Saved In The Stars
4 Os pais do Natsu
Notas iniciais
Eu acordei cedo, e vi que dormimos no sofá com o Natsu ainda no meu colo. Cutuquei o rosado.
– Natsu... — Sussurrei. — Acorda... — Tentei novamente. — ACORDA BESTA COR DE ROSA! — Gritei sem paciência. O mesmo caiu no chão assustado.
– AII! MEU OUVIDO LUCE! — Disse do chão por causa do "acidente". — Por que sempre me acorda gritando?
– Não exagera, esta é só a segunda vez.
– Só? — Bufou.
– É só.
– Quantas horas?
– Hum... São 09h00min da manhã. — Falei olhando pro relógio.
– E você vai me acordar em plena quarta-feira ás 09h00min da manhã?
– Ué, eu até deixaria você dormindo, mas você estava deitado em meu colo. Tava confortável é? — Falei sarcástica.
– Tava sim. Seu colo é confortável. — Sorriu pelo canto da boca. O que me fez corar.
Como esse garoto me faz corar tanto? Não sei.
– Então, seus pais vão chegar ás 15h00min né?
– É...
– Hum...
– O que vamos fazer até lá?
– Não sei o que quer fazer?
– Também não sei.
– Vamos nos encontrar com o pessoal? Quero vê-los.
– Está bem, mas, aonde vamos nos encontrar.
– Que tal na pracinha aqui perto. Ela é vazia, assim podemos conversar a vontade.
– Certo.
– Você chama os meninos que eu cuido das meninas.
– Ta bem.
Assim, Natsu ligou para os meninos e eu estava terminando de chamar as meninas.
– Só falta a Levy. — Disquei seu número.
– Lu-chaan. — Disse animada. — Como vai?
– Levy-chaan. Vou bem e você?
– Ótima.
– Qual o motivo de tanta animação?
– Gajeel. — Disse e suspirou apaixonada.
– Hum... — Disse interessada. — Eu o vi te seguir domingo, na festa da Cana quando você estava saindo. O que rolou entre vocês?
– Quando ele me seguiu, ele me puxou pelos braços e me abraçou. Daí ele sussurrou algo como "Me desculpe baixinha, não queria te magoar. Eu te amo e você não pode simplesmente sair da minha vida.".
– Awwwwwwn. — Disse com os olhos brilhando. — Que fofo! Não sabia que ele tinha uma personalidade dessas por trás de sua frieza.
– Mas tem. — Falou feliz. — Ele não é um fofo? Então, me ligou para me dizer alguma coisa?
– Ah sim, eu e o Natsu estamos chamando todos para nos encontrarmos para conversar. E então, vai poder ir?
– Claro Lu-chan. Aonde vocês vão se encontrar?
– Ali naquela pracinha, daqui a meia hora.
– Certo. Estarei lá.
– Estarei esperando. Tchau Levy-chan.
– Tchau Lu-chan.
E desliguei e logo fui ao encontro de Natsu.
– Todas irão vir. — Falei.
– Todos irão vir. — Disse me imitando.
(...)
– Huuuuuum, Erza-san, não sabia que vocês estavam namorando. — Disse Levy para a ruiva.
– B-bem, começamos a namorar faz uma semana já.
Nós estávamos na pracinha conversando já faz alguns minutos.
Eu estava sentada com o Natsu, Levy com Gajeel, Erza e Jellal, e a Juvia com o Gray.
Juvia possui cabelos azuis assim como Levy e Jellal, só que os dela são mais escuros, ela sempre fala as frases na terceira pessoa. E é muito ciumenta, pois ama o Gray, só que o mesmo não corresponde a pobre azulada.
Gray possui cabelos escuros e bagunçados, o mesmo tem uma estranha mania de tirar a roupa sem ao menos perceber que as tirou.
– E vocês dois hein? — A ruiva disse se referindo a Levy e Gajeel. — Estão bem agora?
– Estamos sim. — Gajeel respondeu. — Essa aqui pode ser baixinha, mas não consegue escapar de mim. — Levy corou com o comentário.
– Juvia acha que vocês ficam fofos juntos. — A azulada se pronunciou.
– E você Juvia? — Erza perguntou. — Namorando alguém hein? — Disse olhando da azulada pro Gray.
– Infelizmente não.
Estava escrito na testa do Gray que gosta da Juvia, mas o mesmo é orgulhoso demais.
– E você Gray? — Perguntei ao moreno.
– Também não. — Respondeu.
