Say All I Need

34 SAIN – 04 #02


Notas iniciais
N/Miss: Mais um capitulo para vocês... Boa leitura..

Agradecer a Gleicy Black, por ter betado o capitulo. Thanks baby!

- Dr. Willians? – Kylie a secretária da recepção abriu a porta do consultório de Elliot, dando graças por ele estar sozinho. – Tem alguém querendo lhe ver na recepção.

Elliot jogou a caneta encima da mesa, afastando a cadeira.

Quem poderia ser?

Aaron iria ligar se estivesse a caminho. Ele não imaginava quem pudesse estar lá.

- Oh Kylie, obrigado por avisar. – Kylie sorriu abrindo mais a porta, dando espaço para ele. Salivou quando sentiu o cheiro sedutor do Dr. Elliot Willians. Não era de hoje em que a mulher se via completamente louca por estar em um curto espaço a sóis com ele.

Elliot seguiu para o corredor menos movimentado, cumprimentando uma paciente na ala pediátrica. Quando chegou a recepção assustou-se ao encontrar Jacob, sentando a sua espera.

- Jacob?! – surpreso, apressou-se em apertar sua mão. – Estou surpreso. – garantiu.

Jacob sorriu. Ele sentia-se livre.

- Desculpe não ter avisado, mas eu estava por perto. – murmurou.

Elliot gesticulou em direção ao corredor do seu consultório. – Claro, — sorriu. – Gosto de visitas inesperadas. Vamos até o meu consultório.

Jacob seguiu Elliot pelo corredor, sentando-se em uma cadeira de frente a mesa quando entraram na sala.

- Então, Jacob, vai aparecer lá na festa essa noite? – perguntou.

Jacob coçou o queixo, acenando positivamente com a cabeça.

- Vou.

- O que te fez mudar de idéia? – Elliot perguntou desconfiado. Jacob riu.

- Já tem algumas semanas que estou aqui, não vejo problemas em sair para me divertir. – garantiu.

- Ah, finalmente alguém entende. – riu.

- Sim, eu queria confirmar minha presença, desde que da ultima vez em que falei com você, recusei o convite.

Elliot se aproximou da mesa, olhando para Jacob. – Algo especial? – sussurrou.

Jacob arregalou os olhos.

- Como assim?

- Sabe, — Elliot começou, encostando-se a cadeira. – Já deve ter notado que aqui facilmente podemos perder a cabeça. – confidenciou.

Jacob sorriu maroto ao entender o ponto. Sim, ele sabia. Embora seu motivo tivesse sido outro. Ele ainda estava recuperando-se do que os seus olhos lhe mostraram, ainda estava nervoso por vê-la tão perfeito em sua frente, e um pouco fracassado por não poder tocá-la, tão pouco desfrutar do gostoso sabor dos seus lábios. Jacob ainda estava assustado com o fato de depois de tanto tempo, Renesmee estar viva, sem memória, porém inteira e completamente saudável. Ele sentia-se no dever de descobrir o que aconteceu com ela na queda do avião. Descobrir quem havia realmente encontrado ela.

- Jacob? – Elliot lhe chamou. Jacob retornou sua atenção para ele. Piscando arduamente. – Você está bem?

- Hum, sim. – deu de ombros. – O que dizia?

Elliot riu.

- Eu disse que a festa vai ser na praia.

- Ah, claro. Eu já suspeitava. – endireitou-se sobre a cadeira. – Precisa de alguma ajuda? Com as bebidas, ou não sei, — deu de ombros. – Algo para a decoração.

- Decoração? – Elliot perguntou rindo. – Meu amigo basta ter apenas uma boa musica e bebidas. As pessoas não se importam realmente com a decoração quando se tem bebida envolvida.

- Com toda certeza. – Jacob riu.

Ele lembrou-se que estava ali não só para comunicar sobre a festa, mas para também tentar descobrir algo sobre Aaron e Renesmee que agora se intitulava Marine.

- Eu queria te perguntar algo, – começou. Elliot prestou atenção nele. – Sobre aquela garota, Marine, – Elliot inclinou uma sobrancelha. – Ela já tem tempo aqui?

- Por que quer saber sobre a Mari? – Elliot perguntou desconfiado.

Jacob deu de ombros tentando soar natural.

- Sei lá, conversamos e ela disse que havia perdido a memória. – Elliot arregalou os olhos.

