Saori No Ai - O Florescer Do Amor
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Mas não desanimarei.
Capítulo dois saindo.
Beijos!
Ino não conseguiu dormir naquela noite, revirava de um lado para o outro na cama, tentando inutilmente buscar um sono que já havia a abandonado a alguns meses. Resolveu se sentar, já que deitada não tinha mais posição confortável. Sentia que algo estava acontecendo. Precisava distrair sua cabeça. Desde que fora afastada dos serviços ninjas, ocupou-se inteiramente do hospital e da floricultura. Mas nas últimas semanas, até do serviço médico havia sido afastada, deixando mais tempo para a floricultura e para seus pensamentos.
Divagações, memórias e lembranças. Isso que rondava a mente da loira. Se recordava de cada traço do ruivo, cada gesto, cada olhar. As poucas semanas que passaram juntos foram o suficiente para marca-la mais que uma simples tatuagem. O cheiro dele permanecia. Estava penetrado em cada poro de sua pele.
Devagar, levantou da cama e foi em direção ao banheiro, saindo de lá em poucos minutos, já vestida. Incrivel como apenas alguns meses podiam mudar tanto a vida de uma pessoa.
Suspirou cansada. Será que Gaara estava pensando nela da mesma forma que ela pensava nele?
Pousou as mãos no ventre bem dilatado. Por quê ela estava com a sensação de que algo aconteceria? Tentou algum contato com seu bebê, mas ele não dava nenhum tipo de passagem a ela. Olhou pela janela e viu que estava chovendo. Adorava aquele tempo chuvoso. Desceu com cuidado as escadas de sua casa, já sentindo o cheiro do chá. Todos estavam a paparicando desde que a barriga começou a crescer.
Hinata dizia que adoraria se tornar uma grávida tão linda quando Ino era. Ela estava apenas no quarto mês e não apresentava sinais tão evidentes de uma gravidez, que com os sete e meio de Ino já eram mais do que perceptíveis. Desde que Sakura havia dito que chá de hortelã era bom para grávidas e para partos tranqüilos, vovô Inochi entupia ela com aquele chá. Nem parecia mais o mesmo que havia ficado altamente preocupado com a filha quando soube que ela estava grávida do ser que mais a machucara.
- Bom dia, papai.
Mas tudo aquilo mudara, principalmente quando soube que seria uma menina. Aí Inochi não teve mais como esconder o contentamento de ser avô. E ele nunca contaria a sua pequena neta o que havia acontecido. Daria todo o amor possível a ela. Nunca se sentiu com tanta energia para a vida.
- Bom dia minha Hime, bom dia, minha princesinha! – Falou o loiro, acariciando a barriga da filha. Ino conseguiu disfarçar a cara de dor que sentiu, em forma de pontada, em seu ventre. Mas sabia que aquilo era normal no fim da gravidez. Mais um mês e meio e sua pequena Saori estaria em seus braços. – Tem morangos na geladeira e você tem visita, Ino.
- Oh! Quem?
- Eu. Bom dia! – Falou o Inuzuka, entrando pela porta da cozinha, molhado, dando um beijo no rosto da loira e acariciando seu ventre.
- Bom dia, Kiba. Sinta-se a vontade – disse Inochi, sarcástico, ao ver o Inuzuka bebendo de sua xícara de chá.
- Obrigada! – Disse o moreno, fingindo não perceber que incomodava o mais velho. Ino só ria.
Ino e Kiba nunca foram muito amigos, mas depois da guerra passaram a conviver mais e ver que tinham coisas em comum. Deram-se bem e depois do atentado contra Ino, a convivência passou a ser mais forte. Até que, pouco tempo atrás, Kiba deixou escapar que estava apaixonado pela loira.
- Já estou indo. Cuide dela, cara de cachorro. – Disse Inochi, seguindo para o escritório na parte central do clã, a duas casas de distância.
