

Eu levanto minha mão esquerda e mostro a aliança pra ele.

— Eu sou a esposa.

— Pode subir. – O paramédico diz.

Rapidamente eu subo na ambulância e pego sua mão. Não agüento vê-lo desse jeito desacordado, lutando pela vida. Sinto um desespero muito grande quando a máquina que está monitorando seus batimentos cardíacos começa apitar. Seu coração estava parando de bater.

— Kurt! Não faça isso comigo. – Eu digo chorando desesperada. – Por favor, não me deixe.

O paramédico pede pra que eu me afaste pra ele fazer a massagem cardíaca nele. Mas eu não consigo largar sua mão. O paramédico é obrigado a puxar minha mãe pra que eu me afaste dele.

— Salve-o – Eu imploro.

O paramédico começa a massagem e fico ao lado aguardando Kurt dar algum sinal de melhora. A máquina continua apitando e aumenta ainda mais o meu desespero, os segundos vão passando e nada dele voltar, o paramédico me encara e balança a cabeça negativamente querendo me dizer que não pode fazer mais nada por ele, que ele já estava morto.

— NÃO! – Eu grito desesperada. – ELE NÃO ESTÁ MORTO, CONTINUE A MASSAGEM.

— Senhora, não há mais nada que eu possa fazer. – O paramédico diz.

— Saí! – Eu grito com ele. – Eu mesma vou fazer.

Empurro o paramédico pro lado e tomo o seu lugar na massagem cardíaca.

— Kurt, volta pra mim, por favor! – Eu imploro chorando sem parar. – Eu não sei viver sem você.

Minha visão está embaçada por causa das lágrimas que transbordam meus olhos. Meu braço já está cansado de tanto esforço que estou fazendo para continuar com a massagem. Ele não reage, estou perdendo as esperanças, não acredito que o amor da minha vida está morrendo bem diante dos meus olhos e não posso fazer nada. Eu seguro seu rosto entre as minhas mãos e selo nossos lábios me despedindo dele. Mas nesta mesma hora a máquina para de apitar indicando que seu coração voltou á bater.

— AI MEU DEUS! – Eu me abaixo pra sussurrar em seu ouvido. – Não faz mais isso comigo, por favor.

(...)

Chegamos ao hospital e eles correm com ele na maca desacordado, entram direto pra emergência e me avisam que vão enviá-lo imediatamente para o centro cirúrgico.

Eu fico ali parada encarando a porta da emergência sem saber o que fazer, esfrego minhas mãos no rosto e só ai me dou conta que estou toda suja de sangue e acabei melando meu rosto. Procuro um banheiro pra me lavar, minha cabeça está á mil não consigo parar de chorar só consigo pensar que minha razão de viver está morrendo por culpa minha.

Meu telefone toca e não quero atender, mas o nome da tela do celular chama a minha atenção. Com tudo isso que está acontecendo eu esqueci completamente de Avery. Respiro fundo antes de atender tentando controlar minhas lágrimas.

Alô! – eu atendo com a voz embargada.

— Jane? Está tudo bem? – ela pergunta.

— Não, Avery não estou bem.

— O que aconteceu? – ela pergunta. – Parece que está chorando.

— É o Kurt. – Eu respondo baixinho me controlando pra não chorar de novo.

— O que houve com ele?

— Ele tomou um tiro. – Eu falo começando a chorar de novo. – Ele está muito mal, Avery.

— Ai meu Deus! – ela diz. – Onde você está?

— Estou no hospital central da cidade, o levaram para o centro cirúrgico. – Eu explico.

— Entendo, estou indo aí. – ela fala e desliga.

Fico encarando o celular procurando entender essa situação. Avery deixou claro que não gosta de mim, mas mostrou preocupação quando soube de Kurt. Só espero que um dia eu possa conquistar o carinho da minha filha.

(...)

Meu coração está angustiado já estou aqui há meia hora e nenhuma notícia de Kurt, nossos amigos ainda não vieram saber notícias, Avery ainda não chegou. Desse jeito eu fico ainda pior me sentindo muito só, e com o coração em pedaços. Metade de mim está no centro cirúrgico lutando pra sobreviver e eu aqui sem poder fazer nada. Faço uma prece silenciosa pedindo á Deus que o salve que eu possa ter mais uma chance de olhar para aqueles olhos lindos azuis que eu amo tanto.

— Meu Deus me ajuda! Eu não posso perdê-lo. – Eu rogo.

Passaram-se quarenta minutos desde que falei com Avery e ela ainda não havia chegado, eu fico caminhando de um lado para o outro roendo minhas unhas, ninguém vem me dar nenhuma notícia essa espera está me matando, sinto uma angústia muito grande e começo a passar a mão em peito. Parece que minhas vias respiratórias estão obstruídas não consigo respirar direito. Agora eu entendo que sem ele eu não vivo, não respiro. Não sei como pude viver antes sem ele.

