Santo Graal

1 Capítulo I. Ceifadores


Notas iniciais
Este é apenas o primeiro capítulo, vou tentar aumentar mais.
Nao planejo fazer esta historia muito grande.
Em breve trago o restante.

Boa leitura!

Começos são difíceis e finais são inevitáveis, nem sempre se encaixa a famosa exceção à regra. Minha vida nunca foi um mar de rosas, por isso pode não ser tão interessante e mesmo assim decidi narra-la a desconhecidos.
O fato é que nem sempre finais felizes são possíveis.


*

Era um domingo qualquer, sem nada de interessante para variar, mais uma vez sozinha em casa. O telefone apita, uma nova mensagem... É a operadora, maravilha.
Me sento em frente a janela do meu quarto e observo a vida através do vidro, parece bom. As pessoas passam depressa pela rua, absorvidas em suas vidas. As vezes fútil.
Estou cansada de só observar, ficar trancada nesta torre. Sem objetivos, sem sonhos.
As horas vão passando, o sol se põe e é agora que a minha vida começa.

*

Já passava de meia noite, as ruas estavam pouco movimentadas, o que é bom. Não gosto de telespectadores.
Prendo minha mochila ainda mais forte sobre os ombros, estou ansiosa. Não que o que eu faça seja ruim, mas nunca consegui me acostumar.
A luz do poste pisca, o meu destino está no final desta rua. Por fora, um prédio abandonado, mas por dentro, nenhum mortal jamais conseguiria imaginar o que realmente acontece.
Dou três leves batidas na porta a intervalos de quinze segundos, três vezes. É o meu sinal. Uma fresta da porta se abre e eu passo por ela. Todos estão reunidos lá dentro.
Sei o que devo fazer, mas nunca gostei dessa parte.

Atado em uma das colunas há um corpo, mas não é humano, por mais que possa parecer. Tento me lembrar disso todas as vezes.
“Eu estou fazendo o certo”
Coloco a característica máscara sobre meus sentimentos.
—Está tudo pronto, Daniel? -Minha voz soa fria, não há espaço para sentimentalismo nesta noite. Retiro a mochila dos ombros.
—Sim – Seus olhos brilham com a característica empolgação, alguns realmente gostam disto.
Daniel está conosco a 3 anos, foi quando o resgatamos. Ele seria devorado por um Level C. Laura acha ele atraente, loiro de olhos azuis. Meio clichê.

Uma figura feminina se aproxima, é a Laura. Na mão ela carrega uma capa para mim. Eu estendo a mão e ela sorri mostrando aquela covinha no lado direito de sua bochecha. Ela é linda. Seu cabelo brilha como o fogo e os olhos são duas safiras. Ela parece delicada de mais para este trabalho, mas não se deixe enganar pelo que vê, Laura é inflexível.
Com a capa amarrada por sobre os ombros, eu me agacho e abro minha mochila. De dentro, tiro somente o necessário por agora.
Pax Domini.
A palavra parece brilhar através da lâmina da minha adaga ritualística. Retiro três velas de cor carmesim junto de um pequeno recipiente de metal, vou amontoando no chão. Reviro a mochila e finalmente acho, mais ao fundo estão o livro de encantamentos e a caixa de giz.
Levanto.
— Está na hora. – Anuncio.
Todos se aproximam da coluna.
“Formamos o Círculo Perfeito, nos denominamos Ceifadores.
O que fazemos, você se pergunta. Nós salvamos este mundo de todo o mal que o ameaçar.”
Eu inicio a cerimônia.
“Onde o demônio habita, a paz deve retornar”
O restante entoo-a.
“Servos do Senhor, temos o dever de proteger.” Pego a minha adaga, com um movimento preciso abro um corte no centro da mão, o sangue pinta no recipiente. Outras lâminas são erguidas. “Pax Domini, quod malum non est reversus ad haec regio”

Mais sangue pingava.
Me aproximei do corpo ainda inconsciente, molhei os dedos em meu sangue e desenhei a cruz em seu peito. Voltei ao meu lugar e acendi a primeira vela. Com a mesma, acendi as duas restantes e as passei para os demais, logo todas queimavam.
Estendo a mão para o Bruno que me entrega a Água Santa, derramo-a ao redor de todos, era o Circulo Sagrado.

Agora, não há mais volta.

“Sancti grátia illúminet sensus est spiritus Domini in nobis praesens hac nocte... “
Derramo um pouco da água no sangue, os demais fazem o mesmo.
“Sanctus sanguis”
Mergulho a adaga no sangue, o ar se torna maia denso. Estendo a lâmina para o alto.
“benedicti”
Minha voz cria mais força entre estas paredes.
Me aproximo da coluna, a lâmina ainda está estendida.

“Spiritus Sanctus Dei... “

Me preparo para descer a lâmina e tudo acontece muito rápido.
As janelas do segundo andar se quebram e um som terrível chega até nós.
Tento gritar para não quebrarem o circulo, mas já é tarde. Maria, que era a integrante mais recente, corria em direção a porta.
Merda.
O Círculo Perfeito foi quebrado, agora todos estavam em risco.

Notas finais
Comentar não mata, sua opinião é importante para mim.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.