Sasuke Gaiden: Fantasmas
3 2: O Fantasma que Controla os Vivos
Notas iniciais
A Grande Ponte Naruto continuava como ele havia visto da última vez – viajando ainda com o time Hebi. O fluxo de pessoas pela noite era menor do que durante o dia, mas não menos atrativo. A ponte mantinha diversos pontos de luzes por toda a sua extensão, iluminando o caminho de todos aqueles que precisassem atravessá-la para chegar na cidade do País das Ondas.
“Herói, hein?”, sussurrou percebendo que sobre o letreiro que nomeava a ponte, uma placa menor havia sido colocada dizendo que o batizo da ponte foi feita em homenagem ao Herói de Konoha.
Todas as pessoas estavam falando de Naruto por toda a extensão do País do Fogo. O menino hiperativo e inútil havia recebido o título de Herói. Sasuke também estava no momento em que o mundo fora salvo, lutou bravamente contra a ameaça da princesa demoníaca, mas não podia receber uma honra tão grande como o amigo. Ele sabia que, para sempre, seria apenas o criminoso que tentou redimir os seus pecados.
Mesmo com o perdão real, ele não estava disposto a causar alvoroço em cidade alguma. Pensando no bem-estar da comunidade, Sasuke desviou o trajeto para não passar sobre a ponte. Lembrava-se de que, antes da ponte, alguns barqueiros esperavam viajantes e ajudantes na construção da estrada para levá-los até o outro lado. Visitara há alguns meses o lugar e tivera a leve impressão de vê-los ainda por ali, talvez para proteção de pessoas com mais dinheiro nos dias atuais.
Sasuke desceu por uma colina até chegar na beira do oceano. A névoa estava cobrindo totalmente o horizonte, densa e fria. Cada vez que ele soltava o ar, uma fina nuvem de frio formava-se e desaparecia em seguida logo a frente de suas narinas e lábios. Não demorou muito para que uma silhueta surgisse em meio a densidade branca e vazia do nevoeiro, remando com um pequeno barco manual.
— Precisando de ajuda? — um homem com os cabelos espetados e uma roupa típica de aldeão regional aproximou-se, repousando os remos nas laterais do barco de madeira.
— Gostaria de atravessar o oceano até o País das Ondas — anunciou, a voz firme e indiferente soltava ar gélido —, mas não pretendo atravessar uma ponte vazia de pessoas durante a noite.
O homem apertou os olhos escuros encarando-o. Tentava analisá-lo. Sasuke sabia que podia aproveitar-se daquela situação para controlar as ações do homem com o Sharingan, esta possibilidade sempre existia para ele. Mas fazendo aquilo, apenas seguiria um caminho egoísta novamente.
— Serão mil ryōs — avisou.
Sasuke assentiu com a cabeça e subiu no barco lentamente. Seu manto negro conseguia esconder todo o seu corpo, mas fez questão de ajustar, por debaixo dele, a espada para que não fosse percebida pelo morador.
O barco balançou com o peso dos dois homens, mas não virou. Tudo estava em completo silêncio quando o dono da embarcação pegou os remos e começou a movê-los, empurrando o barco para além da costa. A névoa lentamente cobriu-os, fazendo-os desaparecem para os olhos comuns de viajantes perdidos.
Estando na estrada há, pelo menos, uma semana, sem parar, o andarilho sentiu todo o peso do corpo quando ajeitou-se sentado na embarcação. Deslizou sutilmente o braço para fora do manto, apoiando-o sobre a madeira para alongá-lo e manter assim. Seus músculos estavam exaustos, pois, depois da guerra, havia ficado por muitas semanas esperando o resultado de sua condenação ou perdão.
— O senhor participou da Guerra? — o barqueiro perguntou.
Sasuke olhou-o de baixo, pois o homem mantinha-se em pé remando. Fechou o olho em seguida, ignorando a pergunta realizada. Ele não tinha o costume de responder qualquer pergunta que o faziam. Preferia a discrição.
— Notei que falta um braço em você e que está viajando sozinho a noite, aposto que é um ninja, estou certo? — insistiu nas perguntas.
A impaciência tomou conta do corpo do garoto, como era de seu costume. Suspirou profundamente, tentando demonstrar como estava desconfortável em falar com o homem. Sasuke não tinha realmente problemas em conversar, apenas preferia não fazer. Sakura sempre o alertou de como ele era calado e isso podia prejudicar nas missões, assim como o atual Rokudaime, mas ele nunca achou necessário ser um livro aberto a todos.
