Save You Tonight
13 Let it be
Notas iniciais
Victória’s POV
Acordo, mas percebo que eu não estava acordada, quero dizer, estava... Mas não na vida real, estava sonhando, se é que pode falar assim.
-Oi? Tem alguém aqui? –Pergunto e me sinto uma anta perguntando ao nada se havia alguém.
-Sim filha... –Ouço uma voz que faz meus joelhos tremerem, me viro, e ele estava lá, fico em choque, não sei se choro ou se corro para abraça-lo, acabo fazendo os dois. –Quanto tempo... Como vão sua mãe? E Alice?
Ele fala enquanto eu abraçava ele, molhando seu casaco escrito “Major Lobianco”
-PAI! Senti tanta a sua falta! –Afundo o meu rosto em seu peito.
-Também senti, bebê... Você não sabe o quanto... –Sua voz fica embargada.
Paro de chorar, ou tento, me afasto do abraço dele para observá-lo, ele está exatamente como eu o vi pela ultima vez, quando eu tinha 4 anos e ele saiu para a guerra. Cabelo loiro baixo, olhos verdes profundos, altura mediana, deve ser do tamanho do Harry, ou um pouco maior... Mais ou menos 35 anos, foi a idade que ele morreu.
-Porque você tá aqui? Quero dizer... Não era para você estar no céu, ou nos Campos Elíseos... Ou sei lá o que? –Ele ri com o meu comentário sobre a mitologia grega, ele simplesmente era fascinado por isso.
-Bem... Eu tava no Elíseo quando Hades, me deixou sair para uma missão especial. –Ele fala e toca no meu nariz, como quando eu era pequena.
-Pai, eu tenho 20 anos, não 2...
-Para mim, você sempre vai ser a Baby Vick. Ou Vick Vaporub... –Ele ri ao me ver vermelha, odiava aquele apelido maldito.
-ARRGH, voltou para me atazanar?
-Não... Voltando, Hades disse que você estava muito confusa, e que Zeus estava te observando, e viu seu acidente... Eles acharam melhor você ser aconselhada por alguém que você respeitasse acima de tudo. –Meu pai sabe que eu não acredito mais em mitologia grega, né?
-Er... Que feio, ficar pedindo para os Deuses me vigiarem.
-Voltando, acho melhor dá uma volta no seu passado, parece que você se esqueceu dele. –Ele estala os dedos, e o cenário muda, vai para uma sala, reconheço... Tinha 12 anos quando isso aconteceu, vejo uma menina com aparência triste sentada no fim da sala. O sinal toca, indica o recreio, todos saem correndo menos ela... Essa garota sou eu.
-Ah foda-se. –Eu do passado falo, e minhas bochechas ficam vermelhas, olho para meu pai, que está do meu lado, ele me olha risonho.
-Só para te avisar, eu sei que você fala muito palavrão. –Ele deu ênfase no muito.
Me volto para a cena, sei muito bem o que vai acontecer, fecho os olhos, foi ali que tudo começou, quando abro, meu pai estava do meu lado, não do meu lado, do lado da eu antiga.
-E aí órfã. –Uma garota de cabelos pretos chega, junto com um grupinho de meninas. –Como vai seu pai? O meu comprou um pônei para mim, e o seu? Ah espera ele morreu, né?
-Mariah, por que você me odeia? Nunca te fiz nada...
-O Matt gosta de você... Mas não sei o que ele viu em ti, gorda desse jeito. –Ela se aproxima, eu começo a chorar. Então ela puxa meu cabelo, eu esperneio. Respiro fundo, 1... 2... 3... Voou em cima dela, por alguns segundo eu torço para mim mesma, mas lembro o que acontece depois. A senhorita Beatriz chega e vê a cena... Tudo se apaga, mas eu continuo lembrando, foi aí que me expulsaram da primeira escola, minha mãe então me pôs em um colégio interno, por depois dessa foram, duas, três, quatro... Cinco escolas em menos de um ano. A cena muda, e lá está eu, sentada no meu quarto, é difícil ver a cena, vejo uma garota, 16 anos, me quarto do internato, lembro dessa noite, quase todos os dias, foi nela que eu entrei em coma.
