Sara P. E aventuras

5 Clara a boa escudeira, Clarkson a... É Sam, o pulguento


Quando desci as escadas pronta para a aula minha mãe estava sentada no sofá ainda com o copo de café e o jornal, acho que ela estava na parte de finanças... -Bem minha mãe tem uma doceira por isso faz algumas coisas gostosas. E não ela não usa magia para fazer pessoas gostarem da comida!-
Em fim eu a perguntei
–Mãe não vai pro trabalho?
Ela olhou para mim
–Hoje a loja abrirá mais tarde, a sobrinha da Cathy está gripada e ela tem de cuidar dela.
–ah, diz que mandei melhoras... E mãe...
–O que foi Sara?
–Você poderia me dar uma poção... Para se manter acordada hoje? Assim, por favorzinho.
–Não, se você aguenta uma noite viajando pela cidade em uma bicicleta voadora, com Clara por cima, é claro que aguenta uma manhã na escola.
–Mas mãe!
–Nada de "mas" Sara! Vamos! O ônibus chega daqui a pouco!
Ela olhou para o jornal é uma maçã foi até minha mão, e atrás vinha um saco com um sanduíche de queijo.
–Sério! Não tenho três anos!
–Mas pra mim tem e nunca vai deixar de ter!
Eu saí de casa batendo as pernas, literalmente nos dois sentidos. Caminhando para o ponto de ônibus e bufando de raiva. De qualquer forma o ônibus chegou rápido hoje.

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Quando cheguei na escola, senti o ônibus parar, quase batendo a cabeça na cadeira da frente. Desci do ônibus, estava caindo de sono, e o pior é que eu sabia que minha mãe não deixaria barato dessa vez -Ela nunca deixa-
Quando comecei a andar pelo gramado já estava com sono, e precisava chegar no meu armário, meio que tinha alguns frascos de poções escondido lá.
Bem quando entrei na escola comecei o rumo ao meu armário, terceiro corredor depois da sala de ciências. Armário cinquenta e sete. No caminho encontrei Sam que estava falando com Clarkson Portner, a aluna da turma de química dele, que por algum motivo a peguei colando do Alein. Sam, ele meio que parecia estar vermelho, igualmente a Clarkson. Não pude deixar de notar isso. Bem tive de interromper
–Sam, uma luz, finalmente!
–Ah, oi Sara. -Falou Sam e Clarkson-
Fui sarcástica, como se quisesse arrancar as palavras dele falando "eu sou um lobisomem Sara, e isso que queria ouvir?!" E depois eu diria "Eu sabia!"
–Viu Clara? Preciso achar ela!
–Acho que ela estava indo pro armário dela
–Valeu Sam, meu amigo, até a aula de Educação Física!
Ele olhou para mim com raiva, sabia que estavam tendo um "caso" entre eles, e fui inconveniente em fazer isso, mas de qualquer forma Clarkson ficou puta da vida e não pude deixar de rir daquela cara de tangerina.

De fato, como Sam disse,Clara estava sentada embaixo do meu armário quando cheguei e eu fui cumprimenta-la.
–Clara, finalmente te achei
–Sara! Você parece um zumbi, dormiu bem noite passada?
–Você não lembra!? -Veio na minha cabeça aquela voz que sempre fala e falou "Sua demente você apagou a memória da noite, esqueceu!?"-
–Sara está bem? Lembra de que? -perguntou Clara-
–De que te avisei que ia fazer o estudo de fórmula de baskara?
–Não, acho que esqueci
–Tudo bem -disse eu-
Eu abri meu armário e puxei uma caixinha de dentro do armário e a abri, haviam sete frascos, sete frascos com pergaminhos escritos.. Bem eu puxei cada uma, escondendo-as do pessoal que passava. Clara estava olhando aquilo. Até que achei a contra poção de sono... A bebi e dei um pouco a Clara, que parecia acabada também.
Depois de esconder o frasco na caixa e jogá-la no fundo do armário, o tranquei e fomos para a quadra. A poção fez efeito, e eu já sentia que estava mais disposta... Pelo menos 50%.

