Say When...
14 New Perspective
Notas iniciais
1. Tive uma semana cheia de provas e trabalhos.
2. Tenho minha formatura no domingo. (Não da escola, faço aula de teclado)
3. O Nyah! estava trocando de servidor.
Esses sãao os motivos de eu não ter postado antes. Assim, eu até teria pedido desculpas por demorar, mas eu sempre demoro. É isso, espero que gostem.
Musica do capitulo: http://www.youtube.com/watch?v=d3sA5plF6kE&ob=av2e
New Perspective - Panic! At the Disco
P.D.V Nicholas Di Ângelo
–Espera, Lady Ártemis... Não foi o Nico. Fui... Fui eu.
Olhei para Ashley. Ta, vamos ver os pros e os contra. Se a Ashley levar a culpa ela provavelmente será punida severamente, o que pode se resultar nela fora das caçadoras e também a um profundo sentimento de culpa da minha parte. Mas se eu levar a culpa possivelmente serei esquartejado e fulminado e darão meus ossos para o Sra. O’Leary, o que seria muito, mas muito ruim. A parte boa disso seria a gratidão quase incondicional da Ashley, e eu sei que posso tirar vantagem disso, mas esse não é o ponto. O ponto é que na realidade realmente foi a Ashley, mas não foi culpa dela e eu não posso deixar que ela seja punida por isso.
-Não. Não foi ela. Fui eu, sou o culpado por isso.
-Do que você ta falando? Ignore-o, fui eu.
-Quem foi realmente?
-Eu! – dissemos juntos.
-Foi uma aposta. Na verdade um desafio – eu falei.
-Mas quem pichou fui eu — Ashley disse.
-Mas a culpa é minha.
-Alguém me explique o que está havendo.
Eu e a Ashley começamos a explicar ao mesmo tempo, o que gerou uma confusão maior ainda. Sabe naqueles filmes quando duas personagens tentam explicar o que aconteceu, mas falam tudo junto e ao mesmo tempo (sim, isso é uma redundância)? Então, igualzinho.
-Ontem à noite nós viemos aqui para ver os planos da missão, mas então a Sophie teve a idéia de nós jogarmos “Verdade ou Conseqüência” e então eu desafiei a Ashley a pichar o seu chalé e depois nós fomos ver uns filmes. Ela ficou com frio e eu emprestei o meu casaco pra ela e depois você apareceu e o Percy caiu em cima de mim e eu acordei e então a gente começou a discutir e aqui estamos.
-A gente veio aqui ontem à noite para discutir onde iríamos procurar o cristal, mas a Sophie teve aquela idéia maluca de jogar “Verdade ou Desafio” e o Nico me desafiou a pichar o seu chalé, a Sophie cantou pintada de azul. Depois nós fomos ver uns filmes e a Annabeth ficou morrendo de medo e encolhida na cama com o Perseus e a Senhora apareceu aqui acordando todo mundo, a Thalia sumiu e eu to com uma puta dor no pescoço.
-O QUE? Por que vocês não explicam isso como pessoas nor... – e novamente a deusa foi interrompida.
-Entrega – disse Hermes aparecendo perto da TV na sua roupa de corrida e com seus All Stars super maneiros com asas.
-O que você quer Hermes?
-Nossa. Que mal humor. Parece até que Apolo apareceu por aqui.
-Quase isso.
-Hum. O.K. Vamos aos negócios. Tenho essa mensagem aqui de Zeus. Assine aqui, por favor – ele estendeu um IPhone para Lady Ártemis, que assinou e pegou a carta.
-Onde estão George e Marta? – perguntou Percy.
-De férias.
-Você deu férias para eles?
-Não, eles deram a si mesmos.
-De alguns ratos para George e tenho certeza que ele volta das férias – ele riu.
-É uma opção. Tchau galera – e sumiu.
A deusa da Lua abriu a carta que recebeu e, depois de ler, olhou para mim e para Ashley e disse.
-Essa conversa ainda não acabou.
P.D.V. Annabeth Chase
Quando Lady Ártemis se retirou, nós ficamos encarando um ao outro até que Thalia cortou o silencio.
-O que aconteceu? Parece que acabaram de enfrentar um monstro – ela disse enquanto saia do banheiro.
-VOCÊ! – gritei. Levantei-me corri até ela e dei um tapa em sei rosto – mentirosa.
-O que?
-Ah, o filme é leve – imitei a voz dela – Leve o caralho!
-Annabeth! – Ashley me repreendeu.
-Aquele foi o pior filme da minha vida. Aquilo vai me assombrar pela eternidade – falei.
-Nisso eu concordo. Thalia aquilo foi sacanagem – Gabriela disse.