- O que? – não maquiou o seu espanto. – Ela disse isso?

- Sim. – Jacob não mentiu.

Elliot parecia espantado com a revelação. Como assim Mari disse sobre isso? Ela nunca falava sobre a sua perda de memória com ninguém a não ser ele ou Aaron.

- Estou surpreso. – comentou. – Ela nunca fala sobre isso com ninguém.

- Posso me considerar sortudo? – Jacob riu.

Elliot não lhe acompanhou. Algo havia ficado estranho. Como se Jacob esperasse saber mais de Marine, coisas das quais ele nunca havia falado com ninguém, apenas com Aaron.

- Não sei. – deu de ombros.

- Vou entender se o assunto for sigiloso. – disse.

- Olha só Jacob, — colocou os cotovelos sobre a mesa, encarando Jacob. – Não sei qual o seu interesse na Mari, mas ela é a namorada do meu melhor amigo. Não irei lhe dar informações da qual podem ser usadas contra ele. – Jacob ficou surpreso com a franqueza de Elliot.

- O que? – perguntou assustado.

Mas essa agora. Esse cara é esperto.

- Estou dizendo que não vou te ajudar a ficar com ela, independente se somos amigos ou não. Mari é mulher de Aaron.

- Qual é. – Jacob sorriu fraco. – Eu não quero a garota. – disse.

Elliot o analisou mais um tempo, antes de respirar aliviado. Jacob havia conseguido ludibriá-lo.

- Cara, fico mais tranquilo com isso. – disse. – Aaron é como um irmão pra mim. Desculpe se eu entendi errado.

Jacob sorriu camarada.

- Que isso, eu entendo.

- Bom, eu não tenho muito que falar sobre a Mari, desde que ela mesma disse o que todos nós sabemos. – deu de ombros. – Esperamos que um dia ela se lembre.

Jacob sorriu. Ele também.

Marine sentou na cadeira confortável do restaurante mais caro de Malibu. Um garçom se aproximou deles entregando-lhes o cardápio retirando-se rapidamente.

- Ainda não sei por que você me trouxe aqui. – Aaron levantou os olhos para ela. Tão bonita, porém desconfiada. – Tem alguma coisa acontecendo? – ele suspirou.

- Impressionante como você sempre consegue descobrir as coisas. – disse.

- Então tem alguma coisa. – fechou o cardápio colocando-o encima da mesa. Fixou o seu olhar nele, capturando todo e qualquer movimento que Aaron pudesse fazer. – O que foi?

Ele mesmo tendo ensaiado aquele discurso por milhares de vezes trancado dentro do banheiro, encarando o seu reflexo no espelho, não tinha adiantado. Droga. Mesmo que a decisão de contar tudo que ele sabia sobre ela tenha sido difícil, Aaron sabia que não poderia continuar escondendo mais. Ele não sentia-se pronto para isso, mais era necessário. Marine merecia apenas a verdade. De tudo.

- Aaron você está me deixando preocupada. – garantiu.

- Eu sei, — olhou para ela. – Me desculpe.

Aquele pedido não era apenas pelo seu silencio naquela ocasião. Era por tudo. Por não ter contado a ela tudo que sabia, por não ter desde o inicio procurado saber sobre o seu acidente, ou quem ela era antes dele.

Enfiando a mão no bolso da calça, ele retirou a peça de prata. O anel que parecia pesar uma tonelada em suas calças. Esteve tanto tempo escondido ali, embrenhado no meio das suas coisas mais secretas.

- Pelo quê exatamente? Eu definitivamente não estou conseguindo entender e... – quando ele deixou o anel visível, Mari encarou o pequeno objeto brilhante confusa. Um frio na boca do estomago e ela ofegou.

- Mari, er... – ela o cortou.

- Um anel. – sussurrou.

- É. – ele encarou assim como ela o anel.

- O que exatamente você está fazendo Aaron? – perguntou dessa vez olhando-o.

Ele suspirou.

- Eu gostaria de dizer que estou aqui pedindo para você ser oficialmente minha mulher, — ela sorriu abertamente. – Mas eu... Isso é seu. – colocou o anel na palma da mão dela. Marine o encarou assustada.

- O que? – perguntou. – Eu nunca nem vi isso Aaron. – disse. – Como pode ser meu?

- Isso estava em você. – começou. – Quando eu retirei você do mar. – ela encarou o anel.

- Você disse que eu estava no píer.

- Eu menti. – o encarou.

