Save Me
17 Home sweet home?
Notas iniciais
Edward's POV
Arrumei minhas malas pela manhã. Bella estava toda empolgada, com um sorriso no rosto que era capaz de iluminar uma cidade inteira. Finalmente as coisas estavam entrando nos eixos. Renesmee vai voltar pra casa, eu vou pedir Bella em casamento e viveremos em paz. Eu espero.
Sue fez um café da manhã reforçado para nós. Ambos comemos rapidamente, eu fui guardar as malas no carro, quando voltei, Bella estava ao telefone.
– Sim sim, eu entendo... Não, sem problemas, eu apenas quero ter certeza que ele ficará bem... Claro, eu confio no serviço de vocês... Vão ter outros além dele?... Ah isso é ótimo, assim ele não ficará sozinho!... Ok, sem problemas, ao chegar no aeroporto eu vou até o departamento... Ok, muito obrigada... Bom dia! — Ela desligou o telefone toda sorridente.
– Quem era? — fui até ela e a abracei pela cintura. Bella me deu um selinho e eu estremeci.
– Era do departamento de animais do aeroporto. Pensei em levar Bear conosco, Renesmee deve estar morrendo de saudades dele e eu pensei se talvez nós podíamos, não sei, ficar uns 10 dias por lá... se você quiser, é claro.
– Claro que eu quero amor, ótima ideia. — sorri pra ela.
– Sério? Você vai amar a Austrália! Conheço uns lugares bem legais pra gente namorar. – ela piscou pra mim e cruzou os braços no meu pescoço. A apertei contra mim.
– É mesmo? Mal posso esperar. — beijei-lhe o pescoço e ela riu. Me deu um beijo rápido e se afastou.
– Vamos, se não vamos chegar atrasados!
Demos tchau para Sue, pegamos Bear e fomos até o carro. Enquanto eu dirigia até o aeroporto, Bella ligou para sua mãe.
– Oi mãe... Tudo bem e vocês? Como esta Renesmee? Ela já sabe que estamos a caminho? Mande um beijo e diga que estamos com saudade e... Ah, desculpa mãe, eu estou um pouco ansiosa... Sim claro, estamos levando Bear conosco, mas não diga nada, quero fazer uma surpresa pra ela... Não, eu fiz reserva em um hotel ai perto... Mãe claro que não! Depois falamos da onde nós vamos dormir ok? — Hotel ? Ela não havia mencionado um hotel. – Sim sim, ok fique tranquila, eu te ligo quando chegarmos... Não, não a acorde, deixa ela dormir... OK mãe, beijos, até.
Bella desligou o telefone e me olhou de canto. Antes que eu pudesse protestar ela se adiantou.
– Sinto muito não ter te contado, é que eu... ainda não consigo dormir naquela casa, me perturba. Tenho medo de adormecer e algo ruim acontecer... — O clima do carro de repente saiu de 'leve' para 'super hiper pesado'. Apesar de ter ficado chateado por ela não ter falado comigo, eu entendia Bella, a história toda do pai dela deve ter sido traumatizante, não ia julgá-la.
– Sem problemas Bella, só gostaria que tivesse falado comigo.
– Eu sei, me desculpe. Eu achei que você teria objeções...
– Objeções? Claro que não amor, é a sua casa, sua família, não posso me intrometer.
– É isso Edward, você pode, você deve se intrometer. Você é minha família também, você DEVE se intrometer. Eu sinto muito, não queria ter escondido isso de você, eu apenas senti medo de algo dar errado e ter que dormir na casa da minha mãe, não queria correr esse risco. Pode parecer tolo, mas eu realmente não consigo...
– Eu sei, tudo bem.
O silêncio era quase absurdo. Apenas se ouvia as rodas do pneu sob a estrada de asfalto. Resolvi ligar o som para amenizar o ambiente. Coloquei numa rádio qualquer e esperei pela música. Começou a tocar 'Backstreet Boys – I just want you to know' . Cara, era a música da minha adolescência. Tudo bem que era gay, mas era da minha adolescência! Eu queria muito cantar mas pensei em Bella, o que ela ia pensar do meu gosto musical se eu cantasse essa música? Olhei pra ela e ela olhou pra mim no mesmo momento, devíamos estar pensando a mesma coisa por que quando começou o refrão nós cantamos muito alto.
