Say All I Need

27 Capítulo XXVII


Notas iniciais
HEY CHEGUEI AQUI!!!
Primeiramente queremos agradecer a todos os comentários e explicações. Realmente fora gratificante os reviews!!
Todas as meninas que comentaram nesse e nos outros caps.
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Atualizações e novidades sobre a fic. Lembrando que só mais TRÊS caps!! Plix gente comentem!
Bom, espero que vocês curtam o caps, e nos falamos lá embaixo. ^^

As mãos algemadas estavam sobre a mesa de metal frio, um sorriso igualmente frio brincava nos lábios do moreno que não parecia nem um pouco preocupado de estar frente á frente com dois polícias. Sabia que a brincadeira policial bom e mau ia começar naquele momento e podia dizer que estava um tanto quando excitado com isso. Não pretendia segurar mais a verdade. Estava indo contar tudo e livrar-se-ia a da culpa toda.



– Billy Black. – Zack puxou uma cadeira e sentou, olhando a pequena pasta que continha tudo sobre as acusações que Billy estava enfrentando. – É a terceira vez que eu lhe chamo em dois dias. – Zack parecia realmente cansado, quase sendo vencido. – Você pediu para usar o telefone, assim foi feito. Você pediu para encontrar seu advogado quase umas cinquenta vezes dentre de quarenta e oito horas, e assim foi feito e você sabe por quê?


– Porque você quer que eu conte o que eu sei. Por isso você foi tão gentil. Você ficou encarregado de ser o bom policial e esse aí. – ele apontou para o outro policial ao lado de Zack. – Será o ruim. – Billy sorriu como se tudo fosse uma bela piada. – E eu estou disposto a ver até onde podemos chegar.

– Ou podíamos ser logo os dois o policiais maus e isso tudo irá acabar em um piscar de olhos.

– Eu já estou preso Zack e daqui eu sei que não saio, porque acha que eu me afundaria mais aí? Estou contente com a pena que eu irei receber pela acusação sem fundamento de tentativa de estrupo e homicídio.

– As duas possuem fundamentos, eu só preciso que você me conte quem foi que lhe mandou matar o Edward Cullen. Quem foi que estava com você quando Mike sabotou o carro.

– Minha pena será diminuída por isso?

– Se ficar comprovado que você falou a verdade e que no fim a mandante foi a pessoa que você citou. – Zack deu de ombro. – Podemos tentar diminuir um ano ou dois. – ele sorriu vendo Billy parar de sorrir. – A verdade é que você não tem como fugir. Uma hora ou outra ligaremos a pessoa que acharmos que estava com você ao crime, e vocês dois pagarão por isso. É a mais pura das verdades. Não tem como e para onde fugir. Se eu tiver que lhe trazer aqui quinhentas vezes, eu estarei fazendo. Vamos lá? Me conto como foi que aconteceu o ataque a sua antiga secretária, e não estou falando de Isabella Swan.

– Eu não a ataquei, ela se insinuou e eu simplesmente achei que ela queria fazer sexo. Eu sou homem e foi o que aconteceu. Mas acho que ela percebeu que não fosse dar conta do recado e desistiu, mas eu já estava muito envolvido e foi o que aconteceu.

– Você deu vários socos nela, a deixando com a face roxa e machucada. Isso é se deixar levar? E exames mostraram que ela foi violentada. Você perdeu a cabeça mesmo, mas não porque ela desistiu e sim porque você é um porco filho da puta que a forçou ter relações com você.

– Avise para ela usar roupas mais comportadas da outra vez, isso se a intenção não foi ser traçada. – ele sorriu. Somente ele. Aos olhos dos policiais aquilo era doentio.

– Sabe que isso está indo constar contra você não é? Você praticamente admitiu que a violentou.

– Você acabou de falar que eu não irei me livrar das acusações, acha mesmo que estou me importando que algo a mais caía sobre a minha cabeça.

– Você é louco!

– E Isabella Swan também, pois foi ela quem mandou matar o esposo. – Zack primeiro arregalou os olhos, e os lábios ficaram entre abertos pela surpresa. Mas não porque ele não sabia que era Isabella. Mike já tinha contato, eles só precisavam da confirmação de Billy que estava negando a participação dela, mas porque ele realmente não esperava que Billy falaria hoje que ela tinha participação no crime. Sorte era que tudo estava sendo gravado, se não ele estaria perdendo a confissão do homem.

