A morte estava inquieta . Podia perceber pela maneira em que seus olhos estavam aflitos. Naquela semana , me mandara matar mais de 30 recém-nascidos , tenteni perguntar o motivo , mas ela não quis me dizer qual era , apenas cumpri suas ordens .

No colégio , como sempre Carly era a única á me acompanhar . Antigamente, até tinha mais alguém que falava comigo , mas todos tinham ido embora . Observava de longe aquele garoto .

Depois de tantas mortes, minha cabeça explodiu , as torturas passavam por minha cabeça, os gritos , e de alguma maneira, aquilo não estava mais me fazendo bem . Fui para o jardim do colégio , era uma noite fria e escura , pensamentos invediam minha mente “ Por que? “ pensava” Por que agora? “ “Por que dói tanto? “ aquilo me massacrava , era como se eu estivesse me perdendo dentro de mim mesma . Era como se não estivesse reconhecendo minha alma , como se meu coração e meu espírito fossem incompatíveis .

Eu estava mudada , como se não fizesse mais sentido o que eu fazia .

Já estava tão perturbada , que peguei a faca em meu bolso , fazendo cortes em meu corpo , arranhando minha pele , caí no desespero . Cortes dentro de cortes , por cima de arranhões , mordidas , as lágrimas desciam e ardiam em meu rosto. Por fim , deitei-me na grama , começou á chover . Os ferimentos ardiam á medida em que a água os tocava , minha roupa estava rasgada , apenas escondia minhas partes íntimas , havia feridas por todo corpo . Foi quando senti a presença de outra pessoa ali , levantei-me rápidamente .