Save Me
9 Stories
Notas iniciais
Bella's POV
Eu não acreditava no que vira. Edward beijava uma loura oxigenada. Eu estava toda feliz, pois finalmente havia tomado coragem de me declarar e agora isso. Lágrimas involuntárias rolaram pelo meu rosto. Eu estava com raiva, magoada, brava, confusa. Edward veio até mim, ele estava desesperado.
– Bella, por favor, me deixe te explicar, pelo amor de Deus – ele quase chorava, estava desnorteado. Eu não sabia o que pensar.
Respirei fundo e contei até 10. A loira oxigenada me olhava com desprezo, me olhando de cima a baixo, aquela cachorra.
– Bella me escute, eu não fiz nada, Rosalie entrou aqui, me implorou pra voltar comigo mais eu disse não, por favor eu sou apaixonado por você – ele segurou meu rosto entre as mãos e olhou nos meus olhos – acredite em mim amor, por favor. Eu senti tanto sua falta Bella, não vá embora por favor. – ele me abraçou e começou a chorar contra meu pescoço.
Deus, ele estava desesperado! Edward nunca havia mentido pra mim, mas antes da viagem ele estava muito estranho, muitos telefonemas suspeitos e ele andava nervoso. Ele teria que me explicar isso. O abracei de volta, claro que não iria embora, pelo menos não até uma boa explicação.
– Não vou embora, mas você vai ter que me explicar isso muito bem explicado se quiser que eu fique.
– Claro, vou te explicar agora mesmo Bella, venha. – ele me puxou e eu entrei no apartamento. A loira me fitava com raiva, queria espancá-la.
– Rosalie vá embora, agora. — Edward falou grosseiramente com ela, ele fica desconfortável com a presença dela, graças a Deus.
– Edward, mais e o nosso amor?eihn? Vai me trocar por essa vagabunda?
OK. Agora a porra ficou séria.
– Olha aqui sua vadia, pelo o que estou vendo, você e Edward não tem absolutamente mais nada, a única vagabunda aqui é você que fica se atirando para o namorado dos outros.
– Somos namorados? — Edward me olhava assustado mas ao mesmo tempo continha um sorriso nos lábios.
– SOMOS SIM E NEM OUSE ME CONTRARIAR. – Olhei pra ele nervosa.
– Sim Senhora. – ele segurou o riso. Voltei minha atenção para a barbie de camelô.
– Escute, querida — meu tom era irônico – Se você voltar aqui de novo eu vou arrancar os fios do seu cabelo um por um com uma pinça e não vai sobrar um puto de um cabelo oxigenado nesse seu globo que você chama de cabeça. — Ok, isso não foi muito ameaçador.
– Vai me mandar embora sem saber o que aconteceu ? — ela levantou uma sobrancelha pra mim. Vaca, eu sabia o que ela estava fazendo, plantando a sementinha da discórdia. Tudo bem, eu não havia ouvido toda história de Edward mas por que diabos ele mentiria pra mim? A vadia estava ali, implorando por ele, e ele estava todo preocupado comigo, não tinha sentido ele mentir.
– Eu sei o que aconteceu. Você entrou aqui sem ser convidada e o beijou contra a vontade dele. — OK, disso não tinha tanta certeza.
– Como você sabe que foi contra a vontade dele?
Agora Edward entrou na história.
– Rosalie é obvio que foi contra minha vontade. Eu nunca mais na minha vida queiro beijar sua boca imunda. Você acabou com a minha vida. Eu realmente gostava de você, fui louco por você, eu fazia todas as malditas coisas que você queria. Carros, roupas, jóias, viagens, TUDO. E o que você me deu em troca? Fodeu com meu melhor amigo em nossa cama.
UAU. Por essa eu não esperava. Mas que puta.
Ele deu uma pausa e respirou fundo. Mas logo continuou a falar...
– E agora você vai sair desta casa e me deixar em paz, ouviu? Não me ligue mais Rosalie. Você fez sua escolha, agora aceite as consequências. Não sobrou um mísero pingo de amor meu por você. Eu estou feliz, pela primeira vez estou feliz de novo e você não vai acabar com isso novamente. Por favor vá embora.
