Sangue acoplado
22 Capítulo 22 - Estaca
Notas iniciais
Pelos comentários vocês ficaram meio chocadas com o capítulo anterior, que achei normal. Não sei se foi pelo momento Rissie rçrç ou pelo David.
Outra coisa, todas estão querendo saber se a história do dia da transformação de Cassie será revelada. Bem, com certeza será revelada, ok? Mas com certeza não será por agora...
Mas vocês vão se surpreender, prometo o/
Aproveitem o capítulo, boa leitura! Beijos
- David, o que houve? — eu perguntei assustada por causa de suas vestimentas.
- Ela disse que você poderia me ajudar, por favor, me ajude. — ele disse trêmulo, pude notar que não estava nada bem. Fui a cozinha pegar um copo d'água e lhe dei, que bebeu quase se engasgando.
- Acalme-se e me conte o que aconteceu. — Ele sentou em um dos bancos de plásticos que estavam na sala, eu coloquei minha mão em seu ombro tentando acalmá-lo o que lhe tranquilizou um pouco.
- Ela disse que você saberia o que fazer. — ele disse em meio aos desesperos se enrolando.
- Ela quem, David? — eu perguntei o encarando.
- Cate. — Ele olhou fundo em meus olhos.
- O que ela fez? — Já estava preocupada a esta altura.
- O que você acha? — ele questionou agora rindo, com um sorriso amedrontador em seus lábios.
Me afastei dele e acabei trombando em uma mesinha no canto da sala onde continha o telefone que com o impacto caiu ao chão.
- O que você quer? — eu falei gritando e ao mesmo tempo abaixando minha cabeça, a esta altura já estava assustada com o olhar de David que sempre havia sido carinhoso e engraçado mas agora era violento e obscuro.
- Conte-me a verdade, quero saber tudo, cria de Cate. — ele me empurrou para a parede forçando meus ombros para a mesma, e prendendo-os.
Tentava me soltar, mas por incrível que pareça sua força era muito maior do que a minha, minhas tentativas eram frustradas e inúteis, pois eu apenas me rebatia e com esses movimentos faziam doer ainda mais meus braços. Ele ainda me apoiava contra a parede e sua força foi aumentando, como se quisesse realmente me machucar e não se importava com os danos que poderiam me causar. Assim que eu desisti de me soltar ele me largou e eu cai com tudo ao chão, meus braços estavam roxos com pequenos tons amarelados, a dor era muito forte, a intensidade de seu aperto foi realmente absurda, me segurei ao chão para não cair deitada e fiquei por alguns segundos assim admirando as novas cores que continha no meu braço, até que elas foram desaparecendo calmamente e a dor foi diminuindo, meus olhos estavam inchados e lágrimas saiam dentro deles conforme o tempo, aquele não era o David, não poderia ser.
Ele olhava para mim com uma cara de deboche e simplesmente ignorava a minha dor, ele não estava nem ai para mim isto era nítido, mas por quê?
- Fale-me. — ele gritou novamente e agora me pegou pelo braço que ainda estava se curando e me empurrou com tudo para a parede do outro lado chocando-me diretamente na porta de entrada.
Senti minha respiração falhar, e sangue sair de minha cabeça, o impacto havia sido tão forte que havia perfurado minha testa, estava deitada ao chão sem forças para me reerguer, minha bochecha encostava no carpete beje da sala e sentia algo molhado, abri meus olhos lentamente que estavam fechados pela dor e vejo em minha frente uma poça de sangue, ela se misturava com todo meu rosto e cabelo.
- Então você não vai me dizer, é isso? — David se aproximou de mim e se abaixou para poder encarar o meu rosto e eu o dele. Havia um sorriso estampado no seu rosto junto com um olhar pensativo esperando a minha fala. Foi quando que por fim resolvi me pronunciar.
- O que você quer de mim. — eu disse com a voz rouca e com bastante dificuldade ao falar, ainda com a cara impressa no carpete.
- Quero a verdade. — ele disse tirando o sorriso do rosto, se levantando e andando pela sala. — Me diga, a quanto tempo você se transformou? E quem você quer enganar com esse jeito de menina boazinha.
- Como? — disse me espantando, mas ainda rouca, como ele sabia que eu era um vampiro?
- Chega de mentiras, me diga a verdade. Porque mentiu para mim? Para todos nós? — ele disse se exaltado e me encarando.
- Eu não menti, eu só omiti. Como vocês reagiriam se soubessem a verdade? Pelo visto não muito bem. — Fui me levantando lentamente apoiando-me no sofá quando percebi que as principais feridas em meu corpo já haviam se cicatrizado.
- Eu não me conformo. Você era minha amiga, você é quem devia ter me contando, não ela. — ele disse gritando e apontando para um lugar vazio da sala. — O minimo que você devia fazer era nós avisar, mas não... você esperou acontecer o pior comigo. — Seus olhos marejavam.
- Acontecer o pior? — Olhei para ele preocupado, ele apenas assentiu e o olhar violento dele havia voltando.
- E agora, você vai me pagar por isso — ele disse deixando suas presas a mostra, e um olho que antes era azul claro ficou escuro como qualquer coisa preta.
Ele se aproximou rapidamente de mim e quebrou uma das pernas da mesa de centro da sala, ele pegou o pedaço de madeira e veio em minha direção mais rápido do que eu pudesse ver, ele parou em minha frente e posicionou a estaca em meu peito, eu pude sentir ela entrar lentamente, enquanto eu pegava pela outra ponta tentando afastá-la de mim. Senti uma pontada em meu coração e impulsionei meu corpo para frente numa tentativa estranha de recuperar o controle do meu corpo mas apenas ajudou a estaca cravar mais em meu peito.
- Da-da-vid. — eu disse em pausas com sérias dificuldades na fala, minha visão começou a ficar preta e a partir dali não via mais nada, apenas ouvi um estrondo vindo da minha frente, eu cai no chão e por fim a estaca cravou em meu coração totalmente.
Notas finais
Sinopse de skygrooove:
"Como ele não pode acreditar em mim? Eu vi, eu sei que vi. Meu pai agora acha que sou louca, ou estou apenas inventando coisas porque não queria me mudar. Mas eu não estou! Gritos, sombras e objetos aparecendo em locais que nem sabia que existia em minha nova casa. Passar as noites sozinhas aqui temendo o pior. Minhas noites de sonos estão curtas. Acordando soando frio por causa de bizarros e inexplicáveis pesadelos. E a sensação de ser vigiada a cada segundo. O que há aqui? E por que só acontece quando estou sozinha? O que realmente aconteceu aqui? E por que me odeia?"
Deem uma passada lá *-* Beijos
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