Sangue quente.
1 A compra.
Notas iniciais
Eu Remexia em minhas mãos inquieto uma taça com um líquido vermelho grosso, o líquido estava frio e eu preferia quente, recém-tirado da veia, mas fazer o que? O meu último escravo humano morreu semana passada, ele não resistiu as minhas investidas sexuais e ao meu frenesi por sangue.
Assim que ele morreu comigo ainda dentro dele, mandei que drenasse todo o seu sangue e estocasse para mim, a verdade era que eu queria evitar ter de sair para comprar um novo escravo, odeio ter que socializar com outros vampiros, principalmente no lugar de venda e leilão de humanos, nesse lugar cercado de humanos, geralmente fico muito excitado, e tudo o que quero fazer é sangra e estupra cada um deles, ao em vez de ficar batendo papo furado com outros da minha espécie.
Mas uma hora ou outra eu ia ter que ir às compras, o sangue que foi drenado de meu escravo estava acabando e francamente já tinha um gosto ruim, fiz uma careta para a taça de sangue e atirei pela janela aberta do meu carro de luxo, sei que é um desperdício já que tem muitos vampiros por ai passando fome, os humanos estão escassos e os últimos que sobraram estão nas mãos de filhos da puta ricos, que felizmente é o meu caso, posso ter quantos escravos humanos eu quiser.
Meu chofer quase choramingou quando atirei a taça com sangue fora, vampiros de baixo nível social como ele, tinham que se satisfazer com um sangue falso feito em laboratório, dizem que o sabor é horrível e que não te faz viajar como o sangue humano faz, dizem também que com o uso prolongado causa doenças e deficiências, mas quem liga? Eu não preciso beber essa merda, já que tenho dinheiro o suficiente para comprar o que eu quiser.
Meu chofer parou o carro na frente do estabelecimento de compra e vendas de escravo. Aff, espero que hoje a safra seja da boa. Meu chofer saiu do carro e fez a volta para abrir a porta para mim.
O tempo estava refrescante esta noite, e a lua iluminava a rua limpa e deserta, essa parte da cidade pertencia à alta sociedade, por isso as ruas não ficavam lotadas de pobres nojentos transitando a pé pra lá e pra cá, espalhando suas imundices.
–“Mestre Sephiron, estarei esperando o senhor aqui!” Ele fez uma reverencia exagerada demais para o meu gosto, senti vontade de mandar chicoteá-lo, droga! A fome e a abstinência sexual já estavam me deixando mais sádico do que o normal.
Arrumei meu sobretudo de couro preto, passei meus dedos pelos meus cabelos negros, e vesti minhas luvas de pele humana, odeio ter que tocar nas coisas desse estabelecimento, geralmente estão sujas por causa do sangue seco de escravos que foram sacrificados à chicotadas, minhas botas pisaram no tapete chique e rumei para dentro do estabelecimento.
Um vampiro vestido de smoking se aproximou me fazendo uma reverencia formal e perguntou se eu queria lhe entregar o meu casaco, dispensei os serviços dele, não quero o meu terno caro tendo contato com a ralé lá dentro, sei que vai estar lotado e quando menos contato minha pele tiver com esses vermes, melhor!
Passei desse átrio de recepção e fui para os fundos, onde era o mostruário das mercadorias, vários humanos, de várias idades e raças estavam nus e algemados pelos pulsos nas paredes, os fazendo manter os braços para cima sem poder se defender ou se cobrir dos olhos famintos dos compradores.
Alguns estavam tão drogados que estavam dependurados pelos braços nessas correntes, vários já tinham cortes em algum lugar do corpo, para que os compradores pudessem provar o sangue e ter certeza de que o gosto lhes agradava.
No centro era a área de revenda de escravos, quem não queria mais, ou estava com problemas financeiros tinham que vender seus escravos, a economia estava ruim e muitos estavam falindo, felizmente não é o meu caso e nunca vai ser, sou esperto demais para cair nessa armadilha.