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Quando chegamos eu e Clara sentamos na arquibancada e pegamos o livro de química e o caderno, o dela, precisava ajudá-la em algumas coisas.
Depois de esperar-mos uma hora, o dito tocou e todos entraram pela porta minúscula da quadra, acho que umas 17 pessoas ou menos. Sam estava com Clarkson, sem contar que parecia ir entrar para jogar com os meninos. Foi de impressionar quando eu e Clara olhamos ele junto aos garotos da turma... E algumas garotas foram jogar no outro lado, já Clarkson, Rebbeca, eu, Clara, Lúcia, Alba, Susie e o único menino Jack que parecia estar escutando alguma música estávamos sentados na arquibancada, fazendo nada além do nada... E Sam largou eu e Clara para impressionar a maldita Clarkson, aquela nerd de quinta.
Bem Clara olhou para mim e disse "Por que Sam nos largou pela Clarkson, ele nem joga basquete direito!"
E respondi
"Bem ele vai ter uma pequena queda em..."
E então o derrubei quando pulou para fazer cesta. Clara olhou para mim e riu um pouco, eu fiz o mesmo. Sam olhou para mim enquanto se levantava. Aborrecidamente.
Bati na mão de Clara em "Toca aqui" e falamos "the S. girls" -as super garotas-

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Quando sai da aula de culinária com Clara, tirei da minha mochila meu sanduíche de queijo e minha maçã, e fomos sentar no parquinho, nos balanços para ser mais exata. Era legal, sempre sentava-mos lá e revezávamos eu, ela é Sam para sentar no chão... Agora só fui eu e ela. Dividi meu sanduíche em troca de batatinhas sabor churrasco. E estava bom.
Quando começamos a conversar sobre Sam, ele veio bufante em minha direção, e quando estava perto o bastante me empurrou. Meu sanduíche caiu da minha mão.
–Então Sara, como foi me derrubar enquanto eu ia marcar ponto?!
–Foi divertido, e como foi a conversa com a Clarkson?
–Sara, cala a boca, você não sabe de nada!
–É não sei, igualmente que Clarkson e você estavam quase se beijando se...
–Se não fosse você sua bruxa imprestavel!
–Pelo menos não sou a única criatura sobrenatural que está aqui, não é Sam?
Ele ficou calado, olhou para mim seriamente, e por um momento os olhos de Sam brilharam em um amarelo vibrante e pude ouvir uma rosnada vindo dele.
–O que foi, o cachorro está com pulgas? -sussurrei-
–Conte isso a alguém e eu...
–Você o que? Vamos? Vai me impetrar com pulgas ou vai me morder? Sam não tenho medo de você, aliás você começou isso nos deixando para impressionar Clarkson babaca.
–Não fale assim dela sua merda
Ele me empurrou de novo e eu cai no chão
–Fale de Clarkson de novo, e... Arg!
–Pulguento, saia da minha frente agora!
Ele recuou, e começou a voltar para o grupo de jogadores de basquete onde estava a Clarkson. Clara me ajudou a levantar e eu falei.
–Se ele quer guerra, bem vamos ver quem vai cair primeiro.
Clara olhou para mim e questionou
–Como você sabe que Sam é... Bem..
–Um lobisomem?
–É, isso!
–Longa história, mas vamos, tenho que começar a mover as peças do meu lado do tabuleiro e começando agora!
–Por que? Por que Sam está assim?
–Li uma vez sobre lobisomens... Humanos viram lobos em luas cheias ou quando ameaçados, quero dizer, sentem estar ameaçados.
–Mas como isso explica a mudança de personalidade?
–São orgulhosos, acham que se dão bem em tudo, bla, bla, bla... Só sei que o prato do almoço de Sam e da Clarkson vão voar em suas caras!
Clara fez aquele "hmm" quando falei isso, sabia que eu iria piorar as coisas.
–Ah, e Clara, pode fazer um favor?
–Sim, depende, sim!
–Vai no armário do Sam, ou em qualquer lugar que ele tenha ido, procure fios de cabelo, pelos, qualquer coisa assim!
–Por que?
–É, uma poção, ou feitiço, que... Não importa, ok.
–E depois posso te encontrar na sua casa?
–Sim, as 4 horas
Ela me abraçou e disse
–Não piore as coisas pro Sam, só faça exageros se for necessário amiga
–Vou tentar
Ela correu para dentro, procurar o armário de Sam... E eu ia até o refeitório, aquele empurrão não ia ficar por essa.

