Sangue Winchester

15 Eu não fiz isso


Notas iniciais
lamento ter demorado tanto, eu não tenho tido muito tempo pra escrever.

- O que foi isso? – Perguntou Sam pulando no banco.

- É o escapamento – Respondeu Natale – Do jeito que esse carro é velho...

- Pode parar! – Gritou Dean – O meu bebê nunca esteve em melhor estado.

- Então por que ele morreu não tem nem meia-hora? – A garota provocou e Dean bufou virando pra frente – Você dirige um Impala pensando que é Ferrari!

- Você ainda vai amar esse Impala. – Dean garantiu.

Eles se hospedaram em um motel próximo ao centro, Natale largou a mochila em um canto e se jogou em uma das camas agarrando o controle remoto e ligando a TV:

- Que folga é essa? – Perguntou Dean se colocando entre a garota e a televisão.

- Não estamos em nenhum caso – Ela respondeu – Eu vou aproveitar.

- Não mesmo. Primeira coisa, eu não vou dormir no sofá, e o Sammy também não, tá na sua vez.

Natale riu como quem diz “Isso não vai acontecer” então Dean a puxou pela perna, segurou pela cintura e jogou sobre o ombro, ela se sacudia gritando “Não... Dean... Me solta!” ele se virou e largou a garota revoltada no sofá:

- Bruto! – Natale rosnou para Dean que se afastava rindo.

Sam que tinha assistido calado, falou de bom humor:

- Eu vou dar uma passada no mercado. Querem alguma coisa?

- Que me leve com você. – Disse Natale correndo até o tio.

Ele riu e se virou para o irmão:

- E você Dean? Quer vir também?

- Não – Respondeu o mais velho olhando o guia de programação – Var ter maratona Dr. Sexy.

O caçula olhou para ele como quem diz “você ainda assiste isso?”, e depois saiu com Natale porta a fora.

* * *

Diário da Natale

Estávamos no corredor três, olhando macarrão instantâneo (olha que delícia (sarcasmo)), como a nossa renda é limitada o Sam pediu que eu esperasse ali enquanto ele procurava aquela maquininha de ver preço. Eu me distraí lendo uma embalagem de miojo sabor macarronada (olha a criatividade do povo), e quando me virei, tomei um susto que quase me fez derrubar as prateleiras:

- Dean! – Quase gritei enquanto me recuperava – Você não ia ficar vendo a maratona Dr. Sei lá o que?

- Sexy – Ele respondeu – E eu mudei de ideia.

Meu coração finalmente estava voltando ao ritmo normal, ele caminhou pelo corredor e depois voltou até mim:

- Eu vi aquele CD que você estava procurando.

- Não vou poder ouvir mesmo. – Me lembrei da mordomia que eu tinha lá em casa (quero dizer, não era bem mordomia, mas...).

- E você não vai querer nem olhar?

É claro que eu queria olhar, ele sorriu e me guiou até uma parte que tinha aparelhos eletrônicos, e tinha um espacinho mais fechado (meio que independente) aonde vendia CDs, DVDs e outras coisas. Eu me distraí por um momento e quando olhei ao redor não encontrei o Dean em lugar algum, passei os olhos pela loja para ver se ele aparecia, mas nada, então resolvi voltar para o lugar onde Sam havia me deixado, mas foi sói sair daquele espaço que um alarme disparou no mercado inteiro, e já veio logo um segurança me mandando esvaziar os bolsos, eu estava meio confusa, mas fiz o que ele mandou, e quando pus a minha mão no bolso da jaqueta (fiquei apavorada, juro pela minha vida que eu não tinha colocado nada ali) tirei um pen-drive que pareceu ter se materializado do nada, eu não fazia ideia de como foi parar na minha jaqueta:

- Faça o favor de me acompanhar. – Aquele homem era assustador.

* * *

- Pensei que iam comprar comida – disse Dean quando Sam e Natale chegaram ao motel – Levaram quase cinco horas.

- Sabe o que é Dean – Sam estava inconformado – É que demora pra sair do mercado quando se é pego roubando.

Dean pulou da cadeira e virou para a filha:

- Por que olhou logo pra mim? – Perguntou a garota irritada.

- por que o Sam não seria pego. – Dean riu.

A garota bufou e revirou os olhos dizendo:

- De qualquer forma, EU NÃO ROUBEI NADA!

- É isso aí – Dean continuou rindo – Negue até o fim.

A filha olhou para ele de cara feia, mas Dean nem se importou, ele foi até o irmão tentando não se aprofundar no assunto (mesmo sabendo que voltaria a ele mais cedo ou mais tarde):

- Aí Sammy, já temos um lugar para ir hoje a noite.