OUTCH! Essa doeu loira.
Ele está feliz de novo. Será que é por minha causa? Ah por favor, que seja...
– Ok Edward. Eu vou embora, mais isso não acabou por aqui. — A loira saiu e me deu um olhar fulminante. Mostrei a língua pra ela.
Edward trancou a porta e veio até mim.
– Bella, me escute, tenho muita coisa pra te contar. — ele me olhava sério agora. Me pegou pelas mãos e fomos até a sala de tv. Sentamos no imenso sofá, um de frente pro outro.
– Ta tudo bem? — ele me olhava com ternura.
– Ta Edward, ta tudo bem sim – sorri pra ele. Estava realmente tudo bem. — Eu só estou curiosa.
Ele riu.
– Antes de matar sua curiosidade, me conte, como foi na Austrália? Eu senti sua falta, não é a mesma coisa sem você, fiquei entediado. — ele fez um biquinho pra mim e eu ri.
– Foi tudo bem, estava com saudades da minha mãe. A propósito, Renesmee te mandou um beijo também. — sorri pra ele e ele sorriu pra mim. Tão lindo.
– Ahh, minha baixinha, que saudades que estou dela – ver ele falando da minha filha com tanto carinho me fez gostar dele ainda mais. — Podemos ligar pra ela mais tarde?
QUE FOFO!
– Claro, vamos sim. – meu sorriso era enorme e eu parecia uma idiota. Já até havia esquecido da imbecil da tal de Rosalie.
– Ok. Bom, acho que tenho algumas coisas pra te contar não é? — concordei com a cabeça e ele sorriu pra mim – Bom, Rosalie é minha ex mulher.
– Você já foi casado? — O que? Edward já havia sido casado? Por essa eu DE VERDADE não esperava.
– Bella, eu tinha uma vida amorosa – ele riu – Não fui sempre esse solteirão que não sabe nem fazer um miojo sozinho. — ri com ele.
– Enfim, — ele continuou. Eu prestava toda a atenção nele. — Nós casamos. Eu estava feliz, na verdade eu estava cego, deslumbrado com o casamento, com ela. Eu gostava de Rosalie, acho que não estava apaixonado, mas gostava dela, e a pressão de meus pais e dos pais dela para que casássemos ajudou bastante no nosso matrimônio. Casamos á 3 anos e estamos separados á 1 ano. O casamento ia bem, eu fazia todas as vontades dela, dinheiro nunca foi problema. Eu tinha um melhor amigo, Emmett, éramos amigos desde que me conheço por gente, crescemos juntos. Um dia tive que viajar por conta da empresa, eu inicialmente ficaria 10 dias fora, mais consegui adiantar o trabalho e voltei 3 dias antes. Não avisei Rosalie pois queria fazer uma surpresa, e bem, quem foi surpreendido fui eu no final – ele deu um sorriso sem humor – Cheguei em casa e estavam os dois fazendo amor em nossa cama. Eu os expulsei e joguei todas as coisas dela pela janela – ele riu com a lembrança. — 6 meses depois Emmett perdeu todo o dinheiro com jogos e desde então Rosalie vem me atormentando, querendo voltar e pedindo perdão. As ligações dos últimos dias eram dela, e bom, como as ligações não funcionaram, ela veio até mim, e ai você viu o que aconteceu... — ele parou e ficou me analisando, tentando ler meus pensamentos.
– Bom, seu casamento foi turbulento, mas ainda sim saio ganhando no quesito 'drama' – ri sem humor mas ele não me acompanhou – Eu sinto muito por tudo o que houve Edward. E, acredito em você, sei que não faria nada pra me magoar. Obrigada por ter me contado. — sorri pra ele. Edward levou uma de suas mãos até meu rosto e acariciou minha bochecha com o polegar.
