Notas iniciais
Cheguei aqui nessa tarde de quarta!!!!
Agradecer a Dayany por ter recomendado a fic. Valew linda! Adoramos. Super!!!
A Mari por ter betado o caps ^^
Obrigado amor!!!
Vamos ler?? Nos falamos lá embaixo.

Billy escutou ao longe as batidas frenéticas em sua porta. Levantou percebendo que não tinha amanhecido. Enrolou o roupão em volta do corpo e seguiu para sala, para ver a origem do barulho que lhe acordou. Os sons das batidas na porta ficaram mais altos, o que lhe deixou incomodado e ainda mais irritado.

– Pois não? — Ele tinha colocado sua melhor expressão fria, mas o gelo pareceu derreter quando ele viu que além dos seguranças do hotel e recepcionista, estavam três policiais.

– Billy Black?

– Sim.

– O senhor esta sendo preso acusado pelo homicídio de Edward Cullen. O senhor possui o direito de permanecer calado e direito a um advogado. Caso o senhor não posso pagar, o tribunal estará designando um a você. O senhor entendeu todos os seus direitos?

– Sim.

– Perfeito. O senhor quer, por favor, colocar uma roupa e nos acompanhar?

Sem ter como e porque reagir, Billy fez o que foi mandado. Certo que ele parecia no piloto automático, e respondia somente com acenos de cabeça algo que lhe fosse questionado. Quando ele julgou-se apresentável — com terno e gravata, como se isso fosse salvá-lo — ele seguiu os polícias.

Certo que aquilo não daria em nado. Ledo engano.


– Então o senhor está me dizendo que não conhecia Edward Cullen? – Detetive Zack andou diante de um Billy que era segurança pura.

– Não, eu estou lhe dizendo que eu não MATEI Edward Cullen.

– O senhor acha que eu sou surdo?

– Não.

– Então porque o senhor gritou?

– Eu não gritei, eu estou me defendendo, afinal, o senhor quis colocar palavras em minha boca.

– De onde o senhor conhecia o Cullen?

– Ele era o esposo da minha assistente.

– Assistente essa que era ou é sua amante, certo?

– Tenho quase certeza que Matt Killer não lhe deu essa informação.

– Acha mesmo que só temos o depoimento do Killer contra o senhor?

– Julgando pela pergunta, não.

– Seu filho nos contou que recentemente ele descobriu o seu envolvimento com a senhora Isabella Cullen. Ex-esposa de Edward Cullen. E temos quase provas, de que vocês dois foram mandantes da morte de Edward Cullen.

– Quase provas não são provas. Assim como o Killer não tem como provar a historia da sabotagem do carro.

– Mas podemos provar que o senhor o paga todo mês. Ele disse que nunca pediu pelo dinheiro, que sempre partiu de sua parte. Desde é claro, que ele continuasse lhe ajudando. Assim como estamos investigando tudo que esteja ligado ao seu nome. E já começamos a encontrar coisas bem sérias. Até uma queixa de tentativa de estupro contra uma mulher. Tsc, tsc... O senhor está entendo a gravidade da situação? Tem certeza que não quer mesmo um advogado?

– Não tenho nada a declarar, e eu quero o meu advogado.

O detetive sorriu amplamente, ficando de pé de frente para o Billy. — Estou começando a ver que o senhor não é tão intocável o quanto quer aparentar.

Dito isso, ele deixou um Billy deixando suas barreiras de gelo cair. O cerco estava começando a se fechar.


Jacob estava analisando a ficha do mais novo paciente que tinha chegado à clínica. Tinha pena de muitos, pois existiam alguns que eram esquecidos por seus parentes. E julgando a ficha que ele tinha na mão, esse seria um dos esquecidos logo em breve.

Um olhar para o relógio lhe revelou que faltava pouco para o almoço. E julgando que não poderia almoçar com Renesmee, ele ficaria pela clínica mesmo.

Um toque no celular, e Jacob percebeu que Eric tinha outros planos para ele.

– Fala grande Eric.

– Nossa, que bom humor todo é esse?

– Só tive uma noite maravilhosa com a minha namorada. Mas me fala porque ligou se foi para almoçar, saiba que aceito.

