Notas iniciais
~desviando das lâminas e flechas~ 10000000000000000000 perdões pela demora. culpem minha escola e os benditos trabalhos, semanas de prova...
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Música do Capítulo: Otherside - Red Hot Chilli Pepers
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http://www.vagalume.com.br/red-hot-chili-peppers/otherside-traducao.html

Point of View: Samuel Muniz

Eu e o cara de cabelos azuis fomos andando até a casa grande, para ele ter uma conversa com Quíron. Bem, eu ao menos estava andando, enquanto David só ficava resmungando. Na verdade, acho que ele não me atacava por causa da arma que eu portava: uma espada de 1,20 metros de comprimento. A lâmina era feita de Bronze Celestial, como tudo nesse acampamento, com detalhes de prata e o cabo de madeira revestido de aço.

Exagerei na descrição? Não me culpe! Posso não aparentar, mas eu sou um filho de Ares, afinal.

À medida que íamos passando, os meio sangues e sátiros encaravam David como se ele fosse um alienígena. Com aquele cabelo, até que eu dava razão. Creio que eles estavam brincando com o fogo, porque o aparente semideus que salvei retribuía os olhares parecendo que ia matá-los ou coisa pior.

Chegando à construção de cor azul, encontrei o centauro, Dioniso, uma bela mulher ruiva — o oráculo de Delfos — outra mulher que estava grávida e carrancuda e um cara que parecia querer apaziguá-la. Sim. Clarisse La Rue e Chris Rodriguez.

— Quíron! — gritei, fazendo todas as pessoas presentes na Casa Grande me encararem. — Eu encontrei um campista.

— Você? — Clarisse me encarou — O vegetariano?

— Olá para você também Clarisse. Como você está?

– Bem. E você? Ainda é vegetariano? — Ignorei. Como de costume, ela fazia muitas piadinhas comigo. Não me irritei porque vi a enorme protuberância arredondada em sua barriga.

O instrutor galopou vagarosamente até onde nos encontrávamos e começou a conversar com David. O senhor D também veio.

— Qual é o seu nome? — Quíron perguntou.

— David. Sou filho de Ares. — Quíron assentiu, porém imediatamente levou os olhos até os cabelos azuis de David. Eu sei, isso era muito patético.

— Você vem de onde?

— Não sei.

— Qual é o seu sobrenome?

— Também não faço a mínima ideia de qual seja. — A expressão do garoto estava estranha, como se ele estivesse entediado. Definitivamente não parecia com alguém que tivesse amnésia. Quíron começou a se irritar.

— Olhe aqui, isso não é um interrogatório criminal, ninguém aqui vai te prender. Se não quiser ficar aqui o problema não será meu. — Dioniso se pronunciou a pela vez.

David estava pronto para responder algo à altura quando escutei passos. Olhei, e vi Clarisse dando gargalhadas.

— Você é filho de quem mesmo? Eu escutei direito? — debochou.

— Sou filho de Ares, por que a surpresa? — David respondeu.

Foi aí que Clarisse riu ainda mais.

— Já não bastava ter um irmão pacífico, mas um que é gay? Com cabelos azuis? Só faltam as mechas rosas. — Clarisse foi em direção à casa grande e pegou algumas cordas. — Deuses, o que fiz para merecer tal calamidade? Isso vai manchar o nome do meu chalé. Vou fazer algo que lhe ensinará a ser homem e digno de merecer ser chamado de Filho de Ares.

Chris Rodriguez arregalou os olhos.

— Amor, você não vai fazer isso não é? Diga-me que estou errado! Diz... — e foi interrompido por uma corrida de Clarisse até David. Ela avançou no Smurf e deu um golpe de judô, derrubando-o e depois o amarrou.

— Ei, o que está fazendo? — David reclamou, tentando se livrar das cordas, mas sem sucesso.

— Vou fazer um rito de passagem. Você vai gostar. — e depois disso Clarisse se levantou com dificuldade por causa da barriga e segurou David pelos braços.

