Save Me From The Nothing Ive Become
16 All I want is you and me.
Notas iniciais
Já fazia cinco meses que Ana voltara para a casa. Sua vida melhorara consideravelmente a cada dia. Ela parara de fumar, e bebia ás vezes, em festas. Falava todo o dia com John, que se tornou seu porto seguro e seu melhor amigo (e ela nem acreditava que algum dia teria um melhor amigo, e principalmente que esse melhor amigo seria o antigo melhor amigo de Daniel, mas era verdade). Ela preparava uma surpresa para ele, já que era seu aniversário. Esperava que ele ficasse tão feliz quanto ela quando chegasse lá.
— Por que eu estou com essa venda? — Stuckey perguntou, pela décima vez.
— Já lhe disse que é uma surpresa. Não pode tirá-la até eu disser que pode — Ana riu.
— Desde que você tirou carta fica se gabando pra todo lado, e não me deixa dirigir para você...
— Não é isso. Já disse, hoje é seu aniversário e quero que seja um dia especial, idiota.
— Ok. Vou ficar quieto.
— Graças aos céus vou poder descansar um pouco desse seu bla-bla-bla — sorriu.
— Hey! — protestou.
— Ah, estamos chegando... se não se comportar, dou meia volta e te levo pra casa de novo.
— Tudo bem. Parece que levamos uma vida inteira para chegar, então não vou te irritar, Ana.
— Bom mesmo. — ela estacionou, descendo do carro. — espera aí... eu só vou fazer uma coisa.
— O que? Posso tirar essa maldita venda? — perguntou ele. Não houve resposta. — ANA! POR ACASO VOCÊ ME DEIXOU AQUI NO MEIO DO NADA PARA ALGUÉM ME RAPTAR? — gritou.
— Ninguém iria querer te raptar, John. Você não tem nada a oferecer — disse, abrindo a porta do passageiro. — pode tirar essa venda ridícula. —ele tirou a venda, olhando pra ela.
— Porque você está de biquíni?
— Olha aonde a gente está, seu idiota! — ele desceu do carro, parado em frente á cachoeira de que Ana tanto falava. — achei que estava na hora de compartilhar o lugar com você — sussurrou pra ele.
— Não acredito nisso! — ele sorriu para Ana. — Não acredito que me trouxe aqui...
— Considere-se uma pessoa de sorte, meu amigo. Ninguém mais conhece isso aqui. Estou compartilhando isso aqui com você porque é meu porto-seguro. — disse — e você também é meu porto-seguro. — sorriu. — agora tira logo essa camisa e os tênis pra entrar — começou a correr para a cachoeira. — porque eu não vou te esperar! —gritou,pulando na cachoeira.
— Você é louca, garota. Sabia disso? — disse, enquanto tirava seus tênis e a camisa e entrava na água.
— Claro que sei — disse, jogando água na cara de Stuckey.
— Vai se arrepender por ter feito isso — Stuckey disse, nadando até ela e agarrando-a.
— Ah! Você me pegou. — ela riu.
— Te peguei. —sussurrou, mordendo o nóbulo de sua orelha. A garota tremeu, sentindo o corpo mais leve, abraçando-o. — Ana?
— Hã? — Stuckey beijou seu pescoço e ela fechou os olhos.
— Estou impressionado com você — o garoto sussurrou. — não fechou os olhos quando eu tirei a camisa.
— Bem... eu... — ela sentiu as bochechas corando — já não sou mais criança, não é mesmo, John?
— É... — ainda sussurrava, perto de sua boca. — agora você se derrete com o menor dos contatos que faço com você, por exemplo... — ele pegou a mão da garota, entrelaçando-a com a dele. Ana sentiu um reboliço dentro de si — isso. — Stuckey riu.
— Aonde quer chegar? — ela perguntou, tentando recobrar a consiência.
— Você já vai descobrir — ele beijou a ponta do nariz de Ana, e as bochechas, bem perto de sua boca.
— John... — sussurrou. Ela entrelaçou suas pernas na cintura de Stuckey, que começou a rir.
— Temos uma apressadinha por aqui, hein...
— Ah, qual é, John... — disse. — isso é covardia, não faz isso.
— Porque covardia? — ele perguntou.
— Porque você sabe há tempos que estou louca por você, e só faz isso pra me provocar!
— Estou te instigando, Ana. Quero ver até quando vai aguentar ficar perto de mim sem me beijar. — riu.
— Isso é horrível, John. — disse, com uma careta triste.
— Eu sei que é. Mas tive de aguentar também, por um bom tempo. Não tem nada de mais em fazer um pouco disso agora.
— Bem, então você está enganado, porque eu não vou te beijar. Não mesmo.
— Eu sei disso — falou — conheço você. Você não é desarmada assim tão fácil.
— É bom que saiba disso — ele entrelaçou a outra mão com a dela. — Ah, por favor!
— O que?
— Estou me cansando dessa brincadeira — Ana respondeu.
— Não acredito nisso — ele mordeu o lábio inferior da garota. — de qualquer modo, você não consegue sair de perto de mim.
— Mas você se acha muito, hein, John?
— Tenho motivos, não tenho? — perguntou. — Agora sei que a garota que eu amo me ama também — sorriu.
— Eu não te amo não, seu louco... — ele a interrompeu.
— Por favor, não vamos começar com essas brigas, você sabe que eu sempre ganho. Você não consegue ficar um segundo longe de mim.
— Está enganado...
— Acho que não — sorriu, antes de atacar os lábios de Ana, que correspondeu o beijo na mesma intensidade que ele, aprofundando-o. Ana sorriu entre o beijo. — Então, estou certo, não estou?
— Está, é claro. — Stuckey riu.
— Ana... Tenho uma... não, uma não, duas propostas pra você. — disse — Quer mudar, definitivamente, para minha casa?
— Hum...
— E com isso vem a segunda proposta. É claro que para validar a primeira, você tem de aceitar a segunda e vice-versa...
— Qual é a segunda proposta, John?
— Quer namorar comigo?
Notas finais
Então, muito obrigada a vocês, ok? Não sabem como todos esses reviews (e elogios) foram importantes para mim, porque eu realmente quero seguir essa carreira. E, bom, se vocês gostaram dessa fic, tenho mais fics aqui na nyah, se quiserem dar uma olhada e ler... É isso. Beijos, e, realmente, muito obrigada ♥
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