– Mesmo que seja para acabar com o seu humor?

– Nada pode acabar com o meu humor, mas eu aceito o desafio. Quando e onde?


Quando Jacob adentrou o restaurante e avistou o irmão sentado e pensativo ele sorriu. Sorriu porque era bom ver Eric bem e com a família, e porque nunca pensou ver o irmão de terno e gravata. Nem quando ele casou com Rebbeca ele tinha casado de terno. Bom... Eles tinham casado em Vegas, longe dos pais. Por isso nem festa eles tiveram, ou melhor, tiveram sim, mas foi em um Casino.

– Está um gato. — Jacob brincou vendo Eric olhar para roupa e sorrir sem humor. — Tá legal, agora eu fiquei preocupado. O que aconteceu?

– Sente-se.

No momento em que Jacob sentou Eric o bombardeou. Contou tudo o que tinha acontecido nas últimas vinte quatro horas. Ao término do relato Jacob tinha perdido o bom humor.

– Como eu vou contar isso para Renesmee. Como vou contar que o meu pai mandou matar o dela?

– Podemos esperar as provas ficarem concretas. Espera a investigação ser confirmada. Aí você conta para ela.

– Tiro o meu chapéu para você, pois conseguiu acabar com o meu humor.

– Eu realmente sinto muito, Jacob. Mas eu não podia lhe deixar sem saber disso.

– E a mãe? Já sabe?

– Sim, inclusive eu recebei uma ligação do detetive Zack me falando que tem uma acusação de estupro contra o Billy.

– O que foi que deu nesse homem? Como eu convivi com ele esse tempo todo e não percebi isso? Ele praticamente destruiu a vida da Renesmee, ele foi o culpado por ela ter passado pelo o que passou.

– Eu sei disso, Jake. Mas eu sinto muito mesmo. As vezes eu fico me perguntando se eu tivesse contato mais cedo, se eu conseguiria fazer metade dos nossos problemas sumirem.

– Não se culpe Eric. Se alguém aqui tem culpa, esse alguém é o Billy. Contar ou deixar de contar que você sabia sobre ele e a Isabella não faria diferença nenhuma. Eu só me preocupo como a Renesmee irá reagir a tudo isso. Ela sempre amou o pai e... Ela estava no carro Eric. – Jacob passou a mão bagunçando os cabelos. Os olhos focados na parede oposta do restaurante. – Nada me tira da cabeça que ele planejou a morte dela também. Ele e a Isabella.

– Ele não planejou somente no passado, Jake. Segundo o Matt ele estava o procurando sobre um serviço contra uma menina. – Eric lançou um olhar sugestivo ao irmão.

– Você acha que era sobre a Renesmee?

– Ele tentou fazer com que você me odiasse. Eu me lembro ainda dos seus socos. – Jacob fez uma careta e Eric sorriu. – Estou brincando, mas ele fez isso, e somos filhos dele – claro que ele se arrepende grandemente disso – Mas somos, e ele não pensou duas vezes em mentir e lhe manipular, acha mesmo que ele se preocuparia com a Renesmee?

– Acho que deveríamos internar o Billy. – Eric não segurou a vontade de rir, e Jacob o acompanhou. – Você ri, mas o assunto é sério. Eu que tenho que enfrentar a Renesmee e contar que mais uma vez o meu pai estava metido em algo da sua família.

– Falando em família, mãe pediu para você levar a Renesmee para jantar lá em casa amanhã.

– Por quê?

– Porque ela quer conversar com ela.

– Conversar sobre o quê?

– Ela não me disse, mas tenho quase certeza que é sobre o caso do Billy com a Isabella.

– Renesmee não tem culpa. – Jacob alterou a voz.

– A nossa mãe sabe disse, Jacob. Por isso que ela quer conversar com a Nessie. Deixa de ser louco e marca com ela.

Jacob olhou para o relógio, vendo que o tempo do almoço tinha terminado. E julgando que Eric também estava olhando no relógio, a conversa tinha mesmo chegado ao fim.

– Eu tenho que ir trabalhar. – Eric chamou o atendente lhe entregando o cartão.

