Sarah's Umbrella

1 Sarah's Nightmare.


Notas iniciais
He-ey!
Então... Descumpri minha promessa, mas por uma boa causa. Afinal, não é todo dia que eu faço uma fic dedicada á uma das melhores escritoras adolescentes daqui, masok.
Bom, essa fanfic é completamente diferente de tudo que já fiz e é por isso que estou jogando tudo que tenho nela. Porque acredito que ela me dará grandes e bons resultados :)
Well, me desculpe, se o capítulo é muito pequeno e talz, mas é apenas um prológo. Ah, e não esperem que eu vá fazer capítulos com mais de 5 mil palavras, que eu não faço.
Não é da minha natureza e eu não consigo, também.
É isso.
Nos vemos lá embaixo, my bitches *--* (mudei o nome dos meus leitores haha)
P.S ; Cliquem no link em azul! É a trilha sonora da personagem!

Sarah’s Nightmare

*

Tudo na vida muda. Nossa mentalidade, nosso corpo, até mesmo, nosso caráter e visão de mundo. Somos muito influenciados por fatos e acontecimentos que ocorrem quase que diariamente em todo mundo.

Muitos chamam isso de destino. Outros, de predestinação. Já eu, chamo de castigo.

Inferno.

Terror.

Medo.

Escolha qualquer um deles. Eu aceito todos.

*

A história começa com meu nascimento, no dia 24 de dezembro de 1987. Segundo uma conversa que tive com minha mãe aos 7 anos, naquele dia, ela começou a sentir as dores logo após o almoço farto na casa da minha avó materna, em Chicago. Logo, toda a família – pai, mãe, irmão, marido e sobrinho – ficou aflita e a levou ao hospital, onde eu nasci logo após 5 horas de um cansativo parto normal. Minha mãe disse que, na hora em que me viu, nos braços da enfermeira ainda, ela sorriu pra mim e, por um segundo, me viu sorrir também. Não se preocupe, ela não era louca. E eu acredito firmemente nessa versão da história.

Na outro dia – manhã de Natal -, mais uma vez, a família inteira estava presente para me ver, grande e gorda, nos braços de minha mãe. Ela disse que eu parecia uma bolinha rosa sem pêlos. Pronto, ali começava a minha jornada como Sarah Marie Smith, a (quase) primogênita da família.

No começo, foi tudo alegria. Houve uma grande festa lá, celebrando meu nascimento, e o aniversário de 3 anos de meu primo mais velho, Peter. Mas, nem tudo que é bom dura muito. E foi aí que tudo mudou. Duas semanas após a festa, meus avós morreram em um acidente de carro, junto com meu tio, filho deles, e Peter.

Depois desse dia, minha mãe nunca mais foi a mesma. Chorou muito no velório e enterro e passou os próximos 3 meses, de luto. Meu pai tentava ajudá-la, ora consolando-a, ora cuidando de mim, até que ela melhorou e voltou a ser a mesma (pelo menos, em corpo, não em alma) e eles decidiram se mudar para Nova York.

Os próximos cinco anos foram quase que, totalmente voltados á mim. Eu não largava a minha mãe por um segundo. A propósito, o nome dela era Celina. Meu pai se chamava Paul. E, mais uma vez, o inevitável aconteceu. Meu pai acabou sendo brutalmente assassinado por uma gangue de traficantes enquanto voltava do trabalho, na construção de prédios. Ele acabou sendo confundido com um devedor deles e morreu com quase 30 tiros espalhados pelo corpo todo, além de marcas evidentes de agressão, como estrangulamento.

Eu tinha acabado de ganhar uma irmãzinha nova há dois anos, chamada Scarlett. Mamãe estava desempregada, sem marido, sem família e sem um tostão no bolso. Fomos despejadas do pequeno apartamento no Brooklyn que morávamos, e tivemos que morar por 5 meses na rua. Até que ela conheceu um homem chamado Robin, que a ajudou muito, tirando-nos da rua e nos abrigando em sua casa. Ele parecia ser um cara legal, pelo menos, pelos primeiros cinco dias. No sexto dia, ele começou a especular coisas á minha mãe, como ela mandar minha irmãzinha para a adoção, e assim, ficaria mais fácil de nos sustentarmos.