-Ah é, eu tinha esquecido – ela levantou e de repente uma bola gigante de couro voou na filha de Zeus – Nunca mais. Nunca mais faça uma coisa dessas, ou eu te torno minha caça – Ashley ameaçou depois de arremessar o poof.
-Mas afinal, o que você estava fazendo no banheiro? – Percy se pronunciou.
-Não é óbvio? – perguntou Nico.
-Na verdade, eu não sei. Acordei dentro da banheira – ela falou se recuperando do choque.
-Alguém a viu entrar lá durante a noite? – perguntei e todos negaram – O.K. Isso é estranho, principalmente porque a Thalia não é sonâmbula. Ou é?
-Não, é claro que não.
-Teremos tempo para discutir isso depois, agora temos que partir.
-Sophie tem razão. Então, a gente se encontra no topo da colina daqui a meia hora? – disse.
-Claro – Percy respondeu antes de sairmos pela porta.
Eu e as garotas caminhamos para o chalé de Ártemis e em poucos minutos nós chegamos. Nossas “irmãs” nos encararam de um jeito e logo Penélope falou.
-As rebeldes apareceram – ela brincou – E onde vocês dormiram? – perguntou passando o arco pelas costas.
-No chalé de Poseidon – Gabriela deu de ombros.
-O chalé de Lord Perseus, você quer dizer?
-Ele fica no chalé do pai dele, então sim – respondi.
-E vocês dormiram no chalé junto com ele? – perguntou Ângela, como se estivesse nos acusando de algo.
-Estávamos montando um plano para a missão que, não sei se você notou, mas a nossa vitória depende do sucesso dela. E vocês não deveriam estar treinando?
-Nós estávamos esperando ordens Annabeth. Já que Lady Ártemis foi ao Olimpo e nossa tenente estava no chalé 3.
-Se está insinuando algo diga logo. Não vou permitir ofensas sem motivo – Thalia disse firme, o que a fez recuar.
-Penélope, você está no comando enquanto eu estiver fora. Agora, se me derem licença, vou me arrumar para a missão – minha amiga completou e entrou no banheiro.
-Vocês ouviram. Vamos – Penélope disse e Ângela foi a primeira a sair, junto com mais algumas que morrem de medo da Thalia.
-Desculpe por isso – falei – todos estamos estressados pela missão quase impossível, e também pela provável guerra.
-Nós sabemos. Mas você conhece a Ângela, ela era bem próxima da Zoe – Selena disse.
-Mesmo assim.
Toc. Toc. Toc.
-Deixa que eu atendo – disse Gabriela – Oi Percy.
-E ai Gabbe. A Annabeth está?
-Claro, entra.
Ela abriu mais a porta para que ele entrasse.
-Ahn, interrompo algo? – perguntou meio hesitante.
-Não, tudo bem. Mas o que faz aqui? Quer dizer, não é comum que homens entrem no chalé de Ártemis – falei.
-Ah, claro. Eu vim devolver isso pra você – mostrou minha bolsa – esqueceu em cima da cama – ele a estendeu para mim.
-Obrigada – sorri.
-Não foi nada Annie – ele foi até a porta e se virou – Até logo garotas.
-Até Pers.
-Tchau Percy – disse Gabriela.
-O que foi isso? – Penélope perguntou.
-O que foi isso, o que?
-Sorrisos, apelidos carinhosos, olhares. Conheço esses sinais Annabeth.
-Que sinais? – perguntei, de repente nervosa.
-Tem certeza que não sabe?
-Éramos melhores amigos, é difícil pra gente – tentei dar uma desculpa qualquer.
-Hum. Vou deixar pra lá, por enquanto. Nós vamos indo, boa sorte.
-Pra vocês também, com os campistas.
Quando todas elas já tinham ido, Thalia saiu do banheiro, já de banho tomado, enrolada em uma toalha.
-O que aconteceu?
-Ângela só estava irritada. Vou tomar uma ducha.
-Vai rápido, a gente só tem 20 minutos – me alertou Ashley.
-Pode deixar.
Entrei no banheiro, me despi e fui para de baixo do chuveiro. Deixei que a água morna relaxasse meus músculos e acalmasse meus nervos. Quando terminei o banho, me sequei e enrolei na toalha. Sai do banheiro.
-O que você ouviu quando eu disse “vai rápido”?
-Desculpe, eu precisava relaxar.
-Deixa pra lá – Ashley disse e foi tomar seu banho.
Troquei-me e fui arrumar minha mochila. Coloquei uma muda de roupas, dracmas, Néctar e Ambrósia... Enfim, o básico.
Ashley saiu do banheiro, já trocada e foi arrumar suas coisa, enquanto Gabriela entrava no banheiro.
-Onde a Thalia foi? – perguntei quando não a vi em lugar algum.
-Ela não disse. Deve ter ido comer – rimos.
