Saved In The Stars

11 Sentimentos confusos


Notas iniciais
Yooo! Eu sei que demorei para postar e tals... Mas enfim, aqui saiu o capítulo o/ E sim, as imagens de capas dos meus capítulos dão um pouco de spoiler, porque é impossível não ter. Mas enfim, a capa do cap fui eu mesma que fiz a edição, então não reclamem de estar feia. Boa Leitura :3

Chegamos a casa o rosado, entrei enquanto o mesmo guardava o carro na garagem.

Ao entrar, fiz uma cara de "O que aconteceu aqui?", a casa estava toda desarrumada, bagunçada, tinha algumas coisas quebradas, estava um caos. Quando Natsu entrou, não hesitei em perguntar:

– O que aconteceu aqui? — Perguntei e o mesmo sorriu sem graça, parecia envergonhado.

– Houve uma briga entre eu e Gray... — Ele riu e passou sua mão em seus cabelos, bagunçando-os. — Mas não ligue, já fizemos as pazes.

Eu fiquei encarando-o de boca aberta.

– E por qual motivo vocês brigaram?

– Ele estava me zoando e... — Ele pareceu corar um pouco. — E brigamos.

– Do que ele te zoou?

– Não foi bem isso, é que ele começou a falar coisas... Tipo que eu, amo você, e estas coisas. — Corei de leve e o rosado estava no mesmo tom. – Daí ele começou a imitar um bebezinho falando coisas do tipo “Ah, mas o bebê ta na friendzone é? Ora, coitadinho.” E eu retruquei e a gente brigou o que não é incomum, mas Erza não estava por perto.

– Mas enfim, por que não limpou esta bagunça?

– Porque eu estava com preguiça, e por isso te chamei você vai me ajudar a limpar.

– Resumindo, eu vou limpar tudo sozinha. — Reclamei.

– Não diga isso Luce, eu vou te ajudar. – Sorriu me dando um tapinha nas costas.

– Não seria ao contrário? Eu que deveria te ajudar?

– Mas no caso você é a minha empregada hoje. — Piscou pra mim.

– Eu mereço. — Murmurei.

Começamos (comecei) a arrumar a sala, que no caso o campo de guerra, mas quando terminamos (terminei) de arrumá-la, decidimos arrumar o restante da casa.

– Caramba! — Exclamei ao ver o quarto do rosado. — Natsu, quanto tempo você não arruma esta casa?

– Desde a ultima vez que veio aqui, na verdade quem arrumou foi a minha empregada, Aiya.

Eu simplesmente odiava a empregada do Natsu, a mesma possui cabelos negros e olhos negros também, ela era uma oferecida, ela é uma estudante da Fairy tail School também, mas está um ano a frente que nós, ela sempre procura algum emprego a sua altura, pois seus pais disseram que não iriam mais sustenta-la, daí, Natsu ofereceu um emprego como empregada.

– Ela ainda trabalha para você? — Perguntei seca.

– Sim, não me diga que está com ciúmes Luce. — Ele riu.

– Não fale besteiras, agora vamos arrumar essa zona que a sua empregadinha rodada não arrumou a mais de uma semana.

Natsu apenas riu.

Aiya, que no caso a empregada do Natsu, não fazia um trabalho ruim, aliás, a mesma está repetindo o mesmo ano na escola pela terceira vez. Se repetir de novo já era pra ela. A mesma, dava em cima de Natsu, ela usava roupas super curtas, e não dava a mínima para uniforme de trabalho.

– Não sei como consegue viver nesta bagunça, parece que houve uma guerra em toda casa. — Reclamei.

– Não reclame, quando morar aqui não irá reclamar, pois está casa ficará impecável. — Corei com o comentário do rosado.

– Como assim morar aqui? — Perguntei. — E como assim impecável, como se eu fosse arrumá-la.

– Como assim, como assim morar aqui? Seu aluguel está atrasado, se não pagar será despejada, e virá correndo para os meus braços dizendo "Oh Natsu-san, me desculpe, você estava certo, e eu errada, não tenho onde ficar deixe-me morar com você." — Em uma tentativa falha, tentou imitar minha voz.