– I JUST WANT YOU TO KNOOOOOOOOOOOOOOOOW, THAT I'VE BEEN FIGHTING TO LET YOU GOOOOOOOOOOOO, SOME DAYS I MAKE IT THROUGHT AND THERE'S NIGHTS THAT NEVER END. I WISH THAT I COULD BELIIIIIIIIIIIIEVE, THAT THERE'S A DAY YOU'LL COME BACK TO MEEEE. BUT STILL I HAVE TO SAY, I WOULD DO IT ALL AGAIN, JUST WANT YOU TO KNOOOOOOOOOOOOOOOOW – Bella gargalhou alto e eu a acompanhei.
Era incrível como eu me sentia um adolescente perto dela. Cantamos mais algumas músicas como 'Maroon 5 – This Love' , 'Bon Jovi – It's My Life' e 'Aerosmith – Just Feel Better'. Não demorou muito e chegamos ao aeroporto. O clima já estava ótimo novamente. Bella foi levar Bear até o departamento de animais e eu fui até o balcão arrumar tudo do nosso voo. Estava resolvendo os últimos detalhes quando uma cabeça loura vem correndo até mim e me abraça. Eu gelei no mesmo momento pensando que era Rosalie, mas não era. Era algo pior. Tanya.
– EDWARDINHO, MEU AMOR! — ela simplesmente pulou em meu colo e me abraçou apertado, beijando meu pescoço. Tanya não havia mudado, sempre atirada. — Como você está amor? Nossa está ótimo! Não mudou nada eihn!
– Ah, obrigado Tanya, você está ótima também. — sorri forçado pra ela, afastando-a.
– Aonde está indo? Será que estamos no mesmo voo? — ela disse empolgada.
– Estou indo para a Austrália.
– NÃO BRINCA! EU TAMBÉM! AAAA. – ela me agarrou novamente passando a mão pelas minhas costas. Só fui capaz de ouvir um pigarro atrás de nós. Bella.
Droga.
– Quem é essa? — Tanya me perguntou olhando com desdém para Bella. Minha baixinha ficou irritada.
– ESSA aqui é a MULHER dele, queridinha. — Bella sorriu ironicamente. Aquilo ia ser engraçado.
– M-Mulher?
– Sim, MULHER. E você, posso saber quem é? — Bella sabia ser intimidadora quando queria. Seu 1,64 de altura não a limitavam.
– Eu sou Tanya, ex do Edward. Nós namoramos no ensino médio. — Tanya sorriu com malícia ao pronunciar a palavra ex.
– Bom, posso ver porque se tornou 'ex.' – ela sorriu – Sse você não se incomoda, eu e MEU marido temos que entrar no avião. Vá se oferecer para algum outro ex-namorado seu, tenho certeza que você deve ter muitos. — Ela sorriu irônica novamente. Eu estava me segurando pra não rir, ela brava era a coisa mais fofa do mundo.
Bella me segurou pela camisa e me levou pra longe de Tanya. Paramos em frente á lanchonete, á uns 100 metros de distância da onde estávamos. Comecei a rir.
– Você acha isso engraçado, Edward? — ela havia cruzado os braços no peito e estava batendo o pé. Eu ri mais ainda. – Não tem graça! Aquela Barbie de camelô tava quase tirando a sua roupa e a roupa dela junto! Meu Deus, eu tiro o olho de você por um minuto e as loiras partem pro ataque.
– Amor, você sabe que eu prefiro as morenas. — pisquei pra ela – E eu amo você, mais ninguém, eu juro. — segurei o rosto dela em minhas mãos e beijei-lhe a ponta do nariz. — A propósito, você fica linda brava e com ciúmes. — sorri pra ela.
