Santa Tell Me-Scorose
1 Santa Tell Me
Notas iniciais
Essa é uma das ones especiais que eu escrevi para a melhor época do ano (na minha opinião).
É a primeira vez que eu escrevo alguma coisa no universo de Harry Potter e sobre esse casal, então me desculpem se essa one tiver ficado horrível e eu tiver estragado esse casal maravilhoso. Eu tive a ideia ano passado, mas eu fiquei atrasada (esse ano eu to só um pouquinho com algumas dhufhufhe). A one foi inspirada das músicas Santa Tell Me da Ariana Grande (praticamente tudo o que eu faço é inspirado em alguma coisa dela dhudheduhe), Trying Not To Love You do Nickelback e Sorry do Justin Bieber... Acho que foram só essas mesmo :/
De qualquer modo, feliz natal para vocês ♥
Espero que gostem.
Santa tell me – Scorose
Uma semana evitando Scorpius Malfoy. Rose nunca pensara o quão difícil seria evitar o loiro. Toda vez que ele dizia alguma coisa engraçada, ela beliscava algum lugar de seu corpo para não rir. Limitava-se a responder frases curtas para cada pergunta ou fala que ele a direcionava. Entretanto tudo isso não estava funcionando.
Rose encarava Scorpius atordoada enquanto o loiro a olhava com um sorriso irritante e Albus gargalhava na mesa de trás. Ah não. Aquilo não podia estar mesmo acontecendo. Ela não pode estar mesmo apaixonada por Scorpius Malfoy. Tinha que ter alguma coisa de errado com a Amortentia.
Com o término da aula, Rose saiu da sala apressadamente, agarrada aos seus livros. “Não fique muito amiga dele, Rosie. Vovô Weasley nunca perdoaria se você casasse com um sangue puro”; as palavras de seu pai tomavam conta de seu pensamento. O cara com quem ela não podia ser amigável é seu melhor amigo, e seu melhor amigo é o cara por quem ela está apaixonada.
Já havia um tempo em que Rose vinha se sentindo estranha em relação à Scorpius. A ruiva amava romance – por mais que não gostasse de admitir isso a ninguém – sabia quais eram os sintomas da paixão, só não queria acreditar que se sentia assim por um Malfoy. Scorpius apesar de irritante, narcisista e idiota, era bonito e atraente. Era o tipo de qualquer garota. Mesmo assim, o que sua família diria? O que seu pai diria? O jeito seria evitá-lo, até que isso passasse. Se isso passasse.
O clima de Natal já estava em toda parte. Rose tentava entrar nesse clima, mas era difícil manter o foco toda vez que Scorpius passava e lançava um sorriso ou piscava para ela. Tentar não precisar dele estava acabando com ela.
Devolver os livros para as prateleiras da biblioteca vinha sendo legal para a garota. Pode parecer bobo, porém aquele era o único momento em que ela conseguia se concentrar apenas nos livros, pois quando estava estudando sempre acabava distraída e o nome de Scorpius era escrito em algum lugar de seus livros. Ou quando estava lendo algo, se perdia em devaneios – o que a deixava extremamente irritada.
Na manhã do dia vinte de dezembro, após o café da manhã, Rose se dirigia para a aula de história da magia. Durante uma semana, ela se preocupava em chegar à sala depois de Scorpius, apenas para não sentar-se na mesma mesa que ele. Entretanto a ruiva estava cansada. Essa coisa de tentar não amar o loiro só fazia com que ela amasse-o mais. Naquele dia ela não se preocupou em entrar depois dele.
Alguns minutos após Rose sentar em seu lugar, o resto dos alunos começou a chegar, preenchendo os lugares vazios. Sem que a ruiva percebesse, certo loiro sentou-se ao seu lado.
–Olá Weasley – Scorpius disse sorrindo, sarcasticamente.
O coração de Rose falhou uma batida, ela levara um susto.
–Sabe – continuou o garoto – tenho a impressão que você tem evitado a mim e ao Albus. Alguma razão específica para isso?
Scorpius sabia o que ela sentia por ele, disso tinha certeza. O loiro não era lerdo ao ponto de não perceber o que era o cheiro de perfume amadeirado que Rose sentiu. Ele sabia que aquele era o cheiro dele.
–Rose, não se preocupe, sei que tudo isso é entre você e o Scorpius. Eu entendo – disse Albus, que estava sentado atrás dela.
Outro susto. A ruiva estava mesmo distraída, não havia percebido que seu primo se sentara ali. Talvez tenha se perdido nos olhos do sonserino loiro. Rose fuzilou Albus e Scorpius com o olhar, antes de direcionar sua visão para frente.
–Não ando não– respondeu, sem encará-los.
