Notas iniciais
Quero agradecer de novo a minha colegetty sak093, vlw xuxuuuu por ter me ajudado muito, LUV U.
Gente minha 1 história do mundo, a primeira yaoi, a primeira escrita então peguem leve.

Subitamente, não sabia mais como se ata o nó da gravata. Era como se enfrentasse uma tarefa desconhecida, com que nunca tinha tido qualquer familiaridade. Recomecei do princípio. Uma vez, outra vez e nada. Suspirei com desânimo e olhei atento aquele pedaço de pano pendurado no meu pescoço. Vagarosamente tentei dar a primeira volta e de novo parei o gesto, sem saber o que fazer em seguida, a ansiedade e o nervosismo tomando conta de mim pela terceira vez naquela noite. Vi me no espelho, rugas e suor na testa, inesperadamente achando velho demais o reflexo que via, apesar do mesmo demonstrar apenas um rapaz no início dos trinta, com cabelos ruivos bem cheios e lindos olhos verdes, que fazia muitas garotas suspirarem. Voltei minhas pupilas enraivecidas para a gravata, desistindo de vez de dar o nó eu mesmo.

- Samirra!

Quando chamei, a mulata com os olhos amendoados e cabelos encaracolados, herdados de sua mãe que também havia sido uma funcionária da casa, presos num coque alto veio prontamente me atender.

- Dimitri…

Antes de continuar ela olhou sugestivamente para a minha gravata, ato que eu correspondi apenas com um manear de cabeça. Ela veio na minha direção e deu o clássico nó de gravata, sorrindo satisfeita para si mesma, contente com o que havia realizado, e após uma despedida retirou-se. Voltei meu olhar novamente para o espelho, admirando o trabalho bem feito que ela havia executado. Andei na direção da cadeira que ficava em frente a minha mesa de trabalho e peguei meu paletó, jazido passado e dobrado no encosto da mesma. O abotoei e após checar se tudo estava impecável saí do quarto.

Andei pelos corredores da mansão, vazios a não ser por alguns empregados que vagavam a busca de algo para fazer, em direção a garagem. Ao chegar lá, parei por alguns segundos, apreciando minha Ferrari California de um azul bem vivo.

Por um momento fui transportado para dois anos atrás, eu estava no escritório da sede da Ferrari em Maranello, próximo à Módena, que era onde eu estava hospedado para tratar de assuntos diplomáticos com o então presidente da Itália, Giorgio Napolitano. Eu estava delirando pela possibilidade de comprar um carro da minha marca favorita, algo que só foi possível graças ao salário gordo que eu ganho exercendo a profissão. Eu estava indeciso, não sabia que modelo escolher e foi então que o próprio diretor, Luca di Montezemolo, veio em pessoa me apresentar um carro, certo de que eu, por ser um diplomata, além de muito dinheiro para gastar geraria destaque para a sua empresa. Ele me apresentou um projeto que ainda não havia sido lançado no mercado, o F149. Eu me apaixonei na hora, e após acertarmos o preço, que não foi muito barato devo comentar, a troca do lado do volante e a maneira como meu novo xodó seria transportado para a Inglaterra, meu lugar de nascença eu fui embora muito satisfeito cumprir minhas obrigações.

Votei ao presente com o barulho da porta da garagem se abrindo, provavelmente por algum criado que ao me ver indo para o carro a abriu. Entrei de uma vez na Ferrari e fui para o evento que eu tentava a todo custo não pensar a respeito e que era o motivo de meu aparente nervosismo na hora de me aprontar. Andei pelas ruas de Kensington e Chelsea quase que fingindo que não conhecia o local onde morei durante cinco anos, e muito menos a casa do Joshua Vermont, primeiro ministro inglês e anfitrião da festa desta noite.