– Você é perfeita. Eu estou tão apaixonado por você, Bella. — Meu coração parou. Não tive tempo de raciocinar direito pois no momento seguinte, eu estava deitada no sofá e Edward estava sobre mim. Nosso beijo era intenso, apaixonado, cheio de promessas não ditas e cheio de saudade. Edward apertava minha cintura, me colando mais contra seu corpo. Pude sentir sua ereção na minha barriga.
Ai Deus do céu, me dê forças....
Eu segurava em seu cabelo com força, chupando sua língua e roçando minha perna na dele. Edward me beijava com urgência, era um beijo quente, molhado e eu já estava ficando molhada. Jesus amado...
– Oh Bella, eu te quero tanto. – ele disse entre um beijo e outro. Edward começou a beijar meu pescoço e uma de suas mãos subiam e desciam pelas minhas costas. Isso era injusto, eu não ia conseguir resistir.
– Fica comigo agora. – ele falou ofegante contra meu pescoço.
Ahhhhh, quem eu estava querendo enganar? Eu queria isso também, queria Edward. Merda.
Parei um momento e olhei pra ele. Seus olhos brilhavam de desejo, sua boca estava avermelhada por conta dos nossos beijos, seu cabelo bagunçado e ele estava ofegante. Um Deus.
OK, eu ia burlar o sistema.
Todo o meu pensamento racional sumiu e eu estava louca de desejo. O beijei mais uma vez com urgência, roçando meu sexo no dele por cima de nossas roupas. Ele gemeu contra minha boca e apertou minha cintura. Fechei minhas pernas na sua cintura. Edward segurou minha coxa e a apertou. Ele colocou a mão por dentro da minha blusa, acariciando minha barriga e levantando um pouco minha blusa, como se estivesse pedindo pra tirá-la. Arqueei minhas costas para que ele tirasse minha blusa com mais facilidade. Ele entendeu o recado e no momento seguinte eu estava apenas de sutiã. Minha saia já estava na altura da minha cintura. Voltei a beijar Edward. A mão dele ia subindo pela minha barriga, até que chegou no meu seio. Ele o apertou com força, me fazendo gemer.
Eu já não pensava em nada com clareza. A única coisa que importava era eu e Edward e no que sentíamos naquele momento.
Tirei a blusa dele e adorei seus músculos por um momento. Ele era maravilhoso. O puxei pra minha boca mais uma vez. Uma das minhas mãos agarrava seu cabelo e a outra arranhava suas costas de leve
– Ahh Bella... — ele gemeu contra minha boca. Sua ereção era como uma pedra contra minha calcinha, eu já estava encharcada. Edward começou a dar leves mordidas em meu colo, descendo até meio seio. Ele soltou meu sutiã com os dentes, colocou a boca e um dos meus seios e começou a chupá-lo. Sua mão deslizou pela minha coxa e parou no meu sexo. Edward colocou sua mão dentro da minha calcinha e colocou um dedo ali.
– Ah meu Deus... — gemi alto. Ele parou de chupar meu seio e sua boca encontrou a minha. Ele me beijava fortemente, explorando cada conta da minha boca, me preenchendo, me amando. Senti mais um dedo entrar em meu sexo. Senhor eu não ia sobreviver.
Seus longos e deliciosos dedos entravam e saiam bem lentamente, o movimento foi ficando mais rápido e mais urgente. Meu gemido já se tornará um grito. Estávamos ambos ofegantes, Edward gemia baixo em meu ouvido, me torturando. Bastardo gostoso.
De repente toda minha noção veio a tona. O que eu estava fazendo ? NÃO NÃO NÃO.
– Edward... Edward, pare por favor.
– Tem certeza que quer que eu pare? — ele disse baixo no meu ouvido mordendo o lóbulo da minha orelha.
Ah Deus, eu não tinha certeza, mas isso não podia continuar.
– Edward, por favor, pare. — Meu tom foi mais severo e ele parou imediatamente. Estávamos os dois ofegantes e descabelados.
– Ahhhh... — ele gemeu com tristeza e apoiou a cabeça em meu peito. Eu ri dele.