Rose não iria admitir absolutamente nada para Scorpius, ele poderia até saber, mas ela não iria admitir isso em hipótese alguma. A ruiva poderia até deixar todos esses problemas de famlia de lado e enfrentar seu pai para ficar com o loiro, porém havia outras garotas extremante lindas que babavam por ele. Não valeria a pena. Scorpius nunca olharia para ela do jeito que ele poderia olhar para as outras garotas.
–Por acaso não seria porque você está perdidamente apaixonada por mim, não é? –Scorpius ironizou.
O sangue da garota dos olhos azuis ferveu. Scorpius riu. Ele já havia comentado com a ruiva que quando ela ficava brava parecia uma fada que acabara de comer pimenta. Até aquele momento a Weasley estava tentando manter a calma, porém acabou se descontrolando:
–O mundo não gira em torno de você, Malfoy.
Rose sempre o chamava pelo sobrenome quando ficava irritada com ele – o que acontecia com frequência, principalmente nos últimos meses. O garoto deu de ombros, agora mais sério.
–É verdade– disse. – Mas você tem que admitir que a maioria das coisas gira– completou, colocando aquele sorriso sarcástico no rosto mais uma vez.
A grifinória respirou fundo e respondeu entre os dentes.
–Quero prestar atenção na aula e você está me atrapalhando, como sempre. – tentou dizer as duas ultimas palavras em um tom baixo para ele não ouvir, porém não funcionou.
–Não pode simplesmente jogar a culpa em mim se é você que se distraí comigo– Scorpius cruzou os braços e fechou a cara.
Aquilo não era verdade. Ele nunca a atrapalhava. Rose tinha dito aquilo da boca para fora, não era a intenção deixá-lo chateado. Na realidade, ela nem sabia o porquê de aquilo ter o deixado assim, fora uma coisa tão boba. Scorpius, apesar de ser frio com algumas pessoas, sempre levava tudo na brincadeira. Sempre falava com sarcasmo ou deboche.
********************
Rose estava se odiando por não conseguir se concentrar em nada. A única coisa em que pensava era se algum dia Scorpius voltaria a falar com ela. Quando eles cruzavam os corredores ele fingia que não a conhecia. Nisso ele não poderia usar a desculpa de que ela era pequena demais, pois Albus sempre a cumprimentava. O pior era que o sonserino tinha parado de falar com ela por uma coisa ridícula – na opinião dela.
Albus ficara divido. Não sabia de que lado ficava. Rose entendia o porquê de ele passar mais tempo com Scorpius, os dois são garotos e eles se entendiam. Ela não ligava muito para isso. Sem os dois amigos, agora ela passava mais tempo na biblioteca. Não era ruim, a ruiva sempre fora apaixonada por livros, foi uma das razões que a fez virar amiga de Scorpius.
–Ei– Albus chamou a atenção de Rose, sentando-se na cadeira ao lado dela– chamei Scorpius para passar o Natal com a gente– disse cutucando-a com o ombro.
O Natal. A ruiva não estava no clima naquele ano, o que era uma pena já que era seu feriado favorito, ela amava estar reunida com a família, comer a comida da vovó Molly, ouvir musicas natalinas, ler romances com viscos, entre outras coisas. O Natal passava uma ideia de paz e harmonia. Ela realmente adorava a data comemorativa.
Não era nenhuma surpresa Scorpius passar aquela data com eles, o loiro já havia passado três natais junto a eles. Rose olhava para ele com um olhar indecifrável, não era possível definir se era triste, irritado ou bravo. Ela estava mesmo com essa mistura de sentimentos quando o Potter tocou no assunto.
–Por que está me contando isso? – perguntou suspirando e apoiando o cotovelo na mesa e sua cabeça em sua mão.
O moreno deu de ombros e prendeu um pouco a risada:
–Scorpius uma vez me disse que acha bonito quando as garotas vestem vestidos pretos.
A Weasley enrubesceu soltou um riso fraco.
–Então eu pensei em te falar. De repente isso te ajuda– concluiu e não conseguiu segurar o riso.
–Eu não vou usar um vestido preto– Rose respondeu rindo.
Os dois ficaram em silêncio por um longo período. A grifinória voltou sua atenção para o livro, não queria tocar naquele assunto, porém Albus era o melhor amigo de Scorpius, ele tinha que saber de algo. Ela estava quase escrevendo uma carta para o papai Noel realizar um daqueles milagres de Natal que tantas músicas falavam. Não que ela acreditasse em papai Noel. Rose acreditava em milagres de Natal.
–Albus– o sonserino olhou para ela– Por que ele está me evitando? – sua voz acabou saindo um pouco rouca, como se evitasse chorar, e ela percebeu que estava prestes a fazê-lo.
O Potter se virou para ela com um sorriso sem mostrar os dentes.