– O senhor está todo importante agora. – Eric sorriu passando a mão sobre a gravata.

– Mas estou preocupado.

– Com o quê?

– Tenho certeza que a Rebbeca está me escondendo alguma coisa.

– Paranoia não faz o seu estilo, Eric. Isso é o meu estilo.

– Estou falando sério, minha esposa anda escondendo alguma coisa de mim.

– Quem sabe um amante dentro do armário ou até mesmo debaixo da cama? – Jacob sorriu.

– É muito lindo ver você brincando sobre esses assuntos. Quem olha até pensa que você é normal.

– Eu sou normal. – Jacob pareceu ofendido.

– Bem normal... Arruma briga por qualquer merda e quase mata o irmão por ciúmes.

– Putz Eric. – Jacob ficou de pé dando um olhar de dor para o irmão. – Você sabe me deixar para baixo. – Eric sorriu, mas o irmão mais novo saiu resmungando. Eric ainda gritou por Jacob, mas o moreno foi mais rápido deixando o restaurante feito uma criança birrenta.


Renesmee estava olhando Claire desabafar com ela. A morena sabia que não seria fácil a nova condição da amiga. Ter um namorado o qual sofre da doença que o Alec sofre é ter paciência em muitos quesitos, é isso que Claire tinha que entender. Renesmee escutou o relato completo de Claire e quando a amiga parou e puxou ar para continuar Renesmee a fez parar com a mão no ar.

– Primeiro, você sabe muito bem que o Alec não cede não porque não gosta de você, mas porque ele simplesmente precisa se sentir seguro. Segundo, pelo amor de Deus, Claire, vocês começaram a namorar ontem, porque você já quer ir... Por quê?

– Para você é muito fácil falar. Jacob parece que quer você vinte quatro horas por dia. Fica até ruim ficar perto de vocês, porque o jeito que ele lhe olha... É com amor, mas é predatório. E ontem eu simplesmente desci um pouco mais a mão pelo abdômen do Alec, e ele estava segurando a minha mão e mandando parar. E me levou em casa. Vai ser sempre assim? Só vou poder beijá-lo? Tocar eu não posso?

– Jacob não me olha com olhar predatório, e só para que fique registrado, eu demorei tempo o suficiente para me entregar ao Jacob.

– Mas depois que fez foi direto não foi? – Renesmee desviou o olhar.

Ethan o amigo delas estava sentado à mesa com elas somente escutando, e agora ele estava rindo de Renesmee.

– Para Ethan! – Ela deu fraco soco no ombro do amigo.

– Não pude ficar sem rir depois disso. E Claire. – apontou para menor. – Dê um tempo ao cara. Pelo o que eu escutei, ele acabou de contar tudo para a família, pra você. Deixa-o respirar um pouco. No tempo certo, quando ele achar que estar seguro para lhe tocar sem que lhe cause qualquer dano, ele irá lhe procurar, mas pressão nesse momento só vai atrapalhar.

– Dois contra um! – Claire ficou de pé e saiu pisando duro em direção dos banheiros.

– Ela surtava porque o Alec não olhava para ela, agora ela surta porque o Alec não quer... Essa é minha amiga.

– Sim. Ainda bem que é sua e não minha. – Renesmee empurrou o amigo com o ombro. – O que faremos nesse final de semana?

– Eu não sei, tudo o que eu faço depende do Jacob.

– Que chato.

– Não é! – Ela sorriu fazendo Ethan sorrir também.

Os cabelos de Renesmee que estavam presos em um coque solto caíram sobre o seu rosto, e no ato de ajudar, Ethan levou a mão sobre os fios, os colando para trás enquanto Renesmee falava de Jacob.

– Fico feliz em ver como você passa o seu tempo estudando. – Renesmee não pulou e nem tentou explicar-se imediatamente. Ela simplesmente virou e encarou a figura do namorado lhe lançando um olhar duro.