– É obvio que não, é que o dinheiro que meus pais enviaram-me ainda não chegou, e eu não iria vir logo pra cá.

– Iria pra onde?

– Pra casa de Levy, ou da Juvia, ou da Erza, Cana também. — Falei contando nos dedos ao falar o nome de cada uma. – Elas são minhas amigas acima de tudo.

– E a Mirajan... – O interrompi.

– Já sabe muito bem que eu não gosto da Lisanna, que no caso é irmã dela.

– Então ta né.

Continuamos a arrumar.

– Ainda não sei como tem roupas limpas no seu armário. — Falei puxando uma cueca suja com as pontas dos dedos, debaixo na cama.

– Eu as levo para a lavanderia.

– E não sente falta dessa peça aqui não? — Falei jogando a cueca em sua cara.

– Muito obrigado, você não sabe o quanto uma cueca me fez falta. — Falou sarcástico.

– Então, aí está. — Ri e continuei a arrumar.

Ficamos arrumando por um bom tempo, quando vimos, já eram 02h00min da manhã.

– Uffa! Acabamos. – Falei me esparramando na cama do rosado.

– Depois eu sou o folgado. – Murmurou alto o bastante para eu escutar.

– Mesmo você não ter feito nada.

Ele fez bico.

– Estou com sono. – Ele falou e se deitou.

Dei de ombros e me ajeitei ao seu lado, apaguei na hora.

(...)

Acordei sonolenta e esfreguei os olhos, por incrível que pareça, Natsu acordou cedo, pois o mesmo não estava ali.

Levantei-me e fui ao banheiro, lavei meu rosto e ao sair o vi na porta do quarto me olhando.

– Por que me olha tanto? – Perguntei.

– Ãn? Ah, nada. – Falou sem jeito.

– Então ta. – Murmurei.

– Vou tomar banho. – Falou e foi ao banheiro.

Fiquei deitada olhando para o teto, quando ouço a campanhia tocar.

– Luce atenda pra mim! – Natsu gritou do banheiro.

– Ta bom! – Gritei em resposta.

Fui até a porta e a abri, me deparando com uma Albina, ao me olhar, fez uma cara de nojo.

– Não é possível, o dia mal começa e eu já tenho que me deparar com uma coisa dessas. – Ela comenta.

Não hesitei em bater a porta na cara dela.

A mesma batia a campanhia repentinamente.

Sem paciência eu abri a porta.

– O que quer? – Perguntei fria.

– Quero falar com o Nat-kun, e o que você está fazendo aqui?

– Não te interessa. Natsu não está. – Novamente bati a porta na cara dela.

A mesma voltou a tocar a campanhia repentinamente.

– Quem é? – Natsu apareceu descendo as escadas.

– Pessoas querendo vender marca páginas para livros. – Natsu riu com o meu comentário, e foi em direção da porta, logo a abriu.

Ele encarou Lisanna.

– Nat-kun! – Berrou e pulou em seu pescoço.

– Ah, é você...

– Desculpe vir a esta hora da manhã, é que eu queria conversar com você.

– Pode falar. – Ele cruzou os braços.

– A sós! – Deu ênfase em “Sós” e me olhou.

– Esta bem, seja rápida, não tenho tempo.

– Pode ser ali na calçada mesmo. – Ela sugeriu.

– Já volto. – Ele sussurrou pra mim, fechou a porta e pude ver pela janela, ele indo conversar com a Lisvaca.

Fui para cozinha murmurando alguns palavrões, peguei um copo de suco e me sentei no balcão.

– Quem ela acha que é para dar uma de coitada em cima do Natsu? Ele não é idiota a chegar nesse ponto. – Murmurei para mim mesma. – Ou é? – Corri para a janela para ver os dois conversarem.

Eles pareciam muito calmos pro meu gosto.

Lisanna me viu e sorriu cínica, a vontade de eu pegar aquele pescoço esquelético dela e aperta-lo até não ser possível mais, foi grande.