– Como?

– Isabella Swan planejou a morte do Edward e da filha dele. Nós tínhamos um caso, e ao que parece o Cullen descobriu do nosso caso e estava indo terminar tudo. Eu não sei ao certo, mas a Swan sairia mal do casamento e foi quando ela decidiu dar um fim no homem. O que eu sei é isso. O resto vocês terão que perguntar para ela.

– Quem foi que contratou o Mike?

– Ela queria alguém, então, eu fui atrás do Mike. Mas quem ordenou o serviço foi ela.

– Quem pagou foi você, e assim você continuou fazer pelo que o Mike falou. Temos provas.

– Sim, eu paguei. Era do meu interesse também que o Cullen saísse das nossas vidas, mas eu não achei que ele fosse morrer. – deu de ombros. – No mínimo ficar mal no hospital, coma sei lá. – Zack arqueou a sobrancelha com aquilo. – Mas ele morreu, e acabou que o plano deu mais certo que queríamos.

– Para! – Zack ficou de pé horrorizado vendo Billy sorrindo. Ele sempre quis causar aquilo mesmo nele, desde o começo. – Já ouvi o bastante.

Zack saiu da sala sendo seguido pelo outro policial.

– Você acha que ele está falando a verdade?

– Esse jeito dele sempre rindo e debochado nos faz achar que não é verdade, porém pode ser um truque dele. Ás vezes ele quer isso mesmo, quer fazer com achamos que ela não teve nada a ver com o crime.

– O que iremos fazer?

– Vamos pedir o mandato de prisão de Isabela Swan. Registros mostram que ela esteve aqui o visitando esses dias. Se assim ela fez, ela tem algo com isso. E Eric Black assim como Mike Killer já deixaram claro que ela tem participação. Precisamos do Billy para confirmar, se ele disse que sim. Estamos indo atrás dela. Peça o mandato que estamos indo trazer a pequena Isabella para depor. E mais... Eu quero falar com Renesmee Cullen.

– A filha?

– Sim.

– O que ela pode ter a ver com isso?

– Ela estava no dia, quero saber tudo que ela sabe sobre a mãe e se ela pode nos contar mais um pouco sobre essa história. E sobre aonde podemos encontrar Isabella Swan.


Renesmee estava sentado em um sofá com um enorme pote de pipoca sobre o colo, as pernas sobre o colo de Jacob que agora ria do filme de comédia romântica que Renesmee tinha o forçado a ver. Alec e Claire encontravam-se no outro sofá, abraçados com o seu próprio pote de pipoca também rindo. O fim de tarde da sexta-feira tinha sido escolhido para descansar e nada mais. Sem brigas sem ciúmes e Claire reclamando porque Alec não queria ir até ao fim nos amassos deles. Nem mesmo Alice, Jasper e Christian or Christopher – não lembro – não estavam em casa, o que deixou à tarde somente de jovens-adultos.



Estava no meio do filme quando a campainha tocou e Renesmee correndo sorridente feito uma criança correu em direção da porta para abrir a mesma, o sorriso sumiu quando viu dois homens fardados como policiais e outro que aparentava ser u detetive, pelo menos tinha o porte de um. O que vestia uma jaqueta de couro marrom retirou os olhos lançando um olhar intrigado a Renesmee.


– Boa tarde, eu sou o detetive Zack. – ele mostrou o distintivo para Renesmee. – E eu gostaria de falar com Renesmee Cullen, por favor.

– Sou eu. – Renesmee engoliu em seco.

– Perfeitamente senhorita Cullen. A senhorita está acompanhada?

– Sim.

– Que bom. Podemos entrar? – Renesmee abriu um pouco mais a porta e deu passagem para os três passarem. Sem receber a direção Zack seguiu o som da TV e chegou à sala sendo seguido pelos outros dois homens. Renesmee chegou logo atrás deles.

– Nessie você perdeu a cena em que o garoto acionou o controle do vibrador da calcinha dela e... – Alec parou de falar dando um pulo no sofá, assustando não só a Claire quanto ao Jake que virou para ver do que se tratava o susto do mais novo.

