Notas iniciais
Eai, então musica do capitulo Hurricane - 30 Seconds To Mars PS: a roupa do Percy é a mesma do video.

P.D.V Annabeth Chase

Ouvi alguém chamar-me pelo nome e me virei. Quando fiz isso não acreditei no que, ou melhor, quem eu estava vendo. Bem a minha frente, a alguns passos de mim não estava ninguém mais e ninguém menos que... Percy! O meu melhor amigo, que se tornou um deus, e o cara por quem eu ainda sou apaixonada.

Ele estava diferente da ultima vez que eu o vi, estava mais alto e com certeza mais musculoso, não parecia mais um garoto, agora era um homem e, não me importa que eu seja uma caçadora ou não, que Homem. Os cabelos negros continuavam rebeldes e caiam um pouco em seus olhos, feições másculas, mas mesmo assim o deixavam com aquele ar de brincalhão. Os olhos incrivelmente verde-mar, tão profundos que jurei que pude ver sua alma, tão bela quanto seu ser. Não consegui pronunciar nenhuma palavra, porém, Thalia fez isso por mim.

-Senhor Perseus? O que faz aqui?

Ele pareceu sair de um transe, e desviou seus olhos de mim para ela.

-Thalia, sabe muito bem que não gosto quando amigos me chamam de Perseus, muito menos de senhor, faz eu me sentir velho. Ah, oi, e sim, eu estou bem, obrigado por perguntar, e vocês, como estão?

Estava na cara que ele não estava bem, pálido do jeito que estava nunca estaria, parecia ter visto um fantasma.

-Estamos... Bem – respondi, tentando disfarçar o quanto estava abalada com o aparecimento repentino dele, e, obviamente, falhando – mas ainda não respondeu a pergunta.

-Annabeth – ele disse, não sei se foi impressão minha, mas pareceu que ele estava suspirando – eu, bem, estou aqui para, sei lá, desestressar, quem sabe dançar um pouco. E vocês? De todos os lugares do mundo o ultimo que eu esperaria encontrar vocês, caçadoras, seria numa boate.

-Estamos em uma missão, um importante objeto de Lady Ártemis fora roubado. – novamente Thalia respondeu por mim.

-Ah sim, ouvi falar. Mas então, aceitam ajuda?

-Achei que deuses não podiam interferir diretamente na vida dos semideuses. — falei

-E não podem, mas eu, como deus dos semideuses, sou a exceção.

-Tudo bem senhor “A Exceção”, mas mesmo assim, temos que recusar a oferta, não precisamos de ajuda!

-Tem certeza? – perguntou, parecendo querer mesmo nos ajudar.

-Absoluta

-Ok, então façamos assim, eu vou competir com você, agora, na pista de dança. Se você ganhar a gente nem se viu hoje, se eu ganhar eu vou com vocês na missão que tal? Pode falar que ta com medo, eu não iria querer competir comigo se eu fosse uma mulher – ele só podia ta tirando com a minha cara – não vai rir? – ele parecia estar segurando o riso. Neguei com a cabeça – Ta com medo?

-Aceita Annie, não temos nada a perder, pelo que me lembro, Percy era bem desajeitado – Thalia sussurrou no meu ouvido.

-É eu aceito.

-Não, tem que jurar pelo Stix que vai cumprir a promessa.

Nossa, ele quer mesmo ir à missão.

-Eu, Annabeth Chase, juro pelo rio Stix, que vou cumprir a promessa, se perder. Satisfeito?

Deu um sorrisinho malandro de quem acabou de aprontar.

-Bastante. Eai, ta pronta?

-To, mas como a gente vai liberar a pista? – disse, olhando a pista de dança cheia de gente.

-Galera, eu não acredito, temos um desafio. Minha amiga Sophie acabou de me avisar que temos um duelo. Gente ae, liberando a pista, pra trás, pra trás, pra trás. – o DJ disse. Mas como...?

-Ela ta me vigiando? – ouvi Percy murmurar.

-O que? – Perguntei.

-Hã? Nada, vamos?

-É isso ai galera, musica novinha – de repente umas garotas apareceram e começaram a tirar umas placas do meio da pista – são trampolins? Que isso, a parada hoje ta sinistra. – o DJ disse.

