Satírico Amor
1 Satírico amor
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
Vejo um homem na calçada deitado
Embriagado para tentar esquecer a amada
Que, talvez amargurada, o traiu sem dó nem piedade
Mais que maldade fazer isso com um coração que ama
E clama por um desejo
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
Paisagem da moça na janela
Aquela que, aos suspiros, sonha com seu príncipe
Simples, igualmente um matuto do interior
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
Crianças brincando de “caiu no poço”
Onde o moço, procura por um simples beijinho
Um aninho que o faça feliz
E sorris ao beijar a moça de seu desejo
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
O velho que tenta ainda amar sua antiga paixão
Colhe rosas do chão da praça
E as amassa em um lindo embrulho de papel
Doce mel, cordel e pincel do vosso amor
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
Os adolescentes, descobrindo seus sentimentos
E aos lamentos escrevendo poesias para suas pretendentes
Muitos mentes para conseguir apenas um carinho
Doce de fininho que leva a um olhar
Molhar a garganta em doces versos
Que de tão belos, conquistam até os corações feitos de gelo
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
A pobre ilusão do homem traído
Que, com um coração sofrido, acredita em ainda ser amado
Malvado destino que lhe reserva apenas um par de chifres,
Fetiches e uma grande fama de corno manso
Santo não pode ser, pois em seu coração reside rancor
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
Para finalizar meus simples versos
O último conto de amor é daquele casal
O tal mais belo entre os rapazes e a mais bela das moças
Louças reservadas para o seu casamento
Pois o vento me diz que se amam muito
De tudo o que desejo
Isso é um conto do que vejo
Do que vejo no satírico amor...
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