Sim, eu estou nervoso, finalmente assumi para mim mesmo algo que, apesar de óbvio, recusava a admitir. O primeiro ministro era conhecido por humilhar as pessoas com quem não tinha muita afinidade, para dizer o mínimo, e eu por algum motivo era uma dessas pessoas. Não me lembrava de ter feito algo de errado para ele, pelo contrário, o tratava muito bem, já que eu admirava aquele homem. Ele era uma pessoa que além de muito bonita era incrivelmente inteligente, ele ajudava seu país a prosperar de uma maneira nunca vista antes, mesmo sendo o ministro mais novo que a Inglaterra já teve, apenas com trinta e cinco, no caso trinta e seis anos já que a festa desta noite era para comemorar seu trigésimo sexto aniversário. Eu não sabia muito bem porque tinha sido convidado,ele demonstrava claramente que não gostava de mim.

- Talvez ele tenha decidido me dar uma chance.

Eu refletia à medida que avançava no sinal verde, eu realmente queria me aproximar dele, e além do mais ele só me destrata quando estamos sozinhos.

- Bom quando estamos com alguém ele me ignora completamente.

Esses tipos de pensamentos me enchiam a cabeça e eu não entendia porque queria tanto a apreciação e aceitação dele. Eu acho que ele era algo como meu ídolo. Assim que me formei em Cambridge, logo me encarregaram dos assuntos principais do Reino Unido. E foi assim que o conheci.

Eu andava rápido pelos salões do Palácio de Westminster, eu estava atrasado para a reunião informal do novo primeiro ministro mais tinha um bom motivo, o presidente de Chipre tinha solicitado minha ajuda para resolver alguns assuntos com o próprio governo britânico. Repetia mentalmente o motivo várias vezes, sabia que entenderiam e mesmo se eu dissesse que estava comendo um cavalo ou qualquer outra besteira do tipo eles não se importariam. Eles me estimavam, eu repetia mentalmente. Mas eu sabia que mesmo sendo tudo isso verdade nada me impedia de tremer dos pés a cabeça. Não estava acostumado a me atrasar, eu realmente não gostava quando as pessoas tinham que esperar por alguém, pois era minimamente uma tremenda falta de respeito, por isso eu nunca me atrasava, se tratando de pontualidade eu era um exemplo.

Me preparei e abri as portas do salão principal, todos já confraternizavam mas alguns pararam para ver de quem se tratava, e ao ver, vieram me cumprimentar:

- Dimitri, tudo bem? Você se atrasou.

Eles lançavam sorrisos para mim a medida que eu lhes explicava tudo, alguns até me parabenizavam, afinal eu era muito novo para ser chamado para qualquer coisa por qualquer presidente. Essas pessoas realmente se importam muito com idade, como se representasse alguma importância.

Dirigi então meu olhar para o jovem estonteante que era o centro das atenções. Ele era bonito, um cabelo moreno meio aloirado com olhos de um azul indescritível e pude perceber que era bem articulado também, mas nada do que eu não esperasse, afinal, já tinha ouvido falar muito bem dele e estava louco para conhecê-lo, eu já o admirava antes mesmo de sequer falar com ele.Tinha certeza de que era Joshua e abrindo meu sorriso mais caloroso fui me apresentar.

- Olá! Prazer, sou Dimitri Lyrium, você deve ser Joshua Vermont, parabéns pela ascensão ao cargo, tenho certeza que você vai se dar muito bem!

Quando terminei de o cumprimentar estremeci, pois foi só então que reparei, apesar do sorriso estampado no rosto, ele me lançava um olhar gélido, penetrante que parecia dilacerar minha alma.

- Prazer Dimitri, soube que você é o diplomata encarregado de me auxiliar, espero que nos demos bem.

À medida que ele respondia, eu olhava para os outros, eu achava quase impossível que ninguém estivesse reparando naquele olhar. Mas não, ninguém viu e ainda desejaram que nos déssemos muito bem.

Parei de devanear, percebendo que me aproximava da casa do homem que não saía da minha cabeça. Lembro-me muito bem que todas as minhas outras tentativas de aproximação eram se não repelidas, ignoradas. Como eu chegava muito cedo e ainda estava com os nervos a flor da pele decidi parar num café que ficava a poucos quarteirões da casa.

