Save You

5 Capítulo 5 - Operação resgate!


Notas iniciais
Eu conseguiiiiii! *-* Postei antes de segunda! õ7 E para tal façanha, perdi dois dias inteiros ¬¬ Não, não estou reclamando ÚÙ Eu realmente espero que o capítulo tenha ficado melhor do que acho que está, porque eu tive um trabalho enorme para escrevê-lo. Ah, eu acho que depois desse aqui, vou ter que mudar a classificação da fic o__o Tem... Digamos... Cenas fortes ó.õ Mas, anyway, este é o penúltimo capítulo da fic, minna! ;-; Realmente espero que vos agrade. ^^ Joy! =D

Senti meu coração parar de bater quando aquele cara olhou para onde eu estava.

Mas, por pura sorte de ter bons reflexos, me abaixei antes que ele pudesse me ver.

Meu corpo inteiro tremia. Eu sentia a adrenalina percorrer minhas veias, e sentia meu coração bater freneticamente, de um modo que parecia que iria sair do peito.

Droga!

Acalme-se Mello! Retome a calma!

- O quê foi isso, Matt? –pude ouvi-lo perguntar, descontraído. Ele sabia que Matt não conseguia responder, mas mesmo assim perguntava. Pude ouvir Matt grunhir alguma coisa inteligível, por causa da mordaça. – Hun, eu não consegui entender o que você disse. –houve uma pequena pausa. – Poderia repetir agora?

- E-Eu di-disse q-que provavelmente d-deve ser u-um rato. – disse, por entre soluços.

- É, deves ter razão. – respondeu o cara, e logo a voz de Matt voltou á ser um grunhido. Ele havia recolocado a mordaça, tão rápido quanto a havia retirado. – Uhn, já se decidiu? – perguntou, com aquele tom de voz gentil, mas, que no atual momento, era assustador.

Voltei á olhar para ambos.

O ruivo assentia negativamente, mas não como se quisesse dizer ‘’Não, ainda não decidi como quero morrer.’’ Ele assentia a cabeça negativamente, como se implorasse por misericórdia.

Mas, até ele sabia que não adiantaria absolutamente nada.

O cara olhava diretamente nos olhos do meu amigo com um semblante tão calmo e simpático, que o fazia parecer aquelas monitoras do orfanato, que ficam conversando conosco, em uma tentativa de nos acalmar e/ou nos fazer sentir melhor quando estamos assustados, tristes ou machucados.

No primeiro mês em que fui transferido para o orfanato, logo depois que meus pais morreram em um acidente de carro, eu passei um bom tempo ouvindo esse tipo de pessoa. E, incrivelmente, elas eram a uma das únicas coisas que me fazia retomar a calma. Talvez ainda sejam.

Mas, naquele momento, ao ver aquele homem falando desse jeito com Matt, não fazia nada além de causar-me mais pânico. Porque, eu sei que quando as pessoas falam neste tom conosco, é porque alguma coisa muito ruim aconteceu, está acontecendo, ou está para acontecer.

O cara levantou-se lentamente, bagunçando os cabelos.

- Hun, sinto muito, Matt. – disse, dando-lhe as costas e pousando uma das mãos sobre a nuca. – Mas, infelizmente,já cheguei ao meu limite. – foi em direção ás escadas, calmamente. – Aguarde apenas um instante, sim?

E desceu.

Era a minha chance de tirar Matt dali. Claro, que, para podermos sair daquele prédio íamos ter que passar por aquele psicopata-canibal, mas nada que uma bela correria não fizesse.

- Matt! – chamei, saindo do meu ‘’esconderijo’’ e indo até onde ele estava, rapidamente. Ia lá eu saber quanto tempo ainda restava. Parei atrás da cadeira, começando á desamarrar suas mãos, mas não as libertando. Eu finalmente tinha conseguido pensar em alguma coisa. Retirei a mordaça de sua boca, pedindo em um sussurro para que ele falasse baixo. – Matt, ouve aqui, rápido. Suas mãos estão desamarradas, mas não as mexa, tem que parecer que ainda estão presas, para o cara ali não desconfiar. Eu vou dar um jeito nele quando houver uma brecha, mas não se preocupe, eu não vou deixar que mais nada ruim lhe aconteça e...

