Say When...
7 Know Your Enemy
Notas iniciais
Musica do capitulo: Know Your Enemy - Green Day
P.D.V. Perseus Jackson
Foi ótimo estar assim com Annabeth novamente. Ontem à noite, eu simplesmente me desliguei do mundo, era como se tudo ainda fosse à mesma coisa e nada dessa loucura fosse verdade. Ontem, eu realmente me senti vivo de novo, quer dizer, eu senti que agora eu posso ter uma chance, posso ter Annabeth. Essa pode ser minha ultima chance, e eu não vou desperdiça-lá, farei tudo o que estiver ao meu alcance e mais, lutarei por ela até o fim do mundo.
Agora já era de manhã, eu já havia levantado e estava arrumando minha barraca. Só Ashley tinha acordado além de mim, claro, e como ela iria me ignorar completamente, eu decidi dar uma volta.
Fui caminhando pelos arredores quando avistei uma coisa muito suspeita. Na lateral da roda gigante, havia marcas de garras e sangue, e também alguns destroços de metal espalhados pelo chão. Aproximei-me e foi com profunda tristeza que eu percebi que aquilo era sangue de um meio sangue. É melhor voltar para o acampamento, avisa-las, quem sabe Féres consiga ver o que aconteceu, pois é, ver. Féres tem a habilidade de ver o passado recente de um determinado lugar ou objeto, talvez ele descubra o que aconteceu aqui.
Quando cheguei, todas já haviam acordado e já estavam prontas para partir. Thalia olhou para mim e disse.
-Onde é que você estava? Tivemos que ficar aqui te esperando, agora que já chegou vamos.
-Espere, eu estava andando por ai, e achei uma coisa que pode nos ajudar.
-Tipo uma pista? – perguntou Gabriela.
-É, mas eu preciso de Féres aqui, não vai levar muito tempo. Vamos.
Nós fomos de volta a roda gigante e mostrei a elas o lugar.
-Como não notamos isso antes? – Annabeth perguntou.
-Bem, quando aqueles monstros nos atacaram, vocês estavam mais ali atrás – apontei com o dedo – e acho que não chegaram perto o suficiente para verem.
-É, pode ser. Mas porque você precisa do dragão aqui? – perguntou Ashley.
-É que ele pode ver o que aconteceu aqui – respondi.
-O que, tipo, ver o passado? – Gabriela disse.
-Basicamente – depois disso eu o chamei — έρχονται στον κύριό του* — Depois de poucos segundos o grande dragão vermelho parou a minha frente — Μάθετε τι συνέβη²
Ele respondeu: -Ναι, Κύριέ μου³
Olhou para o estrago e seus olhos ficaram brancos de repente. Quando terminou, olhou para mim e balançou a cabeça negativamente.
-Δεν υπάρχει τρόπος για να αποκτήσετε πρόσβαση στο παρελθόν αυτού του τόπου. Κάποιος μπλοκάρει τον Κύριο. Είχα καλύτερα να βγούμε από εδώ, γίνεται όλο και επικίνδυνη. Νιώθω κάποιον πίσω μας, κάποιος ισχυρός.²²
Eu apenas assenti.
-Vamos, temos que ir rápido – apressei as garotas. Quando chegamos ao carro, elas logo trataram de perguntar.
-O que diabos está acontecendo? – Annabeth.
-Não dá tempo de explicar agora, pra onde vamos?
-Phoenix. Mas porque tanta pressa?
-No caminho eu explico – depois disso eu arranquei o carro, correndo o mais rápido possível.
* venha para seu mestre
² Descubra o que aconteceu
³ Sim, meu Senhor.
²² Não há nenhuma maneira de acessar o passado deste lugar. Alguem o bloqueou Senhor. Melhor sairmos daqui, está se tornando perigoso. Sinto que alguem está nos seguindo, alguem poderoso.
Depois de algumas horas dirigindo num silencio desconfortavel, Thalia resolveu se pronunciar.
-Mas, por Zeus, da pra explicar que merda que ta acontecendo?
-Alguem está nos seguindo.
-Nos seguindo? Quem? – perguntou a filha de Zeus.
-Eu não sei, mas não foi por conhecidencia que aqueles monstros nos atacaram.
-Tudo bem, mas o que Féres descobriu naquele lugar? – Annabeth perguntou.
-Nada, alguém o bloqueou, alguem que sabia que nós estariamos lá e que Féres estaria conosco.