Era um lugar simples, aconchegante, eu me sentia cada vez melhor enquanto ia entrando no ambiente, talvez porque estivesse muito frio lá fora e o lugar era bem aquecido. Fiz uma nota mental para voltar lá a medida que a simpática garçonete vinha andando graciosamente na minha direção.

- O senhor deseja algo?

Passei os olhos rapidamente pelo cardápio, escolhendo um simples capuccino. Não demorou muito para que ela viesse de volta trazendo o pedido, que eu descobri se tratar de um dos melhores capuccinos que eu já havia experimentado. Eu realmente não poderia me esquecer de voltar naquele lugar, mesmo ele sendo perigosamente perto da casa dele…

Consumi o café rapidamente e após pagar, não esquecendo do adicional da gorjeta, voltei para o carro e sem mais delongas me dirigi para a festa.

Acho que devo ter passado no mínimo três vezes pela casa, travando uma batalha interna contra o desejo de inventar qualquer desculpa e voltar para debaixo das cobertas quentinhas da minha casa. Mas eu sabia que não poderia, só se quisesse assinar meu próprio atestado de óbito, o cara já me odiava e eu ainda ia faltar a festa dele, que eu ainda não sabia porque diabos ele havia me convidado? É, acho que não! Como começava a ficar mais nervoso desisti de fugir e dirigi até a entrada da casa, ou melhor dizendo mansão.

Sendo aparentemente uma clássica mansão inglesa, havia diversos mordomos na entrada que guardavam os carros que chegavam, enquanto outros levavam os convidados para dentro driblando um batalhão de jornalistas esperando por algum furo na festa do ministro.

- Ahh, isso vai ser longo.

Nunca gostei muito de jornalistas, talvez o motivo fosse a invasão de espaço e privacidade que eles cometiam graças ao seu trabalho. Quase cogitei parar o carro em outro lugar e ir andando, mas percebi que assim seria mais fácil eles me abordarem. Dirigi até onde estavam os manobristas e assim que abriram a porta para mim, saí. Apresentei um lindo e nada espontâneo sorriso resultado da presença dos paparazzi que me deixavam ansioso. "Bom talvez não seja culpa dos jornalistas que você esteja nervoso, mas sim de um lindo loiro dos olhos azuis". Aquela voz irritante continuava repetindo isso no meu cérebro, mas escolhi a opção mais provável, que é a que eu quero acreditar, que dizia serem os jornalistas os responsáveis pela minha aflição.

Andei tentando passar despercebido por eles, estava uma confusão, muitas câmeras, flashes e paparazzi fazendo perguntas na porta da mansão. Enquanto andava, mantendo a cabeça um pouco curvada para camuflar minha presença, eu reparava que não havia só diplomatas e políticos sendo entrevistados mas também muitas celebridades. Uma coisa óbvia, se eu tivesse parado para analisar quem eu encontraria na festa e não tivesse ficado tão nervoso perante a idéia de como Vermont me trataria.

Quando achei que eu tinha conseguido me livrar deles, uma mulher me puxou pelo braço e já começou as apresentações:

- Aqui é Anneline do canal Britain's Got To Know, com nosso lindo, estimado e cativante diplomata, que apesar de muito novo continua sendo muito eficiente Dimitri Lyrium. Então Dimitri, o que você espera desta fabulosa festa?

Meu choque por ser puxado de repente logo foi dissipado e minha cara de espanto deu lugar à um sorriso, daqueles bem brilhantes, típicos dos comerciais de Colgate. Um dom que eu apresento desde pequeno é que quanto mais pego de surpreso eu sou, melhor fica meu sorriso.

- Bom o que eu posso esperar? Claro que será uma linda festa, afinal Joshua merece comemorar seu aniversário da melhor maneira possível você não acha?

Me aproveitei da oportunidade que surgiu por ela estar sem fala, provavelmente por culpa do sorriso Colgate, e me despedi cordialmente dela e da câmera voltando a andar os dois metros que faltavam para entrar na mansão.