– Claro você não olha pra quem está sempre do seu lado e não percebe que esta pessoa é apaixonada por você. Desse jeito nunca vai arranjar uma namorada. — Natsu provocou.
– Ta querendo brigar olhos puxados?! — Gray perguntou.
– Cai dentro olhos caídos.
Os dois estavam de pé com as testas colada, olhando mortalmente um para o outro, até que começaram a brigar.
– SILÊNCIO VOCÊS DOIS! — Erza gritou.
Os dois pararam de brigar na hora.
– S-sim Erza-san. — Disseram juntos.
– Bom mesmo, agora se sentem! — Ordenou.
– S-sim. — Novamente os dois disseram juntos causando risos de todos
– Gray-sama, suas roupas. — Juvia disse olhando pro moreno.
– O que? Quando foi que eu tirei?
– E você Lucy-san? — Juvia me perguntou. — Namorando alguém?
– Não. — Respondi sorrindo, a mesma sorriu de volta.
– Natsu? — Perguntou para o rosado.
– Bem... — Ele me olhou, e eu me mandei um olhar assassino como se estivesse falando "Se você falar aquilo de novo, eu te mato.". — Não. — Falou sorrindo para a azulada.
– E aquele negócio de namorar a Luce? — Maldita Erza.
– O quê? Eu não to sabendo disso não. — Levy falou surpresa.
– Era só brincadeira do Natsu. — Olhei para ele. — Não é?
– Não...
– O QUÊ! — Todos disseram em um uníssono inclusive eu.
– Não, era só brincadeira. Deixem as pessoas terminarem a frase antes de tirar conclusões. — Reclamou.
– Não sei não hein, vocês andam muito colados ultimamente. — Erza falou.
– Nós sempre andamos juntos. — Rebati. — Desde crianças.
– Eu sei, mas agora que vocês estão, digamos, crescidos, é diferente. — Continuou. — Vocês formariam um belo casal. — A ruiva finalizou.
– N-nós n-não s-somos um c-casal. — Gaguejei.
– Juvia também acha que vocês formariam um belo casal.
– Levy também acha. — Imitou a Juvia.
Meu rosto devia estar da cor dos cabelos da Erza, olhei do canto do olho e pude ver que Natsu estava levemente corado também.
– Ora Lu-chan, não fique vermelha. — Levy disse. — Mudando de assunto... Eu fui à sua casa ontem à noite e não te encontrei lá, tentei te ligar, mas não atendia o celular. Onde você estava mocinha? — Perguntou.
– A Luce dormiu lá em casa. — Não pude ficar mais vermelha do que eu já estava. Natsu parecia super calmo ao dizer que eu dormi na sua casa.
Recebemos olhares maliciosos de todos ali presente.
– Huuuuuuum Lu-chan, vocês andam namorando escondido é?
– N-não é i-isso. — Tentei esconder meu nervosismo.
– A Luce dormiu lá em casa, pois eu pedi para ela dormir, pois eu estava me sentindo sozinho.
– Então a Lucy te consola quando está sozinho? — Erza perguntou.
– Arg, v-vocês e-entendem tudo e-errado.
Todos riram.
Nós ficamos conversando por um bom tempo, até que Natsu olhou para o relógio e já eram 13h00min da tarde, ficamos conversando horas. E decidimos ir pra casa do rosado.
(...)
Nós comemos algo, já que não queríamos ter o trabalho de cozinhar algo pra almoçar. E quando vimos eram 14h45min.
Assistimos TV até que a campanhia tocou. Natsu foi atender.
– Oi Mãe, Pai. — Logo os dois entraram.
– Olá filho. — A mãe do Natsu disse.
– Eai cara. — O pai de Natsu o cumprimentou.
Logo os dois me avistaram.
– Lucy! — Disse a mãe do rosado e logo veio me abraçar. O abraço da mesma era bem forte que quase fiquei sem ar, logo ela me soltou.
– Olá Senhora Fumiko. — Sorri.
A mãe de Natsu tinha cabelos compridos e ruivos. A mesma possuía olhos castanhos e era uma fofa.
– Não me chame de senhora, Lucy, me chame apenas de Miko, certo? — Insistiu.
– Certo.
Logo o pai de Natsu se aproximou de mim e me cumprimentou.
– Olá Lucy, quanto tempo. — Sorriu e me abraçou.
– Olá senhor Igneel. — Sorri e retribui o abraço.
– Assim como a minha mulher, sem senhor, apenas Igneel.
– Está bem.