- Mello. – disse, conseguindo engolir um soluço. – Se ele o pegar aqui, nós dois vamos morrer. Não é melhor que apenas uma vida seja perdida, ao invés de duas?

O quê? Aquele ruivo tinha enlouquecido?

- Pirou?! Nem pensar. – disse, controlando-me para não gritar. – Nós dois vamos voltar para casa, Matt. Eu juro.

Eu mal havia notado que ele estava ali, chorando compulsivamente. Se continuasse assim, o Senhor Serial Killer ia ouvir. Mas, eu não podia simplesmente por aquela mordaça nele outra vez. Eu tinha de acalmá-lo.

Agachei-me na sua frente, tentando ao máximo ter uma expressão leve e calma no rosto e um tom de voz tranqüilo e agradável. Como aquelas monitoras.

- Matt, olha para mim. – pedi, segurando seu rosto docemente. – Quando nós chegarmos em casa, vamos virar o dia jogando videogame e vendo televisão. Depois, vamos dormir um dia inteiro, e fingir que nada aconteceu. Se alguém perguntar pelos machucados, vamos dizer que você caiu de cima de uma árvore. E então, nós, ou melhor, eu, vou voltar á brigar com o Near, como sempre. E depois disso nós vamos rir e...

Ele continuava chorando, mas não tanto como antes.

- E-Eu estou com medo, Mello... – murmurou, antes que mais lágrimas escorressem por seu rosto.

Olhei em seus olhos, tentando não admitir á mim mesmo que também estava.

Eu podia dizer que não havia nada á se temer.

Mas havia.

Então, fiz a única coisa que me veio á cabeça e que poderia reconfortá-lo, nem que fosse só um pouco.

O abracei fortemente. E com aquele abraço, eu podia sentir todo seu corpo tremer, enquanto Matt ainda soluçava um pouco. E, não sei bem o porquê, toquei seus lábios nos meus, em um selinho demorado. Pude vê-lo assustar-se um pouco, mas logo sua expressão tranqüilizou-se.

- Confia em mim? – perguntei, ao separar nossos lábios, encarando-o docemente.

- C-Claro. — murmurou em resposta, dando um pequeno sorriso.

Ouvi os passos do cara na escada, e ele cantarolava alguma coisa que eu não entendi, mas foi o suficiente para eu ver que ele estava perto, e então pus a mordaça em Matt outra vez, indo rapidamente para trás de outro balcão, que parecia o de um bar, com algumas garrafas de bebida espalhadas por tudo, e desta vez eu não precisava mover um músculo para enxergá-los mas não ser visto.

- Desculpe a demora Matt, mas prometo que a partir de agora, tudo vai ser muito rápido. – carregava em sua mão uma taça, com um líquido vermelho dentro. Senti meu estomago embrulhar ao notar o quê era aquilo.

Sangue.

O cara bebia sangue.

Ótimo, ele era um pseudo-vampiro ou algo assim.

As coisas estavam conseguindo piorar.

- Aceita? – perguntou, estendendo-lhe a taça gentilmente. Os olhos de Matt estavam assustados e confusos, como se ele ainda não tivesse se dado conta do quê aquilo era. – Ah, que falta de educação da minha parte. Nem ao menos lhe disse o que é isto. – movimentou levemente a taça, fazendo o sangue movimentar-se, junto do meu estomago. – Isto aqui é o sabor de uma outra garota. Uma garota cujo nome era Madeleine. Ah, creio que a garota mais bela que já vi, e mais deliciosa que já provei. – e então levou aquela taça á boca, bebendo um gole.- Acho que tens todo o direito de provar uma única vez, Matt. – e colocou a taça em frente ao rosto do ruivo, retirando a mordaça com a mão livre, aproximando o objeto com seu asqueroso conteúdo da boca de Matt, que gritava de pânico.