Assim que entrei, descobri mais um motivo para me deixar ainda mais desconsertado. Aquela mansão além de ser linda por fora, era linda por dentro, fora totalmente dos padrões clássicos que eu esperava. Mas ao mesmo tempo em que era linda era impetuosa, ela impunha sua presença, nos engolindo aos poucos e nos puxando para adentrar cada vez mais e nos perder nas suas paredes brancas cheias de quadro coloridos ou ainda nos confundir com seu chão do mais caro mármore repleto de tapetes que mesmo contrastando com as paredes e os quadros só serviam para aumentar ainda mais a beleza um tanto quanto exótica daquele lugar. Sim exótica, tudo que aquele lugar tinha de clássico por fora, por dentro ele se opunha, e nos demonstrava a perfeita harmonia entre os dois.

Acho que fiquei muito tempo admirando a arquitetura e o design do lugar, pois a única coisa que eu escutei após entrar dentro do hall de entrada foi:

- Então ele achou que eu aceitaria um acordo imbecil e totalmente sem nexo daqueles! Dimitri? Dimitri, você está me escutando?!

- Ahn? Ah, sim claro Santiago, concordo totalmente.

Acho que ficou um pouco óbvio que eu não estava prestando atenção em nada do que ele estava falando, pois ele fez aquele biquinho totalmente típico dele, e olha que eu só conhecia aquele protótipo de gente a um ano e já sabia que aquilo era um hábito dele, e me puxou em direção ao salão de baile. O Santi, como eu gostava de chamá-lo era aquele típico adulto que de adulto só tem idade. Ele aparentava ter no máximo, vinte anos, eu daria dezoito se não conhecesse ele e não soubesse que na verdade ele é mais velho do que eu, tendo trinta e dois. Seus cabelos loiros e seus olhos verdes ajudavam ainda mais no ar de anjinho, por isso o apelido Santi, que na verdade era muito irônico. Ele aparentava um anjinho mas quando era subestimado ou irritado ele virava um perfeito demônio.

Para chegarmos ao salão principal, passamos por diversos corredores, e Santi parecia saber exatamente por onde ir, fato que me irritou um pouquinho, mas que ignorei solenemente, até porque motivos eu ficaria irritado? Não é como se eu me importasse dele conhecer direitinho a casa do Joshua, eu não me importava de quantas vezes ele tivesse ido àquele lugar, pelo menos não deveria me importar. É, naquela noite eu estava me importando com muitas coisas com as quais eu não deveria.

Andamos, andamos e quando eu começava a ficar zonzo chegamos no local onde todos o convidados se reuniam, e foi então que eu o vi: brilhante, emanando confiança, entusiasmo e com o sorriso mais bonito que eu já vi estampado no seu rosto, um sorriso que me lembrava algo, despertando uma sensação de Déjà vu em meu interior. Ele estava rodeado por várias pessoas que pareciam hipnotizadas pelo seu brilho e eu não fui diferente, fiquei hipnotizado também, sentindo meu coração dar vários pulinhos enquanto andava na sua direção. Meu coração parecia querer sair do peito, e eu senti minhas bochechas começarem a corar quando ele, percebendo minha aproximação e a de Santiago, ainda sorrindo, acenou para nós, indicando que queria que nos juntássemos a ele.

-Dimitri, que bom que veio, achei que você não fosse vir mais, demorou tanto.

-Ahh…

Não sabia o que responder, sentia meu rosto corar cada vez mais e meu coração competitivo do jeito que era não ficava para trás, pulando igual a um macaco fumado. Não acredito mas eu acho que estou me apaixonando por ele. Admito que fiquei decepcionado, não porque ele era um homem, até porque eu sou bissexual, mas porque as chances dele me rejeitar eram pra ser otimista noventa por cento. Espera ai, como assim me rejeitar?! Quando eu eu decidi me confessar para ele?! Minha cabeça era uma confusão pura quando, tenho certeza que de propósito, vendo o pânico nos meus olhos esmeralda, ele me puxou para um abraço caloroso. Me surpreendi na hora é claro, pois ele que não costumava me dirigir a palavra e procurava evitar ainda mais contato físico, justo ele, o responsável pela minha confusão mental da noite inteira me abraçou.