– Eu não tenho que ficar linda brava Edward, eu NÃO TENHO QUE FICAR BRAVA E COM CIÚMES. Aquela tal de Tanya tava quase esfregando aqueles peitos siliconados na sua cara, pelo amor de Deus, que absurdo. Eu quase peguei pelo cabelo ensebado dela e esfreguei a cara dela no chão, que abusada, oferecida, biscate.
Eu comecei a rir novamente, nunca tinha visto Bella falar assim. Ela riu comigo.
– Para de me fazer rir, eu to brava com você! — Ela disse, tentando ficar séria mas sem sucesso algum.
– Vem cá meu gnominho. – abracei ela pela cintura. – Quer dizer que eu sou seu homem é? Seu marido?
– É isso mesmo que você ouviu, a partir de hoje vai se apresentar como um homem casado e compromissado, entendeu? — Bella mexeu no bolso e tirou 2 anéis de criança. — Tome, ponha no seu dedo, você é um homem casado agora. — Ela me deu o anel minúsculo, aquela coisa só cabia no meu mindinho. — Eu estava guardando pra Renesmee, mas depois eu compro outros pra ela, esse é um caso de emergência. — colocamos os anéis no mindinho. – Vamos fazer umas juras rápidas ok? — Ela olhou pro cara da lanchonete que nos olhava sem entender nada. — Você, – ela apontou pra ele. – venha até aqui! – O cara foi veio até nós sem entender nada, nem eu estava entendendo. – Qual seu nome? — ela perguntou.
– Guillermo. – ele disse assustado.
– Bom Guillermo, você vai testemunhar nosso casamento ok? Vai ser nossa testemunha ocular. Apenas observe, não precisa fazer mais nada. — O tal do Guillermo apenas assentiu com a cabeça e ficou nos olhando.
– Bom, Edward. Eu prometo te amar pra sempre, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza. Prometo te proteger de todas as vadias que vierem dar em cima de você, prometo amar seu cabelo bagunçado pra sempre, prometo amar seu macarrão mesmo se ele passar do ponto, prometo te amar quando você preferir assistir futebol á ficar comigo, prometo cuidar de você quando você beber demais e prometo te amar quando você estiver insuportável e irritado, o que não significa que eu não posso te bater quando eu quiser e achar que você merece. Eu prometo ser leal e te respeitar. Prometo tentar te fazer rir e chorar com você quando for preciso. Prometo ser sua power ranger e te salvar quando você estiver em perigo e prometo te dar um abraço de ursinho carinhoso quando você estiver triste. Eu te amo. — Ela sorriu pra mim e eu sorri de volta.
– Bella, eu prometo te amar pra sempre, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza. Prometo te proteger de todos os machos que olharem pra você e bater neles se for preciso, prometo te amar nos dias de TPM, prometo te amar quando você se sentir gorda, prometo te amar quando você estiver irritada, prometo te amar quando você me bater, prometo te carregar pelas escadas mesmo contra sua vontade. Prometo te fazer rir sempre que eu puder, chorar com você se for preciso. Eu prometo ser seu melhor amigo sempre, prometo me lembrar todos os dias o porquê me apaixonei por você e te dizer sempre que te amo. Prometo ser leal e te respeitar. Prometo abusar de você quando tomarmos banho e prometo dormir sempre do seu lado. Prometo ser seu cavaleiro e te salvar da torre, prometo cantar a música do Barney (amo você, você me ama) quando você se sentir triste. Eu te amo também. — Só então percebi que Bella estava chorando e rindo ao mesmo tempo. Guilhermo estava aos prantos, ele secava o nariz no avental.
– Ustedes son lindos. – Gillermo disse, chorando. – My amorzita, Carlita, tambíen me ama assi, Dios, como tengo saudades dela! — ele chorou mais ainda. – Besa la novia hombre!
Segurei o rosto de Bella em minhas mãos e a beijei. Começamos a rir entre o beijo, Guillermo não parava de bater palmas e chorar. Ele era gordinho, tinha bigode e usava uma regata branca, com um avental um tanto quanto sujo por cima. Bella olhou pra ele e sorriu.