- Sempre, Inochi. Sempre farei isso. É uma promessa. – Gritou o moreno, porta a fora.
Ino ficou pensativa. Ele nunca dava brechas para terem esse tipo de conversa, mas, pelo visto, teriam hoje.
- O que faz aqui, Kiba? – Perguntou, fazendo um coque com os cabelos. Havia perdido o elástico e estava usando os prendedores que pertenciam a mãe dela. – Digo, há algum problema?
- Não, nenhum. – e ele sorriu — Eu estou aqui para termos uma conversa. Sem escapadas agora.
Ino engoliu em seco. E, momentaneamente, lembrou de todas as cartas que havia recebido de Gaara nesses últimos meses. Não havia respondido nenhuma, sequer. Estavam todas guardadas em uma caixa, dentro do seu guarda-roupa. Não tinha coragem de responder nada a ele. Sequer fora ao casamento de Shikamaru e Temari, só para não ter que cruzar com ele. Não saberia o que faria se cruzasse com ele. Ela estava irrevogavelmente apaixonada, mas não poderia pedir para ficar novamente com ele, não depois de tudo que havia acontecido com ela. Decidiu tentar guardar seu sentimento naquela caixa, junto com as cartas, algumas nem lidas ainda.
- Então, Ino... – Disse Kiba, tentando assumir uma pose mais séria. Passou a mão por cima da dela, num carinho. – Logo Saori irá nascer. Você não acha que será melhor para ela, para você... ela ter um pai? – Ino tentou falar algo, mas nada saiu. – Eu... eu gostaria muito de ser o pai dela. De cuidar dela. De cuidar de você.
- Kiba, eu... não posso te deixar fazer isso. Não é sua responsabilidade, não é certo... não quero que jogue sua vida fora. Eu... eu tenho medo! – Ino já chorava, sem nem perceber.
Kiba levantou da mesa, irritado.
- Pro inferno com a falta de responsabilidade, para o que é certo ou para a minha vida! Eu te amo, Ino. É minha responsabilidade sim, te deixar feliz e protegida! É o certo a se fazer por que é o que eu quero fazer. E não estou jogando minha vida fora, por que minha vida agora é você e Saori. E eu te amo. – E com essas palavras, tomou os lábios de sua amada, num beijo voluptuoso.
Ino não pôde resistir. Tinha um carinho muito grande por ele, ainda mais nesses últimos meses. E Saori não poderia ter pai melhor que aquela criatura que estava a beijando.
- Vamos fazer o seguinte. Dê-me um tempo, um tempo para te conquistar e ser o bastante para vocês duas. E aí a gente conversa novamente sobre nos casarmos.
- Casamento? – Perguntou Ino, atônita.
- Sim, loira burra. Sabe, aquele dia em que você entraria bonita e assinaria uns papeis comigo e se tornaria a senhora Yamanaka Inuzuka, sabe?
- Se eu não estivesse tão gorda e com tantos arranjos para fazer, eu te mataria. – Respondeu Ino, divertida.
- Não está gorda. Talvez só um pouquinho. – E antes que a loira retrucasse algo, beijou-a novamente.
O Inuzuka passou a manhã toda com ela, provocando-a e beijando-a, atrapalhando-a com seu trabalho. Ino passou a sentir dores um pouco mais fortes e por isso evitou ficar em pé na floricultura, deixando para seus funcionários a tarefa de atender os clientes. Às dezenove horas, voltou devagar para casa, querendo deitar e fazer com que aquela dor chata fosse embora.
Estranhou ver a casa toda apagada, mas foi entrando mesmo assim. Poderia estar grávida e com dores, mas ainda era uma ninja e saberia se defender. Sacou uma kunai que estava escondida perto de um jarro de flores na entrada de casa e penetrou no ambiente escuro.
Viu um vulto e sem pensar muito, encostou a kunai no pescoço dele.
- Hey, hey, Ino. Sou eu!