Passei longe do centro e fiquei próximo às paredes, era ali que estavam os itens novos, sem uso ainda, a maioria eram crianças exatamente por esse motivo.
Passei por um garotinho algemado de provavelmente cinco anos, ele estava sendo examinado e cutucado por dois vampiros, que brigavam discutindo valores e ofertas pelo garoto com o vendedor que estava mais do que feliz de ter dois querendo a mesma mercadoria, quando um deles desse o maior valor ao qual o outro não podia cobrir, a venda estava ganha e o lucro do vendedor ia às alturas.
–“Sephiron você por aqui? Já esgotou seu ultimo escravo?” Um jovem alto e bonito, com olhos vermelhos com pupilas em fendas e um longuíssimo cabelo dourado, se aproximou animado de mim, usando um sobretudo negro que deixava sua pele branca com uma aparecia quase translucida, suspirei, lá ia eu ter que socializar com esse merda.
–“Boa noite Kiel, há quanto tempo?” Respondi fazendo uma reverencia educada que foi retribuída pelo outro.
–“Sim, vim compra um novo, o meu último se esgotou semana passada e morreu de exaustão, e você? Também veio comprar um novo!” Tentei demonstrar interesse na conversa de forma educada, mas na verdade eu nem me importava.
–“Tive que sacrificar meu último escravo, ele se queimou enquanto cozinhava, e você sabe como odeio escravos com a pele ruim, tira todo o meu tesão e apetite!” Kiel respondeu fazendo uma careta de nojo.
–“Fez muito bem!” Disse um outro Vampiro, esse era gordo e com uma longa barba branda, ele vestia roupas pomposas e estava quase todo adornado com joias caras.
–“Conde Leon” Kiel e eu falamos juntos e nos curvamos ao vampiro, esse vampiro gordo, era um Conde dos mais ricos e poderosos, e diziam as más línguas que ele era um sádico doente, seus escravos humanos só duravam uma semana no máximo, ele bebia sangue diariamente, por isso era tão gordo, não existe a necessidade de um vampiro se alimentar tão frequentemente, na verdade, podia-se viver muito bem com sangue uma vez por mês, mas muitos vampiros bebiam sangue por prazer, já que a bebida era quase como uma droga para nós.
Eu entrei em um papo chato e irritante com Kiel e o Conde por educação, mas a verdade era que eu queria escolher qualquer escravo humano e voltar pra casa logo, eu estou em um frenesi desesperado por sangue e sexo, a única exigência que tenho para o novo escravo, era que tinha que ser virgem, pois eu adoro roubar a dignidade deles.
Um barulho de gritos altos chamou minha atenção, no canto direito do salão um grupo de vampiros se juntava cercando um palco e gritavam valores, tentei olhar para lá interessado, e o Conde Leon ao ver minha expressão explicou.
–“Estão leiloando itens raros lá!” Disse o Conde com um sorriso sádico.
–“Itens raros?” Kiel se interessou.
–“Mestiços!” Disse o Conde olhando para o palco, tentando ver a mercadoria.
–“Mestiços? Pensei que eram ilegais, por que estão leiloando então?” Kiel pareceu muito mais interessado agora.
–“Bem, de acordo com uma nova lei que foi criada ano passado e entrou em vigor este ano, ter um mestiço como escravo é permitido!” Disse o Conde indo em direção ao leilão, sendo seguido por Kiel e eu me senti curioso o suficiente para ir junto.
Acabei entrando no meio do grupo que gritava lances aqui e ali, estavam leiloando uma menina de provavelmente doze anos, ela tinha a pele pálida como a de um vampiro, mas era corada nos lugares certos, seus olhos eram prateados e possuía cabelos castanho.