– Boa tarde jovens, eu sou o detetive Zack. – o distintivo foi mais uma vez mostrado aos três. – Eu estou aqui para falar com a senhorita Cullen. – apontou para Renesmee que estava no meio dos outros policias sentindo-se uma anã. – E apreciaria se vocês nos deixassem sozinhos.

– Jacob Black. – o psicólogo andou para perto do detetive. – Sou namorado da Renesmee e gostaria de saber do que se trata. Se assim for possível, senhor.

Zack franziu o cenho para o psicólogo. Achando aquilo um pouco confuso e totalmente louco.

– Black tipo parentesco com Billy Black e Eric Black?

– Billy meu pai, Eric meu irmão.

– Puta merda! – Zack olhou para Renesmee. – E você é namorado da senhorita Cullen?

– Sim.

Zack sorriu. – E vocês? – apontou para Claire e Alec que estavam sentados no sofá olhando tudo meio assustados.

– Alec Cullen McCarty primo da Renesmee.

– Claire Young, sou amida da Renesmee e namorada do Alec. – apontou para o jovem ao seu lado.

– Estamos em família então?

– Sim, senhor. – Alec parecia mesmo assustado.

– Mas do mesmo jeito eu prefiro conversar com a senhorita Cullen primeiro, e com o senhor depois. – apontou para o Jacob. – Algo relacionado ao seu pai. – Jacob arregalou os olhos olhando para Renesmee. O detetive estava ali para contar sobre o Cullen. Ele demorou tanto para fazer, sem saber como e agora ela estaria ficando sabendo por outro. – Acredito que você não deva saber, mas logo conversamos. Vocês podem ir para cozinha, por favor? – um a um eles saíram. Jacob ainda demorou um pouco, meio que queria pedir para que o detetive o deixasse contar, mas sabia que ele não deixaria. Deu um beijo em Renesmee, algo com medo que a morena pareceu sentir, mas ele não a deu tempo para perguntar nada. – Queria sentar, senhorita Cullen.

Sentindo as mãos tremendo Renesmee foi sentar. Sentou no sofá que Claire e Alec estavam sentados. Zack sentou em sua frente, lhe dando um sorriso que dizia: Tenha calma.

– Senhorita Cullen lamento lhe dar essa notícia, mas recebemos uma denúncia esses dias que o seu pai Edward Cullen foi assassinado, e não que morreu em um acidente de carro.

Renesmee sorriu para o detetive porque não tinha como seu pai ter sido assassinado, ela estava no carro e viu quando o mesmo parou de responder, fazendo assim que seu pai perdesse o controle do carro. Seu pai já estava transtornado porque ela estava transtornada. Tinha acabado de ser violentada e Edward estava fora de si. E já parecia fora de si quando foi busca-la.

– Meu pai sofreu um acidente de carro. Eu estava com ele, meu pai simplesmente perdeu o controle do automóvel.

– Não. Quando eu digo que recebemos denuncia, recebemos não só denuncia como temos testemunhas e um dos culpados pelo acorrido. Não foi um acidente. O carro do seu pai foi sabotado. Você se lembra se o carro passou por algum ajuste antes do acontecido?

As palavras aos poucos começaram a fazer sentindo. Não de um todo, ela nunca achou que poderia ter sido um homicídio, mas lembrava daquele dia muito bem, e o pai disse mesmo que tinha algo estranho com o pai, mas ela achou que ele estava meio alterado, por isso estava achando o carro estranho.

– Passou. – lembrou-se de Isabella dizendo que o carro estava com problemas e que levaria para consertar, e logo depois seu pai foi o único que pegou o carro. Lembrou que os dois não estavam nada bem naquela época. Seu pai andava meio estranho e Isabella mais ainda. – E logo depois o meu pai sofreu o acidente.

– Isso confirma o que o Mike disse. – Zack pensou em voz alta.

– Quem é Mike? – Renesmee perguntou apertando as mãos com força sobre o colo.

– Mike Killer, pois é. – Zack coçou a nuca. – O nome do homem já é uma piada, e ele é isso mesmo. Um assassino. Ele foi contratado pela sua mãe, Isabella Swan.

– Ela não é minha mãe. – Renesmee cortou o policial o deixando ainda mais impressionado.

