Scared & Lonely

7 Por que Comigo?!


Notas iniciais
Oiiiii mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem. Boa leitura.

Acaricio sua mão e fico olhando pro seu rosto bonito. Meu coração está cheio de esperança. Em quanto eu acariciava sua mão sinto seus dedos se movendo. Meu coração para e eu fico boquiaberta, olho imediatamente pro seu rosto e o que vejo me tira o fôlego, um par de olhos azuis me encarando.

Eu estava estática ele estava me encarando e eu não sabia o que fazer, não tinha caído à ficha que ele estava acordado, que estava olhando pra mim. Meu coração começou a bater freneticamente e minhas mãos começaram a suar.

— Kurt, você abriu os olhos! – eu consigo falar e as lágrimas já teimavam em cair dos meus olhos. – Você voltou pra mim, eu nem acredito.

Ele franziu o cenho e puxou a sua mão que eu estava segurando.

— Quem é você?! – ele diz com a voz rouca.

— O que?! Kurt sou eu, Jane! – medo toma conta de mim mais uma vez. – Você não lembra de mim?

— Eu deveria? – ele diz seco. – O que aconteceu comigo?

— Você foi baleado. – eu digo triste e um turbilhão de emoções toma conta de mim. – Você ficou muito mal e ficou em coma por cinco meses.

— O que?! – ele diz assustado. – em coma por cinco meses? Eu quero ver a Sarah onde ela está? – ele pergunta agitado.

— Hey fique calmo eu vou chamar o doutor. – eu saio pela porta com pressa não acreditando no que está acontecendo. – Por que comigo?!

Saio depressa procurando a enfermeira pra ela avisar ao doutor que ele acordou.

— Enfermeira! – eu chamo balcão. – Meu marido acordou, chame o doutor rápido.

O doutor vai depressa ao quarto dele e eu fico na porta observando ele fazer exames nele, e perguntando uma série de coisas.

— Senhora Weller se aproxime, por favor. – o doutor olha pra mim.

Eu me aproximo ficando um pouco distante da cama. Ele me analisa e avista aliança no meu dedo.

— Senhora, Weller? – ele pergunta.

— Sim, ela é sua esposa. – o doutor fala pra ele.

— E.. eu não lembro dela. – ele diz agora confuso.

— Precisamos fazer alguns exames senhor Weller, é normal apresentar algum quadro de amnésia depois de um coma. – o doutor diz. – Aparentemente ele está muito bem, vamos fazer mais alguns exames, mas é uma vitória. – o doutor olha pra mim e sorri.

— Obrigada doutor. – eu falo e dou um sorriso forçado.

— Vou deixá-los a sós. – o doutor se despede e sai fechando a porta atrás de si.

Eu fico encarando a porta evitando ao máximo olhar pra ele. Mas é inevitável eu precisava olhá-lo, fiquei muito tempo sem ver esses olhos que não me importo com mais nada. Aproximo-me mais da sua cama ficando de frente pra ele.

— Como está se sentindo?! – eu pergunto sem jeito.

— Eu me sinto bem, só um pouco confuso. – ele diz.

— Você ficou muito tempo em coma. – eu falo. – o doutor disse que é normal você mesmo ouviu.

— Isso tudo é muito louco. – ele diz. – como a gente esquece que é casado?

— Pelo jeito, você esqueceu-se de tudo que aconteceu depois da Time Square. – eu falo triste.

— O que aconteceu na Time Square?! – ele pergunta.

— Tudo! – eu falo. – Nós nos conhecemos depois que eu apareci na Time Square dentro de uma mala e desmemoriada.

— Nossa que loucura. – ele diz. – Cadê o meu team?!

— Eles estão no trabalho. – eu falo. – mas eles te visitam todos os dias.

— Entendo. – ele fica olhando pro teto pensando e os meus olhos se enchem de lágrimas novamente. – Onde está a Sarah?! Eu queria vê-la.

— Ela está no Colorado. Mas veio te ver semana passada. – eu fungo e ele me encara.

— Por que está chorando?

— Me desculpe, e.. eu.. – eu não consigo responder e saio do quarto correndo.

Procuro um bebedouro e pego um pouco de água, eu estava tremendo. Não sei mais o que fazer, acho que eu vivo pra sofrer. Agora que eu achei que tudo ia caminhar pra nossa reconciliação ele acorda do coma com amnésia.

Peguei meu telefone e ligo pra Patterson.

— Jane?! – ela pergunta preocupada. – está tudo bem?

— Não! – eu digo. – ele acordou.

— Mas, isso é ótimo. – ela disse. – por que está triste?

— Ele não se lembra de mim. –eu falo soluçando.

— Ai meu Deus! – ela diz. – eu estou indo aí.

Desliguei o telefone e encostei-me na parede respirando fundo, as lágrimas teimam em sair. Meu peito se aperta, está doendo muito. Esperei cinco meses pra ver aqueles olhos e eles não me reconhecem.

Em quarenta minutos mais ou menos Patterson chega e vem direto me dar um abraço, eu já havia parado de chorar, desde que liguei pra ela não voltei pro quarto. Expliquei tudo que aconteceu e ela pediu pra vê-lo eu disse que sim, ela me deu mais um abraço e foi em direção a porta que dava pro quarto dele. Eu fiquei observando até ela sumir da minha visão.

Kurt Weller

Não estou entendo nada que está acontecendo, quando vi aquela mulher chorando me deu um aperto no coração e uma vontade louca de abraçá-la, mas quando perguntei o porquê ela chorava, ela simplesmente saiu correndo.