– Obrigada Guillermo, você foi muito últil. Se alguém te perguntar, nós somos casados, certo?
– Sin señora, si si si. Esto erés ton lindo. – ele chorou novamente. – Como siento saudades de Carlita, ó dios!
– Quem é Carlita? — Bella perguntou, curiosa.
– Eres my cabra, my amor de mi vida. — ele chorou e tirou uma foto do bolso. – Olhem. – ele nos mostrou a foto dele abraçando uma cabra de véu e grinalda. Logo em seguida, beijou a foto e ficou falando umas coisas que eu não fui capaz de entender.
– Edward, — ela sussurrou. – ele casou com uma cabra? — Bella me olhou incrédula.
– Acho que sim. – sussurrei de volta.
Guillermo ainda namorava com a foto. Nós rimos e saímos de mãos dadas em direção ao avião. Tânia, graças a Deus estava em um voo diferente do nosso. Nos sentamos, um do lado do outro, fizemos os procedimentos padrões do voo e decolamos.
Ao longo do voo nós assistimos 2 filmes, 'Último tango em Paris' e 'Morro dos ventos uivantes' . Bella adormeceu no meu ombro na metade do segundo filme.
Finalmente chegamos na Austrália. Arrumamos tudo e descemos do avião. Bella foi pegar Bear e eu liguei para o departamento de carros, havíamos alugado um volvo prata. O carro chegou, coloquei as malas no maleiro, Bella colocou Bear no banco de trás e entrou no carro. Entrei logo em seguida.
– Como chego na sua casa? — perguntei.
– Bom, como você não conhece nada por aqui, acho melhor usarmos isso. – ela apontou para o GPS e sorriu.
– Ok. – sorri pra ela. Bella digitou o destino e o caminho me foi mostrado. Segui o trajeto traçado pelo GPS e em menos de 30 minutos estávamos na porta da casa de Bella.
Desci do carro e fui abrir a porta pra ela. Ela riu e me beijou rapidamente. Bella abriu a porta traseira e tirou Bear de lá. Caminhamos uns 10 passos até o portão da casa dela, finalmente havíamos chego.
Bella's POV
Finalmente eu havia chego. Como eu estava com saudades da minha filha, como eu queria abraçá-la, apertá-la, beijá-la. Não via Renesmee á mais de 2 semanas e aquilo estava me matando. Apertei a campainha da casa da minha mãe e esperei. Foram os 5 segundos mais longos da minha vida. De repente, uma menina de cabelos cacheados veio correndo na minha direção. Renesmee. Meus olhos instantaneamente se encheram de água. Minha filha, ela esta ali, finalmente.
Renesmee abriu o portão com euforia e se jogou em meus braços. Eu a abracei e a girei em meu colo, lágrimas rolavam pelos meus olhos. Enterrei meu rosto em seus cabelos sentindo seu cheiro, a apertei forte contra mim e me deixei chorar, sem vergonha. Bear pulava em cima de nós tentando alcançar Renesmee, ela riu contra meu cabelo.
– Calma Bear, deixa eu abraçar a mamãe primeiro! — Deus como eu sentia falta dela, da voz, do sorriso, dos olhos, do cabelo, do jeito, TUDO.
– Ah filha, como eu senti saudade. — chorei ainda mais e Renesmee limpou minhas lágrimas e beijou minha bochecha.
– Eu também mamãe. Não chore, agora estamos juntos e esta tudo bem. — Minha filha me confortando quando devia ser ao contrário, chorei ainda mais. Renesmee me abraçou e logo em seguida senti braço fortes envolvendo nós duas. Edward.
– Meus anjos. – ele sussurrou pra nós e beijou minha bochecha e a de Renesmee.
– EDWARD, VOCÊ VEIO! — Renesmee pulou do meu colo direto para o colo de Edward e o abraçou com ternura. Fiquei apenas chorando e observando os dois. Olhei para a casa e vi minha mãe parada no portão com Bill, nos observando. Fui até ela e a abracei.
