Sasusaku - Amor E Amizade
24 Capítulo 25: Descoberta
Notas iniciais
*Sakura*
– Mãe. – murmurei chateada com esse mistério todo envolvendo Sasuke. – O que aconteceu com o Sasuke?
Eu já tinha trocado a roupa hospitalar por uma blusa cinzenta do Pink Floyd e uma calça jeans rasgada nos joelhos. Calcei um tênis e arrumei alguns fios de cabelo que persistiam em cair sobre minha testa.
– Eu já disse que você vai vê-lo, mas que precisa ficar calma quando isso acontecer. – respondeu desviando-se novamente da pergunta principal. – Já está pronta?
– Sim. – respondi rapidamente. Um nó formando-se em minha garganta.
Ela saiu pela porta do quarto e eu acompanhei-a até lá. Harumi segurava a mão de mamãe com uma força sobrenatural. Ela morria de medo de hospitais. A última vez que apareceu em um foi quando viemos para minha mãe reconhecer o corpo do meu pai que havia morrido em um acidente. Eu entendia o que ela sofria. Era traumático e isso tinha acontecido não fazia seis meses.
– Sakura-chan. – murmurou uma voz conhecida. Mas ela não parecia alegre e muito menos feliz. Estava mais cansada assim como seu dono. Naruto tinha algumas olheiras abaixo dos olhos. Os cabelos desgrenhados e um sorriso fraco no rosto. Ao seu lado, Hinata sorria para mim e eu prontamente devolvi o sorriso. – Como você está? Soube sobre seu desmaio de duas semanas.
– Eu estou bem. Mas os médicos ainda não falaram nada. – respondi – Você está péssimo.
– Eu sei. – murmurou – Não tem sido um mês muito bom. Veio ver o Sasuke?
– Sim. – sussurrei – Como ele está? Minha mãe não quis contar os detalhes.
– Bem. – sussurrou. O olhar tristonho e ao mesmo tempo raivoso fumigava em seus olhos. – Acho melhor você ver. Pode entrar.
– Por que vocês estão me atrasando essas respostas? – perguntei.
– Sakura-chan, é complicado. – resmungou o Naruto. – Melhor você entrar.
Engoli a vontade de xingar todos ali naquele lugar e abri vagarosamente a porta. Sobre a cama acordado, Sasuke olhava para a televisão do quarto que passava um programa de esportes. Um mínimo sorriso brotou em meu rosto que com a velocidade que veio foi embora quando Sasuke se pronunciou.
– Quem é você? – perguntou com o cenho franzido – O que faz no meu quarto?
– Sasuke... – falei confusa. – Não se lembra de mim?
– E eu deveria? – perguntou-me. Meus olhos começaram a nublar com as prováveis lágrimas que desceriam. – Você está bem?
– Estou. – suspirei – Devo ter entrado no quarto errado. Sinto muito.
Sai fechando a porta em seguida. As lágrimas que antes eu lutava para que não caíssem, deixaram meu rosto encharcado. Meu peito comprimia-se em uma dor sem igual. Aquela culpa que eu sentia aumentou gradativamente.
– Sakura! – exclamou Hinata aproximando-se de mim juntamente com Naruto e Harumi. – Sakura. Kami-sama, Naruto, ela deveria saber o estado do Sasuke antes de ter entrado.
– Nee-san. – murmurava Harumi. Os olhos chorosos e a respiração acelerada. – Por favor, não me deixe como o ottou-san fez. Por favor, nee-san.
Isso foi como um choque para que eu voltasse a respirar normalmente. As lágrimas diminuíam progressivamente. A dor no peito sumia aos poucos e eu via as coisas voltarem ao eixo.
– Não se preocupe Harumi. – resmunguei – Eu não vou te deixar. E o papai não te deixou também, ok? Foi um acidente.
Ela balançou a cabeça ligeiramente limpando as lágrimas com as costas das mãos. Colocou um sorriso confiante e se agarrou em meu corpo.
– Sakura-chan. – disse Naruto – Eu sinto muito. Não deveria ter deixado você entrar lá sem dizer o estado dele.
– Naruto... Ele não se lembrou de mim. – murmurei. – O que aconteceu? Por acaso ficou sem memória?
– Os médicos dizem que é algo temporário. – respondeu francamente. – Dizem que é uma amnésia emocional. Como se o cérebro dele se recusasse a lembrar de algumas coisas.
– Quanto ele não lembra? – perguntei rapidamente.
– A última lembrança dele foi de ter conhecido a Karin. – murmurou – Quero dizer, ele não lembra o que ela fez com ele no passado. Só lembra que está apaixonado por ela.
– E a Karin? – perguntei com um ódio desumano invadindo meu cérebro – Ela por acaso já esteve aqui?
– Sim. – respondeu baixo, como se tentasse falar para que eu não escutasse. – Mas ela foi embora e não está aqui no hospital por enquanto.
– Priminho querido, por acaso falavam de mim? – perguntou uma voz irritante e muito, mas muito chata. – Olha se não é a bela adormecida que acordou. Achei que estaria esperando o ruivinho do Sasori pra lhe dar um beijo de amor verdadeiro.
– Eu não vivo em um conto de fadas como você, Karin. – respondi mantendo meu queixo erguido.
– Eu sei. – resmungou – Por isso que o meu Sasuke-kun não se lembra de você. Só existe a mim na memória dele, e por mim, ficará assim por um bom tempo. Agora, se me dá licença, eu vou visitar o Sasuke-kun.
Ela entrou desfilando naquela roupa de piriguete dela para o quarto do Sasuke. A vontade que eu tinha era de gritar a verdade na cara do Sasuke antes que aquela vaca fizesse uma lavagem cerebral nele.
– Naruto. – murmurei – Eu vou para a minha casa, depois eu volto, mas me faça um favor.
– O que desejar Sakura-chan. – disse.
– Mantenha as patas da sua prima bem longe do Sasuke. – resmunguei – Ele não merece ser infectado por esse veneno sem saber da verdade antes.
Ele balançou a cabeça e eu chamei Harumi para me seguir até o estacionamento. Minha mãe estava sentada em um banco do lado de fora conversando com a mãe de Sasuke. Elas devem ter se tornado amigas com tudo isso dos filhos internados e inconscientes no hospital.
– Olá Sakura. – murmurou Dona Mikoto. – Você está melhor?
– Sim, Mikoto-sama. – respondi rapidamente.
– Então, querida. – murmurou minha mãe. – Conversou com o Sasuke?
– Não. – sussurrei – Ele não se lembra de mim.
– Sinto muito Sakura. – resmungou dona Mikoto. – Mas é algo temporário, creio que ele logo se lembrará de você.
– É o que eu espero. – disse.
Eu espero que ele se lembre de mim antes de ser completamente envenenado por aquela cobra de cabelo ruivo e roupa de piriguete.
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