– Interessante isso. – ele coçou o maxilar. – Continuando... Ele foi contrato por Isabella Swan e por Billy Black para que ele sabotasse o carro do seu pai e o... – Renesmee parou de escutar tudo que veio depois de Billy Black. Ela esperaria tudo de Isabella, depois que escutou dela e até mesmo de Billy. Mas o problema não era esse. Ela sabia muito bem que se Zack mencionou Eric, Jacob já sabia muito bem do acontecido. E escondeu dela esse tempo todo. Escondeu que o seu pai que ela tanto amava, respeitava e sofria sua morte todos os dias tinha sido assassinado pelo pai dele, e ele não contou. – Então queria saber se você sabe aonde ela possa estar? Renesmee?

– Desculpe. – ela voltou a encarar o detetive engolindo em seco. – Eu não sei, eu não mantendo contato com ela. Eu não sei onde ela está morando. Eu sinto muito. Gostaria mesmo de poder ajudar.

– Você não está mentindo não é?

– Mentira porque, detetive?

– Proteger quem sabe ou até mesmo visando alguma vingança.

Renesmee sorriu sem humor. – Não me leve a mau detetive, mas eu não a protegeria, pode ter certeza. Quanto à vingança, eu também não teria essa capacidade. O que me faz incapacitada até mesmo de vingar a morte do meu pai. Se eu soubesse onde ela estaria eu contaria, e pode ter certeza que vou contar se descobrir. Posso tentar com os meus tios.

– Muito obrigado. Agora você poderia chamar seu namorado, por favor. – Renesmee assentiu indo em direção da cozinha.

Vislumbou Jacob andando de um lado a outro da cozinha e quando ele a viu parou.

– Então?

– Ele quer conversar com você. – ela seguiu de volta para sala. Gostaria de ouvir o que ele falaria para Jacob.

– Detetive. – psicólogo ficou em pé olhando Zack.

– Sentar?

– Estou bem em pé. – Jacob estava nervoso, isso era visível.

– Pois bem. Seu pai confessou ser mandante do crime ao lado de Isabella Swan. Como foi seu irmão que denunciou, acredito que você já sabia da história.

– Sei. – Jacob não queria responder, mas assim vez. E logo seu olhar caiu sobre Renesmee e ela estava o encarando com dor e raiva.

– Seu pai confessou ter violentado a secretária dele. Assim temos dois crimes contra o seu pai, eu ainda não pude entrar em contato com o seu irmão. Você poderia fazer isso?

– Sem problemas.

– E também gostaria que vocês me ligassem. – ele entregou um cartão para cada um, com o número dele. – Se descobrirem qualquer coisa de Isabella entrem em contato comigo. Não vão sozinhos. Não podemos perder a chance de pegá-la. Eu tenho quase certeza que ela possa estar querendo fugir. Já tenho homens atrás dela.

– Pode deixar que se descobrirmos alguma coisa estamos lhe ligando.

– Muito obrigado. E senhorita Cullen, eu realmente sinto muito. E muito obrigado por ter me ajudado.

– Era o mínimo que eu podia fazer. – Zack sorriu para Renesmee e depois foi acompanhado por Jacob até a porta.

Renesmee ficou sentada no mesmo lugar. Ela não queria chorar, ela queria ouvir a explicação da boca do psicólogo. E esperava que ele realmente tivesse uma boa explicação.

– Renesmee. – o moreno parou assim que viu que Renesmee ficou de pé com um dedo o impendido de continuar a falar.

– Eu só quero saber o porquê você escondeu isso de mim.

– Eu não escondi. Eu só não sabia como seria a melhor forma para lhe contar.

– Não existe melhor forma para que você me conte que o seu pai matou o meu. Você tinha simplesmente que chegar e me contar. Não sou feita de cristal. Eu aguento. Passei esse tempo achando que eu era a maior culpada pela morte do meu pai, e no final o seu pai. – ela apontou o dedo para o moreno. – Foi o crápula que destruiu a minha vida.

– Sua mãe quem mandou! – assim que ele disse percebeu que tinha falado besteira. – Espera... Eu não estou defendo o meu pai e nem justificando a atitude ele, não é isso.

– Ele fez você quase matar o seu irmão. – Jacob fechou os olhos merecia as palavras. – Ele teve um caso com a Isabella. Que agora eu acho que o meu pai ficou sabendo, por isso ele andava estranho. E agora eu descubro que ele matou o meu pai, e você simplesmente julgou que eu não deveria saber.