-O mesmo alguém que roubou o arco de Lady Artemis?
-Quem sabe, ou talvez trabalhe para o mesmo.
-Pode ser, precisamos ficar em alerta – disse Annabeth.
-E também vamos alertar Artemis, mas não é muito bom que ela saiba que eu estou na missão, está muito ocupada para se preocupar com isso – eu disse.
-Tem razão, não é uma boa ideia que ela saiba que você esta nos acompanhando, vai se preocupar a toa – falou Gabriela.
-Tudo bem, quando chegarmos em Phoenix, vou parar em algum restaurante ou coisa assim, então vocês podem comunicar Ártemis e aproveitamos para comer também – eu disse, percebendo que não comiamos nada desde que saimos daquele hotel, ou seja, ontem de manhã.
-Ok.
Não demorou muito, em torno de meia hora chegamos a cidade parei em algum restaurante qualquer, quer dizer, um restaurante que pareça decente o bastante para que a probabilidade de monstros dentro seja menor. Paramos em frente ao restaurante e eu me virei para Annabeth
-Bem, vá para o banheiro, certifique-se de que não há ninguém com você, e use isso – peguei um dracma no meu bolso e estendi para ela – garotas, é melhor irem com ela, eu vou reservando nossa mesa. Sejam breves e prestem atenção, se houver alguma coisa, qualquer coisa, suspeita me avisem e vamos embora.
-Tudo bem, papai – ironizou Thalia.
Nós entramos e elas foram direto para o banheiro, eu fui para a recepção e disse.
-Mesa para cinco, por favor.
-Você fez reserva? – ele perguntou, parecendo desinteressado.
-Ahn, não.
Ele suspirou, impaciente.
-Tudo bem, venha comigo – ele me levou para uma mesa bem ao fundo do restaurante e depois foi embora.
Fiquei sentado lá até que uma garçonete veio me atender. E tenho que dizer, ela até que era bonita, mas que roupa é essa? Ela meio que deu um jeito de dividir o uniforme em três, meus deuses, você quer chamar atenção dos homens então vira uma stripper ou coisa assim, isso era pra ser um lugar decente, não é?
-Gostaria de algo, senhor? – perguntou, me olhando maliciosamente.
-Por enquanto, apenas um whisky – revirei os olhos.
-Tem certeza? – disse, se inclinando ainda mais a mesa, tentando mostrar o que tinha a oferecer. Isso mesmo, tentando, porque minha filha, comigo não vai da não.
-Tenho – respondi, olhando duramente em seus olhos. Eu acho que ela ia dizer mais alguma coisa, mas Annabeth a interropeu.
-Oi meu amor – ãhn?? Volta a fita. Annabeth Chase, se sentou do meu lado, pegou minha mão e me chamou de amor?
-Oi Annie – disse, olhando sorridente para ela. Bem, é melhor entrar no jogo – vai querer algo?
-Pode escolher – olhei para a garçonete.
-Uma Coca-cola, sim? – ela olhou com desprezo para Annabeth depois forçou um sorriso e disse.
-Ja trarei, senhor.
-Obrigado – disse para Annabeth, depois que a outra ja havia ido embora.
-De nada – ela disse e sorriu, e eu não pude deixar de sorrir também.
Depois de alguns minutos a garçonete trouxe nossas bebidas e se retirou.
-Você pediu um whisky? – Annabeth perguntou.
-É...
-O que significa isso? – Ashley praticamente gritou. Olhamos para ela e percebemos que ainda estávamos de mãos dadas. Soltamos na hora, e Annabeth ficou vermelha.
-Er... é que tinha uma garçonete dando em cima de mim. Então eu pedi ajuda para Annabeth.
-Que tipo de ajuda?
-Ahn, pra ela fingir que era minha namorada – disse baixinho.
-O QUE? VOCÊ... – Thalia a silenciou.
-Ashley, não precisamos de outro escada-lo.
-Mas Thalia, eles...
-Calma, não foi nada de mais, apenas demos as mãos e sorrimos um pouco – Annabeth disse tentando tranquilizar a amiga.
-Tudo bem, por enquanto.
Depois disso nós almoçamos e voltamos para o carro.
-Ah, eu quase esqueci de perguntar, como foi com Ártemis?
-Tudo bem, ela ficou um pouco preocupada e nos pediu para tomar cuidado – respondeu Gabriela.
