Sangue dos Imortais
2 Melissa
Notas iniciais
Andamos ate a montanha silenciosa, que não ficava muito longe da taberna. Iríamos acampar alguns quilômetros dali, no bosque dos espinhos, que tem tal nome por suas rosas lindas, e seus espinhos são incrivelmente cortantes, e dizem que alguns são venenos e outros no entanto são muito benéficos.
–- Adoro essa montanha!-- Garvin estava com os olhos brilhando.
–- Claro, sua paixão mora por aqui. Porque não fala de vez com ela? Ela nunca vai saber o que você sente se nunca ao menos falar com ela!
–- Não consigo, ela é muito linda, e fico com muita vergonha. Lembra da ultima vez que tentei falar com ela? Eu desmaiei antes de chegar perto dela. -- Os seus olhos entristeceram, enquanto abaixava a cabeça e chutava uma pedra.
–- Quer saber? Vamos agora para a vila dela e você vai conversar com ela. Se o fizer, farei algo que não gosto, ou não quero enfim... -- Nada que ele pedisse seria ruim, a mente de garvin não é maléfica, no máximo me pediria para comer uma fruta do riso ou do medo.
–- Não tenho certeza se quero fazer isso... Quer saber? Vou falar com ela, e vou dar o meu melhor para ela me achar legal. -- O brilho havia voltado para os olhos do meu pequeno amigo.
–- Tenho certeza que ira impressiona-la, você é maravilhoso, um pouco chato mas maravilhoso! -- E dei uma pequena gargalhada.
–- Obrigado pela parte que me toca. -- E também riu.
Andamos algumas milhas, ate chegarmos a vila, já esta escurecendo e teríamos que dormir por lá. Por sorte havia trago algumas modas extras, que daria para dormimos em uma boa estalagem. A entrada da vila era muito linda, com um grande arco decorado com lindas flores vibrantes. A vila era muito simples, mas incrivelmente adorável, com varias casinhas e tabernas de dar inveja. Fomos para uma estalagem que já conhecíamos há algum tempo que era de um elfo amigo de meu tutor. A estalagem era um pouco longe quando chegamos já havia anoitecido.
–- Eu se que você escolheu esta estalagem porque a Mindy mora por aqui.
–- Não imagina, nunca passou pela minha cabeça. -- Soltei um riso irônico.
O elfo Yerth nos recebeu na porta.
–- Bem vindos! Que felicidades recebe-los! Como esta meu velho amigo?
–- Muito bem, um pouco nervoso como de costume. -- Nos dois rimos -- Qual é o prato principal do dia? Adoro a comida daqui! -- A comida que levamos tinha acabado na metade do caminho.
–- Bom hoje não tem especiarias desde que os... deixa pra lá! Bom tem um delicioso ensopado de peixe com legumes. Temos também para acompanhar pão e queijo feitos pelo melhor cozinheiro da vila. Vamos entrando, esta frio ai fora.-- Ele nos mostrou uma mesa perto da janela.
Ele trouxe-nos o ensopado, e estava delicioso. Mas em todo o tempo que estávamos lá havia quase ninguém na estalagem, apenas uma duende e seu filho e um estranho homem do outro lado da sala de jantar. Ele usava um grande agasalho e com capus que não deixava seu rosto a mostra, apenas seus penetrantes olhos aparentemente vermelhos ou vinho. E ele tomava apenas cerveja, e não parava de olhar para nossa direção.
–- Você viu aquele cara estranho ali? -- Perguntei a Garvin enquanto ele comia o ultimo pedaço de pão.
–- Claro, ele não para de te olhar.
–- Ele não esta me olhando! -- Ele estava me olhando?
–- Esta sim, ate parece eu olhando a Mindy. Só não sabia que era tão assustador... Esse pão esta deli... -- Ele me olhou, eu a sabia o que estava por vir. -- Você vai falar com ele! Só assim eu faço o mesmo com a Mindy.
–- Sem chance... -- Mas tinha que o fazer, se não fizesse ele nunca falaria com Mindy. -- Ok, vou provar para você que não é nada demais! -- Iria me arrepender daquilo.
Levantei-me e fui em direção ao enigmático cara de olhos vermelhos. Quando me aproximava perto de sua mesa, ele pareceu esconder algo em uma bolsa, e depois direcionou seus olhos para mim.
–- Ora, ora quem é a bela jovem que vem para perto de mim. -- Ele continuava com o rosto tampado. -- Sente-se estou acostumado com donzelas que se derretem por mim. -- Fiquei em pé diante dele, olhei para Garvin e ele estava olhando atento para ver se faria a minha parte.
–- Não estou flertando com o você, apenas quero saber porque tanto me olha. -- E sentei, tentando ver o seu rosto.
–- Na verdade, era tu que me olhava. Como sabia que te olhava se não olhando para mim? -- Ele deu um risinho mas não revelou o seu rosto.
–- Só vim ate aqui para que meu amigo consiga ter coragem para falar com a garota que ele gosta. -- Que cara irritante.
–- Sei... Já ouvi varias desculpas para as damas vierem falar comigo. -- Ele seu uma piscadela. -- Mas tenho que confessar você é a mais bela donzela que já vi!
–- Não sou como pensa, uma garotinha indefesa. Consigo derrotar quase qualquer um! -- E sorri.
–- Quase. Não todos. Enfim não precisa se fazer de durona, estou aqui para lhe proteger.
–- Me proteger?
–- Sim, você é uma de nos!
–- Uma de nos? -- Como pode ser?
–- Sei de onde você veio, e para onde você deve ir.
–- De onde e venho? -- Ele me conhece?
–- Seus pais sempre quis conhece-los certo?-- Ele sabia sobre eles? como era possível?
–- O que você sabe deles? -- Já havia lágrimas em meu rosto.
–- Ira ter de vir comigo para saber!
–- Não o posso fazer, nem ao menos o conheço!-- Ele pode ser um maluco, um home perigoso que meu tutor sempre me contava, que destrói tudo ao seu redor.
–- Não há tempo para isso -- Ele pegou rapidamente sua bolsa, levantou-se e abriu sua longa capa preta e me abraçou.
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