Scared & Lonely
13 A Verdade
Notas iniciais
Kurt estava sonhando com Jane, ela estava deitada na cama agarrada á ele sua respiração quente e suave em seu pescoço fazia cócegas no seu estômago seu sonho é interrompido quando ele ouve uma batida forte na porta e em quanto ele se levanta para abri-la o visitante impaciente já bateu mais umas três.
— Já vou, já vou! – ele diz aborrecido.
Quando abre a porta dá de cara com Avery e pela cara dela ela estava mal-humorada.
— Bom dia! – ela diz e vai entrando.
— Bom dia! Você está bem? – ele pergunta preocupado.
— Não. – ela diz logo.
— O que houve? – Ele fecha a porta e vai em direção á ela.
— Estou preocupada com Jane. – ela diz cansada.
— Nós vamos encontrá-la você vai ver. – ele e a puxa para um abraço.
— Eu só não posso perder mais ninguém, Kurt não vou agüentar.
— Você não vai perdê-la, tenha fé. – ele sorri. – Se quiser pode ficar aqui alguns dias, pra não se sentir tão sozinha.
— Eu não sei, não vou te atrapalhar? – ela pergunta.
— Claro que não, você é da família Avery.
A conversa deles é interrompida quando o celular de Kurt começa a tocar, ele volta até o quarto e pega o telefone era Patterson.
— Tem novidades? – ele atende logo com uma pergunta.
— Sim! E você não vai acreditar no que encontrei. – Patterson diz.
— O que? – ele pergunta aflito.
— Eu acho melhor te mostrar pessoalmente. – ela diz.
— Não tenho tempo para joguinhos Patterson. – ele diz irritado.
— Kurt, estou falando sério, é ruim muito ruim. – ela aumenta a voz.
Ele estremece, quando Patterson diz que é ruim é por que eles estão em apuros.
— Estou á caminho. – ele desliga e volta para a sala para encontrar Avery na varanda.
— Avery eu tenho que ir, Patterson encontrou algo parece sério.
— É sobre Jane? – ela pergunta afoita.
— Sim, preciso ir você se importa de ficar sozinha aqui?
— Eu vou com você. – ela diz.
— Acho melhor não. – ele diz receoso.
— Eu vou com você, ela é minha mãe Kurt eu quero ajudar. – ela diz determinada.
— Está bem! – ele diz derrotado.
Meia hora depois ele estava pronto, dispensou os guardas de Avery mas disse pra eles ficarem em seu apartamento para quando ela viesse embora. Durante o caminho Kurt percebeu que as mãos dela suavam, e que ela parecia preocupada.
— Você está bem? – ele pergunta.
— Estou nervosa. – ela diz o mirando. – Você não está?
— Eu estou preocupado, essa demora para encontrá-la está me deixando louco. – ele confessa.
— Você vai encontrá-la não vai? – ela pergunta triste.
— Eu vou encontrá-la nem que eu tenha que ir até inferno atrás dela. – ele diz sério.
— Promete?
— Eu prometo. – ele a encara e sorri.
Como ele faria para cumprir essa promessa ele não sabia, mas dentro dele ele tinha a certeza que faria o possível e o impossível para encontrá-la.
Chegando ao NYO ele e Avery vão direto para o laboratório da Patterson, ao entrar Kurt percebe que todos já estavam á sua espera.
— O que ela faz aqui? – Reade pergunta á Kurt seus olhos em direção á Avery.
— Ela tem o direito de saber o que está acontecendo Reade. – Tasha diz.
— Ela não vai á lugar nenhum, ela está comigo e Jane é sua mãe. – Kurt diz encerrando o assunto.
— Isso pode ser demais pra ela Kurt, ela é só uma garota. – Reade diz.
— Eu agüento. – Avery diz encarando Reade.
— Ela é igual á mãe. – Patterson diz.
— Okay, vamos ao que interessa. – Kurt diz nervoso. – O que você encontrou Patterson?
— Eu estava procurando pelas câmeras da cidade, usei todos os meus recursos legais e ilegais. – ela olha para Reade que revira os olhos diante da confissão. – E encontrei algo, confesso que fiquei surpresa, com ódio e me sentindo traída.
— Patterson para de enrolar. – Kurt a interrompe sem paciência. – Mostre logo.
— Okay, como eu estava dizendo usei todos os meus recursos e encontrei uma pista muito importante.
Ela mexe em seu tablet e o vídeo aparece na tela da televisão, ela respira fundo e aperta o play.
Todos estão com os olhos vidrados na tela, o vídeo mostra uma van preta sem placa estacionando perto de um armazém abandonado na zona rural de New York, duas pessoas encapuzadas saem e vão para o lado da porta lateral da van, quando abrem um deles entra e puxa o corpo de Jane que estava desacordada com as mãos e pés amarrados.