- Kiba? O que faz aqui, a essa hora? E nessa escuridão? – Disse, abaixando a kunai, acendendo a lâmpada. Aí viu a mesa posta para dois e várias velas espalhadas.
- Eu pretendia fazer um jantar a luz de velas, mas parece que você não gosta muito de surpresas – disse ele, passando a mão pelo filete de sangue que escorria de seu pescoço
- Oh, me desculpe! – E rapidamente, Ino passou a curá-lo. – Eu só fiquei assustada...
- ‘Tá tudo bem. Quer jantar?
- Sim, seria uma boa idéia — respondeu ela – Me perdoe novamente.
- Só perdôo se me deixar fazer uma coisa – Disse ele.
- E o que seria essa coisa?
E Kiba a beijou. Um beijo forte, cheio de desejo. Desceu para o pescoço alvo dela, roçando com as presas pontudas enquanto suas mãos soltavam o cabelo dela. Suas narinas se preenchiam com o cheiro suave dela. Ino não pôde deixar de conter um gemido com aquela carícia.
Kiba gostou daquilo. Então ela não o desprezava. Só estava assustada. Encostou-a na bancada da cozinha, ainda beijando seu pescoço alvo e arranhando-a com suas presas. Abaixou a gola do quimono que ela vestia, beijando seu ombro. Já estava excitado demais, só com aquelas carícias.
Ino estava com saudades daquilo. E ela confiava em Kiba para saber que ele não a machucaria. Ele passou a mão para dentro do decote do quimono e acariciou os seios dela, que estavam super sensíveis. Ino arfou.
- Não era bem isso que eu tinha planejado, mas... posso te levar para o quarto?
- Pode.
E minutos depois ela estava nua em sua cama, sendo acariciada por Kiba. Mas a sensação de que algo aconteceria ainda não havia deixado ela.
Kiba beijou o ventre de Ino com muito carinho. Realmente estava querendo ser um pai para a pequena que nasceria dentro de seis semanas e se dependesse dele, ela realmente seria sua filha. Passou a acariciá-la mais embaixo, mas percebeu ela ficar enrijecida. Havia feito algo de errado?
- Kiba...
- O que houve? Machuquei-te?
Ino estava com lágrimas nos olhos, mas conseguiu se levantar e ir para o banheiro do quarto, a procura de algum remédio que pudesse tomar contra a dor que sentia. Ao chegar lá, se apoiou na pia e se curvou, tentando aliviar a dor que sentia no baixo ventre.
- Filhazinha, fale com a mamãe... o que está acontecendo? ARHG.- Ino tentava algum contato com seu bebê, mas não conseguia. E a dor só piorava. Mas a preocupação foi estratosférica quando sentiu um líquido viscoso sair de dentro de si. – KIBAAAAAAA!
Kiba, que tentava se recuperar e tentar encontrar um motivo sólido para que ela tenha fugido daquela forma dele, rapidamente deu um pulo quando ouviu o grito desesperado vindo do banheiro. E ao chegar à porta, seu coração falhou uma batida ao sentir o cheiro de sangue e ver a cara de dor de Ino.
De qualquer jeito, fechou o quimono dela, já ensangüentado e pegou-a no colo, correndo o mais rápido que pôde ao hospital.
Ela fora prontamente atendida e internada, enquanto Sakura não chegava. Ino estava sob responsabilidade de Hinata naquele momento.
- Cuide dela, Hina. Das duas.
- Pode deixar Kiba-kun. Arrumarei as coisas para quando Sakura chegar. Fique tranqüilo. Depois avise ao senhor Inochi o que aconteceu. Confie em mim, tudo ficará bem.
- Sim, farei isso. Confio em você, Hina.
Minutos depois, toda Konoha sabia que Ino tinha dado entrada no hospital com hemorragia. Sakura havia chegado e nem ao menos havia tido tempo para falar com ninguém. Entrou na sala de cirurgia e ficou por lá até altas horas.
