Notas iniciais
Yooh, miina!
Trazendo uma curtinha de Dia dos Pais aqui pra você.É de conhecimento geral que no me gusta Lucy, mas eu achei que combinaria fazer uma do pai dela, naqueles sete anos que ele passou longe da filha.Além disso, o Jude é vilazinado mais do que deveria, e isso me fez sentir um pouco de dó dele.
Enfim, espero que gostem!

A pilha de papés sobre a mesa.Os documentos a serem analisados e assinados.Os negócios a serem fechados,Aa reuniões que estavam por vir.

Nada disso importava.Não hoje, não ontem, e não há quatro anos.

Suspirou pesadamente, deixando que duas ou três pastas escorregassem espalhafatosamente para o chão sem ter o interesse em resgatá-las.Dane-se se aqueles documentos eram essenciais para o comércio com a guilda vizinha.Dane-se o seu maldito trabalho.Dane-se aquela guilda.

Guilda aquela que era única coisa que ajudava a sua mente a manter-se sã, ajudava-o a ficar lúcido e a não enlouquecer de arrependimento e saudade.Mas ele precisava ser forte, ficar forte.Queria estar em sua melhor forma quando ela vontasse.

"Ah, minha Lucy, como eu sinto saudades..."

-Jude-san?

Absorto em lembranças afiadas omo navalhas, ele não percebera a entrada de uma das suas colegas mais próximas.sorriu forçadamente.

-Olá, Martha.Algum problema?

-o que está fazendo aqui?Achei que não viria hoje, afinal... — Ela não terminou a frase.

-Não posso me dar ao luxo de ficar em casa descansando quando há tanto o que fazer, ainda mais por causa de uma data puramente comercial.Não acha que isso seria meio irônico?

Ela riu, mas não era sincero.Assim como os lábios dele tentavam mentir sobre os seus reais sentimentos.

Jude recomeçou a analisar os papéis, mas mãos finas e macias retiraram-nos de seus dedos, aproveitando a deixa para limpar a bagunça deixada no chão.

-Vai pra casa, podemos muito bem cuidar disso sozinhos.

-Martha, pode acreditar em mim, se a minha filha estivesse me esperando em casa, eu não teria nem dado as caras por aqui hoje.Mas ela não está.Então, eu não tenho motivos pra voltar pra lá, tenho?

Ela ia retrucar, mas mordeu o lábio.Conhecia-o há tempo bastante para entender que Jude não era um homem muito difícil de se conviver, a não ser se tocassem em sua maior ferida; a perda de sua filha Lucy.Achou mais prudente dar a meia volta.

-Como quiser.Boa sorte.

-Hmn. — Murmurou meio desinteressando.

Papéis voavam, letras corriam, palavras eram lidas apenas na superfície.Nada daquilo conseguia prender a sua atenção por tempo suficiente, e ele sentia uma imensa vontade de seguir o conselho de sua colega e sair dali, as tinha a certeza de que ir embora só seria mais doloroso.

Apoiou a cabeça em cima da mesa, derrotado.

-Hmn?O que é isso?

Um dos papéis que caíra ficara preso embaixo da mesa.Ele o apanhou e segurou na altura dos olhos, sentindo ardência logo em seguida; ali, desenhados no mais delicado e lindo traço infantil, estavam ele, a sua Layla e uam garotinha mal desenhada de cabelos loiros bagunçados.Os três sorriam exageradamente embaixo de uma árvore torta e de diferentes tons de verde e ao lado de flores purpurinadas.

-Lucy... — O nó subiu em sua garganta, e ele permitiu que uma lágrima escorresse em cada lado do rosto. — Layla...o que eu faço sem vocês?

O arrependimento o consumia de uma forma forte demais, mas ele não se permitiu abater.Precisava estar altivo, forte, para no dia em que a sua garotinha estivesse de volta, ele pudesse abraçá-la, pedir perdão e dizer o quão estúpido fora em deixá-la ficar longe dele.Ele tornaria a ver Lucy um dia, não importando o preço que teria de pagar para que isso acontecesse.Mesmo que o preço fosse a sua própria vida.

E quando ela voltasse, ele nunca mais precisaria passar um Dia Dos Pais sozinho novamente.Ele teria a sua pequena de volta para si.Sua Lucy, a sua jóia preciosa.

Notas finais
O que acharam?
Eu não achei que ficou bom, mas não é a minha opinião que conta aqui, então...reviews? =D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!