O que está acontecendo comigo? Eu tenho uma esposa e não lembro nada dela. Isso tudo é muito louco. Quanto tempo nós estamos casados? Como eu a conheci?

São muitas perguntas na minha cabeça, queria que alguém me respondesse algumas delas. Estou perdido em meus pensamentos quando alguém bate na porta.

— Entre! – eu falo mais alto e minha garganta dói.

— Com licença. – Patterson abre a porta e vem na minha direção.

— Hey! Patterson.

— Oi Weller, fiquei sabendo que acordou e vim correndo pra cá. – ela diz sorrindo e vindo me abraçar. – Você está bem?!

— Me sinto bem fisicamente. – eu falo. – Mas um pouco confuso.

— Entendo. – ela diz. – Está confuso sobre a Jane?!

— Sim, isso está me deixando nervoso. – eu falo. – Eu tenho mesmo uma esposa?

— Sim, Weller. – ela diz séria. – E ela é incrível.

— Patterson, por mais que eu me esforce eu não consigo lembrar nada. – eu falo irritado. – Ela disse algo sobre ela ter sido encontrada numa mala na Time Square, o que isso significa?!

— Bem, a história é longa você tem tempo? – ela brinca.

— Primeiro quero te fazer uma pergunta. – eu falo atropelando ela. – Quanto tempo eu e ela somos casados?

— Dois anos e seis meses. – ela diz. – Weller, você é louco pela Jane pode ter certeza.

— Eu sou?!

— Sim! Você não vive sem ela, passaram por muita coisa juntos. – ela diz.

— Entendo. – eu falo e esfrego as mãos nos meus olhos.

Ela me contou o que aconteceu desde que Jane saiu da mala na Time Square fiquei boquiaberto e com raiva quando soube da morte de Mayfair . E quando descobri que tenho uma filha com a Allie fiquei desnorteado. Parecia mentira tudo isso aconteceu e eu simplesmente não lembro. Ela fala e eu faço perguntas, me falou também que eu e a Jane estávamos no meio de uma crise no casamento por causa de sua filha Avery. Aquilo me deixou um pouco triste não entendo por que me senti assim eu nem ao menos me lembrava dela.

Fiquei ali escutando Patterson me contar tudo, muitas informações pra um dia só. Eu já estava exausto emocionalmente.

— Patterson, eu preciso que me faça um favor. – eu peço.

— O que você quiser. – ela fala.

— Chama a Jane pra mim? – eu pergunto.

— Claro! – ela diz já levantando, me deu mais um abraço e me desejou boa sorte antes de sair.

Fiquei ali sozinho esperando Jane aparecer, minhas mãos suavam eu estava nervoso. Por que eu estava nervoso? Será por que a mulher que eu não me lembro é minha esposa e deve estar sofrendo muito? Por que meu cérebro quer pregar peças em mim? Por que isso está acontecendo? São muitas perguntas sem respostas.

Escuto uma batida suave e a porta se abrindo. Ela entra e fecha a porta me encarando á distância.

— Você me chamou? – ela pergunta encarando o chão.

— Sim! Eu .. hã.. preciso conversar melhor com você. – eu falo. – Chegue mais perto.

Ela se aproxima e senta na cadeira que fica ao lado da minha cama.

— Patterson me contou tudo. – eu falo.

— Eu sei. – ela diz de cabeça baixa.

— Me desculpe! – eu falo. – Sinto muito por tudo.

— Engraçado, que você pede desculpas, mas nem sabe o por que. – ela diz agora me encarando.

— Eu posso não me lembrar, mas eu sei o por que. – eu falo, olhando pra ela esfregar as mãos uma na outra.

Ela sorri fraco e vira o rosto encarando a parede.

— Você está cansada? – eu pergunto não sabendo o que dizer.

— Um pouco. – ela diz encostando as costas no encosto da cadeira.

— Deve ter sido muito ruim pra você ficar esses cinco meses aqui no hospital comigo e quando eu acordo nem me lembro de você. – eu falo e me estico pra pegar na sua mão com a aliança.

Ela arregala os olhos e encara nossas mãos juntas, a vejo dar um suspiro e fechar os olhos com força. Aquilo corta meu coração, vê-la triste desse jeito faz eu me sentir impotente.

— Onde está a minha aliança? – eu pergunto confuso olhando pra minha mão nua.

— Está aqui. – ela diz soltando nossas mãos e indo ao seu pescoço tirando o cordão com a aliança pendurada nele.

Ela entrega pra mim. Eu fico analisando a aliança e ela me encara ansiosa. Eu levo a aliança ao meu dedo e fico encarando minha mão.

— Por que você colocou a aliança?! – ela pergunta triste.

— Por que não?! – eu falo. – Se eu sou casado devo usar minha aliança.

— Mas você nem sequer lembra-se de ter casado comigo. – ela diz triste.

— É verdade. – eu falo. – Mas, vou me esforçar pra lembrar.

— Se você insiste. – ela diz.

— Se você me ajudar. – eu falo sorrindo. – Tenho certeza que lembrarei rapidinho.

— Não sei o que poderia fazer pra te ajudar. – ela diz.

— Só quero que fique do meu lado.

— Quanto á isso não se preocupe, sou sua esposa não é. – ela diz e sorri fraco.

Fico ali encarando seus olhos verdes e sinto uma quentura no meu corpo, eu tive sorte de me casar com uma mulher tão linda. Estou me sentindo estranho, estou feliz com sua presença. Eu devo amá-la demais para querer dar minha vida por ela.

Notas finais
Espero que não queiram me matar KKKKKK no próximo capítulo prometo que as coisas vão melhorar.