Saved In The Stars

2 Um tipo diferente de jogo, entre tapas e beijos.


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem. Ta ai né ^_^ Boa Leitura :3

Quando eu estava me dirigindo para a porta, Natsu segurou meu pulso e me puxou. O que será que ele quer desta vez...

– Luce. — Disse quase num sussurro. — Fica aqui comigo?

Foi uma surpresa pra mim, aliás, eu nunca dormi na casa do Natsu e nem vice-versa, acho que uma vez não mataria ninguém.

– E-está bem.

Logo eu sentei em sua cama com as pernas cruzadas e o encarei sem expressão.

– Sabe... — Iniciou. — Desde que comecei a morar sozinho, e deste jeito que me sinto, sozinho.

– Por isso quer que eu fique?

– Sim, para me fazer companhia. — Sorriu com um sorriso tão lindo.

– Ta, mas onde eu iria dormir?

– Na minha cama.

– E você?

– Na minha cama. — Senti meu rosto esquentar.

– E eu?

– Na minha cama. — Ele estava começando a perder a paciência. — Entenda, eu, você, na minha cama. — Ao ver minha expressão e meu rosto super vermelho ele disse. — Ora Luce, você tem uma mente muito pervertida, não pense coisas indecentes.

Tentei me acalmar, meu coração estava acelerado e meu rosto estava em chamas. Respirei fundo e consegui me livrar daquela expressão de nervosismo.

– Eu não pensei coisas indecentes. — Disse lutando para não gaguejar, pois na verdade eu pensei em nada, só em coisas pervertidas, aliás, do Natsu pode se esperar qualquer coisa, além de ele ter uma mente bastante pervertida mesmo ele sendo um lerdo.

– Aham, claro que não, então por que estava corada? — Perguntou me olhando maliciosamente.

– Eu não estava corada. — Ele riu.

– Deixa pra lá, você nunca iria admitir que estava nervosa.

– Mesmo não estando.

– Claro, imagina.

Assim, Natsu tomou banho e em seguida eu fui. Como sempre, tinha roupas minhas na casa do Natsu, ou melhor, shorts, vários shorts, que eu deixava na casa do Natsu quando eu ia tomar banho lá, o estranho é que, eu deixava blusas também, mas nunca às achava novamente, então o rosado teria de me empresta uma de suas camisas que ficavam enormes em mim.

Ao sair do banho, me troquei e encontrei Natsu deitado na cama de seu quarto olhando para o teto com as mãos na nuca, ao me ver na porta do banheiro de seu quarto levantou e saiu do quarto dizendo:

– Venha, vamos comer alguma coisa. — Assim, eu o segui em direção na cozinha.

– Ai! — Reclamei quando o mesmo parou do nada e eu bati em suas costas. — Por que parou?

Ele se virou pra mim e sorriu.

– Vamos assistir um filme?

– Que tipo de filme?

– Terror.

– Ah não, você quer me deixar sem dormir, só pode.

– Vamos Lucee, eu vou estar com você.

– Como se resolvesse alguma coisa.

O rosado fez um enorme bico.

– Nem vem com essa carinha de cachorro abandonado que não vai funcionar desta vez.

Assim fez uma cara de choro como se estivesse magoado.

– Ah! — Reclamei. — Está bem.

O rosado abriu um sorriso de orelha a orelha.

– Eu escolho o filme e você faz a pipoca.

– De qualquer forma eu teria de fazer a pipoca, a não ser que você quisesse botar fogo na casa.

– Não seja má comigo loirinha.

– E você é um santo não e mesmo?

– É claro que sou. Eu sou um anjo.

– Nossa nunca vi um anjo tão lerdo igual a você.

– Você deveria me agradecer.

– Pelo que?

– Por eu ter te escolhido, eu sou o seu anjo da guarda.

– Como se isso mudasse o fato de eu correr perigo neste mundo sujo.

– Vai logo fazer a pipoca, vai.