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Quando entrei no refeitório disfarcei indo até a máquina de refrigerantes, e comprei um chá gelado. Sam não me notou, ainda bem, mas por outro lado Jack, veio em minha direção e parou do meu lado... Ficou bom por que assim Sam não me veria mas seria difícil disfarçar algum feitiço com ele olhando.
–Ah, Sara, não pude deixar de notar que você está com um exemplar de "Dente de leão ao vento" bem você gosta da escritora?
–Jack... Ah, eu gosto da escritora, Paola Denckins, você gosta?
–Eu... Tem um certo valor assim, mas gosto.
Não tenho nada contra Jack, ele era até que bonitinho, olhos escuros e cabelo castanho, ele era magro e baixo, é muito inteligente e meio que não tem amigos, amigos... Mas é bom conversar com alguém novo...
–Que bom. Ae, vai comprar algo?
–Vou, tinha esquecido.
Peguei meu chá gelado e ele ficou de frente para máquina. Eu olhei para Sam, junto do time de basquete e Clarkson estava do seu lado, ainda estavam vermelhos. Eu mexi minha mão esquerda para cima, enquanto encarava as bandejas, e por fim as bandejas voaram deixando o macarrão e o pudim no cabelo da Clarkson, e na cara de Sam. Eu saí correndo, contendo risos enquanto todos olharam surpresos. De qualquer forma Clarkson olhou para Sam, e então começou a discutir com ele.
Eu segui para o último tempo de história, e aproveitei para beber o chá gelado.

••••

Quando a aula acabou eu tive de ir de ônibus para casa, minha mãe estava na doceira e meio que já eram três horas quando cheguei.
Quando abri a porta gritei "Mãe" e não tive resposta. Logo gritei "venit amuleto" e de dentro de um buraco na lareira minha jóia saiu e bateu em minhas mão. Eu corri para o porão e a coloquei em meu pescoço. Quando cheguei puxei um dos caldeirões velhos da mamãe e procurei um livro de poções para criaturas sobrenaturais, bem naquela estante sem fim tive de procurar bem e o feitiço de fazer as coisas virem não funcionaria, se eu o fizesse todos aqueles livros iriam me nocautear no chão.

Quando Clara chegou ela entrou com a chave embaixo do tapete -foi o que ela disse- e achou dois fios de cabelo do Sam na mochila dele na sala de literatura. Ela os trouxe num saquinho, e foi de bom uso. Pedi que sentasse enquanto eu procurava na sessão 3A, quarto estante, linha trinta enquanto é lá estava, o octogésimos terceiro livro. "et potionibus aliquibus colliserint charms entibus"
–ou poções e encantos para seres-
O joguei na bancada onde estava a lamparina acesa ao caldeirão com água... Clara se levantou e me ajudou a procurar, e na página trezentos e quatro estava lá "Aspectus Lúpus" , bem a poção levava apenas, folhas de acônito amassadas, mandragoras queimadas, pelo do lobisomem e caninos de alguma coisa e o feitiço da página anterior, "patefaciat interior".
Corri para as mandragoras e tive de levitar um vaso e retira-lá para que calasse a boca. Depois que a queimei com fogo, magicamente. A joguei no caldeirão, Clara amassou um acônito inteiro no pilão, a jogou a massa no caldeirão. Quando achei os caninos no frasco, retirei 3 e dei para Clara amassar no pilão. Depois que comecei a mexer aquela sopa e Clara jogar o pó dos dentes, lancei o feitiço, que pareceu forte -agradeço pelo meu amuleto- e tomou uma cor roxa escura. Clara se afastou do caldeirão enquanto ri dela. Peguei três frascos pequenos e os enchi com a poção.
–Então, o que fazemos agora? -perguntou Clara-
–Temos de fazer Sam beber isso, de forma que não seja na escola ou na casa dele. Tem que ser longe.
–E como fazemos isso?
–Pondo em bebidas, comida qualquer coisa.
–Ah, agora tenho que ir, estou com sono.
–Mas Clara são só... Sete horas
Eu me espantei. Eu queimei o pequeno resto da poção e a joguei pela janela. Limpei o caldeirão rapidamente. E guardei as coisas no lugar. Atenciosamente para que mamãe não notasse.
Quando subi de volta para casa me despedi de Clara e escondi o amuleto de volta no lugar. Subi e me joguei em minha cama.
Quando mamãe chegou eu ouvi a porta bater, seguido de um grito "Sara! Por que meu chão está sujo, de, LAMA!?"
E lembrei de meus tênis sujos.