- P-Por favor, não! – implorou, desviando o rosto. – E-Eu n-não quero beber isso e...

Tarde demais. A taça já estava em sua boca, e o sangue já começava á tocar seus lábios. A expressão de nojo e medo dele seria cômica, caso a situação não fosse trágica.

Mas era.

Eu tinha de evitar que Matt bebesse aquilo!

Eu havia prometido que não deixaria mais nada de ruim lhe acontecer!

Mas eu ainda não podia tentar nada, não era o momento!

Senti todos meus músculos enrijecerem, e uma veia saltar em meu pescoço, enquanto eu sentia vontade de destruir aquele lugar o pescoço daquele psicopata maldito, respectivamente nesta ordem.

- Uhn, como quiser. – disse o cara, afastando a taça dos lábios do ruivo, que agora estavam levemente manchados de vermelho, e ele mesmo bebeu mais um pouco, antes de tocar seus lábios nos de Matt, que praticamente estava branco de medo.

Ok,eu ia vomitar, totalmente, depois dessa.

Matt começou á debater-se, tentando se desvencilhar dos lábios do outro, mas não foi muito bem sucedido. O cara afastou-se, ainda com aquele semblante calmo,simpático e agradável de antes, voltou á por a mordaça em Matt e tirou uma faca do bolso da calça. Brincou com o cabo usando os dedos, e então, após alguns instantes, voltou o olhar para o ruivo novamente.

- Agora tudo fica mais interessante, Matt, você vai ver. – disse, um segundo antes de fazer um corte no pescoço dele, com uma velocidade assustadora.

Mordi o lábio inferior com tanta força para não acabar gritando, que achei que ele ia começar á sangrar.

O ruivo apenas chorava e gemia de dor, enquanto o assassino-vampiro aprofundava um pouco mais o corte, de modo que não levou nem dois segundos para que o sangue começasse á escorrer por seu pescoço.

Droga Mello, faça alguma coisa!

Olhei para todos os lados, procurando alguma coisa. Acabei encontrando uma enorme garrafa de Vodka vazia, e então simplesmente a peguei, preparando-me para sair do meu ‘’esconderijo’’, sem tirar meus olhos daqueles dois nem por um único instante.

Mas, sinceramente, eu podia passar minha vida sem ter visto aquilo.

Eu não precisava ver aquele homem praticamente bebendo o sangue do Matt.

Porque, naquele mesmo instante, eu senti tudo que eu havia comido nas últimas horas trancar na garganta.

Mas, aquela era minha chance. O cara estava muito entretido com a dor e sofrimento do ruivo, de modo que, se eu fosse bem cauteloso, podia quebrar aquela garrafa na cabeça dele.

Pelo menos eu torcia para isso.

Fui, pé ante pé até eles, com os olhos vidrados naquele bastardo, e quando dei por mim...

A garrafa estava em pedaços, mas o tio não tinha ‘’apagado’’, como eu achei que ia.

Claro, ele estava totalmente desnorteado, mas mesmo assim, não estava inconsciente como eu queria.

Mas, acho que, para a atual situação, isso estava de ótimo tamanho.

- Matt, vem comigo! – falei, indo até ele, o ajudando á tirar as cordas das mãos e passando o braço por seus ombros, para ampará-lo enquanto caminhávamos – corríamos .

No minuto seguinte, quando estávamos próximos ás escadas, eu ouvi dois estouros.

Então, senti meu corpo cambalear, mas continuei andando, começando á sentir minhas roupas ficarem encharcadas por algo quente.

Precisamente, ficarem encharcadas com o meu sangue.

Perfeito, agora eu tinha tomado um tiro.

Meu braço direito formigava, e a lateral de meu abdômen latejava intensamente.

Doía.

Muito.

Mas eu não pararia de andar por nada no mundo.