No mesmo instante, minha narinas foram impregnadas com seu cheiro, uma mistura de menta e perfume caro francês, não era ruim, pelo contrário, aquele cheiro me embriagava e eu poderia ficar assim pelo resto da noite, aconchegado nos seus braços com a cabeça apoiada no seu ombro, sentindo seu cheiro e temperatura, enquanto seu nariz ficava apoiado na minha cabeça, resultado da nossa diferença de altura, e eu sentia ele aproveitando discretamente do abraço para sentir meus cabelos ruivos contra sua pele. Mas como dizia aquele velho ditado, tudo que é bom dura pouco e tão rápido como começou, tão rápido acabou. Ele me afastou e foi dar um abraço no Santi, que foi bem mais superficial, me empolguei ao constatar. Mas antes é claro que ele me lançou aquele olhar debochado, como quem diz "Já está caidinho por mim é Dimitri?". Tentava me acalmar ao imaginar que ele não teria como saber que eu estava realmente "caidinho" por ele.

Passei a andar depois do ocorrido pelo salão cumprimentando todos os políticos, celebridades e colegas de trabalho, enquanto minha mente insistia em dizer que aqueles não eram os primeiros sinais de que eu estava gostando dele, aquele meu desejo da aceitação dele, a admiração que só aumentou depois que o conheci, o pinguinho de raiva, que não foi tão pequeno assim, quando eu imaginei a frequência com que o Santiago pudesse estar indo à casa dele e principalmente as cambalhotas que meu coração insistia em dar mesmo ele não estando mais por perto. Droga! Meu rosto ainda deve estar muito vermelho!

- Santi vou buscar um copo de água, ok?

Com muito gelo, pra ver se assim meu rosto e meu coração se acalmam, de preferência minha cabeça também, se ele estiver disposta a cooperar, coisa que duvido muito.

- Ah, claro…

A frase morreu no meio assim que ele se virou para me encarar. Ele arregalou os olhos e quase que eu perguntei se ele tinha perdido algo aqui, mas acabei me constrangendo ainda mais quando além dele, algumas pessoas vendo que Santi encarava algo, no caso eu, voltaram para ver o que era e perderam seus olhares na minha face que devia estar mais vermelha que meu cabelo. Puxando o Santiago de lado disse:

-Minha cara deve estar mais vermelha que eu cabelo né? Mas tipo do nada vocês param para me encarar, e aquele abraço do Joshua não foi algo normal, não foi nem um pouco típico dele e …

É quando eu fico vermelho muitas gírias saem da minha boca, sem contar o fato que eu saio falando igual a uma matraca.

-Não, você está lindo, na verdade.

Ele disse essas palavras pausadamente como se não estivesse acreditando no que ele mesmo estava dizendo. Isso ai Santiago, para que me acalmar? Não! Vamos deixar ele mais vermelho e constrangido! Esses foram os únicos adjetivos que eu pude pensar depois de ter sido encarado de tal maneira intensa pelo Santi.

- Santiago você não vai agarrar o Dimy no meio da festa vai?

Nos sobressaltamos quando ouvimos alguém falar, e foi só então que eu reparei o quão próximo estávamos. Viramos e nos deparamos com: Johnny Deep! Mentira foi com o Josh, se ele vai apelar para o apelido eu também vou, se bem que no momento eu estava mais apaixonado por ele do que pelo Johnny, que intimidade! Ok Dimitri foco!

- Josh, estávamos apenas confraternizando, já ficou com ciúmes?

Sim, pirei! Falando com o Vermont nesse tom e dessa maneira to pedindo pra ser mendigo, mas é que eu estava com tanta raiva de gostar dele, mesmo ele sendo cínico, me destratando, que liguei o foda-se, e falei com ele do jeito que eu queria mesmo. Além de espantar a mim mesmo, espantei ele, que simplesmente me encarou descrente e o Santiago, que deu um risinho.

- Agora se vocês me dão licença, aquele Martini ali está me chamando.

Saí correndo, lê-se andando rápido tentando alcançar a velocidade da luz sem cair no chão, em direção ao balcão para pedir alguma bebida e ver se conseguia me acalmar.

