Say When...
21 Life is a Highway
Notas iniciais
Musica do capitulo: Life is a Highway - Rascal Flatts http://www.youtube.com/watch?v=QM88kxxMlhQ
P.D.V. Perseus Jackson
Admito que o que aconteceu com Féres me afetou, e muito. Mas de uma coisa eu tenho certeza, quando eu achar o desgraçado que pegou o meu dragão, ele vai achar que o Tártaro é o lugar perfeito pra se viver.
Agora eu tenho que parar de pensar nisso, estamos numa missão perigosa, concentração é essencial. Com meu carro quebrado, e Féres desaparecido, poderíamos até ir de avião, mas Zeus ainda não gosta tanto assim de mim. Ir por terra atrasaria muito a missão, sem falar que os monstros agora devem estar na nossa cola. Você quer saber por que só agora eles estão atrás da gente? Féres os espantava, é simples.
Assim que Thalia desce, começamos a discutir mais seriamente sobre a missão.
-Percy, seu carro está funcionando? – Gabbe me perguntou.
-Ainda não. Assim que eu tiver tempo o levarei para Hefesto. Vamos precisar de outro meio de transporte.
-Avião, que tal? É o meio mais rápido – Thalia sugeriu.
-Não é uma boa idéia. Zeus decretou que só posso estar a mais de três metros do chão se for num dragão, e numa emergência eu até me arrisco em um pégaso – falei.
-Então como? – perguntou Ashley.
Contei a eles sobre Féres, e como isso nos afetaria.
-Como assim ele sumiu? – minha querida prima gritou.
-Mas como aconteceu? – Nico perguntou depois de quase engasgar com seu pão.
-Olha, isso agora é irrelevante – eles iam me interromper, mas eu continuei falando. – O importante é arranjarmos outro jeito de viajar – olhei bem para Sophie e vi que tudo o que ela fazia era encarar a mesa. – Você não me parece tão surpresa.
Ela piscou os olhos como se despertasse de um transe.
-Não tanto, na verdade. Suspeitei que algo tivesse acontecido. A expressão em seu rosto, a atadura, sua aura incrivelmente sombria para seus padrões. Sem falar na desculpa esfarrapada dos “pesadelos”. Você é praticamente transparente pra mim Pers.
-Voltando ao problema, seria melhor se nos separássemos agora, certo? – Gabriela perguntou.
-Ué, por que? – Nico perguntou.
-Não é óbvio? – Annabeth disse e explicou. – Estamos em 5 semideuses, sendo dois deles filhos dos Três Grandes, e outros dois deuses. Nosso cheiro está muito forte.
-Tudo bem, baseando-se nesse fato, nós temos cerca de 10 minutos para planejar o que fazer e dar o fora daqui – Thalia.
-Lembrei. – Annabeth gritou.
-Lembrou do que criatura?
-Ontem eu estava lendo um dos livros que peguei com minha mãe, e achei algo escrito sobre o cristal. Ele é uma rara fusão entre o sangue dos deuses e o Sol.
-O que? – agora sim fique confuso.
-É quando você junta o sangue divino com um raio solar. É praticamente impossível, e só pode acontecer no solstício e só pode ser feito por um ser em todo o mundo.
-Éos? – Ashley chutou.
-Sim. Não dizia exatamente o processo, mas o resultado é o cristal divino, batizado como o Cristal de Éos. Se aquilo reflete um certo tipo de luz, em uma certa freqüência e direção, forma o sabre.
-Ok, é ótimo que sabemos disso agora, mas e quanto à localização, dizia alguma coisa?
-Era um documento um pouco antigo, e não muito completo, mas dizia algo sobre Épiro.
-O que? – Nico perguntou confuso.
-É uma das treze periferias da Grécia, não é? – disse Sophie.
-Não só isso, era o ponto mais ao norte. Todos nós sabemos que quando o Olimpo passou a ser nos EUA, todas as outras regiões ou monumentos passaram a se localizar aqui também, certo? Agora me respondam, qual é o lugar mais ao norte dos EUA.
-Alasca? – Thalia respondeu.
-Não. O Alasca já está fora do limite dos deuses. É Maine.
-Onde exatamente?
-Na fronteira com New Brunswick.
-Tudo bem. Já sabemos aonde ir então vamos logo – falei.
Recolhemos nossas mochilas rapidamente e saímos andando ligeiramente. Ao chegar à esquina do hotel, relaxamos um pouco.
