Sangue acoplado
11 Capítulo 11 - Novo dia
Notas iniciais
BOA LEITURA!
– Do que você está falando Derek? — perguntei sem entender.
– Vocês já estão acordados? — fomos interrompidos pelo Nicholas que vinha ainda sonolento para a sacada.
– Não Nicholas, somos um holograma. — Derek respondeu irônico.
– Engraçadinho. — disse Nicholas indo me dar um abraço. — Bom dia princesa.
– Bom dia loirinho. — falei também o abraçando. — E ai, não tá com fome? — perguntei.
– Até que enfim. Pensei que eu teria que perguntar para você se poderia comer. — Nicholas saiu indo em direção à cozinha. Derek e eudemos uma pequena risada do que o Nicholas disse.
– Irônico não?
– O que? — perguntei.
– Você quase o matou e ele ainda te ama. — Derek falou dando uma piscadinha para mim e saindo da sacada.
Dei uma leve risada do comentário do Derek e pude perceber que a partir de agora seriamos amigos de verdade. E era até legal saber disso, o Derek era uma pessoa bacana, sempre foi.
Amelia logo saiu do banheiro e Holly desceu do quarto. Enquanto isso John, David e Peter ainda dormiam esparramados na sala. Meus pais também já haviam acordado e já até tinham ido trabalhar. Eram 9h00 e por um milagre de Deus os meninos se levantaram. Agora estávamos todos acordados. Na noite passada, decidimos que não iriamos na aula hoje por tudo o que aconteceu, então iriamos apenas descansar. Iriamos almoçar fora, comer algumas porcarias no meio do caminho e passar o dia caminhando e nos divertindo. Já eram 11h30 da manhã quando saímos de casa. Passamos na casa do John que pegaria o carro da sua mãe emprestado, fomos todos esmagados para a casa do Peter para pegar o carro do seu pai. Fomos para um restaurante um pouco longe lá de casa, mas era muito bom. Fomos o Nicholas,Amelia, John e eu em um único carro. No outro foi a Holly, Peter, David e Derek. Chegamos no restaurante e comemos muito, a conta foi meio cara, cada um contribuiu com sua parte. Logo após resolvemos parar em uma praia perto dali só para molhar os pés.
Chegamos lá, e todos desceram dos carros. Estava uma bagunça, todos falavam ao mesmo tempo, e estava me irritando, porque minha audição estava ruim novamente, estava muito alta, não conseguia controlá-la, as vezes ficava baixa demais e ás vezes muito alta e tudo isso com muitas vozes ao mesmo tempo, me incomodava profundamente. O Derek percebeu minha aflição, me puxou pelo braço e me levou para caminhar pela praia.
– Meu irmão já passou por isso uma vez. — ele disse.
– Deve ter sido um saco! — afirmei.
– Quase isso. Ás vezes era até divertido. Conseguia fazer ele ouvir tudo o que eu queria. Sabe de quantas coisas fiquei sabendo através dele? — ele disse mostrando um sorriso pervertido.
– Depois dizem que as mulheres que são fofoqueiras. Não acredito que você usava seu irmão para coisas desse tipo.
– Vai dizer que se você consegui-se aqui e agora ouvir qualquer coisa que você quisesse não ouviria?
– Depende.
– Do que?
– Do que eu ouvisse.
– Como assim? — perguntou-me meio confuso.
– Tipo, não gostaria de ouvir alguém falar mal de mim ou de algum amigo meu.
– Isso é um dos riscos que temos que correr. — ele parou e olhou para mim, ele ficou ali me encarando por um bom tempo, num delicioso silêncio.
– O que?
– O David e o John estão olhando para cá. Olhe para eles e me diz o que você escuta.
– Hm, absolutamente nada. — Tentei, mas não consegui ouvir nada que saia de suas bocas.
– Tenta de novo, só que dessa vez fecha os olhos.
Fechei meus olhos e tentei escutar, mas nada. Só conseguia ouvir a respiração do Derek e algumas risadas. Pera aê, risadas? Quando fui abrir os olhos, alguém por trás atacou-me com um monte de água e o pessoal que estava longe agora estava perto de mim somente rindo. Percebi que quem me tacou água foi o Nicholas que sorrateiramente passou pela gente enquanto eu conversava com o Derek, e pude perceber também que o Derek sabia de tudo.
– Seus.. — ia falar um palavrão só que me controlei. E logo o John me pegou no colo e me levou para o mar, molhando nossas roupas.
No final todos aproveitamos a água que estava realmente boa. Havíamos nos divertido bastante e já era tarde. Já se passava das 19h00, quando resolvemos parar num lugar e comprar uns lanches para comermos e depois irmos para casa. Fomos para o carro só que dessa vez fui com o David, Peter e o Derek. Os outros foram no outro. Fomos cantando em todo o caminho até uma lanchonete. Estávamos super palhações, e o David se sentiu um pouco excluído achando que o Peter queria roubar seu lugar de engraçadinho do grupo, riamos muito do ciúmes do David. Chegamos na lanchonete e comemos muito, estávamos todos mortos de fome. Fomos direto para suas devidas casas. Me despedi de todos. No final ficamos somente Peter e eu no carro pois ele havia de me deixar em casa antes dele ir para a sua.
– Adorei conhecer vocês. — ele disse com um sorriso lindo, falando sobre conhecer Holly, Amelia e eu.
– Também adorei conhecer você. E aposto que elas também adoraram. — Soltei um risinho no final.
– Que bom. — ele disse estacionando o carro na frente da minha casa. — Então te vejo sábado.
– Sábado? — perguntei sem compreendê-lo.
– Sim, vou sair com os meninos e espero que você também vá. — ele olhou para mim e fez um biquinho fofo me pedindo para eu ir.
– Se os boca moles me convidarem eu vou. — disse abrindo um sorrido.
Ele assentiu e eu sai do carro. Entrei em casa e meus pais me chamaram na cozinha.
– Olha quem está aqui para te ver amor. — disse minha mãe.
Olhei e vi que quem estava me aguardando era Richard, o irmão do Derek.
Notas finais
Beijinhos
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