– Mãe.
– Bella.
Nos abraçamos pelo o que se pareceu um longo tempo. Cumprimentei Bill e voltei á olhar para Renesmee e Edward, ela ainda estava no colo dele, sorridente.
– Vamos entrar, o almoço está quase pronto. – Minha mãe disse.
Edward veio até mim com Renesmee no colo e pegou na minha mão. Bear veio do meu lado e caminhamos, os 4, até a casa. Em frente a casa tinha um jardim, no canto esquerdo tinha uma árvore com um balanço de madeira e no canto direito, tinha a roseira da minha mãe e uma piscina de plástico, provavelmente de Renesmee. Tinha um caminho de pedras no meio do jardim que dava na casa. Renesmee desceu do colo de Edward e foi brincar com Bear perto da árvore, tinham brinquedos dela por lá. Eu e Edward seguimos até a casa. Peguei na mão dele e a segurei forte. Um arrepio subiu pela minha espinha e eu travei.
– Bella, você está bem? — ele sussurrou pra mim.
De repente lembranças de 10 anos atrás vieram a toda. Nós na cozinha, a faca de legumes, minha mãe, o tiro, meu pai morto em cima de mim, os policiais, o sangue....
Senti como se eu fosse desmaiar e me segurei no Edward.
– Bella, amor, você esta bem? — Eu respirei fundo, segurando as lágrimas que lutavam pra cair.
– É que... eu não entro aqui á 10 anos... — sussurrei.
– Você não ficou aqui quando veio trazer Renesmee? — ele parecia confuso e preocupado.
– Não, eu fiquei em um hotel. — nós conversávamos em sussurros. — Eu não sei se eu consigo.
– Calma, olha, vem cá.. – ele me abraçou pelos ombros e colocou meu braço esquerdo em volta da sua cintura. Minha mão direita subiu até meu ombro, encontrando a mão de Edward ali e entrelaçando nossos dedos. — Escute, eu estou com você e está tudo bem. Vamos almoçar com a sua mãe e o Bill e depois podemos ir passear com Renesmee se você se sentir mal, ok?
Apenas assenti com a cabeça, respirei fundo e nós entramos.
A casa mudará muito em 10 anos, graças a Deus. Os móveis era mais modernos e minha mãe havia reformado a sala, deixando-a maior. Edward não me soltou enquanto caminhávamos pela casa.
– Filha, seu quarto ainda está intacto, se quiser ir até lá... — Não pensei duas vezes e arrastei Edward até meu quarto. O empurrei pra dentro e fechei a porta atrás de nós, eu me sentia protegida ali dentro.
– Você esta bem, Bella? — não disse nada, apenas fui até Edward, o abracei e chorei em seus braços. Já havia perdido a conta de todas as vezes que ele havia me consolado. Ele era mesmo meu salvador.
Chorei por mais alguns minutos mas minhas lágrimas logo sessaram. Me soltei do abraço de Edward e me sentei na minha cama. Ele andou pelo meu quarto, observando-o.
Meu quarto era comum. A pintura ainda estava intacta. Eu e minha mãe havíamos pintado um arco íris na parede, as cores ainda estavam bonitas de se ver. Na parede oposta, onde ficava minha cama, haviam posters das minhas bandas preferidas e desenhos que eu fazia. Na parede da esquerda estava meu armário e minha penteadeira, na parede da direita era o meu banheiro. Havia um puff em forma de panda em frente á minha penteadeira, que estava cheia de colares, anéis e livros. Minha colcha de retalhos ainda estava ali. Presumi que minha mãe á havia lavado pois ela estava cheirosa. Me deitei na cama, de frente para o armário e me encolhi em uma concha. Logo em seguida senti um corpo quente em minhas costas, me aninhando e confortando. Me virei pra Edward e ficamos nos olhando em silêncio. Ele olhou pra cima, onde estavam os posters e desenhos e sorriu.
– Era fã de Guns n' Roses e... N'Sync ? — ele levantou uma sobrancelha e riu.
– Eu tenho um gosto eclético. – ri de volta.