[o link do vídeo aqui]

(N/A: sabe o cara mal encarado de boné que aparece no meio do video? Então, lembrem dele, vai ser importante)

Onde está o Percy desajeitado que não sabia dançar? Eu não acredito que perdi.

-Meus deuses, agora vamos ter que leva-lo na missão – reclamou Gabriela, que falou pela primeira vez desde que entramos aqui.

-Onde você aprendeu a dançar assim? – perguntei quando ele se aproximou.

-Comigo – disse uma mulher que agora estava ao lado de Percy, sorrindo – ou você acha que alguém iria ensiná-lo a dançar tão bem assim se não fosse eu.

-Você se acha demais Sophie. – retrucou Percy.

-É, pois um talento nato como o meu merece reconhecimento, assim como meus alunos.

-Deixei de ser seu aluno há muito tempo, quando passei a ser o melhor dançarino do mundo.

-Depois eu que sou convencida. – ela disse revirando os olhos, depois olhou para nós e depois para Percy – Você ainda continua o mesmo cara sem modos, não é? Não vai nos apresentar?

-Ah é, me desculpem, garotas essa é Sophie, uma grande amiga minha. Sophie essa são as caçadoras de Ártemis, er...

-Meu nome é Gabriela – disse e estendeu a mão, que a tal de Sophie retribuiu o aperto.

-Ashley – o mesmo aconteceu com ela.

-Thalia

-Hum, a filha de Zeus, já ouvi falar de você – disse enquanto apertava a mão de Thalia.

-Já?

-É, conheço varias historia sobre o Acampamento Meio-Sangue – depois disso, ela se virou pra mim.

-Annabeth – ela sorriu.

-Então essa é a famosa Annabeth.

-Você me conhece?

-Não pessoalmente, mas Percy fala bastante de você – senti meu rosto esquentar.

-Fala? – eu perguntei. Ele fala de mim?

-Sim, sem falar das suas fotos no quarto dele – senti corar outra vez, mas agora foi de raiva. Como assim? Ela já esteve no quarto dele?

-A gente não tinha uma missão pra ir? – pronunciou Percy, pelo jeito muito envergonhado.

-Temos – eu disse – então vamos? Já chamamos atenção de mais nesse lugar.

-Sem falar que se o nosso ladrão estivesse aqui ele já teria fugido – disse Ashley.

-Vocês têm razão, só vim aqui para me despedir. Tchau Percy – o abraçou e sussurrou algo em seu ouvido – e ainda está na minha lista, ainda mais agora – deu uma risadinha e o soltou.

-Tenho medo quando você diz isso — não entendi o porquê da cara de medo que o filho de Poseidon fez.

-Eu sei que sim, mas não se deve temer o amor, só se eu ou minha mãe ou quem sabe Eros tiver algo contra você, ai você pode tremer de medo, porém não se preocupe, vou lhe ajudar, e quem sabe não convenço minha mãe a ajudar também?

-Mesmo com essa ajuda, não depende só dela.

-Eu sei, mas mesmo assim da uma forcinha – insistiu a garota.

-Tudo bem, até logo Sophie – disse o garoto.

-Ok, tchau garotas, foi bom lhes conhecer.

E saiu andando, ou melhor, dançando pelo meio da multidão.

P.D.V Perseus Jackson

Ah, eu não to acreditando nisso. Eu, depois de tantos anos, finalmente encontro Annabeth. E o que acontece? É muito simples, eu vou numa missão com ela! Bem, com ela e outras três caçadoras, a Thalia (a filha de Zeus do pinheiro, lembram?), Ashley e Gabriela. Os deuses que me ajudem, pois fico imaginando, e depois que essa missão acabar? O que irá acontecer? Nós seguiríamos caminhos separados de novo e eu volto a ser o homem que há anos entregou seu coração a uma garota e nunca teve coragem de dizer isso a ela? Bem, eu poderia ficar o dia inteiro aqui, discutindo comigo mesmo, mas Annabeth me tirou de meus devaneios.

-E então, vamos?

-Ah, claro, vamos. Só uma pergunta – eu disse.

-O que é? – disse Gabriela, tentando não ficar impaciente comigo, acredito que pelo fato de eu não ser apenas um semideus, ou mortal.

-Er.. Onde vocês estão ficando? Quer dizer, vocês precisam de lugares para dormir e essas coisas.

-Estamos num hotel, é um pouco longe daqui, não é uma boa idéia ir a pé – respondeu Annie.