Quando percebeu, em meio a ignorância projetada ao barqueiro, ele estava relembrando dos momentos com o time da folha. Sakura sempre ansiosa por suas palavras, sempre ao seu redor. Sasuke sorriu pensando naquilo. Sakura realmente sempre esteve ao lado dele, mesmo que fosse de uma maneira estranha e infantil; o que ele havia feito em retribuição? Abandonado-a com um agradecimento vago, ignorado-a quando ela o tentou salvar, tentando matá-la em uma próxima vez, escolhido o mundo ao invés dela e até mesmo derrubando-a em uma ilusão onde projetara a cena mais cruel que podia imaginar: ele matando-a.
Sasuke percebeu que estava fazendo tudo errado para Sakura desde sempre.
— A névoa está densa demais, senhor — o barqueiro alertou.
Ele abriu os olhos outra vez, percebendo uma espessa camada de nevoeiro cobrindo tudo tão intensamente que mal podia compreender onde estava a água e onde estava o céu. Sasuke olhou para o barqueiro que deixava marcada uma face assustada. Tentando chamar a atenção do homem, ele coçou a garganta olhando-o.
— Sugiro que paremos um pouco, senhor.
Outra vez, ele suspirou impaciente.
— Muitos ladrões andam atacando viajantes e moradores da vila, a névoa pode dar mais espaço para eles — explicou-se, a voz tenebrosa.
— Ladrões? — Sasuke pareceu não acreditar. — Pensei que depois da queda do Gatō nenhuma gangue de ladrões estivesse dominando mais a região.
O barqueiro pareceu surpreso com o conhecimento do viajante.
— Você sabe do que aconteceu alguns atrás então? — indagou, diminuindo as braçadas nos remos.
Sasuke assentiu em silêncio, derrubando mais os cabelos sobre os olhos. Ele lembrou de como foi terrível a batalha na ponte e em como quase morreu para salvar Naruto. Foi uma das poucas vezes em que a vingança saiu de sua mente naqueles tempos. Salvar o seu melhor amigo foi uma das poucas coisas que ele conseguiu fazer sem nenhum desejo egoísta envolvido.
Naquele tempo, ele não sabia explicar o motivo de ter feito uma atitude tão burra. Porém agora ele sabia muito bem que o seu corpo havia se movido pela simples necessidade de proteger coisas importantes para ele.
— Mesmo que aquele demônio tenha sido derrubado, a maldade sempre existe e depois da guerra uma quadrilha vem agindo e roubando nossos suprimentos e usando nossas rotas comerciais para furtos — explicou, resmungando e sacudindo os braços.
Sasuke ergueu o braço com a mão aberta, ordenando-o que parasse de remar. O homem agradeceu e atirou-se sentado sobre a embarcação, fazendo-a chacoalhar como se fosse virar e afundar.
— O Rokudaime sabe sobre isso? Talvez a Godaime? — Sasuke ficou curioso.
O homem negou com a cabeça.
— Tentamos enviar pedidos para ambos, mas é muito provável que tenham ignorado as mensagens de socorro. Graças aos roubos, não temos dinheiro para contratar os serviços de ninjas de nenhuma das duas nações. Não é como antes que o construtor Tazuna conseguiu um dinheiro por fora para isso, estamos todos falidos e nas mãos desses homens.
Tazuna… Sasuke lembrava muito bem do velhote. Afinal de contas, havia sido a primeira missão importante do time. Primeira vez que saíram do vilarejo para proteger a vida de uma pessoa – e também foi a primeira vez que eles viram como a pobreza pode devastar uma nação.
Ele conseguia se lembrar de como a situação precária causava tristeza entre os moradores. Em como todos tinham medo de tentarem fazer quaisquer coisas. Lembrava-se também em como havia quase morrido e como Sakura o abraçou forte quando ele finalmente acordou. Nada daquilo sumia de suas lembranças.
— Cochilarei por trinta minutos, a névoa deverá estar mais leve até lá — o homem avisou, ajeitando-se deitado sobre a madeira.
Permanecendo calado, ele olhou para a enorme lua cheia sobre a cabeça dos dois. Refletiu sobre como o mundo andava assim como o oceano refletia o enorme satélite. O mundo continuava exibindo uma falsa paz enquanto homens maus atacavam os mais fracos. Nada havia mudado.
Para piorar os seus pensamentos, lembrou-se de quando esteve na região com o time Hebi. Mesmo naqueles dias, ele soube que pessoas más estavam rondando a região e preferiu não fazer nada. Tudo em prol de seus próprios objetivos, de sua vingança. Pensar naquilo o frustrou mais do que ao perceber como tudo continuava igual. Sasuke mordeu os lábios até quase fazê-los sangrar, tentando acalmar a raiva que estava sentindo de si mesmo.
Sasuke desviou o olhar para a água outra vez, percebendo uma coisa anormal. O vento que soprava brevemente sobre o seu corpo vinha do leste, mas a água estava formando oscilações circulares tendo um ponto como epicentro. Ele colocou o braço sobre o punho de sua espada ainda por debaixo do manto e sentiu a visão escurecer.