– Vai logo escolher o filme, vai.

Assim eu fui fazer pipoca e o Natsu escolher o filme.

Quando eu terminei a pipoca, fui até a sala e encontrei Natsu deitado no sofá com o filme no menu, me aproximei.

– Natsu... — O mesmo arqueou uma sobrancelha. — Eu posso sentar?

– Pode, por que ta me pedindo isso?

– Então me deixa sentar, pode começar tirando seus pés.

– Ah...

Assim, Natsu tirou os pés e quando eu me sentei novamente ele os colocou em meu colo.

– Folgado. — Murmurei. — Então, que filme escolheu?

Assim Natsu deu play no filme e ficamos assistindo, no meio do filme Natsu pausou e olhou para mim, o que foi possível já que o filme estava parado em uma parte bem iluminada que a luz pegava o cômodo todo por mais que estivesse escuro.

O filme é muito assustador, eu estava tremendo, e mordendo o lábio inferior me segurando para não gritar nas partes que realmente assustam, e percebi que o rosado ainda me encarava, ao ver minha expressão, começou a rir.

– Não ria. — Eu disse.

– Como não rir da sua expressão. — E continuou rindo.

Agora que estou percebendo que estávamos em posições realmente constrangedoras, o Natsu estava sentado e eu agarrada em seus braços, corei ao notar isso, mas não liguei. Natsu continuou o filme eu fiquei lá, agarrada em seus braços fortes durante todo o filme.

O filme acabou e eu estava tremendo, Natsu desligou a TV, e me viu agarrada nele tremendo de olhos semiabertos e gargalho, logo afastei o meu rosto e o encarei com uma expressão homicida e o mesmo parou de rir.

– Você estava com medo Luce? — Não respondi o que era obvio. — Para ficar agarrada em mim deste jeito...

Fiquei olhando para ele até perceber que ainda estávamos naquela posição constrangedora e me afastei rapidamente.

Assim, Natsu riu da minha cara vermelha.

Dei um bocejo longo e Natsu disse:

– Já está com sono?

– Quantas horas?

– Duas na manhã. — Disse olhando pro relógio que tinha na parede.

– É estou com sono.

– Mas ainda é cedo Loira.

– Cedo? Quantas horas você dorme garoto?

– Não sei... Mas, podíamos fazer alguma coisa até ficarmos com sono. — Me olhou maliciosamente.

– Mas eu já estou com sono.

– Então vamos fazer algo até eu ficar com sono.

– Tipo o que?

– Jogar algum jogo.

– Qual jogo?

– Bem... Baralho?

– Não.

– Xadrez?

– Não, eu nem sei jogar isso.

– Eu te ensino.

– Eh... Não.

– Damas?

– Não.

– E que tal... Esse. — Estendeu uma caixa. — Eu ganhei.

– De quem?

– Da Erza, ela disse que achou e não queria mais, e me deu.

Erza é uma de nossas amigas, ela possui cabelos ruivos, e é bem durona, sempre pontual, e é a representante da turma.

– Certo, vai este mesmo. — Concordei. — Em falar da Erza, ela estava na festa da Cana? Eu não a vi.

– Sim, ela estava conversando com Jellal.

Jellal é um garoto bonito, com cabelos azuis assim como os da Levy, e tem uma cicatriz no olho direito.

– Não sei não, acho que os dois estão tendo um caso. — Sorri maliciosamente.

– Loira você é estranha.

– Não me chame de estranha. — Mesmo Natsu sempre ter me chamado de estranha, eu sempre dizia isso. — Vamos logo, que jogo é esse?

