Sangue Rebelde

24 Antes da Tempestade


Notas iniciais
oi fantasminhas, como estão? boa leitura ;*

Donna subiu para os quartos assim que chegaram à cabana. Não queria conversar com Thomas nem ouvir os pedidos de Evan. Só queria tirar todo o sangue de sua pele — sangue de Matthew — e dormir até que tudo acabasse. Foi até o quarto em que ela e Evan haviam ficado na outra vez e encheu a banheira, logo depois despindo-se, deixando o vestido em algum lugar do quarto e entrou mesmo na água fria.

Afundou a cabeça, molhando o cabelo, e depois passou as mãos pelos braços, pelo rosto e pela perna, livrando-se de todo o sangue por ali, mas ainda se sentia suja.

Na casa de Ambrose, ela fora consumida pela raiva e teria feito pior se não soubesse das consequências. Mas agora, na banheira, na água fria, ela recobrou a consciência e a culpa a atingiu. Culpa por ter enfiado uma espada em Matthew mesmo que soubesse que ele mereceu. Não era mais o Matt que ela conhecera. Tentou colocar isso na cabeça, mas sentia-se culpada do mesmo jeito. E pior, sentia-se vazia.

Ouviu o barulho da porta se abrindo e virou o rosto para ver Evan entrando no quarto. Voltou o olhar novamente para a ponta da banheira enquanto ele se ajoelhava ao lado dela.

— Como você está? Eu percebi o quanto aquilo mexeu com você.

— Não tenho certeza do que estou sentindo.

Só então perceber que ele trouxe um balde de água quente. Derramou lentamente na banheira, fazendo-a se encher ainda mais. Pegou uma barra de sabão, molhou-a e usou as mãos para passar o sabão nas costas de Donna, ainda com sangue, depois passou por seus ombros e pernas. Pegou um pano, molhou-o e passou em seu rosto. Donna fechou os olhos, sentindo o toque dele.

Quando terminou, pegou um vestido no armário pra Donna e a ajudou a se vestir.

— Evan — ela sussurrou. Ele terminou de amarrar e olhou para ela. Estava com os olhos inchados e as mãos tremiam. — Obrigada.

Em resposta, ele envolveu-a com os braços e depositou um beijo em sua testa.

— Thomas está lá embaixo. Eu vou entender se não quiser falar com ele, mas...

— Tudo bem. — cortou-o. — Já passou da hora de isso ser resolvido.

Donna ajeitou o vestido e desceu, Evan atrás de si, até a sala. Thomas estava sentado no sofá, esperando-a, e levantou-se quando ela apareceu.

— O que você queria me dizer? — falou ela, cruzando os braços.

Ele sentou-se de novo.

— Você merece uma explicação. Não quero mais te deixar no escuro.

Donna suspirou.

— Foi Jayden quem levou Matt até os Noturnos. Achei que você tinha suspeitas sobre isso, mas foi o que aconteceu. Ele já estava diferente fazia um tempo, vivia com crises de raiva e ciúme. Não suportava te ver distraída porque sabia que estava pensando em Evan. — Thomas apertou as mãos. — Então ele nos chamou. Nos ameaçou, pra ser exato. Ameaçou nossas famílias e disse que esse era o lado vencedor, se não estivéssemos com ele não ficaríamos de nenhum jeito.

Seu peito doeu.

— Ele sabia como estava com raiva dele. Queria tirar nossa amizade de você, fazer você ver o que perdeu, nas palavras dele. Ele sabia que você não iria nos perdoar. — fungou. — Você tem que entender, Donna, ele ameaçou minha irmã. Disse que se eu não me juntasse a ele, o nome da minha irmã ficaria sujo, ele tiraria a virtude dela e a jogaria para os Noturnos.

Donna levou a mão a boca.

— Céus, Elise está bem?

— Sim, sim — assentiu. — Enviei-a para as Terras do Norte, ela deve ficar segura por lá. Ele não sabe da localização dela. — Abaixou a cabeça. — Eu sinto muito, Donna. E eu vou entender se você não quiser me perdoar.

— Thom — falou. — Você é um dos meus melhores amigos. Nós crescemos com famílias problemáticas e criamos uns aos outros. Crescemos juntos. Você é minha família. É claro que te perdôo.

Abraçou-o, apertando os braços em volta do amigo. Segurou as lágrimas e deixou que ficassem assim, até que sentisse que tudo passara. Thomas tinha cheiro de casa. Por um momento, ela desejou que Kevin estivesse ali junto com Matthew, os três juntos novamente, como antes.