O pai de Natsu, possuía cabelos rosados assim como o filho, e orbes negros também como o do filho.
Natsu se sentou ao meu lado, e Igneel e Fumiko se sentaram no sofá do lado.
– Então filho, você não anda gastando o dinheiro que lhe enviamos com besteiras não é?
– Não, claro que não. Como pode pensar nisso? — Natsu respondeu.
– É que nas outras três vezes que lhe enviamos dinheiro, você gastou com doces, e porcarias. — Fumiko rebateu.
– Bem... Isso, como posso explicar... — O interrompi.
– É que Natsu não sabe cozinhar, por isso compra comidas que não precisam ser cozinhadas.
– Luce!
– Que foi? É a verdade.
Fumiko riu.
– Vocês são doentes. — A ruiva disse.
– Ele é doente. — Apontei para o Natsu.
– Eu não.
– Você sim. E aceite este fato.
Logo viramos nossas caras. Natsu se levantou e voltou com uma barra de chocolate na mão.
– Huum, então anda comprando porcarias Natsu? — Igneel perguntou.
– É. E não vou dividir. — Olhou pra mim.
– Ora, o que custa me dar um pedacinho? — Perguntei.
– Também quero. — Fumiko estava com os olhos brilhando.
– Ah, se for assim, eu também vou querer. — Igneel disse.
Todos nós estávamos olhando para o Natsu e nos aproximando, e ele recuando.
– Ah não. — Reclamou.
– Ah sim. — Dissemos nós três ao mesmo tempo.
Assim, eu, Fumiko e Igneel pulamos e cima do rosado na tentativa de pegar o chocolate.
– NATSU DÊ UM PEDAÇO PARA SUA QUERIDA MÃE! — Fumiko gritou.
– E O SEU QUERIDO PAI?! — Desta vez foi Igneel.
– E SUA QUERIDA MELHOR AMIGA? — Agora fui eu.
Estávamos necessitados de chocolate, e aquele que Natsu segurava, parecia delicioso, chocolate com avelã. Aquilo era uma tentação para qualquer um.
– EII! SAIAM DE CIMA DE MIM! — O rosado gritou em resposta, ele estava sendo esmagado por nós, e sua mão estava esticada para trás segurando aquela barra de chocolate tentadora. — OE! CUIDADO ONDE ME TOCAM! — Reclamou.
Daí Fumiko parou de tentar pegar a barra de Natsu e disse:
– Huuum, sei como vou te fazer me dar esta barra de chocolate.
– Mãee! Nem tente. — O rosado disse.
Dito isso, a ruiva começou a fazer cócegas em Natsu que começou a ri, assim fazendo-o soltar a barra de chocolate, e caindo no chão.
– Ops! Não era para cair no chão.
– Fumiko! — O pai de Natsu reclamou. — Tinha que ser você não é?
– Hihi, pelo menos ninguém come. — A ruiva riu.
– Mãe! — O rosado protestou.
Eu ri da cena, realmente, ver uma briga infantil entre pais e filho, é muito raro, ainda mais se os pais estiverem nos seus 30 anos ou mais.
(...)
Ficamos conversando a tarde toda, rindo, e a bagunça foi tanta. Quando vimos já eram 19h00min. Os pais de Natsu estavam para ir embora.
– Pensei que passariam a noite aqui. — Natsu falou com os pais.
– Até passaríamos, mas, amanhã todos os vôos foram cancelados de Fiore para nosso estado, e de nosso estado para Fiore. Daí precisamos ir hoje. — Igneel se pronunciou.
– Ah. — Natsu parecia triste.
– Mas querido, aqui está o dinheiro para o restante das despesas, sei lá, se você deve alguém, ou se esqueceu de comprar algo, ou se a comida acabou. As contas gerais deixem-as conosco que resolvemos. — Fumiko falou sorrindo.
Agora precisamos ir, pois o nosso vôo sai daqui à uma hora e meia.
Nos despedidos dos pais de Natsu e quando eles sairão eu o perguntei:
– Não parece feliz, aconteceu algo?
– Não é que, meus pais nunca vieram me ver direito, e quando vem, eles vão no mesmo dia.
– Ah, então é isso que está te incomodando?
– Mais ou menos.
– Mais ou menos?
– Eu não estou totalmente incomodado.
– Hum... Acho que sei de algo que pode te fazer melhor.
– O que está pensando em fa... — Natsu gargalhou, quando eu comecei a fazer cócegas no rosado. — P-para L-luce! — Disse entre os risos.