– Eu ia contar!

– Quando? Eu quero saber quando você contaria? Quanto tempo ia me fazer de idiota, ficar sorrindo, me levando para cama sabendo que seu pai tirou a pessoa que mais foi importante na minha vida? Ou você me acha um merda de pessoa que não consegue aguentar nada, ou você estava visando o seu lado. Mas saiba que tanto pelo o seu pai quanto por você ter escondido de mim eu estou nesse momento com raiva da sua cara!

– Não fala isso eu...

– Pensou em você! Como sempre. Quando você dá suas crises de ciúmes você somente pensa em você.

– Renesmee eu...

– Não me toca! – ela saiu para o outro lado da sala de costas. Quando ela voltou-se para ele, ela estava chorando. – Ele tirou o meu pai de mim? E por quê? Porque ele fez isso. Meu pai nunca fez nada para ele, eu poderia estar com ele do meu lado agora. Eu não teria passado por metade das coisas que eu passei se o meu pai estivesse aqui. Eu não teria perdido o meu filho, eu não teria ido para aquela clínica.

– E você não teria me conhecido, amor. – Jacob deu alguns passos para frente, mas o olhar de Renesmee o fez parar.

– Exatamente. – ela passou a mão sobre o rosto, limpando as lágrimas de qualquer jeito. – Eu não teria lhe conhecido, e eu estou achando nesse exato momento que teria sido a melhor coisa.

A dor passou pelos olhos de Jacob e Renesmee percebeu, mas ela não estava muito diferente. O psicólogo sabia que ela estava triste pelo momento.

– Vou fingir que você não falou isso.

– Não finja! — ela gritou com ele deixando as lágrimas caindo. Ela odiava chorar, e ela estava fazendo muito isso ultimamente. – Não finja que eu não disse, pois eu disse isso mesmo. Eu não me arrependendo de ter falado. Não retiro nenhuma palavra, acho que posso até mesmo acrescentar.

– Acho melhor você parar antes que fale besteira, Renesmee. – o psicólogo estava nervoso. Queria abraçar a namorada e falar que estava tudo bem.

Renesmee baixou a fronte, mirando o chão e tentando não chorar mais do que já estava chorando.

– Eu não posso mais. – as palavras saíram baixas e estranhas pela voz de choro.

– O que? – Jacob engoliu em seco. Tinha escutado por parte o que ela disse.

– Eu falei que eu não posso mais, Jacob.

– Não Renesmee. – ele finalmente conseguiu sair do lugar que estava e a pegou pelo ombro. – Olha pra mim!

– Eu não posso mais suportar isso. Quando não é você brigando feito um louco é o seu pai destruindo tudo eu... Eu não posso cair de novo e estou quase sentindo que você me levará para aquele estado que eu estava.

– Não fale besteira, eu nunca faria isso amor. – ele deixou os lábios sobre o dela. Sentindo o gosto salgado das lágrimas dela e agora as dele que começam a cair. – Eu nunca lhe afundaria. Eu vou mudar.

– Não. – ela o empurrou um pouco. – Você não irá mudar e você sabe disso. Tanto que você escondeu algo importante de mim, e isso pode não parecer muito para você, mas é importante na minha vida. Ele era o meu pai e meu amigo. Você ficaria do mesmo jeito se o meu pai tivesse mandado matar a sua mãe. Que é quem você ama de todo coração. Ficaria até pior e não me deixaria explicar.

– Isso não é verdade. – Jacob soluçou. Não estava importando-se com as lágrimas caindo em seus olhos. – Eu não a julgaria pelos erros do seu pai, e você está fazendo isso comigo. Sendo egoísta e me julgando pelo erro do meu pai. Eu não sou ele!

– Mas você me lembra ele.

– Que droga! – Jacob passou a mão sobre um vaso de flores que tinha ali. O jogando ao chão.

– O que foi isso? – Alec estava parado na porta com Claire atrás de si. – Os gritos eu suporto, mas agressão não. – Acho melhor você deixar a Renesmee se acalmar, Jacob.

– Se eu sair pela aquela porta eu não volto mais, Renesmee. Porque você só está me acusando e não me escuta. Como você disse, eu sou estourado. Se eu sair eu não volto mais!