- Não beba muito, eu particularmente não gostaria que ter que cuidar de você, seria uma tentação e tanto, Dimy.

Tentei lançar meu melhor olhar raivoso que eu consegui planejar. Não sei como ele sabia que eu além de ser bem fraco com bebidas esquecia de tudo que acontecia enquanto estava no meu estado alcoólico, não acontecia com muita frequência, e ninguém obviamente sabia, além do Santiago que logo após que o conheci o considerei como meu melhor amigo podendo contar com ele quando esse tipo de coisa acontecia.

- Josh, pode ficar tranquilíssimo que seu eu passar mal eu peço para o Santiago me ajudar, tenho certeza que ele cuidará melhor de mim do que você.

- É eu também tenho certeza que ele "cuidará" melhor de você do que eu, só acho que o cuidar dele e o meu cuidar são bem diferentes.

Ele ainda teve a cara de pau de fazer aspas quando falou cuidar, minha única reação foi corar, óbvio porque meu corpo me odeia, e olhar espantando, fingindo que não tinha idéia do que ele estava falando.

- Como não sei a que cuidar você se refere fazendo aspas desse jeito, eu …

Não terminei de falar pois nossas bebidas chegaram , é plural, pois sem que eu percebesse ele pediu um copo também. Ótimo, vou ter que aturar a presença dele por mais um tempo, em vez de relaxar sozinho com a minha bebida. Se bem que para mim não seria um esforço tão grande assim poder passar mais um tempinho encarando aqueles olhos azuis e imaginando tocar aquele cabelo loiro.

- Eu sou tão lindo assim para fazer você não conseguir tirar os olhos de mim Dimy? Ou você só perdeu alguma no meu lindo rosto?

À medida que ele dizia isso, ia se aproximando perigosamente de mim, e sussurrou o final perto da minha orelha, me fazendo estremecer e me surpreendendo pela aproximação repentina. Hoje ele estava muito estranho e eu como me descobria gostar cada vez mais dele, fui na onda e lentamente, usando do meu sorriso mais sedutor, virei meu rosto, ficando a milímetros do seu e sussurrei:

- Na verdade perdi sim, a vontade de viver. Eu acho que esse seu rosto horrível sugou ela inteira. Hahahahaha

É a bebida já começava a fazer efeito no meu sistema. Minha risada saiu bem esganiçada para logo em seguida eu jogar minha cabeça para trás e continuar rindo. Eu infelizmente tinha certeza que não estava muito bêbado a ponto de esquecer toda a besteira que eu fiz mais tarde.

- É Dimitri, parece que você já está um pouquinho alterado, vem vou te levar para um lugar mais tranquilo.

- Ahh porque? Eu to ótimouuu.

Assim que disse isso me levantei de supetão, assustando-o e me desequilibrando. Eu ia tomar o maior tombo da história se não fosse pelo meu, seu, nosso queridíssimo ministro! Ele se recuperou do susto rapidamente para em seguida me amparar.

- Dimitri você é uma completa vergonha quando se trata de bebidas, vem logo, deixa que eu te ajudo.

Eu resmunguei qualquer coisa para ele que após dar um risinho bem divertido começou a me puxar para fora do salão. Voltei a ficar meio perdido após começarmos a andar por aquele casarão, eram muitos corredores que pareciam exatamente iguais para mim. Passamos por diversos casais de políticos e celebridades se amassando e instantaneamente me lembrei dos jornalistas que vieram tentar entrar de penetra na festa, esperando por um furo de reportagem desses.

Depois de um tempo andando, comecei a me sentir menos tonto, provavelmente porque só cheguei a beber uns dois copos e reparei e já nos encontrávamos em uma área deserta, não tinha nem mais empregados passeando por aqui e por ali, carregando pratos de comida ou simplesmente servindo bebidas.

- Onde estamos?

Perguntei querendo parecer sério mas falhando ao notar pelo espelho que se localizava na parede oposta, meu rosto corar simplesmente porque eu vi que Joshua ainda segurava minha mão, local por onde ele estava me puxando esse tempo todo.

