Sangue e honra
2 Capítulo 2 Esclarecendo as coisas
Já se passara 4 horas desde que a Mellody salvara a vida de seu amado no beco sujo perto de sua casa. Aos poucos ele começa a recobrar os sentidos com muita dor de cabeça.
– Nossa que dor terrível! Parece que eu fui atropelado por um tanque de guerra...
– Eu acho mais é que você foi atropelado por 4 tanques de guerras... Diz a loira sorrindo.
– Ei! Afinal de contas o que você está fazendo aqui Mellody?
– Eu vim te ver seu idiota ingrato. É assim que você me agradece por salvar a sua vida?
– Salvar a minha vida? Mais do que é que você está falando sua loira de farmácia? Ai! Que dor desgraçada é essa?
– Ver se para de me xingar Todd! A loira falar com um tom de raiva.
– Tome, pegue esse café. Vai ajudar com a ressaca. E depois você vai tomar um banho mocinho.
– Hahahaha! Eu agora tenho uma babar gente! O Todd fala com um tom de ironia.
– Agora sem brincadeira loira. Me conta o que está acontecendo.
– Contar o que está acontecendo? Me conta você! Desde quando você começou a beber feito um mendigo abandonado? E que briga foi aquela que você arrumou com aqueles vampiros lá fora?
– Vampiros? Droga! Estou começando a recobrar as lembranças. Ai! Ai! Como está doendo a minha cabeça.
– Não é pra menos Todd. Você foi derrubando por quatro vampiros de uma vez... Você é um mortal de muita sorte por ter uma linda babar como eu pra cuidar de você. A Mellody começa a rir da cara do Todd.
– Já, já o meu sangue vai te curar por completo e você vai se livrar dessa dor de cabeça. Agora para de bancar o bebê chorão. Estou pra conhecer um homem tão mimado... Nem parece que é das forças especiais...
– Ver se cala essa sua boca sugadora de sangue.
– Por que você não vem calar?
– Nem vem que eu não caiu nesse truque velho de te calar a boca com um beijo...
– Que pena. Eu adorava quando você fazia isso... Que saudades de nossas brincadeirinhas... A loira solta um suspiro.
– Tá bem! Parei! Sem essa de recobrar o passado.
– Agora seja um bom menino e venha com a titia Mellody tomar um banho. Depois você vai me contar o porquê está bebendo tanto e daquela briga lá fora com os sanguessugas.
A Mellody pega o Todd pelo braço e coloca por cima de seus ombros e o segura pela cintura. E com paciência o leva até o banheiro de seu quarto.
– Mais que zona foi essa aqui Todd!? Andou fazendo alguma festinha em safadinho?
– Que festa que nada. Eu que bebo e você que ficar tendo alucinações?
– Eu não sei como a Dora, a sua empregada não te matou ao ver toda essa bagunça... — Veja só esse chão todo molhado. Parece até que tinha uma baleia tomando banho aqui e não um ser humano.
– Ver se para de fazer tantas reclamações na minha casa. Se te incomoda tanto, pode sair. A porta está aberta.
– Como você é rabugento e mal educado! Seu Bad Boy mal agradecido...
A Mellody liga a torneira da banheira para deixar enchendo.
– Vamos ver se dessa vez eu consigo deixa na temperatura que você tanto gosta...
Ela passa a mão sobre a água para senti a temperatura.
– Hum! Acho que está perfeita. Do jeitinho que você adora... – Agora venha! Vamos tirar essa roupa suja. Ela aponta para o Todd que está sentado no vaso sanitário.
– Eu acho que já sou bem grandinho e posso fazer isso sem a sua ajuda.
– Deixa de frescura Todd, deixa eu te ajudar bobão.
Ela vai deslizando as suas mãos de forma delicada por debaixo da camisa do Todd, sentido o seu abdome trabalho e bem definido.
– Hum! Você não tem jeito mesmo Todd... Ainda continua muito gostoso.
– Não comece uma coisa que você não vai terminar loira. É melhor você parar por ai... Controle os seus hormônios de vampira. Todd fala segurando a mão da loira.
– Eu não estou acreditando! Todd Wilham Dispensando sexo?
– Que bicho te mordeu em Todd? Te encontro bêbado, quase morto por vampiros e agora essa de está recusando sexo. E ainda por cima comigo?