Afastou-se um tempo depois e fungou.

— Você vai ficar aqui conosco até acertamos tudo, certo?

— Tudo bem.

— Mas agora você precisa descansar. Seus ferimentos foram fortes.

— Você pode se acomodar em um dos quartos no andar de cima. Todo quarto tem um banheiro com o que você precisa para trocar os curativos. Se precisar de ajuda, o quarto no final do corredor é o nosso. — disse Evan.

— Vejo você pela manhã. — Donna sorriu e subiu junto com Evan.

Entraram no quarto banhado a luz de velas. Donna esticou as costas e se jogou na cama. Evan sorriu, movendo os braços para tirar o casaco.

— Se sente melhor agora?

— É bom saber que ele está do nosso lado. Que ele não está indo no caminho de Matthew. Fico feliz em saber que eu ainda não o perdi.

Evan começou a desabotoar a camisa.

— E me deixa feliz saber que você está feliz. — falou. Mas ele não parecia feliz. Retirou a camisa, caindo em algum canto do quarto, e Donna pode ver a tensão nos ombros, a rigidez, e sentou-se na cama.

— Você não parece feliz.

Ele suspirou. Tirou as botas e as meias e sentou-se na beirada da cama.

— Você me disse que Ambrose poderia me tornar imortal. E agora, ela está com os Noturnos, ou pior, morta. — Abaixou os ombros. — E eu não sei o que vamos fazer.

— Evan...

— Não — ele levantou-se. Estava de costas para ela, passou a mão no cabelo e então se encostou à cômoda, olhando diretamente para ela com os olhos verdes. — Eu sei o que vai dizer. Que não se importa se sou imortal ou não. Mas veja, eu me importo. Não quero te perder tão cedo, Donna. Não sei se você entende o quanto eu te amo e o que significa pra mim.

As mãos dele estavam tremendo. Os olhos estavam torturados, e Donna pensou que nunca havia visto tanta dor nos olhos dele, tanto sentimento. Saiu da cama e cruzou o quarto, selando seus lábios nos dele, delicadamente. Se afastou, as mãos cobrindo as bochechas de Evan, e roçou seu nariz no dele.

— Você não vai me perder. Eu não vou deixar que isso aconteça. Mesmo que tenha que enfrentar a fúria dos Noturnos.

Suas mãos foram para os ombros dele.

— Eu sou uma menina perdida. Sempre fui. E você me achou. Acreditou que havia melhor em mim, que eu não era apenas um monstro. E eu... Eu me descobri novamente. Não sabia que podia ter esses sentimentos. Que podia me apaixonar desse jeito. E você me mostrou isso. — Ela sorriu, lembrando-se. — E, quando vi, eu estava perdidamente apaixonada. Toda vez que alguma coisa acontece acabamos voltando um para o outro. Eu sempre vou voltar para você e você sempre vai voltar para mim.

Desceu as mãos pelo tronco dele até parar na barra da calça. Respirou fundo.

— Você não vai me perder tão fácil, Evan Harris. Eu amo você. Imortalidade não pode nos separar.

Suas mãos eram as que estavam tremendo agora. Ela desviou o olhar, olhando para baixo, para seus dedos enganchados no tecido, até que os nós de seus dedos estivessem brancos. Ele retirou as mãos que apertavam a cômoda e colocou-as na cintura de Donna, puxando-a para perto, descendo sua boca pra dela, fazendo-a arquejar em surpresa.

Trocou as posições, levantando as coxas de Donna e colocando-a sentada em cima da cômoda, e ela entrelaçou as pernas pelo quadril dele, querendo ficar cada vez mais perto. Agradeceu mentalmente por ele já ter tirado a camisa enquanto percorria com as mãos seu peitoral. Queria que a calça dele, seu vestido e qualquer pano entre os dois saísse logo e fosse para longe, mas Evan não parecia querer isso também.

Desceu a boca para o pescoço dela enquanto as mãos subiam seu vestido e apertavam suas coxas.

— Eu quero fazer isso devagar — ofegou. — Quero sentir tudo lentamente, quero me lembrar de todos os instantes dessa noite, para poder carregar comigo para onde quer que eu vá. Não tenha pressa.

