Era terça-feira, eu acordei da cama, ainda com sono, porém estava disposta a ir a escola de forma animada, era o primeiro dia no nono ano, sabia que ia continuar com Sam e Clara, eles estavam lá, apenas sentados nas cadeiras, conversando, e eu estaria no meio. Talvez não da forma que eu esperava mas eles sempre estavam comigo, posso chama-los de irmãos.

Desci as escadas e minha mãe Joanne estava na cozinha, lendo o jornal, enquanto as panelas cozinhavam os ovos, o bacon, e levitavam para os pratos.

-Sara, que bom que acordou! Bom dia -Falou Joanne-

-Bom dia mãe, por que tem que usar magia sempre na manhã?

-Por que a vida é assim, agora tire o lixo e vá se preparar, vou te levar hoje

-Tudo bem.. mas você tirou o lixo

-Ah! esqueci, tirei-o quando acordei

Minha mãe gargalhou. Nunca entendia seu senso de humor. E sim, se está se perguntando, moro com minha mãe, e venho de uma família de Bruxas, sou a sétima geração de bruxas como minha tataravó Beillinda Pouissance, minha avó não a conheceu mas dizia que ela podia levitar uma carroça com os cavalos, incendiar um copo em um piscar de olhos, lia mentes e sabia fazer boas poções... descobriu que ao esquentar sintro e queima-lo com acônito, havia de formar a poção de cura. Usava para salvar pessoas a 50 anos atras... eu a descrevo como uma medica.

quando me arrumei, desci as escadas e comi o meu ovo com bacons mágicos, feitos pela magia da minha mãe... eram bons, mas tinham muito sal. E depois fui escovar os dentes. Sempre falava na frente do espelho "viribus re consolamini super me" -eu havia criado esse feitiço aos sete anos, quando um monstro no armário que era supostamente um casaco preto com mangas felpudas... me assustava naquela época- contanto me sentia bem ao falar isso para mim mesma. Quando desci, entrei no carro e minha mãe esperava, logo ela ligou o carro e seguiu para o Ensino médio de Spoolter Hills. Contudo a animação era bem grande, porém o resto do ano era uma merda, menos o inicio.

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Quando sai do carro, adentrei os portões -tinha a minima vontade de dar meia volta- avistei o grande campo de futebol, tinham alguns alunos iniciando uma partida antes das 9 horas. Adentrei no primeiro edifício, lá era o setor administrativo, adorava passar por lá as vezes e lançar vento dentro das salas para os papeis voarem.

Quando subi as escadas para o segundo edifício, uma parede de armários pretos, brancos e vermelhos seguiam, apenas pararam por duas portas separadas, salas de química e musica. apenas no terceiro corredor eram as salas de aula.

Quando em fim, cheguei na sala de aula número 012 do setor B, a porta fechada a abri, e me deparei com umas treze pessoas ou quinze. Não prestei atenção, somente corri pois vi Sam, sentado, lendo mais um de seus romances ingleses que acabavam sempre em tragedia, ou morte -gostava quando acabavam felizes, mas era tão difícil ele gostar de um desses- Eu abaixei o livro de Sam, ele olhou para cima e se levantou, abraçando-me, rapidamente todos olharam as eu o empurrei.

-Sara, que, bom ver você

-Sam, você me viu duas semanas atras...

-E que, o tempo passa devagar quando você faz as mesmas coisas chatas e repugnantes todos os dias nas ferias

-Te entendo, bem... Clara ja chegou?

-Não, estava esperando vocês.

-O que está lendo?

-Dor ou Amor, é mas um...

-Romance Ingles ou Russo que você ama -completei-

-Quase, esse é Indiano.. -ele riu, e eu também

Sam era um cara legal, sempre quieto porém observador, era tímido. Ele é muito branco, não como gesso mas muito claro... ele tinha um cabelo marrom claro, e eu adorava o chamar de pincel, ele não gostava mas eu achava engraçado, pois ele era alto, acho que 1,78 ou 1,80...

Quando sentei Clara abriu a porta e correu para mim e Sam, ela me levantou junto a Sam, e nos abraçou, dessa vez girando -socorro- ela se sentou

-Gente que bom ver vocês! Como estão?

-A gente se viu duas semanas atras...

-Mas o tempo passa devagar quando vo...

-Cê não tem nada para fazer nas ferias, entendemos -Falamos Sam e eu.

Nós no sentamos juntos e Sam perguntou

-Sara, já aprendeu aquela magica?

-Qual?

-A de telecinese?

-Sim

-Pode me mostrar?

-Claro

-Sam e Clara sabiam que eu era uma bruxa, sim, minha mãe não aceitou no inicio mas ela se acostumou- Eu virei para a lampada da sala, ela era presa com um vidro de proteção caso estourasse, eu simplesmente abri e fechei minha mão rapidamente e a lampada espocou. "POW" todos se assustaram com o barulho de uma bombinha, e a sala ficou sem luz, exceto pelas janelas grandes. Nós rimos baixo após encenar perfeitamente um susto.

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O primeiro professor a qual fomos apresentados foi Sr. Quimby, de química, ele era um idoso de cinquenta anos, que sabia mais que todos naquela sala sobre um assunto que me interessava -sim, gosto de química, isso ajuda em fabricar poções- Então ele pediu para a turma descrever uma reação química entre alguma coisa... ou uma ligação iônica... Eu e Carter Williams, um super nerd da sala levantamos a mão -eu podia sentir uma pequena concentração de energia naquele momento que ele olhou para mim e Sr. Quimby pediu para que eu respondesse- Eu falei "Oxido de Alumínio" ele agradeceu enquanto Cartes falou "Cloreto de Sódio", podia sentir que a rivalidade era alta, infelizmente eu estava pouco me ferrando para notas, ou para saber... Carter era um invejoso.

Sam e Clara fizemos um "toca aqui" quando responde certo e Sam perguntou "Você podia erra uma vez ao esfregar na cara de Carter, né?" eu ri

-Carter merece isso, as vezes, mas merece...