-Tem razão, e não vamos, nós vamos no meu carro, esta ali fora.

-Mas perai, você não veio junto com aquela Sophie? – questionou Ashley.

-É eu vim.

-Então você não precisa levar ela de volta também?

-Na verdade não, mesmo que eu ficasse aqui, esperando que ela quisesse ir embora, não adiantaria nada. Ela iria arranjar carona com alguém. São raras as vezes que ela volta pra casa comigo.

-Hum, então tudo bem, vamos logo, vamos acordar cedo amanhã, e a ultima coisa que eu quero é uma Thalia estressada reclamando no meu ouvido que mal deu tempo de dormir, e que a gente podia ter levantado mais tarde – depois desse comentário de Annabeth, todos rimos, até Thalia, ah, bem, é, só um pouco.

-Ah, mas é verdade, um dia eu ainda convenço vocês de que acordar as 6hrs a.m. é abuso.

-É, porque não vai falar com Lady Ártemis sobre isso – Gabriela.

-É melhor não.

Depois disso nós saímos do prédio e fomos em direção ao meu Camaro SS 2010.

-Uau – foi só isso que eu ouvi delas depois que Thalia, Gabriela e Ashley entraram no banco de trás.

-Pois é – olhei para Annabeth enquanto segurava a porta aberta para ela – fique a vontade – ela me olhou como se eu fosse um idiota, e eu acho que ela pensa que eu sou um mesmo, e entrou no carro. Fechei sua porta e contornei o carro, quando entrei disse.

-Presente de Hefesto, ele me deu como recompensa de um favor que fiz a ele.

-Perai, se foi Hefesto que deu o carro, imagino que ele tenha, digamos assim, uns truques especiais, estou certa? – Thalia.

-Certo, algumas coisas básicas para semideuses como um radar para monstros, porta Néctar e Ambrósia, algumas armas, dracmas, coisas do gênero. Mas uma das coisas que eu mais gosto é isso aqui – mostrei a elas um pequeno botão vermelho no volante.

-O que é isso? – perguntou Gabriela.

-Teletransporte.

-O que? Tipo, como os deuses fazem?

-É, mais ou menos, só que é um pouco mais limitado. Ele só pode ser teletransportado para lugares dentro da América do Norte, e tem que ser um lugar que tenha civilização, por exemplo, se eu quiser que ele me leve para um deserto, ou uma floresta, perto de Las Vegas, nós iríamos parar no centro da cidade.

-Hum..

Depois eu perguntei a elas em que hotel elas estavam e Ashley me deu o endereço. Quando chegamos, subimos para o quarto e eu perguntei.

-Bem, nós vamos ficar aqui quanto tempo? Quero dizer, no hotel.

-Partimos daqui amanhã, não é uma boa idéia ficarmos – Annabeth me respondeu. Estranho, ela estava tão quieta até agora, o que será que aconteceu?

-Tudo bem, então onde eu durmo?

-Em outro quarto – respondeu-me Gabriela.

-Impossível, eu fui verificar se tinha um quarto pra ele, não tem, o hotel está cheio – Ashley falou meio a contragosto.

-Então você vai dormir no chão, no canto mais longe o possível, de preferência – Thalia disse.

-No chão? – por mais que quisesse participar dessa missão (e ficar mais próximo de Annabeth) eu tenho mesmo que dormir no chão?

-É não tem problema, a gente forra com uns edredons e pronto.

-Ta legal então – fazer o que, se não tem outro jeito.

Depois das meninas se trocarem (não na minha frente, óbvio) e eu também, fomos todos dormir.

Quando me deitei, fiquei pensando em como tudo isso tinha acontecido. Não sei por que, nem por qual causa, mas nós nos reencontramos, eu e Annabeth. Gosto de pensar que aconteceu porque o destino quis, ou por uma simples coincidência, porém, sei que não é tão fácil assim. A minha vida, o nosso mundo, não é tão simples, deve ter alguma razão, tenho dois palpites, pode ter sido uma obra dos deuses (sei lá, algum deles poderia querer alguma coisa de nós, e precisava da gente junto) ou alguma coisa muito ruim está por vir, de novo.

Notas finais
Quem tah vivo aee manda reviews!!E quem ée morto-vivo ou algum espirito pode manda tambem, to de boa com voces...