Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

Vejo um homem na calçada deitado

Embriagado para tentar esquecer a amada

Que, talvez amargurada, o traiu sem dó nem piedade

Mais que maldade fazer isso com um coração que ama

E clama por um desejo

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

Paisagem da moça na janela

Aquela que, aos suspiros, sonha com seu príncipe

Simples, igualmente um matuto do interior

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

Crianças brincando de “caiu no poço”

Onde o moço, procura por um simples beijinho

Um aninho que o faça feliz

E sorris ao beijar a moça de seu desejo

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

O velho que tenta ainda amar sua antiga paixão

Colhe rosas do chão da praça

E as amassa em um lindo embrulho de papel

Doce mel, cordel e pincel do vosso amor

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

Os adolescentes, descobrindo seus sentimentos

E aos lamentos escrevendo poesias para suas pretendentes

Muitos mentes para conseguir apenas um carinho

Doce de fininho que leva a um olhar

Molhar a garganta em doces versos

Que de tão belos, conquistam até os corações feitos de gelo

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

A pobre ilusão do homem traído

Que, com um coração sofrido, acredita em ainda ser amado

Malvado destino que lhe reserva apenas um par de chifres,

Fetiches e uma grande fama de corno manso

Santo não pode ser, pois em seu coração reside rancor

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

Para finalizar meus simples versos

O último conto de amor é daquele casal

O tal mais belo entre os rapazes e a mais bela das moças

Louças reservadas para o seu casamento

Pois o vento me diz que se amam muito

De tudo o que desejo

Isso é um conto do que vejo

Do que vejo no satírico amor...

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.