- M-Mello! – disse Matt, que, com as mãos finalmente livres, conseguira livrar-se da mordaça.

- E-Eu estou bem, continue andando. – respondi, desviando o olhar para onde o cara estava. Segurava um revolver nas mãos, e parecia retomar a razão, aos poucos. Libertei seus ombros, parando de caminhar. – Consegue andar sozinho? – o ruivo assentiu em resposta. – Pois bem, Matt, vá na frente. Saia desse lugar e vá para a rua principal, entendeu? Encoste-se á um muro, e aguarde. Se eu demorar, fuja.Vou dar um jeito aqui.

- O q-quê v-você está dizend... – pus meu indicador sobre seus lábios, interrompendo-o.

- Apenas vá, tudo bem? Você disse que confia em mim, então Matt, por favor, faça o que eu disse. – pedi, começando á ficar ainda mais nervoso.

- N-Não vou deixá-lo aqui. – retrucou o ruivo, cruzando os braços feito uma criança teimosa.

-POR FAVOR MATT! VOCÊ NÃO ESTÁ EM CONDIÇÕES DE DISCUTIR! POR FAVOR FAÇA O QUE EU PEDINDO CARAMBA! –gritei, desviando o olhar para o serial killer que aos poucos retomava consciência.

Matt ficou em silêncio por alguns segundos, e parecia realmente pensar no que eu havia dito, parecia analisar a situação.

- Tudo b-bem. – respondeu, por fim, começando á descer os degraus, apressado, mas com muito cuidado.

Quando o som de seus passos se extinguiu, desabei no chão, pondo uma das mãos no braço ferido.

‘’Vou dar um jeito aqui.’’. É, até parece.

Eu ia era morrer mesmo.

- Garoto... – ouvi o cara dizer, e então desviei meu olhar na sua direção. – O quê você fez com o Matt...?

- Eu o libertei de você, seu filho da... – respondi, com um gemido. Maldita dor!

- Não, receio que não. – disse, com aquele tom de voz amigavelmente sinistro.- Matt vai voltar para cá. – sorriu docemente.

- Ah, isso eu garanto que não! – falei, levantando com dificuldade. – Você não vai tocar nele outra vez! Não vai mesmo!

- Hun, suponho que você seja o tal ‘’Mello’’, que meu Matt tanto chamou antes. – veio em minha direção, mas sem a arma em mãos. – Sabe, você é tão belo quanto meu pequeno, mas não é você quem eu quero. Então, vamos fazer um acordo. – sorriu como se fossemos amigos. – Você sai do meu caminho, e eu te deixo viver, ok?

Contorci minha face em uma expressão que misturava dor e raiva.

- N-Nem pensar!

O ouvi suspirar, como se estivesse tentando convencer uma criança teimosa á fazer o que não queria.

Aquele maldito não ia fazer nada comigo, muito menos com Matt. Eu não iria permitir!

Olhei rapidamente ao meu redor, e fiz questão de ignorar o fato de que uma pequena poça de sangue se formara onde eu estava, continuei passando meus olhos por tudo ali, até que os pousei na faca que antes o assassino tinha usado. Antes de sair correndo, a peguei, segurando-a fortemente, para que não corresse o risco de perdê-la.

- Eu vou tirar Matt daqui, você não vai tocar em um único fio de cabelo dele outra vez! – gritei, saindo em disparada – na verdade, eu corria apenas o que meu corpo permitia, e era uma enorme façanha poder mover-me – escada á baixo.

Acho que a única coisa que me fazia andar eram o medo – medo era pouco, eu estava apavorado, mas apenas não o demonstrei na frente de nenhum deles – e a raiva.

Mas foram exatamente o medo e a raiva que fizeram com que eu não prestasse atenção por onde pisava, de modo que um dos degraus quebrou-se, prendendo meu pé até acima do tornozelo.

Ah, hoje era o dia mundial de ferrar com a minha vida?

Aparentemente, a resposta era sim.