– Não sei, o nome está desbotado, olhe, está sem nenhuma cor, não da para ler. — A caixa estava mesmo desbotada. — Bem, vamos ler o manual... “O jogo pode ser jogado com dois ou mais jogadores, sendo um número par de pessoas, deverá ter em partes igual, mulheres e homens, e haverá vários papeis escrito, carícias ou agressões como, por exemplo: Beijar, abraçar, socar, dar um tapa. E são coisas que você irá fazer com o jogador a sua direita, caso esteja de dois jogadores, terão que fazer um com outro. Caso não, terá que ser na ordem, um garoto e uma garota, e por diante. Estes papeizinhos, serão colocados em um pote que tem uma abertura para a passagem da mão, e o pote é preto para que não se possa ver o que está escrito nos papeis e pegar de propósito." — Natsu terminou de ler o manual e eu arregalei meus olhos, que tipo de jogo era aquele? — Haha, gostei deste jogo.

– Você nem jogou ainda.

– Mas parece ser legal, vamos jogar.

– Não, não e não, eu não vou jogar isso.

– Por que Luce?

– Por causa, se eu tirar, beijar, eu vou ser obrigada a te beijar.

– É... Qual o problema em me beijar Luce, nós já nos beijamos antes.

– Foi diferente, foi você que me beijou.

– Foi um beijo de amigo Luce, agora vamos jogar, e sem reclamações.

– O qu...

– Eu disse, sem reclamações.

– Arg! Está bem.

Assim, Natsu colocou os papeis no pote e chacoalhou, ele foi o primeiro a começar, assim, tirou um papelzinho e leu:

– Fazer cafuné. — Ele sorriu.

Ele se inclinou para frente, já que estávamos sentados no chão, e fez cafuné na minha cabeça.

– Viu, não é tão ruim.

– Me passe o pote logo.

Assim o fez, eu chacoalhei novamente e tirei um papelzinho.

– Socar. — Ri. — É não é tão ruim assim.

Dito isso, eu lhe dei um soco na cabeça.

– Oe Luce, não precisava ser não forte. — Ri da cara do rosado.

– Vamos logo. — Lhe entreguei o pote.

– Abraçar. — Sorriu

Logo Natsu e eu nos levantamos e nos abraçamos. É não é tão ruim assim. O abraço de Natsu é quente e aconchegante, logo nos separamos e sentamos novamente.

Tirei outro papelzinho.

– Dar um tapa. — Gargalhei da cara do rosado e logo lhe dei um tapa na cabeça.

– Por que seu alvo é a minha cabeça?

– Porque sim. — Ri.

Logo o rosado tirou outro papelzinho.

– Mordida na orelha. — Natsu não tirava o sorriso do rosto.

– Mas que diabos alguém iria colocar algo deste tipo ai?

– Não reclame.

Logo o rosado se aproximou e ficou de frente pra mim, jogou meu cabelo para trás da minha orelha e se aproximou dela e mordeu o lóbulo da mesma, e logo depois sussurrou em meu ouvido:

– Vai dizer que não está gostando deste jogo? — E se afastou.

Estava arrepiada, pelo hálito quente do rosado.

– V-volte para o seu lugar. — O mesmo riu e voltou a se sentar do outro lado do pote.

Assim, peguei o pote e tirei um papelzinho.

– Beliscão. — Gargalhei da cara emburrada que o rosado fez. — Haha, parece que não terá muito de mim neste jogo.

Assim, me inclinei para frente e lhe dei um beliscão no braço.

– Eii! Suas agressões são dolorosas, Loira, você é mais forte do que eu pensava. — Ri.

Assim, Natsu pegou o pote de minha mão e tirou um papel, vi um sorriso malicioso se formar em seus lábios, aí vem...

– Mordida no pescoço. — Arregalei os olhos.

– Sacanagem...

– Olha, olha Luce. Sem reclamações. — Inflei as bochechas e cruzei os braços.

Natsu se aproximou de mim e se sentou a minha frente aproximou seu rosto do meu e deu uma mordida no mesmo, com uma lambida de bônus, o que me fez arrepiar todinha novamente.

– É só uma mordida, por que lambeu? — Reclamei.

– Por que sim. — Riu.

Peguei o pote e tirei um papelzinho. Ah não...