Ela por fim foi vendida e um novo mestiço foi trazido, esse também tinha a pele pálida, mas corada, seu olhos também eram prateados, me pergunto se a cor prateada é uma característica dos mestiços, eu nunca havia visto um mestiço antes, eles sempre foram mal vistos, pois eram a cria de um vampiro com uma escrava humana, e geralmente eram mortos ainda no ventre da mãe, pois o governo não permitia a existência desses seres pelo medo da concorrência pelo sangue humano já quase escasso, por causa da população numerosa de vampiros.
O leiloeiro no palco se aproximou do jovem mestiço e começou a listar as qualidades da mercadoria e seus prós de se comprar um mestiço.
–“Eles comem comida humana, necessitando de uma pequena quantidade de sangue uma vez a cada três meses, eles são bem mais resistentes do que os humanos, suportam a mais dor e se recuperam muito rápido!” Disse o leiloeiro puxando uma faca e espetando o braço do mestiço que se encolheu de leve, o sangue escorreu por alguns segundo, mas logo parou e o ferimento fechou completamente, um leve risquinho branco ficou no lugar onde fora espetado.
–“O sangue deles é bebível, sendo até mais forte que o sangue humano, a sensação de prazer dura até oito horas, e pode se beber até quase secar suas veias, eles não morrem fácil e se recuperam para uma nova doação de sangue em até três dias, enquanto um humano normal leva três meses, é claro que devem estar bem alimentados e hidratados para terem tal resultado.
Ah, eu entendia tudo agora, o governo deve ter estudado essas criaturas por debaixo dos panos, e ao perceber que eles não representavam perigo para o nosso estoque de sangue, e que na verdade apresentavam uma alternativa mais fácil para nós livrar da escassez de sangue do que qualquer outra tentativa do governo de criar um substituto aceitável, como aquele maldito sangue falso feito em laboratório que vendiam aos pobres nas cidades baixas da periferia, por isso agora o governo permitia a legalização e a escravidão dessas aberrações.
O meu interesse caiu um pouco, não estou interessado em uma alimentação alternativa, eu pouco estou me importando se os humanos estão acabando, tudo que eu quero é beber sangue de qualidade e foder com meu escravo até que ele desmaie de exaustão e dor.
Já estava me afastando do grupo de leilão, quando trouxeram a próxima mercadoria, era um garoto de provavelmente uns dezesseis anos, era quase todo albino, dois terços de seu corpo não tinha pigmentação alguma, era um branco muito bonito, dava pra ver o sangue fluir por debaixo de sua pele, esse menino seria um item caro nesse leilão, albinos são raros, mas o problema desse era que um terço de seu corpo tinha pigmentação. Uma linha dividia o seu corpo, ela ia de sua têmpora esquerda e descia passando pelo mamilo esquerdo, indo até sua virilha, seu braço e perna esquerdos tinham uma cor de pele próxima a dos humanos, assim como tudo do lado esquerdo da linha, dando ao seu corpo duas cores, que contrastavam forte uma contra a outra, seu cabelo eram quase todo brando, mas um bom chumaço do lado esquerdo era negro, assim como sua sobrancelha esquerda, sua outra sobrancelha era branca, mas o mais interessante eram seus olhos bicolores, o direto prateado e o esquerdo castanho.
Ninguém deu um lance por ele, se tem algo que vampiros prezam é a beleza e a pureza da pele, aquela linha dividindo o seu corpo estragava a beleza pura de sua pele quase albina, eu já havia perdido o interesse novamente e estava quase voltando para o mostruário de humanos, quando o mestiço meio albino atacou o leiloeiro, pulando em cima dele tentando lhe morder, ele parecia um animal selvagem, de repente dois guardas chegaram e seguraram ele, o afastado do leiloeiro, mas como ele continuava a lutar, tentando morder, aranhar e chutar os seus captores que o seguravam pelos braços, ele foi eletrocutado por um bastão de choque e caiu no chão com um baque, seu corpo se retorceu no chão por vários minutos, mas ele continuou consciente, eu devo dizer que me surpreendi, já tinha visto humanos morrerem ao serem eletrocutados por aqueles bastões, mas esse mestiço parecia nem ter se ferido muito, ele apenas ficou incapacitado no chão.