– Desculpa, eu realmente não posso.
– Eu não sei fico chateado ou feliz com essa sua incapacidade de trair. Acho que vou ficar meio a meio. — ele beijou a ponta do meu nariz e eu sorri – só por favor, não alimente minhas expectativas da próxima vez senhorita.
– Ok, desculpe. — eu estava vermelha.
– Está com fome? — ele deu um sorriso torto pra mim, quase voltei atrás na minha decisão..
– Sim.
– Vamos comer – ele saiu de cima de mim e arrumou as calças.
Me levantei e coloquei a blusa de Edward.
– Hm, minha blusa fica muito melhor em você do que em mim. — ele me agarrou pela cintura e beijou minha testa. — vamos.
Fomos até a cozinha, pegamos algumas frutas, chocolates, 2 garrafas de água e uns biscoitos. Subimos até o quarto de Edward e colocamos tudo em cima da mesinha ao lado da cama.
Conversamos por um tempo. Eu jogava uvas em direção do Edward e ele tetava pegá-las com a boca – muitas uvas foram sacrificadas, ele sempre errava – Contamos piadas, rimos, eu estava comendo um morango quando Edward falou.
– Tive uma ideia – ele disse – Você já jogou video game obviamente não é?
– Claro que sim. – eu ri.
– O que acha de jogarmos? — ele me olhava divertido – podemos fazer assim, vamos jogar e se eu perder te conto um segredo meu, se você perder me conta um segredo seu.
– Ok. Mais o que iremos jogar?
– Já jogou Guitar Hero? — Era meu jogo preferido, eu era muito boa, modeste a parte, mas não ia contar pra ele...
– Já devo ter jogada uma ou duas vezes..
– Ok, então vamos jogar. — ele arrumou tudo e me deu um controle. Estávamos os dois de perna de índio, um do lado do outro. Edward selecionou a música “ Crying – Aerosmith”. Ambos estávamos no nível médio. A música começou e comecei a jogar. Nenhum de nós avia perdido uma nota sequer.
– Achei que só tinha jogado uma vez ou duas – ele riu.
– Bom, eu devo ter jogado algumas mais – ele olhou pra mim, rindo. Ele jogava sem olhar e mesmo assim não errava nenhuma nota.
– Eu vou ganhar Bella – ele disse perto do meu ouvido, sua voz estava rouca. A resposta dos meus hormônios foi instantânea. Fiquei nervosa e já estava excitada. Que efeito era esse que esse homem tinha sobre mim. Acabei errando 3 notas seguidas. Droga.
A música acabou e Edward havia ganhado. Ele tinha um sorriso enorme no rosto, uma criança! Fiz uma carranca pra ele.
– Você sabe que você só ganhou porque veio com essa voz toda rouca no meu ouvido, fiquei desconcentrada.
– Que voz? — ele falou no meu ouvido de novo, no mesmo tom da primeira vez.
– Essa voz.
– Minha voz te afeta? Não sabia que tinha esse efeito sobre você. – ele mordeu minha mandíbula e beijou meu pescoço. Hmmm...
– Certo. Um segredo meu né. Eu não tenho muito o que contar.
– Por que não queria que fosse com você pra Austrália?
Eu gelei na hora. Merda. Será que era a hora de contar a ele? Eu estava pronta? Que impressão ele teria da família depois disso? Eu não sabia o que fazer.
– Bella, se não quiser falar não precisa, eu só queria te entender. Eu me preocupo com você, de verdade. — ele acariciou minha bochecha.
Como não confiar nesse homem? Ele havia me resgatado, foi praticamente meu príncipe no cavalo branco, o que me libertou da torre. E ele me respeitava, era amável comigo e com a minha filha, era atencioso, era um homem bom. Ele era perfeito. Eu podia compartilhar isso com ele.
OK. Eu ia contar.
Edward's POV
Cheguei mais perto de Bella e segurei suas mãos entre as minhas.