-O que ela disse sobre aqueles sinais de luta? Sabe quem pode ser?
-Não, mas ela acha uma boa ideia nós não ficarmos muito tempo no mesmo lugar. Ainda são 13h45min, e aqui tem apenas um lugar para procurar também, podemos sair hoje a noite – respondeu Annabeth.
-É, tem razão. Para onde vamos?
Annabeth me deu o endereço e nós chegamos sem problemas.
-Que lugar é esse? – perguntei.
-Era um shopping.
-E nós vamos ter que procurar nele inteiro? – disse, olhando para o imenso prédio a minha frente.
-Não, aqui diz para irmos ao telhado.
-É, menos mal. Vamos.
Entramos no shopping abandonado e usamos as escadas rolantes para subir.
-Por que ainda não demoliram isso aqui? – Thalia perguntou.
-Não faço ideia, nunca ouvi falar desse lugar – Annabeth respondeu.
Quando chegamos até a porta que leva ao telhado e vimos que estava trancada com um codiado. Gabriela já havia pego sua faca e estava prestes a destruir o cadiado quando eu disse.
-Espera – olhei melhor a fechadura – esse cadeado não está enferrujado.
-E o que que tem? — Thalia
-Quer dizer que ele é novo, e que alguém esteve aqui a pouco tempo e não quer que ninguém suba até o telhado – Annabeth respondeu por mim.
-Ele tem razão. E essa pessoa pode estar nos observando agora. Não é bom que arrombemos a porta – disse Gabriela.
-E como vamos entrar? – Ashley perguntou.
-Deixa pra lá, vamos embora – falei, piscando pra elas.
-É, vamos.
Saimos de lá o mais rapido possivel, quando chegamos na calçada, Gabriela perguntou.
-Como vamos subir?
-Eu acho que Féres pode nos ajudar.
-E você pensa que ninguem vai perceber um dragão voando por ai carregando 5 pessoas? – perguntou Ashley, revirando os olhos.
-A Névoa cuida disso, nossa prioridade é subir lá – apontei para o topo do antigo shopping – e nós não ficaremos muito tempo na cidade, não haverá muito problema.
Chegamos em um beco escuro e eu chamei meu dragão.
-Φέρες, έρχονται να τον κύριό του* — em pouco tempo ele pousou na nossa frente — Πάρτε μας στην κορυφή του κτιρίου²
Quando Féres nos colocou no telhado, vimos um homen caido, parecendo machucado, e nós corremos para ajudar.
* Féres, venha para seu mestre.
² Nos leve para o topo daquele prédio.
-Com licença, você está bem? – Annabeth perguntou enquanto eu o ajudava a se leventar.
-Clarro que si meio-sangues – disse o cara com um sotaque francês, agora ja de pé, enquanto nós nos afastavamos.
-Como sabe...? Espera, você é um semideus? – Annabeth.
-Si minha bella dama – disse sorrindo um pouco para ela, que corou. Opa, que negócio é esse? Ta, eu não gostei dele.
-Qual é seu nome? – perguntei.
-Mon nom est Diego de Cobray.
-O que? – ele revirou os olhos.
-Mi nome é Diego de Cobray.
-E quem é seu pai? – Annabeth falou.
-Mãe – corrigiu – sou filho de Eos.
-Quem? – todos, inclusive Annabeth, perguntamos.
Ele nos olhou irritado.
-Eos... Deusa do Amanhecer... – e murmurou, mas eu acho que só eu escutei – Idiotas.
-E o sotaque francês é falso também, né? – perguntei.
-Orra seu muleque insolente! – olhou para trás e disse – ataquem, mas deixem o garroto comigo.
Vieram alguns monstros que eu nem vi quais eram, mas eu soube que não eram poucos.
-O que você quer?
-Tudo a seu tempo filho de Poseidon – e puxou um pequeno cilindro de metal do bolso e apertou um botão que havia nele e aquilo virou um sabre de luz. What the fuck?
-Você é muito nerd pra usar um sabre de luz estilo Guerra nas Estrelas, né? – ou vi Thalia gritar, mas ele a ignorou.
-Gostou de minha arrma?
-É um sabre elegante, é realmente uma pena que seu dono irá queimar – depois eu usei meus poderes de deus do fogo para queimar o garoto, que derrubou o sabre, mas antes de se queimar totalmente ele pulou do prédio. Quando cheguei a borda, não havia ninguém.
