Save Me

2 Dry Flowers (Part. 2)


Notas iniciais
Boa Leitura!

Fazia exatamente seis meses desde que tinha sido internada. E, em todos esses dias, Freddie vinha visita-la. O moreno sempre trazia-lhe flores, rosas e lírios, como se isso fosse lhe animar. Na verdade, era exatamente o que Elizabeth dizia ao garoto, que apenas sorria e beijava-lhe a testa. Não importava o quanto Effy reclamasse, no fundo, ela apreciava o gesto do rapaz. Depois de tanto tempo internada, estava bem. Ela realmente se sentia bem.

No entanto, fazia certo tempo desde a última vez que Freddie veio visita-la, alguns dias. E, por algum motivo, Effy sempre sentia um mau agouro ao pensar no paradeiro do namorado, coo se algo ruim tivesse acontecido.

Mas devia ser apenas sua imaginação, resquícios de sua mente outrora perturbada. A menina apenas balançou a cabeça e olhou para o vaso em sua cabeceira. Lírios brancos, em seu ápice de beleza. Sorriu levemente, imaginando qual seria a flor que Freddie traria da próxima vez.

****

Mais um mês se passou e Effy continuava sem noticias do namorado.

A jovem Stonem não sabia mais o que fazer. Sua recuperação não avançava mais, mas também não regredia, deixando-a na mais leve das depressões. Agora, sua mãe era a única que ainda vinha visita-la, mas também não deixava nada sobre o rapaz escapar. Aos poucos, Effy ia sendo levada ao desespero.

Na cabeceira de sua maca, o lírio enegrecia e morria, como se representasse o estado de espírito e mental da garota.

****

Foi numa gelada noite de inverno que Effy recebeu as primeiras, e últimas, notícias que teria sobre Freddie Mclair.

A TV do quarto estava ligada, passando um jornal local. Effy tentava ignorar o barulho e atentar-se a leitura, mas desistiu, bufando. Ao pegar o controle para desligar o aparelho, uma foto de Freddie na tela chamou sua atenção. A garota aumentou o volume, sentando-se ereta na cama.

... e a polícia finalmente prendeu o suspeito por assassinar o jovem Frederico Mclair, dois meses atrás. O homem foi apreendido e levado sob custódia, podendo ficar preso por mais de vinte anos. As autoridades afirmam não saber o motivo do assassinato, mas garantem ir a fundo no assunto. Agora, na previsão do tempo... - a TV foi desligada subitamente, denunciando a presença de Anthea Stonem no recinto.

— Effy, eu... Eu sinto muito. – a mulher dirigiu-se a menina, abraçando-a ternamente e deixando a garota chorar em seu colo. – Shh... Vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo bem.

Mas Effy sabia que não iria. Freddie não estava mais ali com ela, então como tudo ficaria bem? Como ela, Elizabeth Stonem, poderia ficar bem sem ele? Freddie era a única droga que Effy tinha se viciado em toda sua vida. E agora ela teria que se desintoxicar, viver sem a mesma.

O único problema era que Effy não queria se desintoxicar dele. Então ela apenas se perguntava: seria possível uma viciada viver sem sua heroína? Seria ela capaz de viver sem Freddie?

No final, a resposta sempre seria não.

Notas finais
Gostaram? Comentem me dando sua opinião, ela é muito importante. Beijoos e até mais.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!