Saving Hearts

4 Capítulo 4 Quem é você?


Notas iniciais
oiiii mais um capitulo. Amanha tento postar 2 essa musica combina mto com o capitulo http://letras.mus.br/jessie-j/1776129/ bjos Dreamer

Sun´s Pov

Estranho, muito estranho, estava sonhando que uma senhora tinha morrido, e que ela me deu um livro e uma mochila e que eu ia pra longe. E além de tudo uma sombra entrou no meu quarto e tinha me levado para uma cidade, em que tinha todos os personagens de contos de fada, e a filha e o neto da Branca de Neve.

– Aí!- Gritei, quando senti meu corpo bater num asfalto quente e me ralei toda. Abri o olho e vi que eu não estava no meu quarto, e sim, no que parecia ser uma cidade e muita gente tava ao meu redor me encarando. Esfreguei o olho pra ter certeza de que eu continuava sonhando, mas não estava. Até que ouvi alguém falar:

– Quem é você?- Perguntou uma mulher que parecia ser uma executiva ou algo assim. Adimito que quando eu ouvir aquela pergunta, meu mundo virou de cabeça pra baixo. Afinal quem sou eu? Eu não lembro de nada, eu só lembro de uma senhora do meu lado que me falou várias coisas e que tinha morrido, eu só lembro do sonho, mas não sabia quem era ela. Tentei buscar alguma coisa na minha memória, mas nada, não lembrava de nada, só que eu tinha quinze anos.

– Quem é você?- Ouvi a mesma pergunta, mas agora vindo de um senhor com uma bengala.

– Eu não sei. –Respondi

– Onde estou?- Perguntei

– Você está em Storybrooke.- Respondeu uma mulher de cabelos loiros. Pera. Storybrooke? Pare com livro de histórias. Então eu olhei para cada uma das pessoas ao meu redor, uma de cada vez, e percebi que elas eram as mesmas do meu sonho.

– Pera. Eu conheço vocês!

– Conheçe? –Perguntou agora um garoto que aparentava ter 12 anos.

– Você é a Branca de Neve e você o príncipe encantado. –Apontei pra uma mulher branca e de cabelos pretos como a noite que estava do lado de um homem que tinha um ar de realeza.

– Você é a Rainha Má, você é a Bella e você é o Rumplestilken. Falei apontando pra uma mulher que eu pensei que fosse executiva, mas nos seus olhos tinham maldade, a outra tinha cara de indefesa e inteligente e o senhor de bengala parecia ser um bom negociador, o que era característico do Rumple.

– E você é a filha da Branca de Neve e você o neto dela. Apontei para a mulher loira e a criança.

– Se você sabe quem são eles, quem eu sou então?- Perguntou um garoto com um olhar mal e peverso, mas lindoooooooo, eu morri só de olhar pra ele. Eu não reconheci ele.

– Não estou te reconhecendo. – Falei decepcionada. Então ele se aproximou de mim e falou:

– Meu nome é Peter, Peter Pan.- Falou ele estendendo a mão pra mim. Peraí!!! Ele é o Peter? O personagem por quem eu sou apaixonada? Sério? Um garoto lindo desses? Nem passou pela minha cabeça!

– Prazer! Desculpa por não me apresentar, mas eu nem sei o meu nome, para fazer isso.

– Não se preocupe! Se você veio pra cá tem um motivo. Eu posso não saber o seu nome, nem de onde você vem, mas eu sei o que você é.

– O que eu sou? – Perguntei

– Uma garota perdida.- Ele respondeu. Eu juro que a minha cara caiu no chão, eu abri a boca em um perfeito O.o

– A primeira e única garota perdida. – Ele afirmou

– Isso é demais para a minha cabeça.

– Não é não. E eu vou te ensinar a ser uma garota perdida.

– Já posso morrer em paz!- Respondi

– Não, você não vai morrer porque precisamos de você aqui. Eu preciso de você aqui. — Peter responde. Isso foi uma cantada, sério, para de pensar nisso, para.

– Por quê vocês precisam de uma completa estranha aqui?- Perguntei.

– Longa história que você vai entender aos poucos, mas eu preciso de você porque Neverland está morrendo e se não fosse por você eu já estaria morto. Depois dele falar isso abri a boca em um perfeito *O*.

– Tô sem palavras.

– Eu acho melhor ela descansar um pouco, ela deve estar atordoada com tudo que está acontecendo. – Disse Regina com um olhar acolhedor.