Eu era pequena, mas já tinha plena consciência do que ele estava fazendo. Tentei alertar minha mãe, dizer que ele estava a manipulando ou que ele era um monstro e não nos queria bem, como ele dizia, mas já era tarde demais. Acordei um dia e não vi Scarlett dormindo no berço ao lado de minha cama. Nesse dia, eu jurei á mim mesma que ainda me vingaria de Robin.

*

O tempo passou. 8 anos, pra ser mais exata. Eu já era uma pré-adolescente e estava já na fase final do ginásio para começar o colegial. Minha raiva por Robin só crescia a cada dia. Eu chegava à casa da escola e via minha mãe, agachada, lavando o chão da casa, com os pulsos ralados e manchas roxas nos braços, enquanto ele estava sentado á apenas 2 metros dela, com os pés em cima da mesinha de centro da sala, com uma latinha de cerveja na mão e assistindo ao jogo de beisebol.

Até que, um dia, eu explodi. Estava pronta. Já tinha pegado a arma dele – uma Colt linda, coisa de colecionador – e tinha posto dentro da minha mochila, para ninguém perceber. Cheguei em casa e notei o silêncio absoluto. Adentrei ainda mais e dei um grito com o que estava diante de meus olhos.

O corpo de minha mãe jazia suspenso em uma corda, no alto da cozinha.

Ela morrera enforcada.

Corri até seu corpo, em prantos, a tirando daquilo. Tive sorte, ela ainda respirava. Passei a mão em seu rosto, as lágrimas rolavam em meu rosto e caíam no seu, bem abaixo dos olhos, escorrendo até seu pescoço. Ela ainda olhou para mim, os olhos verdes que antes eram felizes estavam sombrios, passou a mão em meu rosto e sussurrou algo para mim, antes de falecer.

Continue lutando, ela dissera.

Ainda fiquei com ela em meu colo por uns 30 minutos, enquanto soluçava e sussurrava seu nome, entre o choro. Robin chegou e me perguntou o que tinha acontecido... Aquele cínico. Como se não soubesse...

O velório e enterro foram simples. Mamãe logo foi enterrada e, a partir daquele dia, Robin era a única famí... Não. Eu me recusava a pensar nele como parte de mim. O pior disso tudo foi que o canalha não demorou muito para, enfim, mostrar seus podres. Uma semana depois do enterro, fui molestada por ele.

Estávamos em casa e eu tinha acabado de tomar banho. Tínhamos apenas um banheiro. Logo, entrei em meu quarto e tirei a toalha, pronta para me vestir, quando ouço a porta ser arrombada – estava fechada com chave e tudo – e ele parte para cima de mim, como um animal selvagem atrás de sua frágil presa.

Tentei correr, escapar, mas ele me segurou forte, levou-me para seu quarto e... Aconteceu.

Quase toda semana fora assim ao longo de 3 intermináveis anos, até que tinha chegado a minha hora. Minha vingança. Ele chegou tarde do trabalho, bêbado e gritando meu nome por todo o hotel. Coitado, mal sabia o que estava lhe esperando. Assim que entrou no apartamento, quebrei uma garrafa de vodca em sua cabeça, o que o fez desmaiar. Aproveitei a chance e peguei a velha – porém linda – arma dele. Foi rápido. Foi fácil. Foram 4 tiros.

Lembro-me que nenhum dos vizinhos veio ver o que tinha acontecido, eles já tinham idéia que eu iria acabar com ele, algum dia. Ou, pelo menos, já suspeitavam. Umas três á quatro horas depois do ocorrido, um dos traficantes que mandavam naquele quarteirão veio ver o que tinha acontecido. Expliquei tudo á ele que, por incrível que pareça, aceitou toda a minha história e ofereceu ajuda á mim, apenas por uma condição.

E assim começou minha vida de prostituta.

Sinceramente, não me arrependo de nada do que fiz. Matei um homem, sim. Me prostituí, sim. Eu já não sabia o que era amar ou ser amada, então, pra quê sofrer? Pra quê me chorar por anos por algo que sabia que não voltaria nunca mais?