Todd não presta muita atenção no que a loira está falando. Ele começa a retirar a sua camisa revelando um belo físico escultural e bem treinado. Com um peitoral farto e um abdome definido.
– Você vai me dar licença para que eu possa tomar o meu banho em paz? Todd fala com tom de raiva abrindo sua calça Jens.
– Desde quando você tem essa de privacidade? Não tem nada ai que eu já não tenha visto antes...
Todd termina de retirar a calça e joga com força no chão e com raiva.
– Será que um homem nem pode tomar um banho em paz no banheiro da sua própria casa?
– Calma zangadinho! Não precisa ficar nervoso desse jeito. Pelo visto a dor de cabeça já deve ter passado...
– Ual Todd! Ou eu estou muito tempo sem ver o seu amiguinho... Ou ele de alguma forma fico maior. – Tira logo essa cueca pra eu dá uma olhadinha nele. Mellody fala com ansiedade.
– Ver se para de fazer comentários idiotas loira. Todd solta uma risadinha cínica. – Seja útil e faça o favor de pegar uma toalha seca no meu guarda-roupa.
– Ui! Que mandão. Adoro quando você fica assim...
Ela antes de sair do banheiro chega bem perto do Todd passando a mão pelo seu peito e com a mão direita dar uma apertadinha de leve no pênis dele.
– Estou com muitas saudades de seu amiguinho. Depois temos que conversar um pouco... Ela se retira do banheiro, e vai para o quarto para ir pegar a toalha.
No banheiro,Todd retira a sua cueca branca e joga no cesto de roupas sujas enquanto a Mellody vai pegar a toalha. Ao chegar no quarto ela ver na cabeceira perto da cama um porta-retratos com duas meninas na fotografia.
– Mais quem será que são essas meninas? Ela se pergunta confusa. — Será que são suas sobrinhas ou irmãs mais novas? — Se fosse filhas dele, estaria muito na cara. E pelo o que eu conheço ele, ele nunca quis ter uma família. Na verdade ele sempre teve medo de ter uma.
– Bom! Só tem uma maneira de eu saber, que é perguntando. – Ou Todd! Ela grita curiosa. – Quem são essas meninas lindas na fotografia?
Todd está na banheira relaxando com a temperatura morninha da água. Ele estava quase cochilando quando é interrompido pelo grito da loira.
– O que foi Mellody!?
– Quem são essas meninas lindas da fotografia?
– São as minhas filhas! Todd responde diretamente sem arrodeios.
A loira toma um susto com a resposta. – Filhas!? Você tem filhas? Todd Wilham tem filhas?
– Eu não entendo essa sua surpresa. Qual é o mal em eu ter filhas? Todd responde em um tom grosseiro.
– Nenhum Todd. Mas você sempre foi do tipo “lobo solitário” e sempre teve medo de ter uma família e nem tocava nesse assunto quando estávamos juntos...
– Felizmente e infelizmente as coisas mudam nessa vida. E no meu caso eu digo com todo o meu coração que felizmente. Eu amo essas meninas... Amo mais que tudo. Mais do que a minha vida miserável.
– Confesso que no inicio eu tive muito medo do fato de eu ser pai. Quase tive um treco no coração quando a mãe delas me deu a noticia que eu ia ser papai... Tive tanto medo que ela até pensou que eu não queria as crianças... Confesso que sim. Eu não queria mesmo... Mas parei e refletir um pouco. – Nossa! Essa mulher está carregando um pedacinho de mim... Uma vida que eu fiz. Não sabia eu que era duas vidas. Todd rir lembrando de um passando não muito distante.
– Eu não estava presente no nascimento de minhas filhas. Mas quando eu vir elas pela primeira vez... Aquelas mãozinhas balançando de felicidades. Eu tentei ser forte... Eu juro que tentei Mellody. Mas aquela cena foi o meu fim. Eu chorei emocionado como nunca tinha chorado em toda a minha vida. Eu estava diante de dois lindos anjos. Meus anjos! Daquele dia em diante eu sabia que viveria para elas... E que só seria feliz de verdade ao lado delas.
– Nossa Todd, que lindo! Eu mesma nunca conheci esse seu lado meigo... Pelos menos, não assim desse jeito.
– Então Bad Boy gostoso. Você não fez elas sozinho. E a mãe dessas coisas mais linda do mundo. Quem é ela? Mas antes me conta uma coisa cara. Se você ama tanto essas meninas, porque você hoje estava tão disposto a morrer?