Um homem tentava colocar um saco ao redor da cabeça de Sasuke, mas o ninja era mais esperto e veloz. Deslizou o corpo para baixo, escapando do objeto, apoiou a mão na madeira e impulsionou as pernas para o alto, acertando os dois pés contra o queixo do homem que tentava lhe abater.
O barqueiro acordou assustado com o barco quase virando do avesso. Sasuke girou o corpo e parou os pés levemente sobre a embarcação, percebendo que o inimigo anterior estava pisoteando o oceano com auxílio do chakra. “Ninja”, sussurrou, apertando os olhos na direção daquele estranho.
Três novos homens surgiram ao redor do barco, todos usando o chakra. Vestiam-se com mantos escuros e todos possuíam a mesma tatuagem no rosto como os malfeitores de Sora-ku. Sasuke apertou o cabo da espada outra vez, analisando a situação cautelosamente. Precisava ter atenção para que o barqueiro não saísse ferido.
O mesmo homem que havia tentado abatê-lo lançou uma saraivada de shurikens contra o viajante e o barqueiro. Sasuke podia estar debilitado com apenas um braço, mas não era lento. Seus reflexos continuavam enormes para trabalhar contra todos os tipos de inimigos, pois, em seus treinamentos com Orochimaru, diversas vezes fora obrigado a amarrar uma das mãos para aprender a enfrentar dificuldades.
Sasuke puxou rapidamente a espada, balançando a lâmina para frente do corpo duas vezes, rebatendo todas as armas lançadas. Os itens metálicos ficaram suspensos no ar ainda rodando por instantes antes de caírem sobre a madeira do barco. Ele girou a espada e como se fosse uma kunai, atirou-a na direção do inimigo.
Rapidamente o homem desviou da espada com um balanço da cabeça para o lado, porém, Sasuke havia planejado aquilo e com o auxílio de seu poder ocular supremo, apareceu na mesma posição que antes estava a sua espada. A lâmina da espada caiu fincada na madeira. Sasuke envolveu o braço ao redor do pescoço do alvo, forçando-o e removendo-lhe todo o ar e, com um giro, derrubou-o para afundar no oceano.
— Para quem vocês trabalham? — Sasuke perguntou firme, encarando-os ainda sem revelar o brilho púrpura que existia em seu olho esquerdo.
Nenhuma deles disse qualquer coisa. Todos puxaram kunais, duas cada, preparando-se para um verdadeiro combate. Sasuke balançou a mão para fora do manto escuro e uma enorme carga de energia envolveu-a criando o som peculiar de mil pássaros enquanto ele dava um passo a frente.
Um dos membros daquela gangue avançou aos gritos. Sasuke sequer desviou o olhar que mantinha firme no barqueiro como referência. O homem saltou em sua direção, mas Sasuke era mais rápido e forte; ele moveu-se tão rápido que apenas um vulto foi deixado para trás e aplicou um intenso chute contra o centro das costelas do malfeitor, lançando-o metros para trás e afundando-o nas águas oceânicas.
A técnica continuava brilhando em sua mão, exibindo um intenso brilho que iluminava totalmente o arredor do corpo de Sasuke. O Sharingan brilhou em seu olho direito, impondo os dois inimigos em ilusões iguais e ao mesmo tempo. Os homens paralisaram os corpos, derrubando as armas que afundaram no oceano.
O Chidori desapareceu e ele tentou ler a mente dos inimigos. Assim como antes, encontrou-se em um local coberto por barreiras mentais. Piscou a seguir, quebrando a noção de vida dos homens e fazendo-os desmaiar caindo ao oceano, indiferente para as suas vidas. Precisava preocupar-se com o barqueiro que era apenas um civil.
Sasuke moveu-se com toda a velocidade e pousou sobre o barco, aproximando-se do barqueiro encolhido no canto do casco. O Sharingan desapareceu com um mero piscar de olhos.
— Está tudo bem?
— Atrás de você! — o homem berrou.
Sem muito tempo para pensar, Sasuke virou o rosto e viu o primeiro homem derrotado movendo a sua espada em um corte limpo de cima para baixo. Incapaz de simplesmente desviar, ele agarrou o barqueiro e saltou para fora do barco que recebeu o corte direto em sua madeira.
O homem era incapaz de permanecer sobre a água com o chakra. Sasuke precisou mantê-lo firme contra o seu corpo, encarando o homem que deveria estar morto. Para a sua surpresa, ele realmente demonstrava estar.
Seu inimigo estava com os olhos revirados, sangue nas narinas e na boca. A espada presa na madeira tornou-se inútil para ele que agia com um corpo mole e sem vida. Sasuke conhecia pouco sobre técnicas de ressurreição e nenhuma delas podia fazer um verdadeiro morto-vivo nascer daquela forma.
Piorando a sua situação, ele estava pendente tendo apenas um braço para proteger o barqueiro.