Eu comecei a rir. Por isso sempre admirei minha irmã. Mesmo chata, irritante e arrogante, ela ainda alegrava o nosso dia. E, pelos deuses, como é que ela conseguia lutar com aquela barriga enorme? E David sendo atacado por uma mulher grávida? Esse é o melhor dia da minha vida.

— Clarisse, volte aqui! — Quíron gritou, indo atrás dela, mas só que foi interrompido por um sátiro.

— Senhor Quíron, teve uma briga na aula de prática de Arco-e-Flecha! O senhor terá que ir apaziguar. — ele fez uma cara agoniada.

— Está bem. Chris, Samuel, não deixem que ela faça alguma besteira pior. — e cavalgou em direção aos alvos, deixando-nos sozinhos.

Eu só fiquei admirando a cena, enquanto Clarisse arrastava David até os banheiros. Dioniso que assistia a tudo com muito tédio, entrou, provavelmente indo a seu quarto ter um sono de beleza.

— Não vai fazer nada Samuel? — Rachel disse.

— Oi Rachel! Você voltou quando? — perguntei.

— Ontem à tarde. Como é que está a direção do chalé? — Rachel era muito fácil de se manipular.

— Samuel, vamos! — Chris me puxou pelo braço. — Clarisse pode machucar esse “irmão” de vocês.

— Estou pouco me lixando. Deixe ele. — Chris me lançou um olhar sério. Suspirei. — Está bem. Rachel, você tem uma filmadora em algum canto?

— SAMUEL! — fui advertido pelo meu cunhado.

— Está bem! — e corremos em direção aos banheiros.

Fiquei rindo nesse tempo de trinta segundos. Quando chegamos lá, vi a cara assustada de Samuel enquanto Clarisse o impelia ao vaso pelos cabelos. Sua face ainda estava limpa. Que pena, chegamos muito cedo.

— Clarisse, não faça isso! Lembra daquela vez que Percy jogou água em você? — Chris tentou acalmá-la.

— Eu lembro! — disse eu rindo. — foi muito engraçado te ver com uma coloração marrom e um odor singular.

— Cale a boca Samuel, senão o próximo é você! — eu parei de rir. Quem sabe o que ela seria capaz de fazer...

— Clarisse! — eu disse por fim. — Se você fizer isso com ele, quem sabe não aconteça uma vingança? Como filha de Ares você deve saber dessas conseqüências. — David me olhou de uma maneira estranha, como se eu tivesse lendo seus pensamentos.

— Ele tem razão, amor. — Chris disse.

— Está bem! Eu paro! — e desamarrou David, que andou até a porta um pouco rápido demais.

...XXX...

Depois de toda essa confusão, fomos almoçar. Por sorte, Clarisse e seu esposo se sentaram à mesa principal, enquanto David se sentou em minha mesa, obviamente. Alguns dos nossos irmãos riram do seu cabelo, mas só no começo. O Smurf até que não era extremamente ruim para conversar. Mas não conseguimos retirar nenhuma informação a mais dele. Por que todo esse mistério? Ele tem algo a ver com o sumiço do Velocino de Ouro?

De repente, Rachel começou a andar até a nossa mesa. Em sua volta, tinha fumaça verde. Seus olhos estavam da mesma cor, incluindo a córnea.

— Você não pode f... — foi interrompida por um grito de Clarisse. Olhei em sua direção.

Ela estava molhada. Provavelmente sua bolsa havia estourado. Que legal! Eu vou ver meu sobrinho!

Até aí tudo bem, ainda havia o fato da estranheza de Rachel, que começou a encarar David e apontar um dedo em sua direção, como se ele fosse um terrorista internacional.

Então, um campista chegou correndo e tropeçando.

— Te... Tem — suspirava desesperadamente — TEM MUITOS MONSTROS AQUI!

Olhei para a fronteira e vi um exército dos mais variados monstros.

O acampamento estava sendo atacado.

Notas finais
Como ficou?????