–“Uau, pensei que eles fossem drogados para serem vendidos!” Falou um vampiro ao meu lado para o companheiro dele, e isso me fez lembrar de que aquilo era verdade, esse mestiço devia estar drogado e muito fraco e debilitado, mas mesmo assim lutou com garras e dentes contra seus captores, uma ereção dolorosa surgiu apertada em minhas calças.
Se existia uma coisa que me excitava mais que tudo, era pegar um humano selvagem e domá-lo cruelmente na cama, eu sempre adorei a luta e a selvageria no sexo, era uma pena que com o tempo o humano perdia a vontade de lutar e ficava dócil e domado, era ai que eu enjoava do escravo e mandava sacrificar.
Por um momento me imaginei fodendo esse garoto até ele sangrar, imaginei a luta que ele me proporcionaria e fiquei mais excitado. Eu só queria garantir que ele fosse virgem.
–“Se ninguém deseja a mercadoria ele será sacrificado agora!” O leiloeiro fez sinal para alguém, e um vampiro com uma máscara de carrasco se aproximou com uma seringa em suas mãos, realmente me choquei, eles iam usar esse método de sacrifício? Era o mais terrível, era um veneno que destrói os tecidos, a morte levava horas e às vezes dias para acontecer com um simples humano, quanto tempo levava para matar um mestiço que pode se curar rápido? Provavelmente ele agonizaria por semanas.
Levantei a mão, fazendo o sinal que geralmente se fazia quando queria perguntar algo técnico sobre a mercadora, o leiloeiro fez sinal para o carrasco parar e então olhou para mim, esperando minha pergunta.
–“Ele é virgem?” Perguntei sem rodeios.
O leiloeiro examinou a fixa do garoto meio albino.
–“Sim, meu senhor!” O leiloeiro respondeu calmamente.
–“Mil sois!” Dei meu lance, fazendo a compra mais barata em décadas, um humano usado estava valendo dez mil sois e um humano novo podia custar o triplo.
–“Dou lhe uma, dou lhe duas... vendido para o cavalheiro de luvas negras, o senhor pode retirar sua compra e pegar seu certificado de venda lá atrás meu senhor!” Disse o leiloeiro apontando para uma sala ao fundo, onde o meu mais novo bichinho já estava sendo levado.
Não demorei muito, a verdade era que eu queria brincar com meu mestiço guerreiro e logo, fui para o fundo da sala, onde paguei a compra e dei início na papelada, recebi um certificado do governo, que provava que minha compra era legitima e não de um criadouro ilegal qualquer. Recebi também uma cartilha, que ensina o que eu tinha que fazer para garantir a vida útil da minha nova compra, como se fosse um manual, guardei tudo no bolso interno do meu sobretudo.
Então fui guiado por uma bela vampira loira de vestido vermelho até onde meu novo bichinho estava.
Qual não foi a minha surpresa ao encontrar a minha nova aquisição com os braços presos para trás e com uma focinheira amarada a cara dele, o impossibilitando de morder, ele estava nu e tinha uma coleira em seu pescoço com uma longa corrente, que foi colocada em minhas mãos, eu me senti todo poderoso com essa corrente em mãos, dono desse garoto guerreiro.
–“Sinto muito senhor, tivemos de amordaçá-lo e amarrá-lo, esse não é o procedimento padrão, mas ele atacou os funcionários que o inspecionaram!” Disse a vampira loira, lendo em um tablet as informações do ocorrido.
Um homem com um avental cheio de sangue apareceu trazendo consigo alguns instrumentos cirúrgicos enferrujados.
–“O senhor deseja que ele seja castrado?” O vampiro no avental de médico perguntou, e o garoto na coleira rosnou para ele, eu queria rir disso, ele realmente parecia um animal selvagem.