Avery coloca a mão na boca quando avista a mãe naquela situação.
Os seqüestradores puxam uma cadeira de rodas e posicionam Jane sentada nela. Os meliantes conversam sem tirar a máscara um deles aponta para frente direcionando o outro a ir para aquela direção o outro fica para trás e entra na van dando partida e saindo da vista da câmera.
— É isso? – Kurt pergunta decepcionado.
— É mais de um vídeo. – ela diz. – Agora vou mostrar por outro ângulo e em uma área populosa da cidade.
Eles voltam a olhar para a tela e Patterson posiciona o próximo vídeo na tela e dando o play.
Os olhos de todos continuam vidrados, um dos meliantes está dirigindo e olhando para todos os lados parecia com medo de ser visto, passados alguns minutos o meliante pára a van e desce, indo para a porta lateral e pegando um galão que parecia cheio de gasolina encharcando o estofado e ateando fogo nele, em minutos a van está completamente em chamas e o vídeo acaba.
— O que você está querendo Patterson? Quer me enlouquecer? – Kurt grita. – Vamos para a parte mais importante, por favor.
— Este é o último. – ela revira os olhos para a impaciência dele.
Ela aperta o play novamente. Avery respira fundo tentando acalmar o coração que insistia em bater rápido. Kurt aperta os olhos com força e cruza os braços.
O meliante caminha alguns minutos e entra num carro de passeio, ainda com a máscara e olhando para os lados dá a partida e sai. Á alguns metros á frentes sem perceber que estava sendo filmado o meliante tira a máscara.
— Isso só pode ser brincadeira. – Kurt diz sem acreditar no que está vendo.
— Ai meu Deus! – Tasha e Reade dizem ao mesmo tempo.
— Eu disse que era ruim. – Patterson diz.
— Quem é essa? – Avery pergunta sem entender.
— Isso não pode estar acontecendo. – Kurt bate os punhos na mesa. – Eu confie nela, ela foi até a minha casa ontem dizendo que ia me ajudar á encontrar Jane.
— Vadia! – Tasha chinga.
— Quem é essa? – Avery fala mais alto.
— O Nome dela é Nas. – Patterson diz.
— A Nas que falou com você ontem no telefone? – Avery puxa o braço de Kurt o virando para ela.
— Sim, a mesma Nas. – Kurt fecha os olhos com ódio. – Como eu não percebi isso?
— O outro provavelmente deve ser Keaton. – Reade diz. – Eles estavam trabalhando na CIA juntos.
— Por que ela fez isso? – Kurt pergunta confuso.
— Por inveja. – Tasha diz convicta.
— Inveja do que? – Avery pergunta.
— Inveja da Jane, por que Kurt á escolheu ao invés dela. – Patterson responde.
— Eu ... eu.. – Kurt tenta dizer. – Preciso contar uma coisa.
— O que? – Tasha dispara. – Não vai me dizer que ...
— Não é o que você está pensando Tasha, pelo amor de Deus. – Kurt diz. – Ontem Nas esteve em meu apartamento e .. ela me beijou.
— E você deixou? – Avery pergunta incrédula.
— Claro que não! Ela me pegou de surpresa. – ele diz. – Eu á afastei e disse para nunca mais me procurar, mas o seqüestro foi antes disso eu devia ter percebido, eu sou um idiota, Jane jamais vai me perdoar.
— Calma Kurt! – Tasha diz. – Você não podia imaginar, nenhum de nós podia.
— Precisamos rastreá-la. – Avery diz.
— Não é tão fácil assim. – Patterson diz. – Ela trocou de celular, está com um descartável provavelmente.
— Eu preciso encontrar a minha esposa, ela não pode passar por isso de novo. – Kurt passa as mãos pelo rosto e respira fundo. – Isso é minha culpa.
— Pare! – Reade diz. – Não é culpa sua e sim daqueles que querem fazer mal á vocês.
— Não! Eu devia estar junto com ela. – Kurt diz perturbado, seus olhos começando á lacrimejar. – Eu nunca vou me perdoar se algo acontecer á ela, nunca!
— Não é culpa sua Kurt. – Avery diz passando a mão pelo ombro dele. – Nós vamos encontrá-la, agora entendo por que Jane ama tanta esse time.
— E por quê? – Tasha diz.
— Por que vocês cuidam um do outro. – Avery diz. – Sei que vocês farão de tudo para encontrá-la, sei que não falharão com ela.
— Eu já falhei. – Kurt diz e abandona o laboratório limpando as lágrimas que escorreram por seu rosto.
Ele vai direto para o vestiário e se encosta-se ao armário respirando fundo tentando acalmar os nervos e o coração que está em pedaços.
— Eu vou te encontrar meu amor, eu prometo.
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