Save Me
3 You get the best and worst of me
Ian me deixou em casa e me deu seu número de telefone. Ele disse que amanhã cedo teria que trabalhar, mas que talvez a tarde nós poderíamos fazer alguma coisa juntos. Entrei em casa, me troquei de novo e resolvi sair já que ainda eram 16:00. Peguei celular, coloquei os fones de ouvido e fiquei escutando Situations no volume máximo. De algum modo, eu gostava de fazer isso, andar por aí com o som no máximo. Por que as vezes, a música expressava melhor o que eu sentia. Como o motivo que eu nunca soube pelos meus pais me odiarem tanto. Ou pelo meu único amigo ser meu professor. Acho que eu sinceramente devia agradecer muito a Ian, tudo de bom que eu tive na vida foi por causa dele.
Estava descendo a rua, quando sinto alguém bater em mim com força e me derrubar no chão, me sentei e vi um menino loiro de olhos azuis levantar do chão e me esticar a mão para eu levantar. Segurei em sua mão e ele me puxou.
- Desculpa, eu não te vi. – ele disse, sorrindo.
- Tudo bem. – eu disse, passando a mão na cabeça, que doía um pouco. Ele riu quando ouviu meus fones de ouvido gritarem a música. Eu ri também e pausei a música.
- Eu sou Niall. — ele disse me estendendo a mão, eu segurei a mão dele e ele me puxou para um abraço apertado e, confesso, muito bom.
- Nialler, cadê a bola? – ouvi uma voz familiar perguntar, e quando olhei vi que era Zayn, ele sorriu e veio até mim, pegou minha mão e beijou a mesma, me fazendo ficar um pouco nervosa.
- A bola, eu esqueci. – Niall disse rindo. Ele correu até o outro lado da rua e pegou uma bola de futebol branca. Eu sorri, sacudi minhas roupas e peguei meu celular.
- Bom gente, foi maravilhoso esbarrar em vocês, mas acho que eu vou continuar a minha caminhada. – eu disse, fazendo Niall rir
- Não mesmo! Você vai ficar e nós vamos te apresentar ao Liam e ao Louis, e você vai jogar futebol com a gente. – espera, pause. Zayn, que é um dos integrantes da banda One Direction, está me chamando para conhecer o resto da banda. Detalhe : eu não gosto da banda deles, na verdade nunca ouvi nenhuma música. Detalhe² : eu odeio o Harry, que provavelmente deve estar lá.
- Eu realmente não acho uma boa ideia. – eu disse, séria já colocando meus fones de ouvido para continuar andando. Niall puxou meus fones e meu celular e foi correndo para dentro da casa deles. – Espera aqui seu loiro retardado! Eu quero meu celular, coisa maldita. – eu disse, correndo atrás dele para dentro da casa, ele estava correndo por uma sala enorme e muito bonita.
- Ta bom, vem aqui pegar. – ele disse, parando de correr. Eu fui andando até ele e peguei meu celular com força das suas mãos, logo depois dando um tapa em sua cabeça. Ele e Zayn começaram a rir. Logo vi um menino bonito, com os olhos azuis maravilhosamente lindos e outro com cabelos castanhos levemente cacheados, ambos muito bonitos. Eles chegaram perto e me olharam simpáticos e sorriram.
- Liam, Louis, essa é a Aria, a nossa vizinha. – Zayn disse, e então Liam me deu dois beijos no rosto e Louis me deu um abraço apertado, quase sufocante.
- Prazer Aria. – Louis disse, apertando minhas bochechas, eu fiz uma cara feia para ele e todos riram. Estranhei que Harry não estivesse por lá mas fiquei feliz, a última coisa que eu queria era ele me provocando só para estragar mais ainda o dia do meu aniversário. – Você vai jogar futebol com a gente?
- Ahn... Eu vou tentar. – eu disse, mordendo os lábios ao me lembrar das aulas de Educação Física, não eram boas memórias. Peguei meu celular e coloquei em uma mesa em frente ao sofá, tirei a camisa (eu estava com uma regata branca por baixo)
- Você tem tatuagens? – o Liam perguntou, apontando a tatuagem no meu pulso.
- Sim, eu fiz escondido dos meus pais. Acho que é por isso que eles me odeiam tanto.
- Quantas tatuagens você tem? – o Louis perguntou.
- Tem duas nos pulsos, uma um pouco embaixo da nuca, uma no dedo, uma aqui atrás da orelha e essa última no braço.
- Nossa, quanto mais passa o tempo, mais eu vejo o quanto você e o Zayn tem em comum – Niall disse. – Os dois andam na rua que nem dois retardados sem dar atenção a nada, fumam e tem tatuagens.
- Nossa, então agora eu sei o quanto você parece uma grávida. – Zayn disse e todos riram, fomos para o quintal jogar futebol. Como sempre eu não me saí muito bem, mas estávamos nos divertindo, quando eu só vejo um ser andando sem roupas e solto um berro e tapo meus olhos. Todos olham e começam a rir. – É só o Harry.
- Só podia ser. – eu disse cheia de raiva, pegando meu celular para ver as horas, ai não, como eu não vi quando escureceu? Já eram 20:00, peguei minha camisa e saí correndo. – Eu vejo vocês outro dia.
Eu me despedi dos meninos e já estava indo embora quando Harry chegou pelado ainda, arregalei os olhos e coloquei uma mão na frente do rosto.
- Não vai falar comigo? – ele perguntou, e uma parte de mim sentiu nojo dele, e outra sentiu nojo de mim mesma, por ficar atraída por sua voz.
- Nem em um milhão de anos!
- Olha que eu espero...
- Coloque uma roupa Harry, pelo amor de Deus! – eu disse, tentando passar por entre ele e chegar a porta.
- Pronto. – ele disse, tirei a mão do rosto e ele estava de cueca, bom, já era uma roupa.
- Adeus, feliz agora? Já falei com você. – eu disse, tentando passar pela porta, quando ele me puxa mais uma vez, me fazendo revirar os olhos.
- Eu quero um abraço também. – ele disse fazendo um biquinho.
- Nunca! – eu disse, me soltando dele e caminhando com força até a porta. – E quer saber? Eu odeio você! Você é arrogante, idiota, convencido e metido a galinha. E eu não sei porque, mas você tem que ficar insistindo em me irritar.
- Você desperta o pior em mim linda. – Harry disse, sorrindo de onde estava, sem se movimentar.
- Vai se fuder. – eu disse, levantando o dedo do meio e batendo a porta com força atrás de mim. Fui para casa e todos já estavam dormindo. Cheguei no meu quarto e tirei minha camisa. Fui até o banheiro e coloquei meu pijama. Fui até a varanda e sentei em um dos pufes, tirei um cigarro do maço e comecei a fumar. De alguma maneira, Harry provocava o melhor e o pior em mim, e ele parecia saber disso. Peguei meu caderno de desenhos e passei a mão pela capa de couro preta. Abri o caderno e comecei a desenhar, ok, algo estava errado comigo. Fiquei olhando o desenho e notei o quão lindo ele era, e como seria perfeito se eu pudesse beijá-lo. Me surpreendi com meus pensamentos, fechei o caderno com força e entrei no quarto, apagando o cigarro. Joguei o caderno na mesa com meu laptop e resolvi ir dormir. Eu havia caído hoje, talvez o tombo foi pior do que eu esperasse.
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