– Eu percebi. — ele sorriu. Edward me abraçou e me trouxe pra mais perto dele. O silêncio reinou novamente mas ele o quebrou. Sua voz era um sussurro...
– Eu sei como deve ser difícil pra você... Entendo por que reservou o hotel... Eu entendo Bella. Não quero que me esconda as coisas ou que tenha medo de conversar comigo sobre algo. Você, acima de tudo é minha melhor amiga, e agora somos marido e mulher, lembra? — ele me mostrou a nossa 'aliança' no dedo mindinho e sorriu pra mim. Sorri pra ele. — Eu vou estar com você sempre, quero saber o que te magoa, o que te deixa triste, o que te deixa feliz, o que te aflige, o que te anima, quero saber tudo, eu quero cuidar de você, quero te amar. — ele encostou a testa na minha e eu me segurava pra não chorar. – Eu te amo Bella, muiiiito muiito muito. Te amo demais. Eu nunca havia sentido isso antes, me consome. Não consigo imaginar minha vida sem você nela. Vai ficar tudo bem por que você tem à mim, e eu tenho você, estamos juntos, isso que importa agora, ok? — lágrimas rolaram pelos meus olhos novamente. O que eu havia feito para ser digna desse homem? Eu não sabia. Apenas agradeci a Deus mentalmente e colei meus lábios dos de Edward, calorosamente. Ele me beijou com ternura mas ao mesmo tempo, com fogo. Suas mãos começaram a descer do meu cabelo até minha cintura e …
*toc toc
Parei o beijo e olhei pra porta.
*toc toc
– Mamãe? Edward? O almoço tá pronto. — sorri involuntariamente ao ouvir a voz dela. Olhei pra Edward e ele fez uma careta pra mim. Eu também queria ficar ali mais um pouco, mas tínhamos que comer e eu estava faminta.
– Vamos, quando mais rápido comermos, mais rápidos podemos voltar pra onde paramos. — pisquei pra ele. Ele me agarrou e me beijou, rápido demais.
– Vamos.
Saímos do quarto e fomos até a sala almoçar. Renée e Bill sentaram na frente de mim e de Edward. Renesmee sentou-se na ponta da mesa. Minha mãe havia feito lasanha, minha preferida. Comemos, conversamos, rimos. Edward ajudou minha mãe com os pratos na cozinha e eu fui com Renesmee e Bill para a sala. Logo, Edward e Renée se juntaram á nós. Edward sentou-se do meu lado, Renesmee em meu colo. Bill estava na poltrona e minha mãe sentou-se no colo dele.
– Filha, você vai ficar aqui não vai? O quarto de hóspedes está ótimo! — Renée disse.
– Sim mamãe, está lindo mesmo. E o quarto de vocês é do lado do meu, vamos ficar bem pertinho um do outro. — Renesmee sorriu pra mim.
Olhei pra Edward com pavor. Como eu ia sair daquela situação? Não queria magoar minha mãe mas também não queria ficar ali, o que eu ia fazer?
– Nós não queremos incomodar Renée, eu fiz reserva de um hotel pra nós. — Edward disse.
– Não querido, imagine! Vocês vão ficar aqui, o quarto esta arrumado, eu estava esperando vocês. É lá em cima, é do lado do quarto que Renesmee está, é aconchegante.
– Não tenho dúvidas que é, eu apenas não quero ser um intruso e incomodar a privacidade de vocês. Eu sou apenas o namorado. — Edward riu e minha mãe e Bill se juntaram á ele. Eu não conseguia falar.
– Claro que não Edward, vocês ficarão aqui em casa, conosco! Não vai ser incomodo nenhum, imaginem! — Edward tinha tentado tudo o que ele podia, claro que ele não seria indelicado, e nem eu, depois de tudo aquilo.
Seria uma luta, mais eu ia ter que ficar ali, naquela casa que me assombrava com as lembranças. Edward pegou na minha mão, me trazendo conforto. Pelo menos eu estava com ele e com Renesmee, e isso era tudo.
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