- Vamos, Ino. Não desista agora.
- Está doendo muito, Sakura! O que tem de errado com minha filha?
- Ela está presa no cordão umbilical e sua placenta descolou. É por isso que sentiu as dores hoje e o sangramento de mais cedo. Sua filha precisa que você tenha forças para expulsa-la daí. Não posso fazer muita coisa. Você perdeu muito sangue para uma cesariana de emergência.
- Ela não está na hora de nascer ainda, Sakura... o que acontecerá com ela?
- Assim que ela sair, cuidaremos dela. Não a prenda aí por mais tempo. Ajude-a.
- Sakura, ela está atravessada. Não tem como usar o fórceps. Teremos que fazer uma cesariana.
- Não, ela conseguirá. Vamos Ino. Cuide disso!
E Ino tentou novamente um contato com seu bebê. Dessa vez, conseguiu. Indicou o que ela deveria fazer, tranqüilizou. O bebê estava apavorado.
E em meia hora depois, um choro sentido ecoou por aqueles lados do hospital. Kiba deu um pulo, como se o bebê fosse realmente seu e Inochi só se tranqüilizou depois de conseguir um contato tanto com sua neta quanto com sua filha.
Hinata saiu cansada da sala de cirurgia, para levar as boas novas aos que estavam na sala de espera.
- Como estão elas? – Perguntou Kiba, ansioso.
- Estão bem, Kiba-kun. Saori-chan deverá ficar na UTI neonatal por, pelo menos, essa noite. Nasceu antes da hora esperada e seus pulmões não respondem ao esperado. Precisa acertar isso e ganhar algumas gramas a mais. E Ino está cansada demais. Mas amanhã todos estarão bem.
- Obrigada, Hina. – disse Kiba, vibrando de felicidade.
Ino acordou rapidamente, querendo ver a filha. Sakura, que estava medindo sua pressão, a ajudou ir até a UTI.
- Como estão os pulmões, Sakura? – Perguntou Ino, preocupada com a saúde da filha.
- Logo estarão mais fortes. É normal para um bebê da idade dela. Mas, Ino...
- O que foi, Sakura? O que tem de errado com ela?
- Você já parou para pensar em que talvez, ela fosse a cara do...
- Eu não me importaria com isso. Ela é a minha filha. Ela sabe que eu a amo. E eu não me importaria com a aparência dela, somente com o seu bem estar. Ela poderá ter os cabelos pretos e a pele mais escura que a minha, que mesmo assim seria minha amada Saori.
Sakura estagnou. Cabelos pretos?
Chegaram na UTI e logo Ino reconheceu seu bebê. Saori era linda, usando uma roupinha rosa e um gorrinho também rosa, coisa da titia Sakura. Era branquinha e pequena, mas não abrir os olhos ainda para ninguém.
Ao sentir a presença de Ino, Saori abriu os belos olhos claros e esticou os bracinhos, como se estivesse se espreguiçando. Com o movimento, o gorrinho escapuliu da cabecinha e fiapos de seu cabelo ralinho saíram.
Cabelos vermelhos, como os morangos que tanto comera na gestação. Vermelhos vivos. Como... como os de Gaara.
E os olhos de Ino se encheram de lágrimas. Com a agitação, Saori também começou a se agitar e chorar.
- Dê-me... dê-me ela, Sakura. – Falou Ino, ainda chorando.
Sakura estava com medo de dar o bebê. Sabia que aquele bebê não era muito parecido com Ino, ou seja, pareceria com o pai. Ou seja, com o estuprador de Ino. Mas quando ela disse “cabelos pretos”, Sakura não entendeu mais nada.
- Pode me dar, Sakura. Ela me quer, eu sei disso. Minha filha quer o meu colo, quer se alimentar. – Ino já estava mais calma, mas Saori não. Nem parecia que tinha algum problema com os pulmões, berrava com uma força que Sakura não achava existir em crianças tão pequenas.