Ele não respondeu minha pergunta apenas disse:

- Aqui poderemos nos sentir mais livres.

E me puxou para um beijo. Um beijo avassalador que me fazia perder cada vez mais o ar enquanto ele puxava meus braços para envolverem seu pescoço. Correspondi o beijo na mesma intensidade, eu pensaria sobre as consequências mais tarde, agora eu simplesmente queria aproveitar esse momento com ele.

Joshua colocou suas mãos em minha cintura e me puxou para mais perto à medida em que eu entrelaçava meu dedos no seu cabelo, adorando sentir a sensação dos seus fios macios entre eles. Nossas línguas travavam uma batalha sobre controle que eu obviamente perdi, e em seus momentos mais luxuriantes se juntavam fora da boca.

O afastei um pouco a muito custo, eu precisava respirar, mas ele não querendo manter sua boca longe de mim começou a mordiscar meu pescoço, deixando marcas e me fazendo suspirar, algo que parecia o incentivar a continuar. Ele subiu suas mãos para o topo da minha camisa,tendo eu esquecido o paletó a muito tempo atrás no salão, e após retirar a gravata, começou a desabotoá-la.

-Josh, vão ver a gente.

Quando eu disse isso ele simplesmente posicionou uma de suas pernas entre as minhas, arrancando um gemido rouco ao roça-lá em meu membro já desperto e sussurrou na minha orelha com sua voz rouca de tesão:

- Por que você acha eu te trouxe aqui? Dessa vez não vou te deixar esquecer nossa noite juntos de novo.

Quando eu ia perguntar sobre o que que ele estava falando, sua boca foi novamente colada na minha e suas mãos que não haviam abandonado sequer uma vez sua tarefa de me abrir a camisa começaram a deslizar pelo meu peito, arranhando muito levemente.

-Dessa vez não vou ser mais cauteloso, vou deixar várias marcas por todo seu corpo para que quando você acordar ao meu lado, saiba quem foi o responsável.

E após dizer isso lambeu o lóbulo de minha orelha o mordendo em seguida, me fazendo estremecer de ansiedade ao imaginar tal feito futuramente. Não aguentei mais e pus-me a tocá-lo também, subi minhas mãos por dentro de sua camisa, adorando sentir sua pele contra minha contra minhas mãos, na verdade eu adorava tudo nele, constatei quando nossos lábios voltaram a se unir num beijo afoito.

-Que noite?

Tentei perguntar, porém saiu mais como um gemido. Ele arrancou minha camisa e se despiu da sua também, começando a distribuir beijinhos por todo meu tórax enquanto falava.

- Nossa primeira noite juntos Dimitri. Foi depois da festa de formatura na sua faculdade em que eu estava apenas como convidado. Você estava bem alterado porém conseguiu me seduzir no mesmo momento em que pus os olhos em você. Mas pelo que eu soube do seu amiguinho Santiago, você costuma esquecer de tudo quando está bêbado. Achei que estivesse me ignorando, mas mesmo assim não me arrependo de te tratar mal, pois chamou a sua atenção e agora você está assim, vulnerável nas minhas mãos.

-Não estou vul... Ahnn

"Não estou vulnerável", um resquício do meu orgulho tentou dizer, mas foi impedido quando as mãos habilidosas do Vermont entraram dentro da minha calça me tocando. Nessa hora me desliguei do mundo, eu só pensava no Joshua, o cheiro dele, o gosto dele e a textura dele, para mim só ele importava. Então, com minhas últimas forças o puxei para o quarto atrás da gente que presumi sendo dele, tendo uma certeza absoluta de que dessa vez eu não esqueceria de nada.

Notas finais
Cara se você leu até aqui, saiba que sou sua fã, por favor comente, sério, mas sem pressão, tipo só um "UHULLLLL", ou "ta um lixo!!!" (eu agradeceria se vc me explicasse porque para que eu não cometa o mesmo erro)
P.S: foi mal pelo yaoi lixo ;( é meu primeiro.
Mas obrigada por ler beijinhos !!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!