Mas como tudo sempre pode piorar, enquanto eu batia/puxava meu pé, na tentativa de soltá-lo, uma parte – a parte onde eu estava – da escada cedeu, e eu fui arremessado para a escada do segundo andar, que também cedeu, e fez com que eu me estatelasse no chão da recepção.

Mas eu não estava nem ligando para tudo aquilo no momento, de modo que apenas levantei-me com dificuldade, sentindo um incomodo no pé que eu havia prendido. Sabe, aquele incomodo que sentimos quando caímos no chão e torcemos o pé?

Pois bem, eu estava sentindo isso.

Olhei para trás, e ouvi os passos lentos e calmos que vinham das escadas, ou bem, do que restava delas.

Resmunguei um palavrão, antes de sair dali correndo-mancando-sangrando.

E finalmente, eu estava naquela rua absurdamente escura outra vez, fora daquele motel maldito, e podia voltar á respirar normalmente.

Caminhei com passos rápidos, olhando seguidamente para trás e tropeçando em algo, que eu fazia questão de tentar ignorar.

Continuei andando, e não pude deixar de dar um pequeno sorriso ao ver o primeiro feixe de luz, que mostrava o possível fim da rua estreita, e o começo da rua principal, onde, na teoria, Matt deveria estar.

Por alguns segundos, eu consegui esquecer completamente de que havia um assassino provavelmente vindo atrás de mim, esqueci que tinha tomado dois tiros, esqueci que tinha fugido do orfanato, esqueci de absolutamente tudo.

Bom, apenas por alguns segundos, porque no instante seguinte, a realidade caiu sobre mim outra vez.

- MELLO! – olhei para frente, e Matt vinha correndo na minha direção, preocupado. – Mas... Mas o quê aconteceu com você?

- N... Nada. – respondi, ofegante. – Vamos logo embora daqui Matt. – murmurei, sentindo o cansaço começar á cair sobre meu corpo. Eu sinceramente esperava poder sair dali antes de ficar completamente exausto.

Fechei os olhos por um instante, por nada mais de dez segundos, mas esse minúsculo espaço de tempo foi o bastante para que tudo fosse pelos ares.

- POR FAVOR ME SOLTA! – ouvi Matt gritar, e instantaneamente abri os olhos, amaldiçoando os sete ventos em pensamento ao ver o que se passava.

Eu não sei quando, não sei como, o ‘’vampiro’’ me alcançou, ou melhor, alcançou o Matt, já que, como ele mesmo disse, era o seu objetivo.

O ruivo estava prensado contra uma das paredes da rua, e o homem tinha enlaçado sua cintura, aproximando ambos os rostos, sem perder a expressão totalmente serena.

- Vamos Matt, suponho que ainda tenhamos assuntos pendentes. – e preparou-se para sair dali, levando meu melhor amigo para qualquer outro lugar, para enfim, matá-lo.

Eu não podia deixá-lo ir, mas provavelmente não conseguiria fazer absolutamente no meu estado.

- Me...Mello... – Matt murmurou, com um soluço. Então notei que, em momento algum ele havia parado de chorar.

Que eu não gostava de ver meu ‘’irmão’’ chorando.

E que eu sempre faria todo o possível para que ele parasse.

- N...Não... – falei, puxando o ruivo, libertando-o do homem, parando-me á sua frente. — ... Você... Vai ter que me matar... Antes de... Matar o Matt...

- Mello, nós já conversamos antes, lembra-se? – sorriu, abaixando-se até ficar da minha altura.- Mas és uma criança teimosa. – tocou meu rosto, acariciando-o como se fosse meu pai, ou algo assim. Meu corpo inteiro tremeu com o seu toque. Os olhos dele estavam grudados nos meus, e parecia que eu estava ficando hipnotizado com isso. Talvez pelo fato de que seus olhos eram intensos, cativantes. – Então, não me deixas outra opção fora dar um jeito para que não voltes á intrometer-te nisso.

Foi rápido.