– Beijo na Bochecha. — Disse paralisada. Ah não, eu estava indo tão bem.

Natsu abriu os braços e sorriu.

– Venha loirinha, me encha de beijos.

– Besta, é só um, e na bochecha. — Senti meu rosto esquentar.

Engatinhei no chão até ficar de frente ao rosado, ajoelhei e aproximei meu rosto do seu que estava virado para dar o beijo, assim, toquei meus lábios em sua bochecha quente. Ao me separar dele, pude ver um pequeno sorriso em seus lábios.

– Certo agora minha vez de tirar o papel... – Assim, tirou um papelzinho. – Beijinho de esquimó. – Sorriu.

Natsu se aproximou e tocou nossas testas, assim se soltando logo, e tocando o nariz no meu, e balançando a cabeça de um lado para o outro. Seu sorriso estava tão grande e cativante.

Logo tirei outro papelzinho.

– Peteleco. – Gargalhei da cara do rosado.

Dei um peteleco em sua cabeça.

– Tinha que ser, a minha cabeça, sempre será seu alvo. – Ri

Natsu pegou outro papel. Ele sorriu como nunca sorriu antes, seu sorriso estava de orelha a orelha, não quero nem saber o que é...

– Selinho. – E o sorriso não saia de seu rosto.

Senti meu rosto esquentar, eu devia estar mais vermelha do que os cabelos de nossa querida amiga Erza.

Como já estávamos próximos, ele apenas aproximou nossos rostos, e assim me dando um selinho bem demorado, mas bem demorado mesmo. Separamos-nos e meu rosto devia estar mais vermelho que um tomate maduro.

Tirei outro papelzinho.

– Apertar as bochechas. – Ri.

Assim, peguei as bochechas de Natsu, e apertei com força.

– Oe! Lembre-me de nunca deixar você apertar as minhas bochechas de novo Loira. – Gargalhei.

Assim, Natsu pegou o porte e tirou outro papel, o seu sorriso, foi maior que o anterior, se o outro foi enorme, imaginem o de agora.

– Beijo de Língua. – Meu rosto estava mais vermelho que a cor vermelha.

– O Q-QUE?! – Gritei.

– B-e-i-j-o d-e l-i... – Tentou soletrar pra mim como se eu fosse burra.

– Eu já entendi! – Respirei fundo e me acalmei, mas o tom avermelhado não saia de meu rosto. – Arg! Vamos acabar logo com isso. – Natsu sorriu.

O rosado colocou uma mecha loira que estava caída pra frente, atrás da orelha minha e aproximou seu rosto do meu, seu hálito era quente, nossas respirações de misturavam, e estavam rápidas, meu coração estava acelerado, o rosado logo fechou os olhos, nossos rostos estavam a centímetros, fechei meu olhos e pude sentir nossos lábios se tocarem, ele pediu passagem com a língua e eu cedi, foi um beijo calmo e quente, eu preciso admitir, Natsu beija super bem, nenhum de nós queria se separar, mas o maldito ar nos faltou, e sem nenhum pingo de vontade, nos separamos ofegantes, recuperando todo ar que perdemos durante o beijo.

Natsu sorriu e pude ver que suas bochechas estavam levemente vermelhas, e tenho certeza que não estão por causa de meu aperto.

– Melhor ir dormirmos. – Ele disse super calmo.

– S-sim. – Gaguejei.

Assim, eu e Natsu guardamos o jogo e fomos para o quarto, sem pronunciar uma palavra, nos deitamos em sua cama e ele me abraçou.

– Boa Noite Loira. – Disse.

– Boa noite Natsu.

E assim dormimos abraçados, e eu não o empurrei ou gritei com ele, pois eu mesma não queria sair dali, os braços do Natsu são quentes e aconchegantes.

...CONTINUA...

Notas finais
Que noite hein? auhsuahsuahs, criei este jogo pois estava sem criatividade :3 Espero que tenham gostado ;D Kisses ;*