O caçula olhou para ele com espanto ao ver que Dean nem tinha ficado curioso com o crime que supostamente Natale tinha tentado cometer:

- Para onde nós vamos? – Perguntou a garota se jogando no sofá.

- Nós nada – Respondeu Dean – Criança não entra.

A noite caiu e Sam e Dean foram para um bar, estavam no direito de se divertir. A música alta, as garçonetesatraentes e a bebida barata prenderam Dean que queria esquecer o mundo lá fora, enquanto Sam se mantinha reservado e discreto, estava preocupado com a sobrinha e toda a hora repetia que era melhor eles irem embora:

- Afê, Sammy relaxa! É a nossa noite de folga, sem Natale, sem monstros, sem maldições e sem Samuel...

- Então isso é por causa do Samuel? Você esta tratando a Natale como se fosse qualquer pessoa por causa do Samuel?

- Eu não estou tratando ela diferente.

- Está sim Dean, nem se importou quando eu disse que ela tinha sido pega roubando.

- E quantas vezes eu fui pego roubando.

- Ela não é como a gente Dean, a Natale não foi criada na estrada e nada disso é normal...

- Sabe oque é que eu acho Sammy? Acho que você é quem precisa prestar mais atenção nela, a garota conseguiu matar o boto com um único tiro depois de ter sido arrastada no fundo do lago, e também foi ela que descobriu aquela parada do fantasma do hospital, que voltava depois de tantos anos e tudo mais, e há alguns dias ela cortou a língua do Aswang que a atacou. Tá vendo, nem parece que a gente tá falando da mesma garota...

- pra mim chega Dean, eu to saindo fora.

Sam se levantou da mesa e sumiu no meio das pessoas, o mais velho buscou se acalmar e continuou bebendo, passando-se mais ou menos uma hora o Dean já estava “mais pra lá do que pra cá” e foi quando ele viu o irmão retornar a mesa:

- Pensei que você tinha voltado pro motel.

- É, eu voltei, mas no caminho fiquei pensando na briga e... Você tem razão cara, eu to me preocupando a toa e pegando no seu pé por causa disso, mas é que antes a nossa família só tinha o pai, e você sabe que as coisas entre nós não estavam exatamente bem quando ele morreu... Pensei que íamos ser uma família de novo.

Dean engoliu seco:

- Nossa Sammy...

- Quer saber? Eu tenho sido um mala e tá na hora de me redimir.

- Que isso, não precisa...

- Precisa sim, tá vendo aquela gata no balcão?

Dean girou na cadeira e jogou os olhos no balcão:

- Ela ficou te olhando a noite inteira.

- Você só pode estar brincando Sam.

- Mas eu não to, já até falei de você pra ela, por que não vai lá?

O mais velho se levantou e cambaleou até a moça ruiva de vestido prateado, Dean puxou conversa e como de costume não foi ignorado, ele olhou para a mesa buscando o irmão, mas Sam não estava mais lá, ele imaginou que o caçula tinha resolvido não atrapalha-lo e continuou com a sua paquera, mas logo um home grande e musculoso veio pra cima dele em um ataque de ciúmes (era o namorado da moça) isso rendeu a Dean um dolorido olho roxo:

- O que aconteceu com você? – Perguntou Natale sonolenta quando Dean chegou no motel.

- Foi um presente do namorado da mulher que o SEU TIO me apresentou.

- Eu não te apresentei ninguém Dean. – Disse Sam levantando da cama.

- vai se fazer de desentendido agora?

- Dean, eu saí quando nós brigamos.

- Tá, mas depois você voltou e...

- Ele não voltou. – Natale entrou na conversa.

- Qual é gente, eu tava bêbado mas não tava louco.

- Correção – Disse a garota – Você está bêbado.

- Ah cara, você sumiu do nada quando eu fui falar com ela...

- Sumiu do nada? – Natale deu um salto pra fora do sofá – eu já vi essa cena antes.

- Como assim? – Perguntou Sam.

- No mercado, o Dean apareceu de repente e me falou do CD que eu estava procurando...

- Espera um pouco – Dean se segurou na parede para não cair, estava bêbado mas tentava manter o sentido da conversa – Eu fiquei vendo a Maratona Dr. Sexy.

- Então tá – Natale continuou pensando que o comentário do pai não passava de um delírio de bêbado – O clone do Dean apareceu e me levou até aquela parte de CDs e DVDs, depois sumiu do nada.

- Isso está muito estranho. – San não estava mais conseguindo entender.

Notas finais
espero que estejam gostando, e por favor COMENTEM