Sasusaku - Amor E Amizade
21 Capítulo 22: Paciência
Notas iniciais
*Sasuke*
Sábado. Novamente. A semana pareceria que nunca passaria e tudo por causa de certo clima pesado entre duas pessoas. Eu, Sasuke Uchiha, e uma rosada cabeça dura, Sakura Haruno. Terminei de me vestir e peguei a jaqueta de couro sobre a mesa. Sai do meu quarto e caminhei até a sala para logo ser chamado por minha mãe.
– Sasuke–kun, onde você está indo? – perguntou-me confusa.
– Na casa do Gaara. – respondi rapidamente. – Mãe avisa ao Itachi que eu vou pegar a moto dele, ok?
– Sasuke Uchiha, eu já não disse que não quero você pilotando aquela coisa? – gritou para mim, mas eu já tinha saído pela porta. – Sasuke! Esse menino...
Dei partida na moto do meu irmão, que era simplesmente incrível, mas ele nunca pilotava e sai do estacionamento antes que minha mãe aparecesse resmungando algo. Cerca de uns quinze minutos depois eu estava na casa do ruivo que por alguma ironia do destino morava do outro lado da cidade ao lado da casa da loira. Ou talvez seja algum favor do destino para aqueles dois.
Logo na porta esbarrei com um som alto de rock e várias pessoas andando pelo jardim com copos de álcool na mão. Mais a frente, Gaara estava sentado bebendo o que parecera ser whisky com Ino sentada em seu colo. Hinata conversava com eles e Naruto acenava feito um idiota, se é que ele podia ser mais que isso, para mim. Suspirei pesadamente e aproximei-me deles.
– Ei Teme! – gritou o loiro. – Demorou hein?
– Posso saber por que você já tá gritando se ele tá do seu lado Uzumaki? – perguntou Ino.
– Mania de Uzumaki querida. – respondeu o loiro enchendo outro copo de bebida e dando-me. – Mas quanto a isso, acho que o teme aqui já acostumou.
– Ele sim, mas eu não consigo. – resmungou o Sabaku arrancando um leve gargalhada da loira que a essa hora já enchia o copo novamente. – Mas e ai Sasuke... Veio de moto hoje?
– Sim. – respondi.
– Você estava era com vontade de chatear a tia Mikoto isso sim. – resmungou Naruto. – Ela odeia quando você vem de moto para cá ainda mais que passa pela autoestrada 20.
– Que estrada é essa? – perguntou Hinata.
– Sabe aquela com curvas sinuosas e perigosas. – murmurou o Sabaku. – Ainda mais que tem um precipício na beira. E o idiota aqui só anda a mais de 120 na moto do Itachi.
– Mas ao contrário de vocês dois, eu sei dirigir. – murmurei entornando o copo – E eu não vou morrer com essa velocidade.
– Você que acha. – resmungou a loira. – Numa batida você voa o dobro da velocidade que tá. E nesse caso, você morre sim.
– Hm. – resmunguei desinteressado. – Dá pra falar de outra coisa?
Eles sorriram brevemente e tornaram a encher os copos.
– Hinata, a Sakura não vem não? – perguntou Gaara.
– Ela disse que vinha, mas não sei se ela realmente vem. – murmurou a morena. – Acho que eu vou ligar pra ela de novo e perguntar.
– Não! – exclamou a loira enquanto levantava. – Eu ligo.
*Sakura*
Fechei os olhos. Eu estava jogada na cama como sempre. Liguei a televisão e coloquei no primeiro canal que funcionasse. Um filme de terror passava e eu logo pude escutar meu celular tocar. Eu conhecia quem estava ligando só pelo toque.
– Alô. – murmurei, eu já sabia que era a Ino e com certeza perguntando se eu não iria para a casa do Gaara.
– Como assim alô? – perguntou raivosa do outro lado da linha. – Não, melhor! O que você ainda tá fazendo ai deitada e não está aqui na casa do Gaara?
– Não estou me sentindo muito bem. – murmurei. – Acho que não vai dar pra eu ir até ai.
– É claro que vai dar! – exclamou – Ou você vem por bem ou vai ver a fúria do meu rosto quando eu te arrastar até aqui.
Suspirei. Tenha paciência Sakura. Você conhece o jeito da Ino e ela é bem provável de aparecer aqui e te arrastar para a casa do ruivo você querendo ou não. Suspirei novamente antes de voltar a falar.
– Tudo bem! – exclamei – Chegou ai em até meia-hora ok?
– Ok, mas é melhor você aparecer mesmo. – disse desligando.