–Você pode até não acreditar, mas é quase o mesmo motivo que o seu.– ele se levantou para ir embora– Quase. Pergunta para ele o por quê– dito isso, Albus caminha até a porta, saindo da biblioteca.
Ela não tinha contado nada para Albus sobre temer o que os outros diriam em ralação a isso. Poderia Scorpius gostar dela também? Os romances que Rose mais gostava eram aqueles em que o garoto popular não ficava com a garota mais bonita da escola, mas aquela que possuía vários defeitos. Eles eram muito diferentes, mas foram melhores amigos durante todos esses anos. Talvez aquela coisa de que os opostos se atraem fosse mesmo verdade. E era. Bastava só observar em sua volta. Os opostos realmente se atraem, pois eles se completam. Talvez ela e Scorpius dessem certo juntos. Porém ela não queria ter um coração partido, – principalmente no Natal – esse ano ela teria de ser esperta.
******************
Rose exercia uma conversa animada com Lucy e Molly II, enquanto trajava um vestido preto. Ela não sabia o porquê de estar o vestindo já que coisas assim sempre pareceram tão idiotas para a mesma. Conforme seus familiares iam chegando, mais presentes eram colocados debaixo da árvore e mais risadas preenchiam o ar. A grifinória achava estranho o fato de que quando criança, ela amava a hora de trocar presentes, após crescer gostava da hora dos presentes, porém a melhor coisa no Natal era ver sua família toda reunida, mas naquele Natal ela mal se importava com os presentes e o que acontecia em sua volta. Tudo o que ela queria naquele Natal era um certo loiro extremamente irritante.
Dominique parou em frente as duas, segurando um estojo listrado de azul e lilás, e sorriu. Rose achava sua prima linda, e o que a deixava ainda mais bonita era que ela não era nada fútil como a maioria das garotas bonitas que ela conhecia.
–Rose, posso falar com você um minuto? – disse a loira.
A ruiva se levantou e a seguiu até um dos quartos. Ao chegar lá, Rose sentou-se na beirada da cama e sua prima ao seu lado. Dominique olhava para frente segurando um sorriso, a grifinória sabia que aquilo não significava boa coisa.
–Soube que Scorpius vai passar o Natal aqui de novo – conversou como alguém que não quer nada– Albus me contou sobre o que aconteceu na aula de poções.
Rose enrubesceu. Para quem mais Albus poderia ter contado? Ela o mataria após o Natal.
–E eu com isso? – a ruiva perguntou, cruzando os braços.
Dominique a olhou com um sorriso divertido enquanto segurava o estojo perto de seu rosto.
–Deixa eu te ajudar só um pouquinho? – pediu – Prometo que não vou passar muita maquiagem.
Rose não queria aceitar, ela se sentia incomodada com aquilo, toda vez em que ela estava usando rímel, acabava coçando os olhos sem querer e deixava tudo borrado, mas naquela noite ela queria estar diferente. Suspirando fundo, acabou aceitando a ajuda de Dominique.
Como a mesma havia prometido, ela não passara muita coisa, apenas rímel, lápis e delineador na região dos olhos– o que os deixou mais acentuados– e um batom vermelho, que acabou dando um resultado que Rose nunca esperaria. Realmente, um batom muda muita coisa.
–Não deixe seu cabelo preso– disse Dominique desfazendo o rabo de cavalo de Rose, ela ajeitou o cabelo da mesma – Pronto. Agora só falta ele chegar.
Com esse comentário, Rose revirou os olhos.
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Todos já tinham chegado menos os Potters. Havia música no ar, todos estavam sorrindo e brincando, e Rose desejava que Scorpius estivesse lá, para colocar um sorriso em seu rosto, como ele fazia. Ela podia estar ou não conversando com alguém, mas sempre estava olhando para todos os cantos, esperando Scorpius chegar.
Do lado de fora a neve caia assim como o amor cai: lentamente. Era lindo. Rose ficara tanto tempo apreciando que não notou os Potters chegando, e não teria notado se Albus tivesse gritado seu nome, tirando-a de seus devaneios. A ruiva se aproximou dele e lhe cumprimentou com um abraço apertado, e ela fez o mesmo com James, Lily, Harry e Gina, porém quando seus olhos azuis encontraram com os incríveis olhos cinza, seu mundo parou. Ela achou que ele a ignoraria, mas Scorpius deu um pequeno sorriso.
–Feliz Natal, Weasley.
Rose queria abraça-lo, porém limitou-se a um aperto de mão, insultando a ela mesma mentalmente.
–Feliz Natal, Malfoy.
E foi apenas isso. Eles passaram a noite trocando o mínimo de palavras possível. Albus e Dominique reviravam os olhos ao ver as cenas que os dois faziam. Se continuasse assim, os dois nunca iam se acertar.
