Say: I Love You
1 Prólogo
Notas iniciais
Devem estar pensando que sou cara de pau, caso já tenham lido minha fanfic RSOL. Bem, eu estou meio que com problemas de continuá-la porque não consigo prosseguir com uma escrita que agrade. Portanto, ela continuará assim, desatualizada, até eu fazer algo decente. E, quanto a Psicologia Reversa, estará em hiatus até eu decidir o rumo fixo dela. ♥ Espero que me desculpem.
Bem, essa fanfic me veio na cabeça de repente, e como eu quis escrever uma história diferente das que guardo no pc (acreditem, são muitas), decidi postar essa, até porque nunca mais apareci aqui na categoria.
Então, sem mais delongas, o primeiro capítulo. Se gostarem ou não, comentem com a opinião. Obrigada. c:
Can you love me?
— Não!— uma voz grave, porém jovial, exclamou, vinda de dentro de uma sala localizada no corredor leste. A placa branca dizia "Enfermaria", mas quem estava lá, com certeza, não era apta de jeito algum para ser considerada enfermeira. Se bem que não era.— Caralho, quem chamou você aqui? Ao invés de cuidar disso, vai piorar! Sai daqui!
Um filete de sangue não tão fino escorria do nariz do garoto. O sangue se misturava com a camada de suor e a sujeira. Bem, não era tão difícil supor que ele tinha sido alvo de algo sujo que lhe atingiu na cara com bastante força e o fez correr como um louco pela quadra, alegando que o nariz doía como o inferno.
A loira suspirou, com uma careta de insatisfação.
— Quem levou uma bolada na cara foi você — ela retrucou, empurrando-o levemente para trás, irritada. — A Aries me pediu para vir te ajudar, porque ela estava ocupada demais com o professor Leo. Nem imagino o que fazem — deu de ombros, tirando um pedaço de algodão de cima da mesinha bagunçada do lado da maca.
O dono dos cabelos róseos a fitou, impaciente.
— Não quero saber — reclamou, indo para trás, como se para proteger-se de qualquer ameaça que a loira pudesse lhe proporcionar. — Só me deixe cuidar disso sozinho.
— Porra, cala a boca, Natsu — pressionou o algodão contra o nariz do garoto com uma força proposital, fazendo-o gemer de dor e praguejar um palavrão qualquer. — Você só pioraria isso. Agora deixa de ser bicha e fica calmo.
"Lucy é tão insensível", pensou o garoto, mordendo o lábio para que não xingasse a loira em voz alta, e em troca, recebesse um soco no nariz que fizesse-o sangrar mais do que já estava.
Ele cruzou os braços e virou o rosto, fazendo-a resmungar baixo.
— Imagina se eu não fosse o garoto de quem você gosta.
Era sempre assim. Natsu fazia questão de esfregar na cara dela que ele era o garoto de quem ela gostava, e, inconscientemente, esfregava também que não gostava dela daquela maneira. Aliás, que não gostava de forma alguma. Ele era simplesmente o cara grosso de sempre.
O rosto tingiu-se de um tom de vermelho que logo dissipou-se das bochechas quando ela balbuciou:
— Imagina se eu não fosse tão legal. Já tinha te deixado sangrar até a morte.
Natsu revirou os olhos.
— Que exagero.
— Nem tanto. Do jeito que você é idiota, é bem capaz.
Argh, aquilo era tão desagradável.
Natsu Dragneel era um cara bem irresponsável, quase machista, arrogante e, francamente, muito idiota. E, de alguma forma, aquilo era muito para atrair garotas. Elas pareciam amá-lo. Pareciam sequer achar estranho o cabelo rosa dele. "É salmão", ele sempre rebateu, mas todo mundo sabe que é rosa.
Mas, cara. Ele nunca achou que a garota que ele encarava como um garoto também, fosse começar a gostar dele. E se declarar na cara dura. Nunca achou. Foi algo simplesmente súbito e que o fez corar tanto que ele quis a morte. Simplesmente disse que não gostava dela daquela forma. E eles se tornaram amigos. Ou melhor; ela se tornou amiga dele. Porque ele nunca admitiu que era amigo dela ou coisa do tipo.
Ele não sabia como ela continuava o encarando todos os dias, sem um pingo de vergonha — à menos que ele tocasse no assunto. Ao mesmo tempo que repudiava esse tipo de aproximação repentina — sim, ele ainda considerava repentino —, admirava. Ela era tão corajosa.
Mas ela era Lucy Heartphilia, o demônio em pessoa. Sinceramente, achava difícil que ela tivesse amigos do sexo feminino. No entanto, se fosse parar para ver que suas amigas eram Erza Scarlet, Levy McGarden e Juvia Loxar, era bem perceptível o por quê de ser amiga delas — cada uma tinha um histórico não muito exemplar. Agressiva, boca suja e stalker, respectivamente.
Não que importasse muito.
— Acorda, Natsu — Lucy disse, batendo de leve no rosto dele, guardando as coisas na mesa de volta. Pegou um band-aid e o pôs horizontalmente atravessando o nariz do garoto. Após feito, bateu as mãos uma na outra, como se indicando que estava feito. — Pronto. Viu como não foi tão difícil? Se você fosse menos bichinha, talvez não tivesse demorado tanto.
— Vai se foder. — ele lhe mandou o dedo médio, saindo de cima da maca na qual estava sem necessidade alguma.
Ambos saíram da enfermaria. Em silêncio.
Os passos ecoavam, mas pareciam não fazer barulho porque o rosado fazia um barulho irritante com a boca. Ele estava tentando reproduzir um pum com a boca ou estava com câimbra na língua?
— Pare com isso, é irritante.
Prrrrrrr, esse é o barulho que emitia dos lábios do rosado. E ele não parou.
— Natsu, estou falando sério.
Prrrrrr.
— Porra, seja mais agradecido.
Prrrrrr.
— Eu arrumei a porra do seu nariz.
— Eu neguei desde o início.
— Agora você responde, né, filho da puta?
O rosado riu com a resposta esperada vinda da loira ao seu lado.
Lucy olhou pelo canto dos olhos. Natsu estava olhando para a frente e parecia fitar um ponto fixo. Como um verdadeiro idiota.
Permaneceu lhe fitando um bom tempo, até que ele virou-se para ela, aparentemente sério.
O coração da loira parou por um instante.
Prrrrrr.
— Vai tomar no cu!
E logo, dois adolescentes imbecis corriam pelos corredores nem tão vazios do colégio e eram vistos por todos, sendo julgados idiotas — menos pelas garotas que suspiravam a medida em que viam o rosado esticar mais ainda o sorriso — pelos alunos.
Dois adolescentes que tinham uma relação um tanto incomum.
Que não tão breve, mas que um dia, aprenderiam à dizer "eu te amo" por destrancarem-no de dentro de onde quer que estivesse.
Notas finais
Como disse, a fanfic será um teste. Quero aprender a escrever fanfics assim, colegiais. Enfim. Comentem. Obrigada e até o próximo ♥
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