Ela aproximou-se dele e pousou suas mãos nos ombros do rosado, logo sorriu provocativa para o mesmo.

Ele pegou as mãos dela para tirar de seus ombros, mas rapidamente ela segurou e pousou as mãos dele em sua cintura.

Gostaria tanto de saber o que tanto conversavam.

Ela aproximou os seus rostos e beijou o pescoço do rosado, isso me doeu bem fundo, por quê? Nem eu sei, só sei que doeu.

E o Natsu, o que ele fazia? Absolutamente nada, apenas a deixava.

Trinquei os dentes, eu estava a ponto de ir lá e puxar Natsu pra casa dele, sem causar mais confusões.

Mas, o rosado finalmente tomou uma atitude, ele tirou as mãos da cintura da Lisanna, a afastou de si, e falou algo que a deixou de olhos arregalados e ao mesmo tempo tristes, e com muita raiva.

Dei um sorriso de canto, e fitei o chão. “O que será que ele disse para ela?” Essa é a pergunta que martelava em minha cabeça “Que a deixou bem brava deixou.”.

Fiquei pensando por um tempo. Levantei novamente a cabeça para a janela, e os dois não estavam ali.

– O que olha tanto? – Natsu sussurrou em meu ouvido, o mesmo estava atrás de mim.

– Ãn? Não estou olhando nada. – Falei sem jeito, e sem saber o que responder. – E então, haha, conversaram sobre o que? – Perguntei rindo e passando uma mão em meus cabelos, e a outra apoiada na cintura.

– Aham... – Murmurou. – Também, vai ficar curiosa. – Falou sorrindo vitorioso.

– Idiota. – Fiz bico e ele riu.

– Então, o que quer fazer hoje? — Perguntou.

– Hoje eu quero ir pra casa.

– Que pena... Seu desejo não será cumprido. — Sorriu de canto.

– Como assim?

– Hoje você só vai poder ir embora, à noite.

– Aah, meu Deus. O que quer de mim garoto?

– Não sei ainda... Mas, quero apostar com você de novo.

– Ãn? Apostar o que?

– Se eu ganhar, você terá que usar uma roupa de empregada. — Ele riu e eu arregalei os olhos. — Se você ganhar, estará liberada de ser minha empregada. — Sorri desafiadoramente. — Fechado? — Ele estendeu sua mão e eu a apertei.

– Fechado!

– Ok, o desafio é... — Ele pensou um pouco. — Apostar uma corrida.

– Ah, não vale, assim você ganha, você corre muito rápido.

– Quem disse que você precisaria correr?

– Então, como vamos apostar uma corrida?

– É um jogo novo que eu comprei de videogame.

– Ah, mas você irá ganhar de qualquer forma.

– Eu só joguei duas vezes, não seja teimosa Luce.

– Ta bom...

– Então ta, vou colocá-lo.

Natsu colocou o jogo e começamos a jogar, caramba, era difícil de entender quais são os botões.

– Como eu corro? — Perguntei.

– Este aqui, daí para você frear, é este, dar ré, é este... — Ele explicou pegando meus dedos e posicionando nos botões gentilmente, o que me fez corar de leve. — Entendeu?

– Sim.

– Então vamos começar.

O jogo começou, e obviamente, Natsu passou de mim, e quando eu estava me aproximando dele, ele pegou um atalho.

– Eii, isso não vale! Como você sabia desse atalho sendo que você nunca jogou esse jogo? — Reclamei enquanto acelerava.

– Eu nunca disse que nunca joguei esse jogo.

– Idiota!

Ele riu.

(...)

Jogamos duas partidas, eu havia ganhado uma de Natsu, pois bati no carro dele com o meu e ele acabou derrapando e eu passei na sua frente. Estávamos jogando a última partida, eu estava um pouquinho atrás do Natsu, mas novamente, ele pegou outro atalho, quando eu vi, era tarde demais para eu pegar este mesmo atalho, Natsu passou de mim, e ganhou o jogo.

– Não. É. Possível. — Murmurei pausadamente.

– Haha! — Natsu ria da minha cara.