— Meu Deus! Meu Deus! – Eu rogo novamente.

Estou de costas para a entrada do hospital e não vejo quando Avery entra, só me dou conta que não estou sozinha quando escuto sua voz chamando meu nome.

— Jane?!

Meu coração dá um solavanco, fico emocionada pela presença da minha filha, mesmo que seja num momento como esse.

— Avery, hei. – Á comprimento.

— Você está bem?

— Não estou. – eu respondo e as lágrimas que eu estava segurando resolvem cair.

— Alguma notícia dele? – ela pergunta.

— Nada, ainda. – eu respondo e levanto meu rosto pra cima em direção ao teto respirando fundo.

— Vai dar tudo certo. – Ela diz.

— Obrigada, Avery.

— Obrigada por quê? – ela pergunta seca.

— Por estar aqui.

— Não estou aqui por você e sim por ele, Kurt é um cara legal e na Alemanha ele se portou bem comigo, mesmo que eu tenha tramado contra ele.

Eu fico arrasada com as palavras dela.

— Mesmo assim agradeço.

— Posso perguntar uma coisa?

— P.. pode. – eu respondo um pouco receosa.

— Por que você foi tão dura com ele?

— Agora não é à hora, Avery.

— Incrível, como você sempre foge Jane. – Ela diz debochadamente e balança a cabeça negativamente, respira fundo antes de voltar á falar. — Olha, sei que é um momento delicado pra falar sobre tudo que aconteceu. Eu também não quero me intrometer na relação de vocês, mas gosto muito do Kurt. Ele sempre foi sincero comigo. Então acho que devo isso a ele... – Ela faz uma pausa antes de voltar a falar, meus olhos transbordavam lágrimas de culpa. – Esse cara te procurou por dezoito meses! Parece uma vida pra mim. A adoração que ele sente por você está estampada no olhar, qualquer um vê. Você realmente acha que vale a pena dispersar qualquer tempo que poderia ter sido ao lado dele para alimentar a dor de uma decepção? – Ela faz mais uma pausa antes de voltar á falar. – Eu entendo que você ficou decepcionada por ele não ter te contado que me encontrou, mas ele achou que eu estava morta. Saber de tudo isso só te causaria dor. Ele estava te protegendo. O maior erro dele é o amor imenso que sente por você.

Aquilo tudo está me corroendo por dentro, ela está certa eu fui dura demais com ele, deveria ter aproveitado cada minuto com ele. E agora eu não sei se terei tempo, só de pensar nisso o desespero toma conta de mim.

— Talvez você tenha razão. – eu falo e crio coragem de fazer uma pergunta delicada pra ela. – Agora é a minha vez de perguntar, por que você me odeia tanto?

— Eu não te odeio. – Ela diz calma me encarando.

— Ah não! Pra mim está claro que sim. – Eu falo triste.

— Eu só estou decepcionada e com raiva de você. – Ela diz séria. – Você me abandonou.

— Eu não te abandonei, Avery Sheperd tirou você de mim quando eu acordei, ela já tinha te levado, eu sofri, eu chorei, eu te procurei, eu lutei por você. – Desabafo voltando a chorar.

— Não lutou o bastante. – ela joga as palavras na minha cara.

Quando eu estava me preparando para responder Patterson, Tasha e Reade aparecem no meu campo de visão, Tasha me alcança primeiro e me dá um abraço, cada um deles me abraçou e deixei eles me consolarem. Minha vida está de cabeça pra baixo não sei o que fazer.

— Alguma notícia? – Tasha, pergunta.

— Não! – Eu falo um pouco mais alto. – E isso está me deixando louca.

— Calma, Jane! – Patterson diz. – Vai ficar tudo bem.

— Jane, ele é forte vai dar tudo certo. – Reade, diz.

— Eu só o quero de volta. – eu falo desesperada. – Como eu fui idiota.

(...)

Duas horas se passaram eu ainda continuava andando de um lado para o outro, Avery disse que voltaria para a casa segura e pediu que eu á avisasse quando tivesse notícias dele, mas até agora nada, Tasha e Reade foram á cafeteria buscar um café pra mim e Partterson ficou ao meu lado o tempo todo. Eu já estava morrendo sem notícias dele que quase derrubei aquela porta, mas de repente ela se abre e um médico sai de lá, ele estava com a expressão séria parecia não ter boas notícias.

— Doutor? – eu o chamo. – Sou a esposa do Kurt Weller. – Eu me adianto indo na direção dele . – Alguma notícia do meu marido?

— Sim, senhora Weller. – Ele diz desanimado.

— Ele está bem? Já posso vê-lo? — Eu pergunto afoita.

Ele respira fundo antes de começar á falar e o desespero, toma conta de mim por completo.

Notas finais
Espero que não estejam querendo me matar, eu quis explorar um pouquinho a Avery neste capítulo por que sinto que ela gosta do Kurt e ficou realmente preocupada com ele.