- Mentiu? Por quê?

- Porque eu queria você!

- E não... Quer mais?

Ele ficou surpreso.

- Não! Quero dizer, eu quero. Deus, Mari. Eu te amo! Como não querer você?

- Então porque está dizendo isso?

Ele suspira.

- Porque eu não quero mentir. Esconder a verdade, sobre o que eu sei.

- E o que você sabe que estaria supostamente escondendo de mim?

Aaron inclina-se sobre a mesa, tentando manter a calma de contar para ela tudo que ele sabia o que havia acontecido quando ele a encontrou no mar, afundando com um helicóptero.

- Eu estava afastado da praia, quase em mar aberto quando ouviu um barulho estranho e um helicóptero se chocou contra a água a alguns metros longe de mim. Cristo Mari, eu não pensei, apenas agi, eu... Eu nadei até o helicóptero e quando eu vi, tinha retirado você da água. – disse. Marine absorvia a história espantada. – Tinha mais alguém com você, mas eu não consegui retirar porque não respirava mais. Você sim, você estava respirando, precisava de ajuda. Eu não sei o porquê, mas eu só queria salvar você. Nadei até a praia e levei você correndo para Elliot. Tinha sorte de ele ser médico. – sorriu fraco. – O resto você já sabe, ele socorreu você. Mas no hospital eu percebi que queria você pra mim. Seja lá o que havia acontecido com você naquele helicóptero ou quem era aquela pessoa que estava com você, eu só me preocupei com você. Eu sei, fui egoísta o bastante para pedir sigilo a Elliot sobre tudo, sobre a sua entrada no hospital e sobre a sua amnésia. – ele a encarou. Seus olhos demonstrando o tamanho do seu arrependimento. Mas de uma coisa Aaron se deu conta. Ele estava sentindo-se mais leve por contar-lhe a verdade. – Não procurei saber quem era você antes, nem me importei. Estava tão fixado em conquistar você, Mari... Eu te amei desde a primeira vez que coloquei meus olhos em você. – suspirou. – Me perdoa. – pediu.

Mari estava atordoada. Aquela história toda não parecia ser real. Não parecia verdade. Ela sabia que não se lembrava de nada, nem fazia questão de lembrar. Se estava há tanto tempo com Aaron e ninguém nunca veio nem se quer de algum lugar do planeta reclamar por ela, não fazia sentido tentar algo que não existia realmente.

- Perdoar você? – ele acenou que sim. – Aaron eu não tenho realmente do que perdoar você. – disse. – Você me salvou, eu poderia ter morrido e... Ninguém nunca veio atrás de mim. Não tem realmente um bom motivo para que eu queira me lembrar do meu passado, quando ele na verdade não importa muito. – Aaron sorriu.

- Mais é a sua vida...

- Eu sei, — sorriu tranquilizadora para ele. – Mas não me importa. Eu gosto da que tenho aqui, e de verdade não quero me lembrar da antiga.

- Mesmo assim Mari, me desculpe.

- Só uma coisa, — chamou-lhe a atenção. – Você me disse que o meu nome é Marine, mas... Como sabe?

Ele sorriu.

- Foi algo que eu e Elliot escolhemos. Como eu disse, não sei absolutamente nada sobre o seu passado, nem o que você foi antes. – deu de ombros. – Marine pela cor dos seus olhos. – ela sorriu. – E também porque meio que achamos você no mar... Combina. – ele lhe deu uma piscadela.

- Claro. – sorriu. – Eu gosto de Marine.

Puxou sua bolsa enfiando o anel dentro dela.

- Você estava nervoso por isso? – perguntou. Aaron suspirou aliviado.

- E como. Elliot tem me atormentado sobre isso.

- Aaron eu quero que saiba que, não me importa sobre nada antes, sobre o meu passado e quem eu fui. O que importa é o meu presente. É você. Eu te amo e não vai mudar porque de uma hora para outra eu me lembrei de algo. Eu posso nunca lembrar.

- Sim. Ou também acordar num dia com toda a sua vida antiga tão clara quanto água. O que de certa maneira me assusta. Eu não quero te perder.

- Não vai. – ela disse rápido. – Não vai me perder Aaron, porque eu te amo. Já disse isso.

Ele sorriu para ela, pegando sua mão sobre a mesa.

- Eu acredito em você. Fico tão mais aliviado sobre te contar a verdade. Em breve substituirei o anel por um... Mais apresentável.