– Não ria! — Berrei.

– Está bravinha só por que perdeu é? — Ele riu mais.

– Arg!

– Fica assim não, amanhã arranjamos um uniforme lindo de empregada para você! — Ele tentou imitar minha voz, quando eu chamo as roupas que vejo de lindas.

– Pare de falar nisso.

– Perdeu, perdeu...! — Ele ficava cantarolando repentinamente, o que me fez perder a paciência.

– CALA A BOCA! — Gritei derrubando, ficando por cima do mesmo tapando sua boca. Tirei minhas mãos de sua boca e suspirei aliviada por ele ter parado de cantarolar.

– Está confortável? — Perguntou sorrindo.

– Ãn? — Ao olhar a posição que estávamos, fiquei vermelha, tão vermelha, que os cabelos da Erza desbotariam ao meu lado.

Ele estava deitado no chão, e eu sentada em cima de seu peitoral.

Levantei-me rapidamente e o rosado deu um risinho e se levantou logo em seguida.

– D-desculpa. — Murmurei.

– T-tudo bem. — Suas bochechas estavam levemente avermelhadas também. — Então... Quer ir ao parque? — Perguntou.

– Pode ser.

Assim, eu me troquei e fomos ao parque ali pertinho, sentamos num banco e ficamos conversando.

(...)

Ficamos conversando a tarde toda, até que eu dei um bocejo.

– Está com sono? — Ele perguntou.

– Sim, um pouco. — Murmurei e dei outro bocejo.

Natsu fez um gesto, batendo em seu colo, como se estivesse oferecendo seu colo, como travesseiro.

– Deite. — Ele falou.

– Obrigada. — Não me senti envergonhada, pois quando éramos crianças e algum de nós sentia sono, dormíamos no colo um do outro.

Deitei-me no colo do rosado enquanto o mesmo brincava com algumas de minhas mechas loiras.

Peguei no sono e dormi.

[PDV AUTORA]

Natsu ficava admirando a loira dormir, ela ficava tão quietinha enquanto dormia tão diferente de quando acordada.

O rosado olhou as horas e viu que já estava tarde, mas não teve coragem de acordá-la, então a colocou sentada e a pegou levando-a em suas costas. No caminho, ele esbarra com alguém.

– Desculpe. — Ele diz e olha em quem acabou de esbarrar, e para seu desgosto era Sting.

– Olha por onde anda. — O mesmo diz. — Ah Natsu, tinha que ser você mesmo. — Falou friamente. Sting possuía cabelos loiros e olhos azuis, o mesmo estudava na Sabertooth, uma rival da Fairy Tail. — E... — Ele olhou para a Lucy e sorriu. — Por que leva a blondie desacordada em suas costas?

– Você também é loiro. — Murmurou Lucy. — E isso não te interessa. — Falou abrindo os olhos e descendo das costas do rosado.

– Ah, ah, a blondie acordou. — Riu Sting.

Lucy apenas lhe mandou um olhar de tédio e ao mesmo tempo sonolento, pegou o pulso do Natsu e saiu puxando-o em direção a casa do mesmo.

– Poxa, vai me deixar falando sozinho? — Ela o ouviu gritar e apenas ignorou.

Ao estar longe o bastante dele, ela parou de puxar Natsu e andou em sua frente de cabeça baixa.

– Luce... — Murmurou o rosado olhando-a triste.

– Eu estou bem. — Respondeu baixinho.

– Ainda guarda mágoas dele?

– É impossível não guardar depois do que ele me fez. — Falou a loira triste. — Mas, quero apenas esquecer esta história. — Ela levantou a cabeça, olhou para trás e sorriu.

– Esta bem.

Assim, eles foram para a casa do rosado, e mais tarde, ele a acompanhou para a sua casa.

(...)

[PDV LUCY]

Ao amanhecer, eu me levantei e vi as horas, eu estava super atrasada, me arrumei correndo e não comi nada. Corri para a escola, chegando, já havia passado a primeira e a segunda aula.

– Lucy? — Makarov me chamou. — Hoje você se superou hein?