–“Dispenso, prefiro meus escravos com as bolas intactas, é um ótimo lugar para se aplicar castigos caso seja desobediente!” Respondi para o vampiro no avental, mas tive o prazer de ver um par de olhos bicolores me olhar com uma raiva ensandecida, fiquei surpreso, isso significava que ele entendia o que eu estava falando, a maioria dos escravos não sabiam falar e não entendiam linguagens, pois eram retirados de suas mães assim que nasciam e cresciam sem ninguém lhes ensinar nada além de serem submissos aos seus donos, ou o chicote comeria o couro deles, o governo incentivava essa prática, pois impedia os humanos de se unirem e se rebelaram, se eles não podiam conversar, então não podiam bolar planos de revolta.
–“Então o senhor gostaria que eu retirasse as presas dele? A mordida de um mestiço pode doer muito, eles têm presas retrateis e este dai já mostrou ter predileção a morder!” Disse o médico olhando a mordaça na cara do garoto e já foi pegando um alicate sujo de sangue e bem enferrujado em seu arsenal de instrumentos cirúrgicos.
Parei para pensar a respeito, eu nunca tinha tido um escravo que pudesse me morder, os humanos podem tentar, mas seus dentes nem fazem cócegas na pele de um vampiro.
–“O procedimento demora a se cicatrizar? Eu quero usar ele ainda hoje!” Perguntei examinando o mestiço a minha frente, o garoto olhou assustado para o instrumento na mão do médico, e um lampejo de suplica passou em seus olhos que me encaram, esse olhar me fez fraquejar em minha escolha.
Espera, mas que merda aconteceu agora? Eu nunca senti pena de um escravo antes, porque sentiria logo desse que mal me apeguei ainda? Sabe-se lá se ele vai me agradar ou me servir para alguma coisa! Eu olhei de novo para o garoto, ele não me olhava mais, e agora tinha um olhar determinado de luta para o médico, claramente ele ia reagir.
–“O procedimento é doloroso, mas ele estará novinho em folha em dois minutos, essa espécie se regenera rápido, nem preciso de anestesia ou de sutura para castrar um!” Explicou o vampiro médico.
Eu parei para pensar de novo, será que para os mestiços, ter as presas arrancadas é o mesmo que é para um vampiro? Uma humilhação profunda seguida de uma impotência eterna, as presas de um vampiro são como o seu pênis, quando se excitam, as presas crescem e latejam de desejos, elas só se acalmam quando cravam fundo em uma pele quente e macia. Esse é o pior castigo para um vampiro, e por muitas vezes é a pena mais cruel administrada em bandidos, mesmo a morte é uma pena mais branda que isso.
Talvez seja por isso que senti um pouco de compaixão por ele. Porque posso sentir empatia por alguém que tem algo que eu tenho e que odiaria perder. Eu pensei calmamente, a vontade de causar dor nesse ser era maior que a pena que podia sentir por ele, mas a possibilidade dele me ferir em uma batalha me excitava ainda mais, nenhum humano, por mais selvagem e forte que fosse jamais conseguiu representar perigo real para mim, talvez deixar o mestiço com suas presas fosse uma boa ideia, eu ia ter com o que me preocupar na hora da tortura.
–“Dispenso, obrigado pelos serviços, mas estou com presa, com sua licença!” Fiz uma reverencia ao médico que a retribuiu, então virei-lhe as costas e me retirei da sala puxando a coleira do mestiço que se debateu e lutou, tentando ir na direção contraria a minha.
Sorri me sentindo muito excitado, que comecem os jogos! Dei um puxão tão forte na corrente, que o mestiço caiu de joelhos no chão, a coleira em seu pescoço estava tão apertada que feria a sua pele.
Curvei-me e segurei seu queixo com força, erguendo sua cabeça para mim, o fazendo me olhar, geralmente os humanos eram tão medrosos e passivos que desviavam o olhar, mas esse mestiço olhou direto nos meus olhos, com uma expressão de raiva em chamas, nunca ninguém me olhou dessa forma tão atrevida, com certeza eu ia ser duro com esse mestiço.