– Pode confiar em mim Bella. Acima de toda essa loucura e dos meus sentimentos por você nós somos amigos, melhores amigos – pisquei pra ela e ela sorriu em resposta – pode me contar as coisas, podemos conversar sobre tudo. Eu não sou um estranho e não vou te julgar.
Ela me olhou por um momento e depois sorrio, seus olhos se encheram de lágrimas.
– É que, bem... eu nunca contei isso a ninguém. Só Jacob sabe da história... de verdade. Mas quero te contar. Se quisermos que isso dê certo no futuro, tem que ser sem segredos não é? E eu confio em você.
Sorri pra ela. Ela confiava em mim. Bella ia me contar o que só havia contado para o seu melhor amigo. Eu estava me sentindo a última bolacha do pacote agora. Sorria de orelha a orelha.
– Fico feliz que confie em mim amor. – cheguei mais perto dela e a abracei por trás. Bella encostou a cabeça no meu peito e colocou as mãos por cima dos meus braços, que estavam cruzados na cintura dela, a abraçando. Beijei seu cabelo.
– Ok. — senti ela respirar fundo. — Eu morei na Austrália até meus 14 anos. Não sai de lá por vontade própria. Aconteceu uma coisa quando eu tinha 14 anos, uma coisa séria Edward. — sua voz estava tensa e ela falava baixo. Acariciei seu braço na tentativa de acalmá-la e a encorajando a continuar. — A minha mãe era como eu. Desde que eu me entendo por gente, via meu pai bater nela. — Oh merda, a mãe dela também apanhava, e ela via tudo. Por isso! Por isso que ela decidiu se separar quando a Renesmee viu ela apanhando, mas é claro, tudo fazia sentido agora. — Minha mãe nunca se opunha, acho que por minha causa. Eu me sentia culpada. Nossa família não tinha muito dinheiro e meu pai sustentava a casa, então minha mãe precisava dele pra me dar uma boa escola e outras coisas. — a abracei mais forte e beijei sua bochecha. Seus olhos estavam tristes mas mesmo assim ela sorriu. — Um dia, meu pai chegou mais bêbado que o normal. Minha mãe estava cozinhando e eu estava ajudando ela a cortar os legumes. Nunca gostei do meu pai. Não tínhamos uma relação pai e filha, ele não falava comigo e nem eu com ele. Ele entrou cambaleando pela cozinha e xingando minha mãe de vários nomes, ele estava mais fora de si do que o normal. Começou a espancá-la. Eu fiquei desesperada, até então eu só havia ouvido ele bater nela, nunca havia visto ele bater nela dessa forma. Minha mãe já sangrava. Eu não sei o que deu em mim. Eu peguei a faca de legumes e …. — ela tremia e estava chorando agora. Acariciei seu cabelo. Eu já sabia o que ela ia dizer, mas não a julgá-la. Ela era pequena e queria ajudar a mãe, quem poderia culpá-la? — eu enfiei a faca na barriga dele e ele veio pra cima de mim, pra me bater. Me deu um tapa ou dois e de repente eu ouvi um estalo e ele caiu sobre mim na cozinha. Minha mãe havia atirado nele. Meu pai caiu morto em cima de mim e eu não conseguia me mexer. Minha mãe paralisada do outro lado da cozinha também não se mexeu. Meu pai ficou morto em cima de mim por uma hora, até que a polícia chegou. Eu vim pra cá morar com a minha avó, minha mãe ficou presa 3 anos. Eu nunca esqueci os olhos do meu pai, como se ele estivesse me culpando por isso, como se, se eu não tivesse enfiado a faca nele ele não iria se distrair, dando tempo de minha mãe atirar. Ele me olhava como se me culpasse por sua morte. Eu nunca esqueci. Nunca.
Meu Deus do céu. A abracei o mais forte que eu pude. Bella chorava mais eu não podia ver ser rosto. Virei ela de frente pra mim e segurei seu rosto em minhas mãos.
