Save Our Lttle Boy
4 Doente
Notas iniciais
Save Our Little Boy
Por Myréa Tayhlor
~Minho~
Foi um choque para todos
nós.
-Eu não... Quer dizer,
isso deve estar errado não é mesmo? Só pode estar errado. –gaguejou Key olhando
para o médico com a expressão desolada, triste, e ainda com forças para estar
desesperado.
-Eu sinto muito, filho.
–disse o médico tamborilando os dedos em sua prancheta. –Mais é o resultado, e
é totalmente certo.
Key enterrou o rosto em
suas mãos e se sentou ao lado de JongHyun que encarava a porta do quarto onde
Taemin fora posto na noite da véspera quando enquanto atravessava a sala de
estar, desmaiou caindo por cima da mesa de centro que continha em sua
superfície um vaso de cristal que se partiu em pedaços com o impacto do corpo
de Taemin, chegamos ao hospital com Taemin nos braços de JongHyun, seu rostinho
estava pálido, os lábios roxos, e os cortes que o cristal quebrado havia feito
em suas mãos, e nas bochechas sangravam, a enfermeira nos atendeu
imediatamente, e ficamos esperando até aquele momento pelo diagnostico do
médico, e então, a exatas duas e vinte da manhã do dia 16 de Outubro de 2011, descobrimos
que Taemin tinha câncer no pulmão.
- Parece até que não há
chão debaixo dos meus pés. É como se só agora eu percebesse que o mundo
realmente gira. –JongHyun murmurou com a voz baixa e pesada, carregando o
sentimento que todos nós compartilhávamos.
-Eu sinto muito pelo
amigo de vocês, meninos. Mais ele ainda pode fazer mais alguns exames e
poderemos descobrir a quanto tempo mais ou menos ele já tem a doença e o que a
causou já que ele não fumava, ai então, ele poderá fazer o tratamento. Ainda há
esperanças para quem quiser acreditar...
-E se ele tiver câncer já
faz muito tempo? O que acontece?
-Bem, são raros os casos
em que uma pessoa contem câncer e a doença só se mostra bem depois, na maioria
dos casos a doença se propaga logo, mais isso não quer dizer que não existam
chances de uma pessoa ter câncer e só descobrir anos e anos depois quando a
doença atacar, nesses raros casos, a maior parte já não reage mais aos
tratamentos e então a única coisa que se pode fazer é...
-Esperar. –Minha voz saiu
horrível, como se eu tivesse chorado horas a fio e gritado dias e dias sem
parar.
O médico assentiu.
-Sim, esperar é a única
opção, e ajudar o paciente a levar o que resta da sua vida da forma mais normal
que for possível.
-Então isso quer dizer
que ele vai morrer? –Key olhou para todos nós com os olhos cheios de lagrimas.
-Talvez sim, talvez não.
–disse o médico. –nós vamos precisar fazer mais exames para poder avaliar com
exatidão a situação.
Key abraçou seus joelhos
o mais apertado que pode, as lagrimas banhavam suas bochechas com abundancia, o
soluço começou a vir em sua garganta, estávamos todos em silencio. Onew
escorregou ao chão e silenciosamente também chorou, JongHyun segurava o tanto quanto
podia as lagrimas, mais com um suspiro pesado e tremulo, abraçou Key ao seu
lado e procurou consolo para seu choro, nas lagrimas de Key.
Mais eu não chorei.
Choi Minho, não chorou. E
eu não estou nada orgulhoso em dizer isso.
Me aproximei do medico
com punhos cerrados.
-Ele já sabe disso?
O medico fez que não com
a cabeça e me olhou nos olhos ao dizer:
-Achamos que um de vocês
ia querer fazer isso.
-Certo, -eu disse entre
dentes- posso entrar?
-Claro.
Assenti e olhei sobre meu
ombro para onde estava Onew, ele passou os dedos limpando as lagrimas do rosto,
assentiu para mim e fez um sinal com a mão para que eu fosse.
Abri a porta devagar.
Taemin estava deitado em
uma cama hospitalar, enrolado em lençóis brancos e azuis, as mãos estavam
enfaixadas, nos braços magros e pálidos haviam varias agulhas presas em tubos
verdes e transparentes, apenas um pouco da camisola hospitalar estava a mostra,
me aproximei de sua cama e encarei seu rosto, as pálpebras roxeadas e fechadas
só me faziam sentir mais dor. Haviam pequenos curativos branco nos cortes em
seus roto, os lábios permaneciam roxos, pequenas veias nas pálpebras se
mostravam mais do que deviam, o cabelo estava bagunçado e alguns fios
estavam presos na testa e nas têmporas
por causa do suor. Me agachei ao seu
lado, o bip da maquina ao meu lado mostrava os lentos batimentos cardíacos de
Taemin, seu peito subia e descia devagar, a respiração falhava na maioria das
vezes e então suas mãos tremulavam, ele pegava o ritmo da respiração mais uma
vez e voltava a ficar tranquilo. Meu neném.
Tomei sua mão com toda a
delicadeza que pude, segurei-a com cuidado entre minhas mãos e afaguei-as
levemente com a ponta dos dedos.
-Ai ai Minnie... –eu
suspirei, senti um calafrio percorrer meu corpo, como um sopro frio na
nuca. –Prometa que vai melhorar...
Prometa para mim que você não vai morrer!
-Morrer...? –ele tossiu
fraco, virou a cabeça para me olhar e sorriu bem fraquinho. –Só estou dormindo
Minho. Por que motivos eu morreria?
Meu coração palpitou
apenas por um momento e então voltou ao normal. Tentei sorrir para Taemin com
sinceridade.
-Desculpe por ter dado
esse susto em vocês... –ele começou, mais eu o impedi de continuar, cada
palavra parecia sair com muita dificuldade, como se ele estivesse realmente se
esforçando para se manter falando, mais ele não precisava falar.
-For the god sick Taemin! Não se desculpe por ficar doente, falo serio não
se preocupe.
Taemin sorriu, voltou a
fechar os olhos meio que involuntariamente, mais fechou-os e antes de adormecer mais uma vez ele
murmurou com lábios fracos:
-Vai ficar tudo bem não é
mesmo Minho?
Engoli seco, beijei sua
mão com um suspiro e disse:
-Vai sim Tae, vai ficar
tudo bem.
Taemin voltou a dormir, e
ali com a testa levemente repousada por sobre o dorso de sua mão, minhas
lagrimas correram de uma forma totalmente forte, os soluços em minha garganta
pareciam me fazer esquecer de respirar, minhas mãos estavam começando a tremer,
o desespero estava me subindo a cabeça no final das contas. Meu coração batia
forte e doloroso, e extremamente rápido, ao contrario do de Taemin, que ao que
tudo indicava estava quase parando para sempre.
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