–“Ou você anda até o meu carro comportadamente ou eu vou te foder e te sangrar aqui na frente de todos, você decide!” Falei com um sorriso sádico para ele, e tive o prazer de ver seus olhos se arregalarem e olharem em volta, estávamos cercados de compradores e escravos recém adquiridos, alguns já estavam sendo estuprados e devorados ali mesmo.
Os olhos do garoto foram para um vampiro que forçava um outro mestiço a ficar de quatro enquanto metia nele violentamente, seus olhos voltaram para mim em desespero, e agora eu tinha certeza de que ele entendia a minha língua perfeitamente, e isso só me excitava ainda mais, os outros escravos que tive sabiam sinais básicos, sabiam que quando eu estalava os dedos deviam vir até mim e beijar os meus sapatos, mas tirando esse e outros sinais, nossa comunicação em geral era falha, mas agora, eu poderia ameaçá-lo com palavras e isso era excitante, eu sabia que ele entenderia exatamente o que eu queria fazer.
Olhei para o vampiro que atacava o mestiço e voltei meu olhar para o garoto a minha frente, ele não conseguia parar de olhar, a cor sumia um pouco mais de sua pele já muito branca, ele parecia prestes a desmaiar.
–“Sim, é exatamente aquilo que nós vamos fazer! Só que será bem mais intenso e doloroso!” Disse para ver sua reação, será que ele não sabia dessas coisas e só agora entendia no que havia se metido.
Os olhos de cores diferentes se arregalaram mais um pouco, mas em seguida ele voltou a me olhar com raiva, era obvio que ele pretendia lutar, mas acho que a vergonha de ser fodido na frente de outros o fez se levantar do chão e esperar eu começar a andar para me seguir passivamente.
Eu o levei para o meu caro, meu chofer abriu a porta e eu o empurrei para dentro, agora ele começou a lutar e a resistir, já que estava do lado de fora, no meio da noite escura, talvez pensasse em fugir, mas eu era muito mais forte que ele, e consegui o forçar para dentro do carro, assim que entrei também, a porta do carro foi fechada e travada pelo meu chofer, para evitar tentativas de fugas.
Meu chofer fez a volta e se sentou ao volante, dando a partida e me perguntando o destino. Lógico que era para a minha mansão, mas eu não ia aguentar até lá, eu tinha que torturar esse moleque aqui e agora, retirei minhas luvas, queria sentir a textura da pele dele.
Aproveitei que ele estava com os braços amarados nas costas e o puxei pela coleira, ele caiu no meu colo de barriga pra baixo sobre minhas pernas, segurei seus cabelos e o mantive nessa posição enquanto examinava o seu traseiro com a minha mão direita, sua nádega esquerda era dividida pela linha que mudava de cor, tinha lá seu charme, apesar de que eu preferiria que ele fosse todo albino.
Dei uma palmada forte em sua nádega, queria saber se mestiços coravam com tanta facilidade quanto os humanos quando suas peles eram espancadas, e para o meu deleite o vermelho era bem mais vivo que o dos humanos, dei mais uma palmada forte nele, seu corpo se contorceu em um espasmo de dor, mas ele não gritou nem demonstrou fraqueza, uma rápida olhada em seu rosto provava que ele estava fervendo de raiva, e isso me divertia, meu antigos escravos choravam e se encolhiam de medo já na primeira palmada.
Dei mais uma palmada e usei um pouco da minha força de vampiro, o barulho de pele estalando como um chicote reverberou pelo carro, meu chofer se encolheu de leve se segurando na direção, mas o garoto só estremeceu rapidamente e rosnou pra mim.
Ah, garoto, se você soubesse que isso me enlouquece ainda mais, quero ver até onde ele pode ir sem gritar e chorar, sim, quero ver esses olhos de cores desiguais chorarem.