– Calma gente. – Claire pediu desesperada. – Renesmee eu acho.

– Vai. – Renesmee levantou o rosto na direção do namorado.

– Para! Para! – Claire correu na direção da amiga, segurando o rosto dela. – Olha pra mim, Renesmee. Pensa ele é o homem que você ama. Vocês ficam muito bem juntos. Vocês não podem terminar. – Claire estava chorando. – Fica calma amiga.

– O fim do meu namoro não significa o fim do seu. – ela empurrou a amiga devagar. – Não precisa chorar que o Alec não irá lhe deixar. – Claire se assustou com as palavras e a frieza na voz da amiga.

– É isso mesmo? – Jacob secou as lágrimas dos olhos. – Essa é sua última palavra?

– Acabou. – Renesmee terminou de falar e saiu andando em direção das escadas sem olhar para trás.

– Jake. – Alec ainda tentou tocar no amigo, mas o psicólogo foi mais rápido andando em direção da porta. Da sala Alec e Claire escutaram Renesmee bater a porta do quarto, Jacob a da sala e o carro do moreno sair em alta velocidade lá fora.

Dessa vez tinha mesmo acabado.


Ela jogou-se sobre os joelhos apertando fortemente o peito. Seu corpo convulsionando, seu rosto banhado em lágrimas.



Tudo ao redor ficou sem sentido. Tudo sem foco.


Seu corpo caiu sobre o chão frio, sua cabeça bateu com força no piso. Mas ela não sentiu. Não sentiu nada.

Era tudo vazio. Tudo oco.

Os barulhos na porta soavam cada vez mais fracos, cada vez mais distantes.

As palavras ecoavam com força em sua cabeça, ensurdecendo-a. Tudo girava. Seu pai. Jacob. Todos se iam de uma maneira ou de outra. Ela não era possível segurar alguém por muito tempo. Não era forte como quando criança.

Uma poça de sangue começou a se formar ao lado dela. Inconscientemente suas unhas cravaram fundo em seu braço direito. Ela treme.

Um tremor seguido por outro e mais outro. Aperta seus dentes para baixo no seu lábio inferior. Suas unhas se agarram mais, aprofundando mais, sangrando mais.

– Eu os perdi... Perdi... – as palavras eram quase perdidas em um mar de asfixia, soluções e tremor, todo o seu corpo ofegante. – Eu quero ele de volta... – ela chora e soluça, mais não tem ninguém para lhe segurar. Ela não quer ninguém que lhe segure.

Um grito se dor impotente surge e auto aversão, raiva e tristeza, lágrimas escorrem fora de sua garganta; Renesmee afunda mais suas unhas na carne dolorida, da qual ela não sente absolutamente nada, e ela se deixa gritar. Não se cala não se acalma, não sussurra não pensa que poderá ficar bem. Não ficará.

Ela retira suas unhas da carne, quando se passaram infinitos minutos em um grito constante.

Um zumbido agudo. Um barulho estranho, assustador, tenso. Como se ela estivesse lutando contra todas as forças e fibras do seu ser para não chorar, os dentes cerrados. Ela se balança para trás e para frente, enrolada em posição fetal.

Estava tremendo, todos os músculos flexionados. Seus cabelos banhado nas salgadas lágrimas e do sangue que escorria do seu braço, sujando todo o piso branco. O barulho estava vindo de dentro dela, arrastando-se do fundo da sua alma. Quebrando o seu coração. Destruindo-a.

A porta rangeu ao ser aberta lentamente.

Alice colocou sua cabeça para dentro do quarto, e assustou-se ao ver sua sobrinha sobre o chão frio, sangrando, destruída.

– Nessie. Olhe pra mim. – ergueu o seu queixo e Renesmee apenas a empurrou para longe, tocando contra o peito de Alice, como se ela quisesse passar pela pele e se aninhar no espaço entre o coração e os pulmões. – Tudo bem. Não olhe pra mim. Mas me ouça.

Ela negou com a cabeça, seus dedos ensanguentados, apertaram os ombros pequenos de Alice.

– Não está tudo bem. – Alice começa. Isso parece chamar a atenção de Renesmee, não era o que ela estava esperando. – Você não tem que ficar bem.

– O que quer de mim? – sua voz áspera, desesperada, sussurra soprando em seus lábios inchados.