Rose estava extremamente irritada com o que estava acontecendo, era para eles se desculparem, mas sempre que ela estava prestes a fazer algo acontecia. Ou as palavras não saiam de sua boca, ou alguém chamava Scorpius para conversar. Ela não sabia mais o que fazer, onde estava o seu milagre de Natal. Papai Noel, se você realmente está aí, me diga o que eu posso fazer, Rose implorava em seus pensamentos. A ruiva não acreditava mais no bom velinho, porém ela não sabia mais para quem pedir seu milagre.
Albus e Dominique apenas observavam as tentativas frustradas dos dois. Eles não iriam se comunicar nunca se continuasse assim. Os dois primos chegaram à conclusão de que os dois se intrometeriam um pouco. Rose era totalmente desastrada e eles sabiam, essa era a desculpa perfeita para o plano que armaram. Uma coisa boba, mas torciam para que desse certo, a final, nos filmes dava.
Rose caminhava até Scorpius a fim de tentar novamente se desculpar. Quando estava prestes a chamá-lo, tropeçou em algo duro, porém ela não caiu no chão. Foi tudo tão rápido que quando se deu conta do que havia acontecido, ela percebeu que o loiro a segurava um pouco acima de sua cintura e a encarava com um sorriso de deboche. Aquele sorriso. Por dentro, Rose estava contente, mas por fora ela apenas empurrou Scorpius, cruzou os braços e evitava encarar o mesmo. A ruiva sentia seu rosto cada vez mais quente.
–Sabia que mais cedo ou mais tarde você iria acabar pulando em meus braços, Weasley– Scorpius provocou.
–Eu tropecei, idiota.
O Malfoy soltou um riso pelo nariz.
–Em que?
Rose olhou para o chão preparada para apontar para o que a derrubara, mas não havia nada lá. A ruiva já tinha tropeçado bastante em seu próprio pé para saber que não foi isso o que tinha acontecido. Entretanto, essa seria a desculpa que ela usaria.
–No meu pé– deu de ombros, ainda sem encará-lo.
Scorpius riu e revirou os olhos, porém ao notar o que havia em cima deles sorriu se curvando para aproximar-se do ouvido de Rose.
–Acho que temos que nos beijar.
A ruiva que já estava completamente quente, por conta da aproximação do loiro, enrubesceu mais ainda– se isso é possível.
–O-o que? – disse virando-se lentamente para olhá-lo.
–Estamos de baixo do visco Rose– o Malfoy sorriu – temos que nos beijar. Sei que você quer isso, outra vez.
A raiva cresceu dentro do peito de Rose,como alguém podia ser tão irritante, ela pensava. O que Scorpius dissera não era mentira, ela queria mesmo beijá-lo outra vez, mesmo que aquela tenha sido acidentalmente. Isso aconteceu quando os dois tinham quatorze anos. Scorpius a chamou e quando ela virou para olhá-lo, acabou encostando os lábios no dele. Foi estranho, ela se desculpou, mas o loiro parecia não ligar para isso. Rose sabia que aquela não fora a primeira vez em que ele beijara alguém.
–Não vou beijar alguém que está me ignorando.
Scorpius a segurou pela cintura e a aproximou dele.
–Estou falando com você agora, não estou? – ele a puxou para mais perto. Os dois conseguiam sentir a respiração descompassada um do outro– A propósito, você está bonita. Adorei o vestido– completou.
A temperatura corporal de Rose subia cada vez mais. Ela suava frio, sua boca estava seca e tremia um pouco. Estava nervosa.
–Eu realmente não entendo você– a voz dela saiu por um fiasco– há dias você estava me ignorando e agora está com essa gracinha estúpida. Só queria... – Scorpius não a deixou terminar, ele a calou com um beijo.
A ruiva de inicio se surpreendeu, mas acabou passando os braços pelo pescoço do loiro e ficou na ponta dos pés, e mesmo assim ele continuava um pouco curvado. Albus e Dominique ao verem a cena sorriram, o que eles fizeram realmente tinha valido a pena. Quando Rose e Scorpius se separaram, eles se encararam.
–É muito tarde para pedir desculpa agora? Eu sei que eu te decepcionei e ficarei com cada parte da culpa se você quiser – disse Scorpius.
Rose se afastou um pouco e o encarou.
–Oferta indispensável, mas eu também quero te pedir desculpa. Não era verdade o que eu disse, foi da boca para fora eu juro.
–Não é legal ouvir aquilo vindo da garota pela qual sempre fui apaixonado –Scorpius declarou – Ainda mais quando o seu medo é se apaixonar.
Naquele momento, Rose não tinha palavras nenhuma, por isso apenas o abraçou. Palavras naquele momento seriam inúteis, ele já sabia o que ela sentia. Não tinha o que falar apenas sentir.
Notas finais
Bjs, Cat ♥
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