– Desculpe vovô, eu acordei um pouco tarde. — Sim, Makarov era meu avô, por parte de mãe, e ele simplesmente odiava meu pai, os dois são grandes rivais.

– Um pouco tarde?

– Certo, muito tarde.

– Desculpe querida, mas como regras da escola, você não poderá entrar na sala de aula depois de passar da segunda aula. Só depois do intervalo agora.

– Ok, tudo bem. — Falei e andei em direção do pátio, que no momento não passava ninguém.

Ouvi alguns barulhos vindos de trás da escola que em um momento estavam altos, fui devagarinho e silenciosamente ver o que era, e a cena era impossível de estar acontecendo, era impossível, depois de tudo que ela fez pra ele.

A cena era: Natsu encostado na parede com Lisanna agarrada nele, o mesmo tinha seus braços enlaçados na cintura da Albina, eles não pareciam estar se beijando, mas que estavam se pegando, com certeza. Pois Lisanna distribuía vários selinhos pelo seu pescoço e perto de seus lábios, só não se beijaram na boca, porque Natsu recusou.

Natsu, agarrado com a Lisanna, Natsu agarrado com a Lisanna, Natsu agarrado com a Lisanna, essa era a única frase que eu pensava no momento. Quando Natsu iria desviar seu olhar para minha direção, sai antes que ele pudesse me ver.

De alguma forma, lágrimas desciam pelas minhas bochechas, meus olhos estavam arregalados e desfocados por causa das lágrimas, corri para o banheiro feminino sem fazer nenhum barulho e me tranquei em um deles, me sentei no chão e abracei meus joelhos.

Várias perguntas martelavam em minha mente, como: Por que eu estava chorando? Por que eu me preocupo com isso? Por que meu coração dói? Por quê?

São tantas perguntas sem respostas, parecia que minha cabeça iria explodir.

Respirei fundo, sequei minhas lágrimas, e abri lentamente meus olhos.

Pensei, pensei, e pensei até chegar numa conclusão impossível.

– Eu acho que estou... – Sussurrei para mim mesma, mas fui interrompida por vozes.

– Eu estou preocupada, o que será que aconteceu com a Lucy? – Era a voz da Erza.

– Será que ela está doente? – Desta vez foi Levy.

– Juvia espera que a Lucy-san esteja bem. – Nem preciso falar de quem é esta voz não é?

– Afinal, Natsu e Lisanna também não apareceram. O que será que está acontecendo com estes três? – Erza perguntou.

Deu-me um leve aperto no peito ao se lembrar.

Sem querer eu deixei meu celular cair de meu bolso, o que fez um barulho que ecoou pelo banheiro.

Logo ouço batidas na porta.

– Está ocupado. – Tentei disfarçar a minha voz, principalmente a minha voz de choro.

– Lucy? Essa é a voz da Lucy. – Droga Levy-chan.

– Lucy é você? Saia daí exigimos explicações. – Erza exigiu.

Eu respirei fundo novamente, sequei as lágrimas que ainda me restavam, e forcei um sorriso. Olhei meu reflexo pela tela do meu celular, e vi que minha aparência era convencedor.

Logo saí, avistando três garotas escoradas na pia do banheiro de braços cruzados.

– Pode começar! – Erza mandou.

– Começar o que? – Perguntei fingindo estar confusa.

– Por que se atrasou? – Levy perguntou.

Suspirei aliviada. Elas não haviam ouvido, ou visto nada do que aconteceu desde aquela cena.

– Bem, eu acabei perdendo a hora, já que não conseguia dormir ontem, o despertador não tocou e eu acordei tarde. – Expliquei. – Arrumei-me rapidamente e corri para a escola, acabei chegando na terceira aula, e como é regra, eu não podia entrar na sala, só depois do intervalo, então eu fiquei rodando pelo pátio e me deu vontade de usar o banheiro. – Forcei um sorriso.

–Só isso? Lucy, você nos deixou preocupadas. – Falou Erza.

– Sim, Lucy-san, você precisa acordar mais cedo. – Juvia aconselhou.