-Então, como vamos pra lá? – Ashley perguntou.
-Não posso ir pelo céu, e ir por terra demoraria muito – falei.
-De qualquer modo, devemos nos separar. Acho que ir por ar é mais seguro, então quatro de nós irão de avião – Annabeth concluiu.
-É possível ir de trem até Maine? – perguntei.
-Só se você passar pelo Canadá.
-Nico, você deve vir com a gente, é possível que Zeus se zangue se você entrar nos domínios dele.
-Não deveríamos arriscar colocar dois deuses juntos, então eu vou por ar – Sophie começou.
-Você quer é se livrar da viajem de trem, isso sim.
A única coisa que ela fez foi rir.
-Devemos diminuir o cheiro de vocês ao máximo, portanto Ashley ou Gabriela devem ir de trem também – Annabeth disso.
-Não vou agüentar uma viajem com essa idiota – Nico se referiu a Ashley.
-E nem eu com esse inútil – ela retrucou.
-Okay. Gabbe, você vai com eles – Sophie falou.
-Alguém sabe onde tem uma ferroviária aqui?
-Lembro de ter visto uma ao Norte. Umas seis quadras daqui, acho – nos disse Annabeth.
-Boa sorte – falei.
-Vocês vão precisar mais do que a gente.
Eu, Gabriela e Nico demos as costas a eles e atravessamos a rua antes de seguir pra procurar a tal ferroviária.
-Não demorou tanto quanto eu pensava – disse Gabriela.
-Já notaram?
-O que? – Nico quis saber.
-Estamos sendo seguidos. Notei há alguns minutos – ela o respondeu.
-Quem é o cara?
-Pelo amor dos deuses Nico, não olhe agora – ele assentiu. – É o garoto de boné pra trás, ao lado daquele cara no telefone.
E como se ele não tivesse me ouvido virou e começou a andar de costas procurando o tal.
-O que pensa que ta fazendo, idiota? – ela o virou com um tapa no ombro. – Agora ele sabe que sabemos dele.
-Eu queria saber quem era ele.
Tudo bem. Nico, você não é assim, né? Costumava ser mais inteligente que eu quando criança.
-Já consigo ver os trilhos daqui – falei. – Algum plano?
-Vamos nos separar. Talvez ele se confunda quando chegarmos lá.
-Alguém vire essa esquina e nos encontramos lá.
-Eu vou.
E ele virou enquanto nós atravessávamos a rua.
-Quem acha que ele vai seguir?
-O Nico, ele vai ser uma presa mais fácil – ela pareceu um pouco preocupada.
-Não se preocupe, meu primo sabe se cuidar.
Andamos até a ferroviária, mas não havia nenhum sinal do Nico. Esperamos um pouco, como ele não apareceu decidimos comprar as passagens.
-Certo, nós teremos que fazer duas paradas no Canadá vai ser perigoso.
-Pensando em desistir?
-Desistir? Eu? Nunca. Meus amigos, minha família... Eles confiam em mim, confiam em todos nós. Como podemos decepcioná-los?
-Percy, por que você aceitou se tornar um deus?
-O que?
-Sei que deve ser uma decisão meio óbvia, mas você não me parece muito feliz com isso, não realmente.
-Por que isso agora?
-Bem, agora somos amigos, certo? – fiz que sim. – Por isso. E são raras nossas oportunidades pra conversar.
-Talvez mais tarde, agora precisamos do Nico, não podemos perder o trem – mal terminei de falar e o dito cujo aparece.
-O que aconteceu?
-Onde? – ele pareceu confuso.
-Com o cara quem era ele?
Ele olhou em volta nervosamente.
-E-Eu não sei. Ele só... só sumiu de repente.
-Parece nervoso – constatou Gabbe.
-Só impressão. Vamos? Já compraram as passagens, certo?
Não demorou muito para que fosse permitido nosso embarque. Entramos na nossa cabine e esperamos o trem partir.
-Nico, você está suando, tem certeza de que está bem? – perguntei realmente preocupado agora.
-Sim, não se preocupem. É só... ahn... uma dor de cabeça. Vai passar se eu puder dormir.
-Se você diz – falei um pouco desconfiado.
Notas finais
Sabe, eu amo deixar as pessoas curiosas, mas logo logo voces vão saber de tudo isso e algo mais.
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