– Bella, você não teve culpa. Por Deus, você estava defendendo sua mãe. Amor não foi sua culpa – ela tampou o rosto com as mãos e começou a chorar. Trouxe ela pra perto de mim – Não Bella, não. — acariciei seus cabelos – Não chore, não foi sua culpa anjo. Não se sinta culpada Bella, nunca! O seu pai era um agressor. Ele não merecia morrer, claro que não, mas a culpa não foi sua, não se sinta assim, jamais. — segurei seu rosto nas mãos e beijei sua testa. Só de imaginar ela, tão frágil, com apenas 14 anos, passando por tudo isso. Meu coração doeu.
– Você não viu como ele me olhou Edward. Você não sabe como foi, o que eu senti. — ela chorava muito. Suas bochechas estavam rosas, seus olhos inchados e sua boca estava vermelha. Deus, ela era perfeita até chorando.
Bella's POV
Eu havia contado. Ufa.
Parecia que 50 quilos haviam saído das minhas costas. Me sentia tão mais leve. Edward aceitou de uma forma que nunca pensei que ele aceitaria. Ele havia ouvido tudo o que ouviu sobre minha família, sobre minha mãe, sobre o que eu havia feito e, ainda sim ainda era gentil, sensível. Chorei mais ainda. Não porque estava triste. Chorei por que eu me sentia amada de novo, sentia que alguém se importava comigo e não ligava pro meu passado. Ele era perfeito.
– Bella você não pode se sentir assim. Seu pai estava errado em tantos níveis diferentes. E te culpar foi errado da parte dele em muitos níveis também. Mas aconteceu, da mesma forma que aconteceu com você. Sei que é difícil mas você precisa superar isso, essa culpa que você sente. Não foi sua culpa ouviu? — seus olhos não desviaram dos meus e eu mantive o olhar – Não se culpa nunca mais por isso. Você vai superar isso ok? Nós vamos. Podemos ir até a Austrália, eu e você. Podemos ir visitar seu pai no cemitério, você pode conversar com ele. Podemos até celebrar uma missa pra ele se você preferir, pra ele ficar em paz, mas você não pode continuar com essa culpa anjo, não faz bem pra você, por favor não se sinta assim, amor.
Ele me olhava com ternura. Ele estava sendo tão sensível, tão amável. Eu chorei mais ainda depois de ouvir tudo o que ele me disse. Ele queria rezar uma missa pro meu pai só pra eu não sentir culpada! Da onde tinha saído esse príncipe?
– Bella não chore.
– Desculpa – eu solucei.
– Está me pedindo desculpas por chorar? — concordei com a cabeça e ele riu – Ô amor, vem cá – ele me trouxe para o seu colo e me abraçou. Me aconcheguei em seu colo e o abracei forte. Ele me abraçou e ficamos em silêncio. Não era aquele silêncio constrangedor sabe? Era um silêncio bom, calmo, não era ruim. Ficamos um tempo assim até que Edward começou a sussurrar uma canção pra mim. Não demorou muito e eu adormeci em seus braços.
Acordei e dei de cara com Edward. Ele me olhava com aqueles olhos verdes e com aquele sorriso de quebrar as pernas.
– Hmm, que ótima forma de acordar. – o puxei pelo pescoço e dei um selinho em seus lábios.
Edward me abraçou pela cintura e me trouxe mais perto do seu corpo. Hmmm.
– É ótima mesmo. Eu espero acordar muitos dias assim, até eu ficar velhinho.
Meu Deus eu estava vomitando ursinhos carinhosos agora. QUE FOFÍSSIMO. Queria apertar as bochechas dele, mais isso ia quebrar o clima...
– Eu sou muito chata. Você não vai me aguentar velhinha. — franzi o cenho pra ele.
– Se depender de mim pode ficar tranquila, nunca vamos nos separar.
– Hmmm, isso soa perfeito pra mim – dei-lhe mais um beijo. — Sabe o que isso me lembra? Tenho que ligar pra James. — Seus braços ficaram tensos sobre minha cintura e ele me olhava sério
– Sim. Temos que resolver isso. — Gostava quando ele se dirigia a mim no plural, era como se ele nunca fosse me deixar, por mais que o pior estivesse por vir.