– Vou me esforçar da próxima vez. – Sorri.

A única que me olhava desconfiada era Levy.

– Por que seus olhos estão vermelhos? – Ela perguntou.

– Uh? Ah sim, bem... Eu estou com sono sabe... – Menti.

Agora, as três me olhavam desconfiadas. Droga Levy-chan.

– Lucy, aconteceu alguma coisa? – Erza perguntou.

– N-Não, não aconteceu nada. – Respondi nervosa.

– Lu-chan... – Levy me chamou e eu a olhei. – Não precisa mentir pra gente. Você não irá conseguir esconder isso por tanto tempo, e nós sabemos quando está mentindo. – Falou e se aproximou de mim, logo me abraçou. – Lu-chan, por favor, não esconda isso de mim, não esconda isso de nós, confie na gente, pela sua cara, parece que você estava chorando, nós estamos preocupadas.

Eu fitei sua cabeleira azulada e retribui o abraço. Logo Erza e Juvia se aproximaram, nos abraçando também. Ao nos separarmos, soltei uma lágrima.

– Esta bem... – Sussurrei. – Mas prometam que não irão comentar sobre isso.

– Nós prometemos. – Levy falou sorrindo.

Então, eu contei detalhadamente, o dia anterior, quando eu me encontrei com Sting, as mesmas arregalaram os olhos, mas continuaram a me escutar, contei tudo que aconteceu no dia de hoje também, as mesmas possuíam uma cara brava, menos Juvia, essa possuía uma expressão do tipo” Awn que fofo.”.

– Awn que fofo. – Juvia falou e todas a olhamos com uma sobrancelha arqueada, afinal, ela achou Natsu e Lisanna fofos? – A Lucy-san está apaixonada! – Todas duas logo me fitaram e sorriram da mesma forma da Juvia.

Eu não pude estar mais vermelha que agora.

– Sabia! – Berrou Levy.

– Shii! – Pedi silêncio para a mesma.

– Admita Lucy, você está A-P-A-I-X-O-N-A-D-A! – Soletrou Erza.

– E-Eu... – Tentei falar, mas fui interrompida pelas garotas que estavam cantarolando algo como “NaLu! NaLu!” Mas que trocadilho é esse? – Vocês me prometeram que não iriam comentar sobre isso. – Nenhuma me escutou.

E com esse barulho todo alguém pode ouvir, logo pensei em algo para fazerem calarem a boca. Chutei a porta de um dos banheiros, o que fez um barulho bem alto.

– Dá para ficarem em silêncio? – Pedi.

– Desculpa Lu-chan! Ah, minha garota cresceu. – Levy fingia um choro.

– Diferente de você que não cresce né? – Retruquei.

– Eii, não critique os defeitos físicos dos outros. – Reclamou ela.

– Meninas, parem com isso. – Pediu Juvia. – Apenas, aproveitem o momento fofo NaLu. – Falou sonhadoramente.

Será mesmo? Será mesmo que eu estava amando? Meus pensamentos estão desorganizados, eu não consigo botá-los em ordem. Além disso, eu e o Natsu somos melhores amigos de infância, não é possível que eu fique com ele... E, eu nem sei os sentimentos dele por mim, ele gosta da Lisanna e não de mim, eu sou apenas sua melhor amiga... Ou não?

– E-Eu acho q-que... — Tentei falar e obtive a atenção de todas. – Eu acho que estou...

Continua...

Notas finais
A história do Sting e da Lucy, em breve vocês saberão >.< Já o que aconteceu entre Natsu e Lisanna, bem, aí eu conto talvez no próximo capítulo, ou no outro, em breve ok? Tadinha da Lucy :/ Juvia/Levy/Erza: NaLu, NaLu, NaLu! Lucy: Meninas, vocês prometeram não comentarem sobre isso... - *Le ignorada. Eu/Juvia/Levy/Erza: NaLu, NaLu, NaLu! O/ Postarei o mais rápido que eu puder certo? Pois, tenho a escola, a minha vida, os meus gatos de estimação. Kisses ;*