– Aí vai à parte triste da minha história. Depois que você teve que ir e me deixou sozinho... Eu me senti perdido e mais solitário do que o normal. Por mais que eu pudesse ter todas as mulheres que eu quisesse, eu queria alguém que pudesse compartilhar de meus segredos, de minhas alegrias e tristezas. Eu estava cansado de uma vida de pegador de mulheres... Queria ser apenas feliz de verdade. E sabia que apenas uma mulher de verdade seria capaz de me fazer feliz. Assim como um dia você me fez.
– Eu sentia falta de um carinho verdadeiro que e não de algo casual e passageiro. Eu queria amar e ser amado. Mas como dizem “Enquanto não se acha a mulher certa se divita com as erradas”. E assim estava eu. Curtindo a minha vida de solteiro.
– Mas você não tem jeito mesmo. Sempre o Todd safado. Mas continue a história, pois eu ainda não entendi com é que você conheceu a mãe das meninas tendo uma vida de Pegador da noite... Só se ela era uma de uma de suas pegações.
– Você chegou perto loira. Ela quase foi uma de minha pegações. Eu a conheci através de uma garota que eu tava ficando. A Anna ouviu tanta falar pela boca de sua amiga que eu era um cara incrível e gostoso, que ela acabou ficando curiosa para me conhecer.
– E aí, essa Anna é bonitona?
– Eu acho que a resposta você vai encontrar na foto de minhas filhas... Essa beleza toda que elas puxaram não vem só de mim.
– Eu acho que tem alguém loucamente apaixonado? Não pode! Assim eu fico com ciúmes.
– Ver se para de falar tanta besteira loira.
– Besteira? Não é nada de besteira. Se você não tivesse se apaixonado por ela, nem teria tido duas filhas com ela.
– Isso não quer dizer nada Mellody, pois as nossas filhas não foram planejadas. Não por mim. Eu descuidei e aí aconteceu. Mas esse foi o melhor descuido de minha vida. Nem se eu tivesse planejado para ter duas filhas tão perfeitas.
– Que lindo gente! Nossa que papai mais babão. Eu nunca pensei que você seria um pai tão antecioso.
– Você vai deixar eu terminar de contar a história ou não?
– Vai! termine. Como foi mesmo que você conheceu a Anna?
– Como eu estava dizendo, eu a conheci através de uma garota que eu tava ficando. Na noite que eu conheci ela, eu tava indo fazer uma visita surpresa para a Ketilly, a garota que eu estava ficando. A Ketilly estava muito gripada e de cama na sua casa. E Anna como uma boa amiga estava cuidando dele. Quando eu cheguei na Casa da Ketilly a Anna veio puxar conversa comigo na cozinha e me contou que eu era muito bem falado e admirado, mesmo com a minha fama de pegador. Eu a convidei para depois que ela cuidasse da Ketilly, para tomar um café com bolo em uma lanchonete não muito longe da li.
– E ela aceito de cara mesmo sabendo de sua fama?
– Sim! Ela aceitou.
– Garota corajosa essa Anna. Não quis nem saber se iria ser devorada pelo lobo mal...
– Bom, foi à coragem dela que me encantou... Quando saímos da casa da Ketilly para a lanchonete. Nós tivemos a oportunidade de conversamos muito. Quase nem tomamos café e comemos. Ela me contara que tinha perdido o pai muito nova e que com apenas 15 anos de idade ela decidiu fugir de casa para viver a vida dela e tentar ser uma escritora.
Cada vez que ela contava sobre a sua vida. De seus riscos e loucuras, eu ficava mais admirado e apaixonado, e desejei dentro de mim de nunca perde-la de vista novamente.
– Marcamos para nos ver mais uma vez. E cada encontro parecia mágico. Sempre algo de surpreendente acontecia. Ela tinha esse dom... Ela conseguia transformar o momento mais simples em algo extraordinariamente excitante.
– A primeira vez que transamos, foi em um acampamento que fizemos no quintal de casa sobre as luzes das estrelas. – Ideia dela! Ela sempre me falava que tinha esse sonho bobo e maluco de fazer um acampamento no quintal de sua casa. Foi nesse acampamento que rolou nossa primeira vez juntos. Foi lindo. Era como se eu pudesse ver fogos de artifícios... Nos beijamos, e decidimos naquela noite mesmo que iríamos morarmos juntos.