– Vou ligar pra ele hoje. Eu quero resolver isso logo, não quero arriscar perder meu príncipe britânico. — eu ri pra ele.
– Eu amo sua risada. – ele me deu um selinho – E não vai me perder, nunca. – ele encostou a testa na minha e sorriu pra mim.
Nunca pensei que podia me sentir tão feliz. Mas eu estava mais do que radiante.
– Esta com fome?
– Aham.
– Vamos descer, Sue deve ter feito nosso café da manhã.
Levantamos da cama e descemos as escadas de mãos dadas. Eu não sabia quem era Sue, provavelmente era a empregada. Tomara que ela não seja aquelas empregadas gostosas que ficam perambulando pela casa de avental curto.
– Bom dia Sue – Edward beijou a testa da senhora que estava na cozinha. Graças a Deus. Ela estava na casa de uns 50 anos. Era baixinha e gordinha, seus cabelos já eram meio brancos, ela tinha uma cara simpática. Quando me viu ela sorriu pra mim.
– Edward, querido, por que não me disse que tínhamos visita. — ela veio até mim e me deu um abraço caloroso – Sou Sue, prazer. A senhorita é... ?
– Sou Isabella, mas me chame de Bella, por favor. – sorri pra ela e ela sorriu pra mim.
– Ela não é visita Sue, Bella esta morando conosco. — Ele sorriu pra mim
– Ah que coisa boa! Vocês estão namorando firme então?
– É bem, é complicado....Bella é casada. — ela ficou normal, não disse nada, nem me julgou. — É dela que te falei Sue, ela é mulher do James.
– Oh sim, é claro, você! — ela disse como se soubesse quem eu era. — Sinto muito por tudo querida. – Sim, ela sabia quem eu era, sabia de tudo. – Edward esta cuidando bem de você?
– Esta sim, mais do que bem. – Edward fingiu limpar os ombros, se achando a última coca cola gelada no deserto, eu ri dele.
– Fico feliz! – ela sorriu pra mim – E você pare de fazer gracinha! – ela se virou pra Edward e deu um tapa em seu braço, ele riu mais ainda e Sue bateu com o pano em seu traseiro. Eu ri dos dois.
– Ai ai, isso dói. — ele reclamou, eu ri ainda mais.
– É bom que doa mesmo. – Sue voltou a preparar o nosso café. Edward a agarrou por trás e beijou a bochecha dela.
– Sue não fique brava comigo, eu amo você. – beijou-lhe a outra bochecha.
– Eu também querido. Ande, agora coma, comam vocês dois, precisam de energia.
Ele veio e afastou a cadeira para que eu me sentasse.
– Obrigada. – murmurei pra ele. Ele sorriu pra mim
– Queridos, eu vou arrumar o quarto de vocês ok? Já venho. — Sue foi indo e logo havia sumido da cozinha.
– Ela gostou de você. – ele disse, sorrindo pra mim.
– Também gostei dela. Ela cuida de você...
– Sue foi minha babá desde que eu era criança. Meus pais nunca tiveram tempo pra mim então ela foi como minha mãe. Quando saí da casa dos meus pais a trouxe pra ficar comigo, não sei viver sem ela. — Seus olhos brilhavam a falar dela. Era gracioso ver os dois juntos.
– Você parece uma criança quando esta com ela, é bonitinho. – sorri pra ele.
– Bonitinho? Estou me sentindo menos masculinizado agora. — revirei os olhos pra ele.
– Pare de ser bobo. – rimos juntos.
Terminamos de comer e ficamos um pouco com Bear. Sue havia arrumado o quarto e agora ia levar Bear pra passear.
– Edward eu vou ligar pra ele.
– OK. — ele me olhou tenso. Pegou o celular e me entregou.
Eu disquei o número e coloquei o celular no ouvido. Ele segurou minha mão e entrelaçou nossos dedos. Uma voz sombria veio do outro lado da linha.
– Alô ?
– James, é Isabella. Quero divórcio.
Fale com o autor