— Solte-me — o barqueiro disse.
Sasuke sequer encarou-o, pois não estava disposto a deixar um mero civil da região morrer graças a ele novamente. Seus ombros já estavam carregando culpa demais pelos erros passados.
O barqueiro percebeu que não receberia resposta alguma e sacudiu o corpo tentando escapar. Usando mais força que o normal, Sasuke prendeu e tirou um pouco do ar do homem. Respirando com dificuldade, o homem bateu com os pés contra a água, erguendo um amontoado de gotas d’água que pairaram sobre o ar.
— Pare quieto — ordenou Sasuke.
Morto-vivo ou não, o inimigo voltou a se movimentar, descendo do barco e concentrando chakra debaixo dos pés para caminhar sobre as águas. Subitamente o cadáver parou de se mover. O corpo inteiro começou a chacoalhar enquanto o homem erguia a cabeça como se estivesse sufocando.
Sasuke trouxe de volta o poder do Sharingan, percebendo que uma massa de chakra estava atravessando a garganta do homem e subindo pela traqueia. Ele nunca havia visto um poder parecido que não fosse a cobra contida no estômago de Orochimaru onde ele guardava a sua espada lendária.
O homem abriu a boca e uma massa roxa saiu como se fosse fumaça, mas ela tinha dois olhos dourados com fendas brilhantes e uma larga boca sorridente. Sasuke aspirou o ar concentrando o chakra em seus pulmões; Katon: Gōkakyū no Jutsu.
Ele soprou uma enorme massa de chamas que avançou contra aquela projeção feita em chakra, engolindo-a com toda a potência de seu fogo. Sasuke permaneceu soprando por uns instantes antes de parar fazendo uma fagulha brilhar em sua frente antes de sumir por completo. Com o passar do fogaréu, ele notou que a fumaça anterior havia desaparecido e o morto-vivo estava totalmente morto boiando ao redor do barco.
— Estão todos mortos? — o barqueiro perguntou, assustado.
Sasuke não respondeu. Utilizou os poderes de sua habilidade ocular para olhar o fluxo de chakra de cada um dos cadáveres, tirando a certeza de que a fumaça de antes não estava no corpo de mais nenhum dos mortos; e não havia. Forçando os pés com chakra sobre o oceano, ele avançou novamente para cima do barco e derrubou o barqueiro contra a madeira sem nenhum cuidado. Pegou a espada e a guardou rapidamente.
— Precisamos reportar ao Rokudaime, não, a Godaime! — O homem estava nervoso.
— Não. — Sasuke disse firme.
— Claro que precisamos! — o barqueiro encarou o rosto de Sasuke e percebeu o escarlate intenso que brilhava em seu olho enquanto os cabelos balançavam ao vento. — Uchiha?
O viajante não respondeu. Sacudiu o braço para fora do manto e mordiscou-o tirando um filete de sangue que usou realizando uma rápida sucessão de selos com a mão, conjurando um pouco atrás de si um enorme falcão.
— Garuda nos levará daqui em diante — explicou.
— Você é… Uchiha… Sasuke, não é?
Sasuke suspirou cabisbaixo. Ninguém deveria saber de sua presença por ali, mas tornou-se impossível não utilizar as suas técnicas herdadas.
— Suba no falcão, precisamos sair daqui antes que mais daqueles ninjas venham. Não terei como protegê-lo em mar aberto — ordenou, esticando o braço para agarrar o homem.
O homem se deixou ser levado pelo braço até ficar sobre o enorme animal, sentando-se. Sasuke também sentou nas costas da ave e assoviou, fazendo-a bater as asas ganhando altitude. O barqueiro ficou silencioso observando o oceano ficando mais distante.
— Por que está aqui? Você também foi um herói para o País, não foi? Veio nos salvar? — o homem insistia nas perguntas.
Sasuke moveu o rosto olhando levemente para o homem, mas impaciente como era usou o Sharingan para hipnotizar o civil levando-o ao sono profundo. Também havia removido as memórias daquele incidente com aquele movimento. Precisava investigar quem eram aquelas pessoas marcadas nos rostos e que tipo de poder estava enfrentando, contudo, se o homem mantivesse as memórias, ele provavelmente contaria sobre o famoso Uchiha Sasuke estar na cidade e isso atrapalharia a investigação.
Garuda bateu as asas mais forte e emitiu um som agudo ao ganhar velocidade no ar. Os cabelos do andarilho balançaram revelando o olho direito novamente negro e o esquerdo dominado pelos poderes recebidos durante a Guerra.
Sasuke alcançou o outro lado da costa rapidamente, deixou o homem adormecido nas instalações de barqueiros, cobriu o rosto com o seu capuz e foi em direção a cidade do País das Ondas enquanto seu falcão desapareceu em uma enorme cortina de fumaça.
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