Ela olhou para ele, lembrando-se da noite anterior, e perguntou-se se aquilo não havia sido devagar o suficiente, e em como seria mais daquilo contando com os planos de Evan. Respirou fundo, tentando controlar a respiração e o calor que lhe subiu quando ele tocou lentamente um de seus seios, mesmo por cima do tecido, e mordeu os lábios.

Evan beijou-a, abrindo sua boca com a sua, enquanto as duas mãos a acariciavam, dando apertos de leve, e Donna gemeu baixo, sem conseguir se segurar, e ele sorriu.

— Não se contenha — sussurrou. Evan será minha morte.

— Thomas está lá embaixo. — ofegou.

— Ferido, cansado e se recuperando. Não vai ser problema. Eu gosto quando você se solta comigo, Donna.

Ele desceu as mãos, deixando um rastro de fogo por todo seu tronco, até chegar às suas coxas novamente. Sua boca desceu para o pescoço mais uma vez, mordendo, chupando e beijando, e Donna arqueou as costas, jogou a cabeça para trás e pensou que aquilo iria matá-la até que os dedos de Evan a roçaram em sua intimidade.

— Oh, Deus...

Continuaram ali, acariciando-a, fazendo-a suspirar baixinho na boca de Evan, até que ele a erguesse de novo e deitasse-a na cama. Donna sentiu o lençol frio roçar suas costas, e levou as mãos para trás, desatando as amarras, mas acabou embolando-as ainda mais. Evan sorriu, deitou-se sobre ela e desfez as amarras, o vestido ficando frouxo em volta do corpo, exibindo os ombros e boa parte dos seios.

E, dessa vez, ela pensou, dessa vez havia luz o suficiente para que ele a visse.

Ela suspirou.

— Evan...

— Por favor, não me faça apagar as velas dessa vez. — sussurrou. — Não quero que se esconda de mim. Quero conhecer suas curvas, seus ângulos, suas cicatrizes, memorizar seu corpo com mais do que apenas minha boca. — A respiração dela estava acelerada, e seu coração disparou quando ele encostou a boca em sua orelha. — Eu quero te falar o quanto é linda, por dentro e por fora, te fazer acreditar nisso, mas prefiro te mostrar.

Donna sorriu e o beijou mais uma vez, lentamente, sentindo o vestido escorregar para fora do corpo, o vento frio fazendo-a se arrepiar, mas ela sabia que isso não duraria muito. Sentiu as mãos de Evan passeando por suas pernas, acariciando, e mordeu os lábios, se inclinando para sussurrar no ouvido dele.

— Então mostre.

••

Ambrose se encolheu na cela quando ouviu os passos no corredor. Tentou usar sua magia para fazer alguma coisa, mas temia que estivesse fraca demais, ferida demais, para que fizesse qualquer feitiço. Não queria tentar e se machucar ainda mais. Só lhe restava esperar a morte iminente.

Torceu o longo cabelo ruivo num coque, impedindo os fios sujos de tocarem suas feridas abertas e piorar suas dores. Tentou pressionar o tecido das roupas para parar o sangramento de um dos cortes na barriga, mas o pano já não servia para mais nada. Xingou baixinho, sabendo que se não viessem levá-la logo, ela morreria sozinha naquela sala.

Estava treinando um novo feitiço quando sua casa fora invadida. Depois, tudo foi muito rápido, e diversos homens armados estavam entrando, derrubando seus móveis e revirando armários. Não teve tempo de fazer um feitiço de proteção, de afastá-los, de fazer qualquer coisa para que eles a deixassem. Um deles a imobilizou enquanto o outro a apunhalou com a faca diversas vezes na barriga.

Nunca havia sentido tanta dor.

Então, haviam escrito alguma coisa na parede usando seu sangue, e depois disso ela desmaiara, e acordara nessa cela. Por mais que não quisesse admitir, sabia que tinha sido os Noturnos, e que Matthew tinha a ver com isso.

Seu coração doeu.

Ela sabia, desde o inicio, que se apaixonar por um lobisomem era perigoso e nunca daria certo. Quando percebeu que ele estava apaixonado pela melhor amiga, se tornou mil vezes mais torturante assistir enquanto ele lentamente sofria mais a cada dia. Porém, quando ele apareceu em sua porta junto a um sujeito robusto que sem dúvida era um vampiro, pedindo para que ela transformasse seus sentimentos em raiva, ela não fazia ideia das consequências.