Enfiei um dedo em seu ânus, sem preparo e sem lubrificante o mais fundo possível, ele começou a lutar com fúria em meu colo, na tentativa de se afastar da minha mão, mas ele estava muito bem imobilizado no meu colo.
Enfiei um segundo dedo, logo após o terceiro e então o quarto, até que então lhe enfiei o punho inteiro lhe rasgando, ele gritou alto, mas o som foi abafado pela mordaça que estava usando, ele se debateu em agonia em meu colo, mas ele não chorou, seus olhos continuavam a me olhar com raiva e ódio.
Dei uma gargalhada para esse olhar corajoso do garoto, realmente, minha grana foi muito bem gasta, a melhor compra que já fiz na vida.
Ele era quente e aveludado por dentro, tão perfeito! Retirei minha mão de dentro dele, afinal ele era meu brinquedinho novo, não podia quebra logo no primeiro dia de uso.
O cheiro do sangue dele impregnou o caro, o chofer deu uma guinada no volante, claramente em agonia pelo cheiro que sinceramente era divino, não esperava que fosse ser assim, eu estava relutante em comprar um mestiço e provar seu sangue, porque era sangue alternativo, e odeio isso, quero sague humano e natural, afinal eles foram feitos para serem nossas presas.
Olhei para minha mão, ela estava suja com o sangue dele, que mal havia em provar então? Eu até me esqueci de comprar um humano pra me alimentar, fiquei tão excitado com esse mestiço, que esqueci que queria um humano sangue puro, droga, não quero voltar lá agora.
Lambi meus dedos sujos de sangue... POR DRÁCULA... esse sangue era maravilhoso, o melhor sangue que já provei na minha longuíssima vida.
O garoto continuava a lutar para sair de meu colo, o ferimento em seu ânus já cicatrizava, assim como o leiloeiro havia falado, seu corpo se recuperava rápido, e isso era uma boa notícia para mim, poderia ser o sádico que realmente sou, sem me segurar com medo de matá-lo.
Minhas presas cresceram e latejaram de prazer, antes que pudesse me conter, já havia sentado o garoto no meu colo, puxei seus cabelos com força, fazendo sua cabeça tombar para o lado expondo seu pescoço, retirei a coleira que estava atrapalhando e mirei em sua veia aorta que se encontrava ali, geralmente eu deveria evitar de beber por ela, um humano morreria de hemorragia antes que se pudesse conter o sangramento, mas estava tudo bem fazer isso com um mestiço, não estava?
Cravei minhas presas fundo em seu pescoço no lugar certo, o garoto gritou bem mais alto agora e lutou com mais forças, o segurei lhe imobilizando em meus braços, o sangue dele invadiu minha boca e eu suguei. Cada sugada fazia o garoto gritar mais, ele gritou até ferir a garganta e perder a voz, e cada sugada para mim, me fazia ter aquela sensação de bem estar e euforia que se tinha ao beber sague humano, só que com o sangue dele era bem mais intenso.
Droga, não consigo parar! Eu sempre tive autocontrole quanto a isso, nunca me deixei me viciar por isso, meus humanos tinha uma vida até que longa comparada com os escravos de outros vampiros que secavam suas veias em até seis meses, eu já tive escravos que duraram mais de dois anos e meio, era sempre no sexo que eu matava eles, e não no frenesi por sangue.
O corpo do garoto amoleceu em minhas mãos, senti suas resistências sumir, por um minuto pensei que havia conseguido fazer a proeza de lhe matar e com apenas quinze minutos de compra, parei de beber a muito custo e o examinei.
Para a minha surpresa, ele ainda respirava, ainda estava vivo, ele só desmaiou pela dor e falta de sangue, o ferimento no seu pescoço estancou e se fechou logo em seguida.
Realmente eu fiz uma boa compra! Mal espero para chegar em casa e levá-lo para meu quarto de tortura.
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