Sangue de Dragão
1 Capítulo Único
Notas iniciais
O 12º e mais obscuro uso para o sangue de Dragão é...
Hermione olhou para o pergaminho em desânimo. Onze usos para o sangue de Dragão. Depois de 3 horas de pesquisa e um monte de bolachas de chocolate ela continuava presa naquele ponto, o 12º uso para o sangue de Dragão.
Ela olhou de relance para o outro lado da mesa, a pessoa que lá estava não era o seu ideal parceiro de pesquisa e suspirou. Tempo de admitir a derrota.
"Se,"começou ela, ao olhar fixamente para o retrato velho que estava na parede oposta "estivesse aqui alguém que não fosse Slytherin, eu perguntaria a essa pessoa se ela sabia o 12º uso para o sangue de Dragão."
Draco sorriu com desdém. (O que não teve nada a ver com ela, porque ele não tinha absolutamente nenhum interesse nela. O sítio onde ele se senta não tinha nada a ver com ninguém.)
"Se alguém duma linhagem mais adequada me perguntasse isso,"respondeu Draco, com os olhos fixos no livro, "eu diria que o sangue de Dragão é usado para animar imagens, como quadros e fotografias. E depois recomendaria a leitura da página 265 deste livro."Um massivo livro de couro bateu na mesa.
A conversa (que não era uma conversa) terminou vencida, o silêncio da biblioteca era apenas interrompido pelo sussurro das folhas e o roçar da pena de Hermione no pergaminho. Ela pigarreou.
"Se eu tivesse acabado de receber ajuda, eu agradeceria pois a informação havia sido muito útil. Porém como não está ninguém neste mesa com quem eu falaria, o sentimento é desperdiçado."
"Assim como eu nunca ajudaria um nascido trouxa, eu também nunca teria a oportunidade de lhe dizer, de nada."Disse, ao fazer uma pausa, brincando com a sua pena. "Hipoteticamente, porém, se aqui estivesse alguém de uma casa e linhagem aceitável eu perguntaria-lhe se ela me emprestaria o mais recente livro de Terry pergunta esta que eu, naturalmente, nunca faria, pois não leio autores Trouxas."
"A minha copia do livro hipoteticamente mencionado estaria a ir na direção do hipotético orador, desde que ele não fosse um pequeno furão preconceituoso"
"Eu estaria grato quem me emprestasse o livros, desde que essa pessoa não fosse um Sabe Tudo de cabelo armado. E em troca daria o 'Último dos Moicanos'"
"Se alguém me emprestasse esse livro, eu estaria a sorrir de prazer porque há séculos que ando à procura de uma cópia. Mas, infelizmente, eu sou a única pessoa com quem eu falaria nesta mesa."
"Tanto eu ler um livro Trouxa, como toda esta conversa hipotética conversa são absurdamente ridículo e nunca iriam acontecer."
"Claro."
"Naturalmente."
A Biblioteca estava, de novo, silenciosa. Na secretária, a Madame Pince continuou a catalogar e ignorar as duas pessoas ao canto que estavam a ler romances e a fingir que não estavam a partilhar um pacote de bolachas de chocolate.
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