Say you love me

1 Surpresa ao seu lado.


Notas iniciais
Boa Leitura! :P

— O trabalho de biologia será feito em duplas. – anunciou o professor, depois de quase dez minutos pedindo pra sala ficar quieta.

Odiava trabalho em duplas, por que na maioria das vezes ele me colocava com alguém preguiçoso e idiota. Terminei de fazer minhas anotações em meu caderno, e dediquei minha atenção em pedir aos céus que não caísse com nenhum perturbado.

— Erza e Jellal – levantei-me rapidamente da cadeira para revogar sua decisão – sem reclamações Srt. Ou vai acabar ficando sem nota, os dois.

Bufei de ódio. Teria sido melhor cair com algum idiota, do que com aquele garoto. Virei meu rosto em sua direção, e não me surpreendi com o olhar raivoso em seu rosto. Há anos não nos dávamos bem, e desde que me lembro estudamos sempre juntos na mesma sala. Devo tudo isso, essas desavenças com eles, aos nossos pais, que são amigos desse muito novos.

Jellal sempre foi um garoto animado, sorridente, de sorriso fácil e gentil. Contudo, em um acidente sua mãe faleceu, e com isso o pequeno e sorridente Jellal foi embora, e deixou em seu lugar um rapaz sombrio, encrenqueiro e frio. E, definitivamente, nossas brigas pioraram em um grau que não nos suportávamos mais.

O sinal bateu, e eu rapidamente arrumei minhas coisas, e conseguir sair voando da sala. Levantei o corpo da cadeira, e ele foi jogado com força novamente contra a cadeira.

— Na minha casa – ele começou, com a voz fria, como sempre – as sete.

— Não vou. – rebati furiosa. Quem ele pensava que era? — marcamos pra amanhã na biblioteca da escola.

— Não vou.

— Deixa de ser criança – levantei irritada, peguei minha mochila e fui em direção a porta – Faça o que quiser.

— Então você faz sozinha.

— Ela não vai fazer sozinha Sr Jellal – o professor disse intromentendo-se na discussão. – ou ambos fazem juntos, ou já coloco o zero de vocês no meu diário.

Respirei fundo. Contei até vinte, e encarei o idiota de cabelo azul. Por anos não tinha reparado em como ele tinha crescido. Seus ombros pareciam mais largos, sua estatura aumentou consideravelmente, os músculos pareciam ter duplicado. Não poderia entrar em uma briga com ele, como fazia quando eram pequenos.

— Me mande alguma coisa por e-mail e podemos fazer assim – conclui meu pensamento em voz alta, ignorando completamente o professor. – e eu não vejo a sua cara de idiota mais do que o necessário.

Virei-me de costas, e escutei o professor dizer algo sobre teimosia demais para uma garota, e algo do tipo “ruiva idiota”. Ignorei ambos os comentários, e segui meu caminho.

Em toda a minha vida, sempre andei sozinha no caminho de casa. Por meu porte, e por debater demais e ser “bocuda” como muitos dizem, preferi manter distância dos idiotas da minha escola. Que só me querem por amiga por ser elogiada e paparicada pelos professores, e minhas regalias na escola.

— Então, sem esse negócio de e-mail beleza? – gritei alto, com o susto.

Jellal estava levemente ofegante, provavelmente correu para conseguir me alcançar. Suspirei, e coloquei a mão sob o peito, sentindo as batidas aceleradas de meu pobre e assustado coração.

— Não faça isso, seu idiota. – reclamei, dando um leve soco em seu braço. – Algum dia você mata alguém desse jeito.

— Esqueci do seu medo pelo sobrenatural – zombou ele, e meu nível de stress aumentou como um foguete em direção ao espaço – Podemos fazer esse trabalho hoje, e já terminar hoje. O que acha?

Olhei em seu rosto, e perdi a conta de quantas vezes nós já tínhamos discutido bravamente. E logo a vontade de iniciar uma nova discussão se apoderou de meu corpo todo. Porém, eu queria sair de perto da escola, para não chamar atenção com um dos garotos mais populares do colégio. E para tanto, continuei meu trajeto. Ele continuou caminhando, me seguindo e quieto. Sorri. Isso logo, logo iria mudar.

Minha casa não era tão longe da escola, mas dava uma canseira que só. Meu bairro era um dos lugares mais tranquilos da cidade, e eu adorava morar aqui. Fico imensamente feliz quando me lembro de que meus pais resolveram me deixar aqui aos cuidados do diretor Makarov.

Meus pais resolveram morar no exterior, por cauda da empresa de meu pai, pois ele decidiu que era melhor concentrar todo o fluxo da empresa fora do país. Deixou-me então, depois de muito bater o pé, aos cuidados do homem mais confiável de Fiore: o Diretor da mais prestigiada escola do país., Makarov Dreyar.

Atualmente, eu moro em uma república onde moram mais algumas garotas e alguns garotos. Filhos de uma nobre família que foram deixados aos cuidados de Makarov por serem muito problemáticos, ou por gostarem da liberdade dos pais que não ligavam para seus filhos e priorizavam suas empresas, tal como meus pais.

E para minha enorme alegria, o Jellal fazia parte de nosso pequeno e seleto grupo. No momento de garotas eram eu e mais três, e de garotos o Jellal e mais três.

— Não aguento mais fingir que moramos em casa diferentes – reclamou ele entrando em casa – já não bastava eu ver essa sua cara na escola, ainda tenho que fingir que só suporto você na escola.

— Digo o mesmo seu idiota – retruquei, e escondi meu sorriso, nossas discussões sempre começam assim. – Vamos pra sala fazer essa porcaria de trabalho logo. E não reclama, o diretor já falou sobre isso milhares de vezes com você.

— Nossa amor, como você demorou – uma loira chegou perto dele, toda caprichada no visual vulgar, com roupas curtas demais e um make exagerado.

Passei despercebida pra garota, que foi em rapidamente em direção ao idiota azul, com eu gostava de chamá-lo, pelo tom azulado de seu cabelo. Enroscou seus braços em torno do pescoço do garoto, e tascou-lhe um beijo digno de cinema.

“Quem é a maluca?!"

Notas finais
Minha primeira vez postando nesse site. Estou escrevendo junto com uma amiga. Espero que tenham gostado xD