Levantei da cama. Eu teria que superar isso e ir. Não podia parar minha vida por causa de uma besteira como essas, eu poderia? Não podia desistir de ir a um local só pela hipótese de ver o Sasuke. Eu tinha que superar e teria que ter paciência para isso.
Caminhei até o banheiro tomando um breve banho para depois sair em direção ao closet. Peguei a primeira roupa que eu achei e vesti. Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo e passei uma leve maquiagem. Peguei meu celular e minha bolsa e sai pela porta. Liguei para um táxi e cerca de dez minutos depois eu estava falando para o motorista o endereço da casa do ruivo e cerca de quinze minutos depois eu já estava em pé na porta da casa escutando uma música alta e vendo muitas pessoas ali andando de um lado para o outro.
– Finalmente a bela apareceu! – exclamou Ino aparecendo do nada ao meu lado. – Achei que não iria passar aqui mais não. Pensava que teria que ir correndo atrás de você mesmo.
– Chega Ino. – falei irritada. – Eu já estou aqui, não estou?
– Que neura. – disse – Se acalma testuda.
– Eu disse que não estava muito para festas hoje. – falei para ela que apenas revirou os olhos.
– Isso não é uma festa Haruno.
– E o que é então? – perguntei.
– Uma simples reunião de amigos com alguns penetras a mais. – respondeu – Relaxa Sakura. É ano novo. Daqui a pouco é 2014 e tudo que você precisa é relaxar e se divertir.
Suspirei tornando a caminhar com a loira ao meu encalço. Eu ia acenando desinteressada para algumas pessoas conhecidas. Tenten dançava animada com o primo da Hina, o Neji. Eles se deram bem facilmente depois do aniversário da Temari. Já Temari conversava animada com um Shikamaru sonolento.
– Sakura, que bom que você veio. – disse uma voz bem conhecida por mim. Sasori estava usando uma camiseta branca com uma frase reflexiva escrita nela e uma calça jeans clara. – Achei que não iria aparecer aqui hoje.
– Fui forçada a vir. – disse olhando para Ino que saiu rapidamente revirando os olhos.
– Ela não gosta muito de mim. – murmurou o ruivo.
– Mas também... – sussurrei – Deixe-a para lá. A Ino é de guardar rancor.
– Mas você não é, não é mesmo? – murmurou aproximando-se de mim e oferecendo-me um copo de cerveja. – Vem, vamos dar uma volta.
– Tá.
(a partir daqui escutem: Bed Of Roses – Bon Jovi) — link: http://www.kboing.com.br/bon-jovi/1-44505/
Saímos caminhando pelo local. A casa do Sabaku era realmente incrível, enorme e nada exagerada. O jardim da parte de trás da casa não tinha muitas pessoas. Sasori me explicou que a tia dele, a mãe de Gaara e Temari, pediu que não deixasse os convidados ir pra lá para não acabar com as rosas dela. Perguntei então o porquê de irmos pra lá e ele me respondeu que era um lugar calmo pra conversar.
Sentamos num pequeno banco de granito que tinha ali. O copo de cerveja permanecia em minha mão ainda intacto. E meus pensamentos voavam longe.
– Sakura, você tá meio estranha hoje. O que aconteceu? – perguntou Sasori.
– Nada não. – respondi. – Eu só não estou muito de festas hoje.
– Entendo. – murmurou aproximando-se de mim e tocando-me o rosto gentilmente. – Seja o que for, pode confiar em mim.
– Posso mesmo? – sussurrei – Mesmo depois de tudo o que você fez?
Ele fechou o cenho e o maxilar. Seus olhos castanhos estavam escurecidos e sua expressão facial séria. A mão dele que estava em minha bochecha desceu até a própria perna e ele deixou de me encarar.
– Eu sei que errei Sakura. – disse – E sinto muito por isso. Sei que a Ino, Hinata e todos que souberam o que houve entre nós dois e o que eu fiz com você devem me odiar, mas eu mudei. Não sou mais aquele Sasori idiota. Acredita em mim, por favor.
– Não sei se consigo. – murmurei – Foi difícil Sasori. Você me fez muito mal. Eu não sei se posso te perdoar, muito menos acreditar em você.
– Sakura. – chamou-me. – Eu mudei. E eu vou mostrar pra você que isso é verdade, vou fazer você acreditar novamente em mim. Mas me deixe tentar.
– Tentar o quê? – perguntei.
Sua mão retornou a minha bochecha. Seus dedos acariciavam-na de modo gentil e decidido. Os rostos foram se aproximando. Cada vez mais perto até que os lábios se unem em um beijo. Sem pressa, sem força. Ele foi gentilmente pedindo passagem e eu fui concedendo. Só não imaginava que ele estivesse ali observando tudo com lágrimas nos olhos.
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