Parei de lhe fazer cócegas, e vi que o mesmo estava sorrindo, e lágrimas de tanto rir escorriam em suas bochechas. Sorri satisfeita.
– Pronto agora você está feliz.
– To, mas, quem não sabe se você está?
– O quê?
Vi o rosado se aproximar com um olhar vingativo, eu recuava a cada vez que ele se aproximava. Até que não pude recuar mais, caí no sofá e ele me prendeu colocando cada braço em cada lado de meu corpo.
– Não tem mais pra onde fugir loira.
– Não é que é m-mesmo. — Ri fraco.
– Vingança! — Deu um sorriso de canto.
E Natsu começou a fazer cócegas em mim, fez tanta, mas tantas cócegas, que eu cai no chão, lágrimas saiam de meus olhos de tanto rir.
– P-para N-natsu! — Entre os risos tentei chamar sua atenção.
Ele estava em cima de mim, tanto para segurar minhas pernas de meus chutes, quanto para eu não fugir.
– Pronto vingança concluída. — Falou satisfeito e parou de me fazer cócegas.
– E-ei, eu não fiz tantas cócegas assim. — Falei ofegante.
– Digamos que é um bônus.
– Não gostei. — Fiz bico. O rosado riu. — Agora... Pode sair de cima de mim.
– Ah, ta bem. — Disse se levantando.
– Eu preciso ir.
– Já?
– Como assim "já"? São 19h30min, depois vai estar muito tarde.
– Vou te acompanhar até sua casa então.
– Se você quiser, pode vir.
O rosado me acompanhou até meu apartamento. No caminho eu torci meu tornozelo e Natsu teve que me carregar nas costas.
– Olá Capricorn. — Natsu cumprimentou o porteiro sorrindo.
– Oii! — Eu cumprimentei feliz, ele era grande amigo da minha mãe, e me tratava super bem.
– Olá senhorita Lucy, e Natsu. — Sorriu para nós. Logo fomos esperar o elevador. — Desculpem, mas o elevador está quebrado. — Falou.
– Ah, obrigada por nos avisar. — Falei.
– Vamos ás escadas. — Natsu disse.
– Não precisa me carregar até o quarto andar, eu posso subir sozinha. — Insisti.
– Deixa, eu te levo.
– Está bem.
E Natsu subiu as escadas me carregando.
Ao entrar em meu apartamento, Natsu me deixou no sofá, e se despediu com um beijo na bochecha logo o mesmo foi embora.
Suspirei exausta. Andei até o banheiro (Ou pelo menos tentei, do jeito que eu estava mancando), e tomei um banho. Parecia que eu nasci de novo. Coloquei meu pijama e fui dormir.
(...)
Ao acordar, sinto algo mexendo em meu nariz, e o esfrego com a mão, logo senti que estava toda lambuzada de chantili.
– Bom dia dorminhoca. — Levy falou.
– BOM DIA NADA, OLHA SÓ PRA MIM! — Gritei.
– Calma Lucy. — Erza tentou me acalmar. — Você acordou de mau humor hoje, eu hein!
– Por que será né? Aliás, é super normal acordar toda suja de chantili. — Ironizei.
– Não é? — Levy respondeu no mesmo sentido da ironia.
– E o que estão fazendo aqui, e como entraram? — Perguntei.
– Estamos aqui pra te convidar para irmos ao parque, e entramos pela porta, oras, por onde mais seria? Pela janela? Não quero roubar o costume do Natsu.
O que era verdade, Natsu na maioria das vezes entrava pela minha janela, ás vezes para me assustar, e algumas só por preguiça de entrar com pessoas normais. Uma vez, estava de noite e Capricorn, pensou que era um ladrão, e chamou a polícia, foi uma baita de uma confusão.
– Eu tranquei a porta, como entraram?
– Erza. — A azulada disse.
– Já entendi. — Falei. — Mas enfim... Qual a do chantili? — Perguntei.
– Só para te acordar de uma forma mais divertida.
– Pelo visto, só vocês se divertiram não é?
– Bastante. — Erza fez uma cara de santa. — Mas, e ai? Vai querer ir ao parque com o pessoal?
– Claro.
– Vai ser ás 14h00min, não se atrase. Encontramos-nos lá. — Erza, pontual como sempre.
– Certo. — Falei, e as duas se foram. — Agora são 10h00min, vou tomar um banho e comer alguma coisa.
Assim, o fiz, e fiquei assistindo TV, senão, lendo até dar o horário de irmos ao parque.
... CONTINUA...
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