Alguns minutos depois Gabriela saiu do banheiro e, como já tinha arrumado sua mochila, disse.
-Vamos?
-Claro – Ashley respondeu.
Saímos e fomos para a colina, onde encontramos Sophie e Nico.
-Oi – cumprimentei.
-E ai – Nico.
-Onde a Thalia está? – Sophie perguntou.
-Por ai, já deve estar vindo. E o Percy?
-Por que eu deveria saber? – ela não disse isso de uma forma mal educada, mas sim de um jeito brincalhão.
-Não sei. Vocês estão sempre juntos.
Ela sorriu.
-Mas não somos grudados. E não, eu não sei onde ele está.
Ficamos em silencio até que Thalia chegou.
-Desculpe o atraso, dei uma passada no refeitório.
-Não falei? – disse Ashley.
Eu ri.
-Agora só falta o Percy – Nico disse.
-Na verdade eu só estava esperando vocês – ouvimos a voz dele, mas ele não estava em lugar algum.
-Deus? – brinquei.
-Aqui em cima – ele pulou de cima de um dos galhos do ex-pinheiro da Thalia – E essa brincadeira só dá certo com os mortais – ele disse para mim.
-Você pode estar certo, mês eu sempre quis dizer isso.
-Sabe o que eu sempre quis dizer, mas nunca tive uma oportunidade?
-O que?
-“Que a força esteja com você” ou que sabe “Scooby-Doo, cadê você?!”.
-Tente esse também Percy – Nico falou. Quando percebi, ele estava agachado imitando o Sméagol – “Meu precioso”.
-Hey. Achei que era eu quem roubava frases – disse Sophie, indignada.
-Onde Féres está? – perguntei para Percy enquanto Sophie e Nico continuavam discutindo.
-Bem aqui.
-Como...? – ia perguntar, mas o grande dragão vermelho pousou atrás do lindo filho de Poseidon. Espera! Lindo? Controle-se Annabeth, vai que ele te escuta.
Meu subconsciente brigava comigo, mas acho que nenhum deles escutou, já que não me deram atenção.
-Para onde?
-Minneapolis, Minnesota – respondi.
-Φέρες ήδη να τους πει τι να κάνουν. Μινεάπολη ο φίλος² — Percy disse alguma coisa para seu dragão e colocou a miniatura de seu carro no chão. Apertou o botão na chave e ele se transformou naquele belo Camaro prateado.
²Féres, já lhe expliquei o que fazer. Minneapolis, amigo.
-Quem for de carro pode ir entrando – ele disse já em cima de Féres.
Nico, Thalia, Gabriela e Ashley haviam entrado no carro e eu estava prestes a subir no dragão quando Sophie me chamou.
-Annabeth.
-Oi?
-Não.
-O que?
-Não.
-Não?
-É. Não.
-Como assim?
-Não tem suruba semanal na casa dele, nem na minha. Na verdade não tem suruba.
-Mas... Mas...
-Ele não ouviu, mas eu ouvi.
-Ahn... Sinceramente, eu to muito sem graça agora.
Ela riu e disse.
-Não esquenta com isso, eu só queria esclarecer as coisas.
-... – ela revirou os olhos.
-Meu relacionamento com o Percy.
Eu franzi a testa, em um sinal de que ainda estava confusa.
-Somos só amigos.
-E o que eu tenho a ver com isso? – eu bem que tentei disfarçar, mas quem disse que deu certo?
-Sou a deusa dos amores impossíveis e não correspondidos, lembra?
-Ah. Não correspondidos, claro que lembro – essa ultima parte eu murmurei, porém, ela escutou.
-Quando dizem que o amor é cego, não pensei que falavam dos apaixonados.
-Ahn...
-Certo. Que tal se nós fizermos um trato?
-Que tipo de trato?
-Nada muito elaborado. É assim: você me ajuda a juntar o Nico e a Ashley, que eu realizo um desejo seu.
-Juntar o Nico e a Ash? Essa é difícil, muito difícil. Um desejo?
-Por isso preciso de você, e também da Gabbe. É, qualquer coisa que esteja ao meu alcance.
-Qualquer coisa?
-Qualquer coisa. Mas se você não quer...
-Espera! Qualquer coisa? Qualquer coisa mesmo?
-Sim, tudo que estiver ao meu alcance.
-Então nós temos um acordo.
Ela sorriu e disse.
-É melhor irmos, antes que o Percy pire.
-Por que diz isso?
-Ele tem medo de que eu possa fazer alguma coisa.
-Tem motivo para isso?
-Talvez.
Notas finais
Eu: Malditos leitores fantasmas.
Consciencia: Ta fazendo o que menina? Voce tambem é uma leitora fantasma.
Eu: Mas... Eu não... Eu deixo... Ah, sóo de vez em quando.
Fale com o autor