– Olha... Jacob. – Ethan ficou de pé visivelmente vermelho. Ele tinha presenciado o pequeno ataque de Jacob na boate. Ele e Alec quando queriam mostrar sua raiva conseguiam deixar todo mundo com medo. A última coisa que ele queria era brigar com Jacob que tinha quase o dobro do seu tamanho. Mas pela expressão de tédio de Renesmee ela já estava mais do que acostumada com as crises do namorado.

– Deixa Ethan. – ela respondeu pegando a bolsa dela. – Você poderia avisar a Claire que eu fui embora? E que vou falar com Alec se é tão importante assim para ela?

– Pode deixar. – Ethan assistiu Renesmee sair. Jacob ainda lhe lançou um olhar que dizia cuide-se amigo. E ele virou as costas indo atrás de Renesmee.

– Qual vai ser a desculpa dessa vez? – Ela perguntou quando sentiu Jacob atrás dela.

– Pergunto a mesma coisa.

– Eu nunca me desculpo, porque suas crises de ciúmes não são nunca culpa minha.

Jacob riu atrás de Renesmee, algo parecido com deboche. – Não são culpa sua? Quem é que deixa os homens se aproximarem para fazer carinho ou colocar a merda de uma mecha de cabelo para trás?! – ele gritou chamando a atenção de alguns alunos que passavam pelo campo.

– Você disse que estava se tratando, eu não vejo nenhuma melhora em você.

Ele puxou Renesmee pelo braço, fazendo com que ela o encarasse. Ela estava quase chegando ao carro dele, e queria mesmo chegar para não passar vergonha na frente de todo mundo. Ela não ia perdoar Jacob se ele começasse a gritar na frente de todos. Ela sabia que o namorado era ciumento, mas aquelas crises grandes ele só dava quando estava muito perturbado. E julgando pelo olhar de Jacob ela sabia que era exatamente isso. Ele estava com a cabeça cheia, mas ele não podia descontar nela, não na frente de todo mundo. Aquilo já estava ficando fora do controle.

– Nenhum tratamento vai surtir efeito enquanto você não me ajudar, Renesmee.

– Eu não lhe ajudo? Você percebeu a merda que você acabou de falar? Eu não lhe ajudo?

– Como você explica a cena de agora pouco? Você estava me ajudando deixando aquele escroto lhe acariciar?

– Ele não estava me acariciando, Jacob. Ele é o meu amigo, somente colocou o meu cabelo para trás.

– Como você ficaria se alguma mulher me alisasse? Espera... Você não sabe nem o que é isso, pois eu nunca lhe dei nenhum motivo para sentir ciúmes de mim.

– Não. – ela elevou o dedo no ar o cortando. – Não é por isso que eu não sinto ciúmes de você, porque eu sinto, acredite. – ele sorriu debochado deixando claro que não acreditava. – Eu só me controlo. Diferente de você que deixa isso lhe consumir. – Jacob abriu a boca para continuar, mas Renesmee o cortou de novo. – Eu lhe disse aquele dia, que se você não procurasse um médico, se você continuasse enlouquecendo com esses seus ciúmes eu ia terminar com você. Você foi a primeira e depois? Eu não posso confirmar porque não fui com você, e tenho quase certeza que você não foi mais. – ela suspirou fechando os olhos, e quando os abriu eles estavam determinados. – Eu estou me cansando. – o olhar de Jacob ficou assustado. – Mais uma crise, Jacob. Eu juro que eu nunca mais olho na sua cara. – Dito isso ela andou até o carro e bateu a porta com força.

Jacob ficou parado no meio do campus. Olhando os estudantes lhe olhando e uma Renesmee evitando lhe olhar de dentro do carro. Com passos vacilantes ele deu a volta no carro e entrou do lado do motorista.


– Ei não arrebenta a minha porta. – Alice estava com o aspirador de pó passando no carpete da escada. – Ela custou caro sabia?

– Hoje não tia. – Renesmee passou correndo ao lado da tia em direção do quarto.

A morena não sabia o que fazer, ela jogou a bolsa no chão, pegou a bolsa do chão, trocou de roupa colocando algo para correr, no final deitou sobre a cama e apertou os dedos entre os dentes. Ela não ia chorar, ela não chorava. Chorar era sinal de fraqueza. Chorar para ela era quase voltar à situação que ela estava antes de poder dizer que estava curada.