Cuidadosamente, Sakura colocou Saori nos braços de Ino, que, rapidamente, cuidou para que a pequena se alimentasse. Com a proximidade, observou mais atentamente os olhos quase fechados de sua pequena bonequinha. Azuis, levemente esverdeados. Se fossem um pouco menos azulados, seria a cor exata dos olhos do Gaara.
Saori era filha dele.
E com um suspiro cansado, Ino agradeceu a Kami-sama por não ter abortado sua pequena. Afinal, ela era fruto de um amor que não se concretizaria nunca. As lágrimas que escorriam pelo seu rosto não eram de dor, apesar de estar sentindo, mas sim de alegria.
Kiba e Inochi conseguiram entrar para visitar a pequena Saori e se depararam com a cena mais fofa. Ino amamentava Saori e ela colocava a pequena mão sob seu seio, enquanto Ino acariciava o rostinho dela. Até Sakura, que dizia ter se tornado uma pessoa fria após Sasuke voltar para a vila para não mais sofrer por amor, lacrimava com aquilo.
Kiba não podia ver a cor dos cabelos dela, ou a cor dos olhos. Mas isso não importava. Aquela pequena criaturinha era a sua filha e ninguém poderia falar o contrario disso.
- Oi pequena. – Disse ele, tentando falar com o bebê. – Seja bem vinda.
Saori soltou um resmunguinho, como se dissesse “me deixe mamar em paz”. Todos na sala riram. Ela não poderia ser a filha biológica dele, mas parte da personalidade, ela tinha sim. Inochi chegou perto da neta, que rapidamente pegou o dedo indicador dele. Ela era muito esperta para sua idade. Mas Inochi se assustou ainda mais ao ouvir em sua mente a voz dela.
- Olá vovô. Eu também te amo. E pare de chamar a vovó, não está na sua hora ainda de partir. – disse ela, em sua mente. Nunca aquilo havia acontecido. O máximo era a conexão mãe-bebê que havia entre os Yamanakas, mas sempre dos de sangue puro e apenas durante a gestação. Depois do parto, eles apenas voltariam a fazer isso depois que fossem treinados adequadamente.
Saori era um gênio!
- Ino... – tentou falar Inochi.
- Sim, eu sei. E comigo ela nem precisa estar me tocando. Quando eu cheguei e pedi para você me dar, era ela que me dizia que estava com fome. – falou, olhando para Sakura — Saori tem a atividade mental muito avançada, papai.
- Sim. Eu nunca havia presenciado tal coisa. Logo ela precisará de treinamentos específicos.
- Wow, gente. Vocês estão falando de um bebê. Como treinar um bebê? – Perguntou Kiba, assustado. Os Yamanakas eram estranhos. Inclusive sua amada Ino.
- Você saberá em breve, cara de cachorro. Agora, vamos. Ainda preciso saber o que você fazia na minha casa.
Sakura conseguiu se segurar até a porta ser fechada e logo depois, cair na gargalhada juntamente de Ino.
- É, minha querida sobrinha... seu pai é um burro. – disse Sakura, ainda entre risos.
Saori resmungou e logo uma voz preencheu a mente de Ino. “Ele não é meu pai de verdade, não é, mamãe?” Ino suspirou. Sua filha era inteligente demais. Isso era um problema. “Mas eu o aceitarei como papai. Eu sei que ele gosta muito da gente.”
Ino sorriu tranqüila. Sua filha era um amor. Pena que nunca conheceria seu verdadeiro pai. Mas, no fundo, sabia que ela seria muito bem suprida com o bobão do Kiba.
- Depois conversaremos Ino. Até mais, Saori, lindinha da titia. Fique boa logo para poder ir para casa, viu?
Saori já estava dormindo, exausta. E Ino ficou mais algum tempo observando ela e lembrando-se de Gaara.
Notas finais
Beijos!
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