– Mas eu não tenho dinheiro e nem sem mesmo para onde devo ir. — Respondi triste

– Se você quiser você pode vir morar na minha casa. – Pensei um pouco sobre isso, a rainha má me chamando para morar junto com ela? Estranho, muito estranho. Mas parece que eles mudaram , todos eles. Afinal não tenho onde ir, e tenho certeza que nessa mochila não tem nenhum dinheiro. Não tenho nada a perder e parece que ela mudou, até porque as pessoas más podem se redimir, não podem?

– Tudo bem, mas vossa majestade tem certeza que não será nenhum incômodo receber uma estranha?

– Não há incômodo nenhum e pode me chamar de Regina, só Regina, não precisa dessas formalidades.

– Tudo bem.

Fomos para a casa dela, nada do que eu imaginava, parecia uma mansão.

– É aqui, pode entrar.

– Obrigada.- Respondi

– Bem vinda a Storybroke, querida.

– Obrigada. – Respondi sem graça. Ela me mostrou uma casa e depois me levou para um quarto.

– Bom esse quarto era do meu filho Henry, mas ele foi morar com a mãe biológica, então ele agora é seu. Depois nós podemos decorar o quarto do jeito que você quiser.

– Não tem problema nenhum Regina. Está bom assim.

– E me desculpe pelo Henry.

– Não precise se preocupar, eu estou bem , e agora a casa vai ficar mais alegre com a sua presença.

– Bom o banheiro é ali, se você quiser eu posso emprestar umas roupas pra você.

– Não será necessário eu acho que tenho algumas aqui.

– Ok.

Fui tomar um banho e coloquei essa roupa:

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=132800117&.locale=pt-br

Depois de tomar banho, Regina me levou para conhecer a cidade e acabamos almoçando no Granny´s.

Chegando lá uma velinha muito simpática me veio perguntar o que eu queria e eu respondi que queria um hambúrguer. E meu Deus que hambúrguer.

Quando estava começando a comer as batatas, Peter chega senta do meu lado e começa a conversar comigo:

– Tudo bem?- Ele perguntou.

– Tirando o fato de eu não lembrar o meu próprio nome, estar na cidade onde as pessoas são personagens de contos de fadas, e estar conversando com o Peter Pan, tudo bem sim. – Disse e dei um sorrisinho

– Deve estar sendo difícil pra você.

– E está. – Respondi.

– Você não lembra de nada não?

– A única coisa que eu me lembro é do meu sonho. E a minha idade.

– Quantos anos você tem? – Ele perguntou.

– 15. – Respondi

– E você?

– 16.

– Como foi o seu sonho? – Ele perguntou interessado.

– Eu estava em uma casa com uma senhora que eu parecia ter muita intimidade, e ela me falou algumas coisas, e me deu um livro, e depois ela morreu.

– Você se lembra do que ela falou?

– Ela falou que eu ia pra algum lugar que eu não conhecia e que eu deveria tomar cuidado com as pessoas porque algumas só queriam o meu mal. – Disse comendo as batatas fritas.

– Mas ela falou mais algumas coisas só que eu não lembro. – Respondi.

– E depois que ela morreu eu subi pro meu quarto, tomei um banho e uma sombra entrou nele, quebrando todos os quartos, fazendo com que eu me cortasse e me puxou junto com ela. E então eu acordei aqui.

– Essa parte da sombra é verdade. – Falou ele.

– Como?- Perguntei surpresa.

– Aquela sombra do seu sonho é real, ela é a minha sombra, e ela te trouxe para cá porque você é uma garota perdida.

– Mas eu deveria ir pra Neverland. Não deveria?

– Sim, mas eu estou aqui e Neverland não existe mais. – Começei a chorar depois que ele disse aquilo, se aquele sonho é real, aquela mulher é a minha avó, e ela morreu. Mas Neverland não existe mais, porque? Eu passei a minha vida toda acreditando nela e ainda acredito.

– Desculpe. – Eu disse e saí do Granny´s.

– Espera!- Ele gritou me alcançando.

– O que aconteceu?- Ele perguntou me encarando preocupado.

– Eu passei a minha vida inteira acreditando em Neverland! E se esse sonho for real, aquela senhora é a minha avó.

– Eu sinto muito ele disse. — Então ele se aproximou enxugou algumas das minhas lágrimas e me abraçou.

– Eu sinto muito mesmo. – Ele disse ainda abraçado comigo.