Estava pronto para ajudar as meninas, mas quando olhei para trás vi que os monstros também sumiram. Me aproximei do sabre de Diego, me abaixei o o peguei. Esqueci imediatamente o que iria falar quando uma águia se aproximou e pousou no braço de Thalia, ela pegou a mensagem que jazia na perna da ave, que levantou voo, leu e depois olhou para nós.
-Lady Ártemis nos chama para o Acampamento.
-E como nós vamos? – Gabriela perguntou.
-De avião – respondi.
-Mas Zeus não tinha te proibido?
-Tinha, mas ele retirou a regra.
-Tudo bem, então vamos – Ashey falou.
Féres nos levou até o chão novamente e nós fomos para o carro. Não demorou muito, e chegamos ao aeroporto quando Annabeth disse.
-Er... gente, temos um problema.
-O que aconteceu? Se machucou na luta? – perguntei preocupado.
-Não, não, nada disso. É que eu só tenho dinheiro para 3 passagens.
-Oh. Ahn, tudo bem. Eu posso ir com Féres e também posso levar alguém comigo. Sem problemas.
-E então, quem vai com ele? Porque eu não vou desperdiçar o assento de um avião pelas costas de um dragão – disse Thalia. As outras três se entreolharam mas ninguém se pronunciou.
-Porque não tiram no Par ou Ímpar? Quem sair primeiro vem comigo – eu falei, vendo que ninguém ia se candidatar.
Elas deram de ombros e tiraram Par ou Ímpar. Ficou assim: Gabriela 2, Ashley 2, Annabeth 1. Pois é, para minha sorte (ou azar) eu iria com Annabeth, voar em Féres, sozinhos, por algumas horas. Por que eu acho que isso não é uma boa ideia?
Depois Thalia foi comprar as passagens, por sorte, teria um vôo para daqui a meia hora. Ficamos esperando e quando elas foram entrar no avião, Ashley relutou um pouco em deixar a Annie ir comigo voando, mas acabou se conformando.
-E então, o que voce vai fazer com seu carro? – ela perguntou.
-Você vai ver – eu disse quando abri a porta pra ela. Dei a volta no carro e entrei.
Quando nos afastamos um pouco da cidade, eu estacionei o carro e chamei Féres. Eu apertei um botão que havia na chave do meu carro e ele se tornou uma miniatura, a qual eu coloquei na chave, como um chaveiro.
Subi no dragão e ofereci minha mão a Annabeth.
-Então, vamos mi bella dama? – disse, imitando o sotaque francês de Diego. Ela riu e respondeu.
-Clarro que si mi jovem cavalheirro – pegou minha mão e se sentou atrás de mim e começou a rir, assim como eu.
-Segura firme.
-Porque? Ahhhh – ela perguntou antes de Féres levantar vôo. A parte boa, ela ficou agarradinha em mim, a parte ruim, ela estava com medo e não parava de gritar.
-Calma Annabeth, está tudo bem – ela parou de gritar e afundou seu rosto em minhas costas, logo percebi que estava chorando.
-Porque choras Annie? – perguntei preocupado.
-Tenho medo... de cair.
-Ah, tudo bem, passe aqui para frente e eu te seguro, assim você não irá cair.
-E como eu vou ir pra ai ein? – ela perguntou. Disse para Féres diminuir a velocidade.
-Assim – disse, enquanto viráva meu corpo e passava meu braço por trás dela, segurando sua cintura – agora você passa primeiro uma perna – ela o fez – e agora a outra, pronto agora está melhor? – ela se aconchegou um pouco mais em mim antes de responder.
-Sim, está melhor.
Em pouco tempo ela adormeceu, mas não durou muito, em cerca de meia hora acordou, assustada.
-O que aconteceu? – perguntei.
-Nada de mais, apenas um sonho.
-Sonho de meio-sangue?
-Não tenho certeza.
-Tudo bem, então volte a dormir.
-Não sei se consigo.
-Quer que eu cante para você, prometo que irei afastar seus pesadelos – sorri.
-Se você cumprir sua promessa – respondeu, sorrindo também.
-Eu sempre cumpro minhas promessas.
Comecei a sussurrar You’re Beautiful – James Blunt em seu ouvido. O resto da viajem foi tranquilo, e ela continuou dormindo até chegarmos ao Acampamento, dormindo como um anjo, o meu Anjo.
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