Me vejo chorando, ou melhor soluçando, as lágrimas tinham secado, todos na minha escola tinham rido de mim, por espalharam uma foto minha trocando de roupa, obra das garotas que me odiavam, porque todos me odiavam? Eu fazia essa pergunta todos os dias. Então eu pego uma lâmina, ou melhor, a segunda só naquela semana, com raiva, passo na minha perna, o sangue começa a pingar, não satisfeita eu subo para o braço, corto na vertical, jorra sangue para tudo que é lado, faço o mesmo do lado direito, simplesmente fico horrorizada, ao observar a cena em outro ponto de vista, meu quarto estava uma poça de sangue, e eu no meio, estava perdendo a consciência, com um sorriso perverso nos lábios, fecho os olhos, vejo meu pai abraçado comigo de novo, e segundos depois abrem a porta do meu quarto, minutos se passam e a ambulância chega.
Uma outra cena que eu não lembro, pois não estava presente, acontece vejo minha mãe com minha irmã, no hospital, eu na cama, elas sentadas. E meu pai... Ao meu lado, calendário 30 de setembro de 2010, o dia que eu acordei. Elas estavam ali o tempo todo, ele, estava ali o tempo todo.
Tudo muda mais uma vez, me vejo saindo de um avião, triste (http://www.polyvore.com/vict%C3%B3ria_aeroporto/set?id=50602993), minha mãe me chama.
-Filha... Eu vou esperar as malas, encontre a sua irmã e vá para o apartamento... Deixe as chaves em baixo do tapete, ou a porta encostada... –Ela sorri para mim. –Coisas boas estão por vir. –Ela me abraça e beija minha testa.
-Argh mãe... Ok... Ok... Tomara. –Falo em português mesmo, e me viro de costas para ela, me sigo, vejo meu pai mais uma vez, agora do lado da minha irmã, que estava na banca do aeroporto.
-ALICE! –Grito e corro até ela. Começamos a falar, em português, sua amiga, Mariana se aproxima. Depois vamos para uma sala, simplesmente não liguei, estava escutando Nirvana. Vejo um bando de meninos, hm... Reconheço eles da parede da Alie. Então eu olho para o loirinho que me encarava estranho.
A cena muda de novo, estou no shopping, algumas fãs estão gritando comigo, saio correndo, todos correm atrás de mim, mas não a tempo... Todos ouvem um estrondo e eu estou caída no chão. Uma coisa está abraçada comigo, meu pai. Liam começa a chorar, e liga para os socorros.
Mais uma vez, agora voltamos para os dias atuais, eu saio correndo da casa da minha tia, pego o carro, no meio do caminho um cachorro aparece na frente, eu desvio e bato em um poste. Como em todas as vezes... Ele estava lá.
Bip...Bip... Bip... Estou no meu quarto, minha irmã está lá, eu também... Me viro e vejo meu pai, mais uma vez.
-Acho que eu lhe devo desculpas...
-Porque? –Ele pergunta.
-Acho nesses últimos anos, eu venho me metendo em muita encrenca.
-Você é minha filha... Sempre estarei ao seu lado, saiba isso... –Ele aperta a mão do meu corpo na cama, e eu sinto meus dedos formigarem. –Não só o seu, como o da Alice...
-Erm... Mas eu sempre estou metida em problemas.
-Bem, ultimamente, eu não preciso me preocupar... –Sinto tudo rodar.
-Porque? –Falo meio tonta.
-Acho que você tá acordando... Filha saiba que eu te amo... E saiba também, que sempre estarei ao seu lado... E EU ACHO QUE OS SEUS AMIGOS... –Ele se refere aos meninos. –Eles são bons amigos... E o Niall... –Ele começa a desaparecer, me abraça. –Ele é um bom garot...
Tudo fica claro de novo, eu não estou mais me observando, e sim observando todos a minha volta, não tinha ninguém no quarto, o que me dá a intender, que eu devo ter demorado um pouco para voltar “a mim”. A porta se abre, finjo que estou dormindo de novo, ouço uma voz familiar discutindo com a minha irmã... Abro os olhos devagar, talvez eu estivesse sonhando.
-VOCÊ! –Grito, mas minha voz sai fraca, quem sabe quantos meses eu estou assim, ou anos.
Notas finais
MAS ENTÃOOOOOOOOOOOOOO GOSTARAM? ESSE É UM CAPITULO EXPLICATIVO, OU SEJA, EXPLICOU TODA A HISTÓRIA DA VIDA DA VICTÓRIA... ATÉ OS DIAS ATUAIS... MSPORTJRPOTJERPOJTROPTJP FOI FODA PORQUE MEXEU COM O PAI DELA... E TALS MROPTJRPEOJTYR
POERTKJPOERJTEPORJT ENTÃO QUEM VOCÊ ACHA QUE É A PESSOA? EWPOJEWOPJTEPOTJ NÃO É NINGUÉM QUE VOCÊS ACHEM... OU SIM... NÃO SEIIIIIIIIIIII
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