Nossas vidas eram como de qualquer jovem casal apaixonados... Muito sexo e muitas aventuras. E foi nessa relação tão ativa que fizemos nossas filhas. Quase tive um ataque do coração com á noticia da chegada das meninas. Mas com muitas conversas e brigas eu fui me acostumando com o fato de eu ser pai. Estou pra conhecer uma mulher tão paciente... Sempre que eu falava que não seria um bom pai e que não daria conta, ela em todo momento confiou em mim e sempre dizia que eu seria um excelente pai.
– O dia em que eu segurei as minhas filhas pela primeira vez, foi e será o dia mais feliz de toda a minha vida. Daquele dia em diante, passamos ater uma vida feliz como uma família de verdade. Era perfeito! Era tudo que eu sonhava e precisava. Uma mulher companheira e duas filhas lindas e perfeitas. Tava tudo indo bem, até que recebia a noticia que estava sendo convocado mais uma vez pelas forças especiais para uma missão muito arriscada em algum lugar no continente africano. Eu estava com saudades da ação. Da adrenalina dos velhos tempos... E estava disposto a aceitar a missão.
– Eu e Anna tivemos uma conversa seria, e ela não gostou nada da história. Foi aí que começaram as brigas. Ela não queria deixar eu ir, pois tinha medo de eu acabar morrendo e deixando ela e as meninas sozinhas. Ela falou que se eu aceitasse essa missão, seria como deixar ela de vez, e que eu não me preocupasse em voltar para ela e para as meninas. A verdade que eu realmente estava sendo egoísta, e não estava pensando no risco de deixar as minhas filhas sem pai e de minha mulher sem o marido. Como você sabe que eu sou cabeça duro e teimoso, acabei mesmo assim aceitando a missão.
–Que Droga Todd. Você realmente é um louco que pulo o muro de um hospício. Como você pode fazer isso seu teimoso?
– Pois é Mellody...
– Depois que eu aceitei a missão, ela de alguma forma ficou sabendo, Pegou as meninas e as algumas das coisas delas, e sumiu sem deixar noticias. Assim que eu volte para casa e vir à casa vazia sem as meninas, eu tentei ligar para ela e nada. liguei para todos amigos e amigas delas que tinha conhecimento e não tive nenhum retorno. Ninguém sabia do paradeiro dela ou das meninas. Todos os dias eu procurava levantar alguma informação e não sabia de nada. Fui ficando desesperando e com medo de nunca mais ver as minhas filhas. Comecei a beber para aliviar a minha dor. Tinha dia que melhorava, mas no outro dia começa o vazio dentro de mim tudo de novo. Cancelei a missão e decidir acabar com a minha própria vida. Tomei veneno e peguei a minha arma e fui pra rua fazer o que me desse na telha. Foi aí que esses vampiros filhos da puta cruzaram o meu caminho. Antes de você chegar eu conseguir acabar com 2 dos 6 que me atacaram.
– Mas como assim 2 dos 6 Todd, se lá fora só tem 5 corpos?
– Um eu matei com o gargalo de garrafa no pescoço e o outro com dois tiros de bala de prata na cabeça.
– Mas Todd, vampiros não morrem tão fácil com um simples corte no pescoço. Seria necessário arrancar a cabeça dele fora.
– Então esse desgraçado sugador de sangue deve está vivo aprontado das deles...
– Muito provável Todd. E pode ter certeza de quando ele voltar para o seu ninho e contar para os demais... Sua cabeça vai está a premio. Se você queria morrer garotão, você arrumou uma boa maneira. Mas não se preocupe, eu estou aqui para cuidar do meu querido gostosão.
– Até parece que eu tenho medo de um bando de ratos sugadores de sangue.
– Mas deveria. Você é um só e eles devem ser muitos. Mas eu já disse que não tem com que se preocupar.
– Eu não preciso de sua ajuda Mellody para vencer uma batalha. Essa só será mais uma que eu vou travar e vou ganhar de alguma forma. Eu sempre dou o meu jeito.
– Como é convencido. Mas tudo bem. De todo jeito eu vou ficar um pouco por aqui mesmo. Ela termina a frase colocando a mão dentro da banheira para deslizar pela coxa do Todd.
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