– Eu quero que você se deixe quebrar. Se deixe machucar.

Ela balança novamente a cabeça. – Eu não posso. Se eu fizer nunca mais vai parar.

– Sim vai.

– Não, não vai. Não vai. É muita coisa. – ela vibrou, sugou uma respiração rápida e balançou a cabeça em negação feroz. – Nunca vai parar de sair, e eu vou está vazia. Oca.

Ela tentou sair de cima de Alice, que deixou. Ela ficou de pé muito rápido, caindo sobre suas mãos e joelhos novamente no chão, se arrastando para longe e tropeçando para o banheiro.

Alice a ouviu vomitar e sufocar um soluço. Foi até a porta para vê-la. Ela segurava seu antebraço, os dedos como garras, apertando tanto que gotejava sangue onde as unhas enterraram na carne. Dor para substituir dor. Passando na porta e parando na frente dela, pegou seu queixo na mão, forçando olhar em seus olhos. Renesmee os fechou, empurrando para longe. A visão do sangue dela fez Alice entrar em pânico. Não podia vê-la se machucar. Tentou a segurar com as mãos, embora não se deixa. Se forçar, Renesmee só iria se machucar mais.

– Renesmee...

– Não! – ela a empurrou de volta tão forte que Alice tropeçou.

Ela afundou-se para trás, encolhendo-se como uma bola no chão do banheiro ao lado do boxe. Alice se ajoelhou e rastejou para frente, como se estivesse se aproximando de um pardal, ferido, arisco. Renesmee estava arranhando suas unhas de cima para baixo em suas coxas, deixando marcas vermelhas de arranhões irregulares. Alice pega as suas mãos. Deus, ela é forte! E com um suspiro pesado, ela a pega em seus braços forçando-a a ficar em pé, e a carrega para o quarto.

Embalando-a contra si, a cola encima da cama, deslizando para baixo das cobertas com ela. A cabeça em seu peito. Segurando-a com força. Apenas forte, apertando-lhe os pulsos em uma das mãos.

Renesmee está congelada, tensa. Alice se sente perdida. E ela leva muito tempo, muitas respirações. Passa a mão livre pelos cabelos de Renesmee, e aos poucos ela começa a relaxar. Conta suas respirações, sentindo-a amolecer encima do corpo pequeno de sua tia, dormindo, se contorcendo enquanto mergulha no sono.

Alice espera acordada, temendo o que está por vir.

Notas finais
N/PrinncyBlack: EEEEEEEEEEENTÃO, vamos começar... Isso! Nessie é louca e surtou, embora eu no lugar dela faria a mesma coisa.
Podem começar a querer nos matar. kkkk
Jake ficou bem chateado, tadinho, mas esse é o preço quando se é esquentado demais, quando procura um meio mais fácil de esconder algo. Sim, ele estava escondendo dela, com medo de sua reação, todavia contar a verdade era melhor.
Parece que o casal "BURN" chegou ao fim. (snif snif.)
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!! Como a fic está no final, estaremos disponibilizando para vocês, leitores de SAIN um PACK com todas as musicas que usamos para fazer a fic. Não são poucas e nossa Beta, Mari disse que as musicas super tem haver com essa história, ENTÃOOOOO, estamos disponibilizando-as para vocês.
http://www.4shared.com/zip/crgTMk50/sain_songs_by_thaaymanzalli.html
Cliquem em fazer download e deliciem-se. Esperamos que vocês curtam as musicas perfeitinhas do nosso casal "FIRE" kkkk ou não casal mais, tanto faz.
Vou passar a bola para a Miss, ela daqui a pouco está aqui.
Curtam a page, façam download das musicas. Não vão se arrepender. ^^
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N/Miss: Pois é gente! O casal se desfez e logo faltando três capítulos para o final. O que nos faz pensar que é um pouco complicado. Eu não sei nem o que falar, só que o Jacob foi o principal culpado do rompimento. Afinal, se ele tivesse contado desde o começo isso não teria acontecido. Como a Ness disse: Não havia uma forma para contar que Billy era culpado pela morte do pai dela. Jacob não teria como amenizar uma notícias dessas. E agora Renesmee se quebrou. Nem gosto de pensar como ela ficará e como ele também ficará. É esperar agora!!!