Ela não aguentava mais as crises de Jacob, e pela primeira vez a briga tinha sido realmente feia. Nenhum dos dois falou algo enquanto ele a levava para casa, e ela simplesmente desceu do carro quando ele parou com o carro. Ela não lhe deu chances para um pedido de desculpas, mas ela sabia que o tal pedido não estava vindo. A coisa tinha sido séria.

– Nessie? – Alice estava parada na porta com um pote de sorvete na mão e duas colheres. – Ouvir dizer que isso cura tudo. E é infalível contra brigas de namorados.

– Como sabe que o problema foi o namorado?

– Você é pacífica demais para se estressar com pouca coisa. E a única pessoa que consegue lhe tirar do sério é o Jacob. E como sei que chorar não é o seu forte, acho que um pote de... – ela virou o pote do sorvete para ler. – Sorte de menta, será que isso é bom? – ela fez uma careta. – Isso é coisa do Jas, tenho certeza.

– Eu como qualquer coisa, tia Alice. – Alice correu feito uma criança na direção de Renesmee jogando-se sobre a cama e arrancando uma risada gostosa da sobrinha.

– Agora pode me contar tudo, pois sou curiosa.

Renesmee deitou com a cabeça sobre a cocha da tia e relatou tudo que tinha acontecido, e escutou os conselhos que a tia tinha para lhe dar.


Alec entrou batendo a porta da prima com força contra a parede e depois a fechou com um chute. Renesmee estava sentada em sua escrivaninha com o notebook ligado e os livros sobre a mesa estudando. Observou o primo deitar sobre a cama e afundar uma almofada sobre o rosto.

– Dia ruim?

– Desde quando Claire é tão complicada?

– Se você conseguir me responder porque o Jacob é. – deu de ombros. – Quem sabe eu não consiga fazer o mesmo sobre você.

– Eu não conheço o seu namorado doido, você já conhece a Claire.

– O que aconteceu com a parte que vocês são amigos?

– Hoje eu estou com raiva de todo mundo.

– Aposto que sua briga não foi tão feia quanto a minha? – Alec tirou almofada do rosto e levantou a cabeça olhando para prima.

– De novo? – Renesmee riu. – E você ri? Como você aguenta?

– Aí que estar, eu não estou aguentando mais e isso está me deixando com medo. – Renesmee apertou as têmporas.

– Ciúmes?

– Sobre o que mais ele briga?

– Teve pedido de desculpas?

– Nenhum. Assim como nenhum arrependimento.

– Será que está chegando ao fim?

Renesmee estremeceu com as palavras do primo. Ficou de pé e correu em direção da cama abraçando Alec pela cintura.

– Eu não quero que acabe, Alec. Eu gosto dele.

– Então faz com que essas brigas acabem de vez, Renesmee. Se não isso será o fim de vocês dois.

Renesmee abraçou ainda mais forte o primo. Sabia perfeitamente que Alec estava certo.

– Vamos mudar de assunto, por que você não... Você sabe... Logo com a Claire para acabar com tudo isso?

Alec resmungou mordendo o ombro da prima e a fazendo gritar. Uma pequena guerra de luta iniciou-se entre eles. E logo os dois estavam sorrindo.


– Por que você não trouxe a Renesmee para jantar conosco?

– Eu pensei que o convite fosse para amanhã. Eric disse que era para amanhã.

– Mas podia ser hoje também, meu filho. Não tinha problema. Eu só quero que ela saiba que eu não a culpo por nada.

– Ela sabe. – Ele respondeu mexendo no macarrão que estava no seu prato.

– Você ainda está chateado comigo? – Eric inqueriu.

– Por que eu estaria?

– Por causa de hoje mais cedo, era um brincadeira.

– Não estou, nem lembrava mais do que tínhamos conversado hoje. Só me lembro do Billy. – Jacob ouviu sua mãe suspirar. Sabia que era difícil para ela saber que passou anos casada com um homem que nunca prestou. E que agora estava sendo acusado de um assassinato.

– Jacob. – Eric ficou de pé e chamou o irmão com um aceno.