Quando dei por mim, ele havia injetado uma seringa no meu pescoço.

- O... Que... Você... – arfei, sentindo todas as partes do meu corpo, até as não feridas formigarem.

- Eu ia usar isso para fazer com que Matt não sentisse dor, mas acabastes por não me deixar escolha... Por culpa sua, agora Matt vai sofrer. – disse, sorrindo novamente, falando calmamente, como se tudo isso fosse uma coisa absurdamente normal.

‘’ Por culpa sua, agora Matt vai sofrer.’’

Por mais que eu odiasse dizer, ele tinha razão.

Por minha culpa, meu melhor amigo ia acabar sofrendo.

Ia sentir dor.

Ia morrer.

Uma lágrima queimou-me a face.

Não sabia dizer lágrimas de quê eram.

Talvez uma mistura de tudo que eu sentia.

E, por impulso, reagi.

Acabei por fazer a única coisa me veio á mente naquele instante.

- M...Mas o que fizestes, garoto? – arfou, arregalando os olhos, enquanto um pouco de sangue lhe escorria-lhe pelo canto da boca.

- Eu... Eu...Acabei com tudo isso. – respondi, soltando a faca, que continuava presa na barriga daquele homem.

Eu o havia apunhalado.

Por segundos, foi como se tudo ao meu redor tivesse parado, e a única coisa que continuava á se mover fosse aquele homem, que desfalecia em direção ao chão, tossindo.

Eu não tirei meus olhos dele, até que sua respiração instável, cessou.

O olhei até que seus olhos perderam o brilho.

Até que ele morreu.

- M...Mello... – disse Matt, indo até mim, com os olhos úmidos.

- V...Vamos. – murmurei, abraçando-o de lado, ainda mancando.

Uma mulher, com no máximo seus trinta anos estava no fim daquela rua, e olhava para nós, preocupada.

- Matt, não é? – disse, olhando para meu amigo, que apenas assentiu fracamente. – A ajuda está chegando.

E então, a minha ficha simplesmente caiu.

Tudo aquilo tinha acabado.

Eu tinha conseguido salvá-lo.

Mas, principalmente...

... Eu tinha matado uma pessoa.

Eu, Mello, era igual á um assassino.

Soltei um fraco gemido de dor no instante em que Matt abraçou-me, escondendo o rosto em meu peito, ainda chorando, visivelmente assustado.

- Calma... – sussurrei, passando os dedos em seus cabelos, acariciando-os. – A... Acabou.

No segundo em que terminei de falar, foi como se todos os machucados começassem á doer no mesmo instante.

Eu senti todo meu corpo amolecer, meus músculos relaxarem, tudo ao meu redor girar...

E tudo ficou escuro.

Continua...

Notas finais
Então, ficou ao menos aceitável? '--'

Acho que vai ter um monte de gente pronta para me matar por causa do quê aconteceu com o Mello, mas não se esqueçam de que eu jurei não matá-los. ^^

Mas eu matei um assassino, ao menos isso eu posso, não é?

Eu estou MESMO nervosa por causa deste capítulo, tal qual fico toda vez que escrevo algo mais sangrento. *lembrando de como foi escrever ''Nightmare''*

Uhn, como foi o Natal de vocês? Torço para que tenha sido bom =D

Bem, agora, quanto ao último capítulo, me deêm uma pequena pausa, porque meus neurônios estão sobrecarregados.

Se, por acaso, eu não vier á postar até o ano-novo, queria deixar um recado:

Desejo á toodos vocês um ótimo ano novo, e que todos vossos problemas sejam resolvidos com este novo ano que se anuncia. Além do mais, lhes desejo muitas coisas boas, do fundo do meu coração.

Esse é meu recado para vocês.

Ah,eu quero meus reviews, ó ú.ú

Muita gente foi sumindo gradualmente ó.ò

Ah, whatever. Acho que era apenas isso.

Kissu~matta~ne =3

E NÃO ESQUEÇAM DOS REVIEWS! ÒÔ