Minha família, meus pais, minha irmã... Tudo. Tudo havia ido embora. Tudo o que eu mais adorava tinha ido embora e eu não ligava mais pro amanhã. Se eu continuasse me vendendo por dinheiro pelo resto da vida, não me importava mais.

Só que conheci uma pessoa. Um cara. James.

Ele foi meu primeiro amor. Minha primeira paixão. Por ele, confesso, suspirei algumas noites, chorei escondida. Sim, ele era daquele “mundo”. Jay – eu adorava chamá-lo pelo apelido – era muito rico, e vivia ás custas do pai, um multimilionário dono de uma empreiteira.

Não vou mentir. Adorava tudo que ele me dava. Jóias, roupas, festas, dinheiro. E adorava ele também. Mas, nem tudo que é bom dura, especialmente para mim. O canalha – notaram a diferença de tom? – me espancou uma noite, apenas por não ter lhe dado aquilo que ele mais desejava : Meu corpo.

Lembro-me, claramente, de olhar em seus olhos depois e cuspir em seu rosto, o sangue misturado com a saliva. Ele me deixara ali, deitada na sala de estar de seu enorme flat, quando seu pai chegou. O velho, sabendo que aquilo era culpa do filho, não fez outra coisa : deu-me dinheiro e pediu para que eu sumisse da vida do “pobre e indefeso James”.

E eu saí.

1 semana depois, recebi a notícia de que ele havia ido para Londres, para uma universidade de economia, para aprender a se portar como um futuro presidente. Depois de 18 longos anos, finalmente, eu podia gritar ao mundo que estava livre.

Livre da dor.

Livre dos fantasmas.

Livre de tudo.

Eu estava livre. E feliz.

A história, logo, mudou de cenário. Com o dinheiro que o Sr. Blake havia me dado – por volta de 100 mil dólares – aluguei um apartamento e fui buscar minha felicidade naquilo que eu mais admirava.

Tatuagens.

Meus pais haviam feito tatuagens quando jovens e me mostraram uma vez. Era bem simples, mas bem significativa. A tatuagem dizia “Continue lutando”. A mesma frase que mamãe havia me dito quando morreu. Desde então, eu acabei me fascinando por essas pequenas provas de amor. Sim, provas de amor. Provas de coragem. Provas de superação. Provas de alegria. Tatuagens eram provas de uma vida inteira e era isso que mais me encantava sobre elas.

Quando completei 21 anos, abri meu estúdio de tatuagens, a Wondertattoo. Era bem pequena – havia apenas uma cadeira de tatuador e meus objetos profissionais. Claro que havia feito o curso antes, e me certificado 5 meses antes dos outros. Eu realmente era muito boa.

Hoje, tenho 25 anos e pouca coisa mudou. Claro que, agora, possuo mais três filiais da Wondertattoo – uma em Nova Jersey, outra, em Chicago, e outra, em Nova York, na parte do Queens -, tenho mais de 10 funcionários á minha disposição e dois amigos que sei que posso confiar, que são Logan e Hayden.

*

Agora, você deve estar se perguntando como uma garota que sofreu tudo na vida, chegou até aonde eu cheguei.

Muitos chamam isso de destino. Outros, de predestinação. Já eu, chamo de mistério.

Sorte.

Vitória.

Batalha.

Escolha qualquer um deles. Eu aceito todos.

Notas finais
E então?
O que acharam da Sarah?
Curtiram ela?
Eu amo/sou Sarah Marie Smith, sério.
Aí vai a má notícia ::: Não sei quando postarei novamente. Talvez daqui á duas semanas, um mês, whatever.
Minhas notas andam baixas e eu me zanguei e decidi que vou melhorar a partir desse bimestre, nem que eu viva apenas de água e comida de mamãe u.u
Espero muito que tenham gostado e não hesitem em deixar coments. Responderei TODOS !
Além do quê, adoro fzer new friends :)))
É isso.
A gente se vê por aí, bitches o/
#Kisses4You