Jacob pediu licença e deixou a mesa, seguindo o irmão até a sala de estar.

– O que aconteceu?

– Nada.

– Aconteceu alguma coisa. Você contou para Renesmee é isso? Ela não aceitou bem e vocês terminaram? – Jacob terminou com a menção daquela palavra. Terminar era a última coisa que ele queria que acontecesse entre eles.

– Não contei, não consegui. Tivemos uma briga e...

– Pelo amor de Deus, Jacob. Para com isso de ficar brigando com a Renesmee o tempo todo. Uma hora ela vai se cansar.

– Ela me disse isso.

– E você vai continuar sendo um descontrolado? E não adianta. – Eric o cortou. – Assuma que você tem problemas sérios de ciúmes, Jacob. Ou você assume ou você estará perdendo sua namorada.

Jacob não esperou que Eric falasse mais nada, ele passou pela sala de jantar sem voltar quando sua mãe o chamou. Entrando em seu carro, ele correu o mais rápido que ele conseguiu, ultrapassando sinais e só parou quando estava em frente à casa de Renesmee. Viu que a luz do quarto dela estava acessa o que deixava claro que ela estava acordada. Assim como deixava claro que Alec estava ali.

O psicólogo bateu a porta do carro, acionando o alarme. Antes que ele pudesse passar completamente pelo portão de madeira, a porta da frente abriu e Renesmee veio correndo na direção dele. Ela estava descalça, de bermuda jeans e uma camiseta grande e larga que ele reconheceu como sua.

Renesmee pulou em seu colo, fechando as pernas em sua cintura, e antes que ele pudesse formular o pedido de desculpas ela já estava devorando os lábios dele. Como se ela também estivesse pedindo desculpas para ele. Ele colocou as mãos por dentro dos cabelos dela, lembrando que o garoto estava os tocando sem ter permissão. Afastou aquele pensamento e puxou Renesmee com toda possessividade possível para cima do seu corpo. Ela era sua, e ninguém a tiraria dele. Percebeu que somente ele tinha o poder para fazer com que Renesmee se afastasse e ele não queria isso.

– Me desculpe. – ele sussurrou sobre os lábios inchados de Renesmee. – Me perdoa.

– Eu não suporto ficar brigando com você, Jake. Mas temos feito isso muito ultimamente.

– Eu sei, é horrível. Eu já disse que é horrível brigar com você. Perdoa-me. Não me deixa.

– Quando você irá entender que eu só tenho olhos para você? Que eu tenho amigos homens, que eles vão me tocar, mas não significa que eu estou indo ficar com eles. Eu amo você. Passamos uma noite linda ontem na praia e o meu dia foi um lixo depois que você me deixou em casa.

– O meu também foi minha linda. Eu sei que não mereço o seu perdão, que você deveria mesmo estar desistindo de mim. Mas eu vou... Eu tenho medo de falar que vou tentar melhorar e falhar no meio. Você vai me odiar ainda mais por isso.

– Eu não quero que você prometa, eu só quero que você tente. Eu vou tentar não lhe tirar do sério, e você tem que tentar se controlar.

– Vou tentar.

– E vai ter que ir de novo ao psicólogo.

– Eu vou. – ele respondeu afundando o rosto no pescoço dela. Sentindo o cheiro dela que tinha lhe feito falta o dia todo. – Agora me beija.

Não foi preciso pedir duas vezes. Renesmee o agarrou com fome, com desejo e com a saudade que sem dúvida ela sentiu todo dia sem poder falar com ele e estar com ele. Jacob virou com Renesmee em direção da rua. Ainda sem desgrudar a boca ele os guiou para onde o carro dele estava parado. Seria algo novo, mas estaria perfeito para uma reconciliação a altura. Que era o que eles precisavam.

Notas finais
N/PrinncyBlack: Jake e Ness brigando. Tcs tcs tcs! Sinto que tudo isso não é mt bom!
Eric como sempre fazendo graça. kkkk Não tenho muito o que falar nesse caps, até porque a fic está terminando. Mais cinco caps apenas! :/
Espero que vocês comentem e recomendem!! Beijinhos.