Save Me

2 Capítulo 2.


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Percabeth20, que foi a primeira pessoa a comentar minha fic, eu agradeco muito, queria agradecer tamebm a todos aqueles que estão acompanhando e queria agradecer tambem a Sonhadora, que favoritou a fic, esse capitulo também é seu princesa. Lembrem esse capítulo será narrado pelo Percy. Vamos descobrir um pouco sobre ele, quando eu o escrevi estava ouvindo Light em up do Fall out Boy, vocês deveriam tentar também, torna tudo bem mais emocionante.

Senti o vento bater forte em meu rosto, bagunçando meus cabelos negros, meu coração batia acelerado, palpitava, minha respiração estava desregulada devido à adrenalina, minhas mãos cerradas em punho, suadas, sentia o nervosismo tomar conta de mim, meu estomago revirava e minha cabeça latejava, podia ouvir meus amigos gritando meu nome assim que pulei do avião, sim, eu gostava de viver a vida ao máximo, eu a aproveitava sempre, como se cada dia fosse ser o último, eu simplesmente vivia o momento sem me importar com as consequências, naquele exato momento eu praticava queda livre, assim que pude sentir que eu não me encontrava mais no veículo, comecei a gritar, sentindo a única sensação que para mim valia a pena, a liberdade.

Eu estava a aproximadamente 10.000 metros, caia com muita velocidade, dando cambalhotas no ar, sentindo o vento em cada pedaço do meu corpo, podia observar toda a paisagem, as árvores verdes, tornando-se cada vez mais próximas, o ruído do rio que corria logo abaixo, os pássaros voando a meu lado, a temperatura aquela altitude era bastante amena, o vento chocava-se contra mim, quase que me machucando com sua intensidade, mas eu nem ao menos me importava, apenas me permitia cair, me entregando cada vez mais aquela sensação maravilhosa, fechei meus olhos, completamente extasiado, feliz. Assim que puxei meu paraquedas pude perceber que minha queda reduzira, eu não estava mais despejando para morte, agora eu planava no ar, meus amigos gritavam meu nome, provavelmente pensando que eu tinha sete vidas, ou que era totalmente maluco por fazer algo como aquilo.

Quando finalmente atingi o chão pude sentir meu corpo se acalmando, mais ainda alterado devido a toda a ansiedade, me desfiz de todo o equipamento e corri em direção a Grover, que me esperava um pouco afastado com um sorriso bobo nos lábios e um olhar de completa desaprovação.

–Dois pontos para Percy Jackson! – ele gritou dando tapinhas leves em minhas costas. – Você é completamente maluco.

–Conta outra. – falei revirando os olhos.

–Qual a sensação? – ele me perguntou curioso.

–A mesma de sempre. – falei para ele como se fosse algo óbvio. – Liberdade. – gritamos em uníssono, chamando a atenção de alguns turistas que fotografavam com suas câmeras em mãos, o que nos fez gargalhar ainda mais alto.

Começamos a caminhar, eu me desfazia das roupas de paraquedistas usando meus habituais jeans e camiseta, a entreguei para um dos funcionários e segui com Grover em direção a uma lanchonete próxima, enquanto caminhávamos pude sentir o cotovelo de Grover bater em minhas costelas, chamando minha atenção.

–Acho que roubou alguns corações... – ele falou sorrindo debochado, indicando com a cabeça algumas meninas que conversavam entre si e discretamente nos lançavam olhares envergonhados.

–Só alguns? – perguntei sem esconder minha frustração, piscando em seguida para as meninas, o que as fez corar e retribuir com sorrisinhos e alguns acenos de mão.

Grover riu de minhas atitudes, continuamos caminhando até chegarmos à lanchonete, ela possuía uma decoração um pouco retro, com varias mesas e uma antiga maquina de karaokê em um canto, e quadros decorando as paredes pintadas com uma tinta já desgastada, descascando aos poucos, tudo possuía a cor vermelho amarelo, além de um cheiro de gordura vindo da grelha. Uma típica lanchonete americana decorada para chamar a atenção dos visitantes ou apenas para garantir certo conforto.

–Não sei como consegue? – Grover me perguntou enquanto tomava seu Milk-shake e mordia seu hambúrguer.

–Consigo o que? – perguntei irônico devorando as batatas fritas.

–Viver assim? – ele perguntou me encarando.

–Sabe por quê? – falei abaixando o rosto. – A minha vida toda eu tive que conviver com a sombra de meu pai, do seu dinheiro, da sua ganância, sem poder tomar minhas próprias decisões.

–Você tem 21 anos Percy... – ele falava, mas eu o cortei e roubei mais batatas, enquanto bebia meu refrigerante.

–E você parece ter 40 anos com toda essa conversa, sério, está falando que nem ele...

–E vai fazer isso pelo resto da sua vida...?

–Fazer o que? – perguntei me irritando com a conversa.

–Você sabe... – eu balancei a cabeça negativamente o que o irritou ainda mais. – Ser o filho rebelde. – ele falou duro.

–Eu espero que sim. – falei irritado e joguei o dinheiro de nosso lanche sob a mesa o deixando sozinho, sai do local vestindo minhas jaquetas e pegando as chaves do meu carro, uma Ferrari vermelha facilmente identificável que chamava a atenção dos que estavam próximo.

Entrei na mesma de uma vez, sem nem ao menos abrir a porta e coloquei uma música para tocar, a fim de clarear meus pensamentos, senti meu telefone vibrar em meu bolso e logo reconheci o numero de meu pai, o ignorei como sempre fazia e logo recebi uma mensagem sua “No meu escritório agora Jackson”, atirei o telefone sob o banco e sorri torto para o visor, que cada vez acumulava mais e mais mensagens, pus meus óculos e dei partida no carro.

–E ouvi voe gritar como eu sou um completo desperdício para todos? – perguntei irônico. – Muito obrigado, mas isso com certeza não vai rolar.

Acelerei com toda a velocidade e senti o vento atingir minhas bochechas, produzindo um ruído agradável a se chocar com o carro, meus freios cantavam sob o asfalto, mas eu nem ao menos me importava, eu somente seguia sem rumo, sem objetivo, como sempre fiz, aproveitando e sentindo a liberdade em todo o meu ser.

Notas finais
Então??