Ela corou.

- Não estou pedindo para que se case comigo.

- Mas eu quero. – ele lhe encarou. – Qual o problema? Moramos juntos, e praticamente somos casados. Oficializar isso não seria nada demais.

Mari deu de ombros.

- Só acho que temos que viver muito ainda. Somos jovens.

- Eu sei. – fez uma careta. – Não quer se tornar a Sra. Becker? – ela riu.

- Ah, com toda certeza eu quero, mais sem a parte do senhora.

Eles riram quando o garçom se aproximou.

- Colocarei isso em pauta. – Aaron garantiu. – O que vai querer?

Ele sentia-se mais aliviado por Marine ter aceitado tão bem a sua versão. Mesmo que em seu intimo ele temesse quando ela iria recuperar a sua memória, mas de uma coisa ele tinha certeza. Ela lhe amava.

Jacob escutou o seu celular tocando encima da mesa. Abriu os olhos pesados de sono, obrigando-se a ficar de pé. Era tarde e ele havia capotado encima do sofá. JJ estava deitado no chão de madeira avermelhada. Ele havia se mudado para uma casa antiga a dois quilômetros da faculdade, embora seja perto da praia. Ele ainda sentia-se atormentado por tudo. Por Renesmee estar viva. Por ela estar sem memória, e por ela ser de outro, quando deveria estar ali, com ele. Ele não aceitava e lutava com todas as suas forças para não enlouquecer e cometer a maior loucura da sua vida. Não podia estragar as coisas agora, não como antes. Jacob percebeu que suas atitudes anteriores com Renesmee de alguma maneira havia a espantado para longe, e ele não queria que o mesmo erro se repetisse.

Observou no visor do celular o nome de Lauren, não evitando bufar tamanha a insatisfação. Tinha coisas demais na cabeça para que uma simples foda lhe enchesse os ouvidos.

Respirou profundamente antes de atendar.

- Oi Jake. – ela parecia contente por ele ter lhe atendido. – Eu liguei ontem, mas caiu na secretária.

Jacob se aproximou do sofá, sentando.

- É eu, estive um pouco ocupado. – balbuciou. Ele não achava certo contar para ninguém sobre Renesmee, não agora. Ainda era cedo.

- Ah sim, entendo. – a ouviu suspirar do outro lado. – Como foram essas semanas no novo emprego? – puxou assunto.

- Foram corridas. Tenho que tomar nota de muita coisa ainda. – não revelou quase nada. – Estou me adaptando bem aqui.

Lauren sorriu.

- Fico feliz por você Jake. – disse. – Seu irmão me procurou. Disse estar preocupado com você, sobre você estar aí.

Jacob bufou.

- Não se tem realmente algo aqui para terminar de mexer com a minha cabeça. Como eu disse aqui é um lugar tranquilo. – JJ se aproximou de Jacob, deitando em seus pés. – Talvez a minha cura. – murmurou.

- Direi a ele. – riu. – Na verdade, porque você mesmo não diz a eles?

- Farei isso.

Um silencio se pendurou na linha. Lauren suspirou nervosa.

- Eu tenho que ir Jake, agente se fala qualquer dia desses.

- Tudo bem.

- Até.

Ela desligou, e Jacob apenas jogou o celular encima do sofá. Não era realmente a reação que ele esperava. Pensou mesmo que Lauren estaria indo infernizar sua vida com demonstrações de carinho e afeto que ele não estaria nunca pronto para corresponder. Ele não podia ter nada com ela, ele apenas queria uma única mulher em sua vida, que estava agora enrolada nos braços de um outro homem e completamente sem memória. Jacob riu sozinho por pensar que há alguns meses atrás ele estaria indo matar qualquer um que apenas tocasse nela, quando agora ele tinha que ser frio e calculista para conseguir sua pequena de volta. O que de certa maneira era uma droga.

Resistiu ao impulso de pegar o telefone e ligar Alice informando sobre Renesmee, assim como para Eric, porém ele apenas segurou a vontade. Conquistaria Renesmee novamente, e iria fazê-la recobrar a memória. Era a sua única ambição no momento. Nada mais realmente importava.

Notas finais
N/Miss: Cara, eu não li o capitulo todo. Não tive tempo, mas o pouco que li eu sei que tem gente que não irá curtir muito.. uhauaa.. .Isso me faz rir.. uahuaha.. Beijos!