Havia funcionado, ela sabia, a mudança era perceptível segundos depois. Eles saíram, e o homem, que ela descobrira que se chamava Benjamin, disse que ela seria recompensada pelo favor aos Noturnos. Não tinha mais visto os homens dele até a manhã desse dia.

Ambrose sentiu lágrimas escorrendo por suas bochechas e puxou os joelhos para o peito, comprimindo as feridas. Jurou baixinho que, se Donna estivesse viva, ajudaria a derrubar os Noturnos, a raiva que sentia tomando conta dela. Então, ela sentiu as mãos formigarem, e lembrou-se das palavras de Foster. A magia, ele dizia, vinha nos momentos mais inconvenientes e também nos que mais precisávamos. Vinha de dentro, e nada poderia parar isso.

Passou as mãos pelas feridas, que vagarosamente foram se curando. Sentia-se mais forte. Apoiou-se nas paredes e levantou-se. Com o movimento de uma mão, a parede se quebrou, deixando uma abertura enorme na parede. Atravessou, avançando pelo corredor com os guardas atrás. Virou-se e jogou-os em uma parede. Continuou correndo, com pequenas pausas para se apoiar nas paredes e respirar. Perdeu a conta de quantos guardas tinha derrubado.

Ela passou por uma porta, indo para um amplo espaço aberto. A escuridão impedia que ela visse mais a fundo. Ambrose calculou que, pela altura, nunca sobreviveria àquela queda. Olhou para trás, e os guardas a cercavam. Começou a murmurar em latim, e um círculo de fogo separou-a dos guardas ali, iluminando a noite.

— Ambrose!

Matthew Wolff passou pelos guardas e parou em frente ao círculo que ela havia criado. Estava com os botões da camisa abertos, o casaco amassado e o cabelo desarrumado. Ao vê-lo, o coração de Ambrose falhou uma batida e por um momento o círculo vacilou.

Ele fez um movimento com a mão e os guardas se retiraram.

— Ambrose, você não precisa fazer isso. Podemos conversar. — falou, suplicante. — Por favor.

O fogo lentamente cessou. Matthew avançou, e colocou as mãos nos ombros dela.

— Não há necessidade disso. Vamos conversar.

Sua pele queimou aonde os dedos dele a tocaram. Ela assentiu aos poucos, vendo o pequeno sorriso que se formou no rosto dele. Normalizou a respiração, mas, quando virou-se, Benjamin estava na entrada, com um sorriso sádico no rosto. Sentiu seu sangue congelar.

— Senhorita Jones — disse, aproximando-se. — É muito bom vê-la novamente. Uma pena que tenha causado tanto alvoroço. — Ambrose viu o vermelho dos olhos dele, as presas descendo enquanto ele sorria, e desejou por um momento que Matthew a protegesse daquele homem, que sorriu ao ver que ela se aproximava do lobisomem. — Agora traga-a, Matthew, temos assuntos pendentes com essa moça.

••

Donna estava deitada de bruços, o rosto enterrado no travesseiro, o lençol cobrindo-a até a lombar. O cabelo cacheado estava jogado para o outro lado, deixando suas costas livres. Por mais delicado que Evan tivesse sido, havia deixado algumas marcas na pele de Donna. Esperava que ela não o xingasse por aquilo quando acordasse, mas suspeitou que ela ignoraria e admiraria as marcas de unha que deixara nas costas de Evan.

O sol começava a nascer, e através das janelas abertas

Evan colocou um fio rebelde atrás da orelha de Donna e plantou um beijo na nuca da vampira. Então, levantou-se, vestindo as calças, e atravessou o corredor até a porta de Thomas. Bateu levemente e esperou até que o menino avisasse que podia entrar.

Thomas estava sentado na cama, sem camisa, as bandagens envolvendo sua barriga. Evan parou na entrada depois de fechar a porta e olhou para o garoto.

— Vim perguntar como está e se precisa de alguma coisa.

Thomas sorriu.

— Achei que não gostasse dos amigos lobisomens de Donna.

— Você realmente acha que agora que Donna não está por perto eu vou desprezá-lo ou fazer qualquer outra coisa? Não gosto de Matthew, por razões obvias, mas nunca tive problema com outro de vocês, por mais que não exatamente os amasse no início. — colocou as mãos nos bolsos. — Vocês foram a família de Donna por muito tempo, e eu só quero vê-la feliz.

O outro garoto franziu o cenho. Balançou a cabeça, então riu.

— Quando descobrimos que Donna estava vendo um humano, nós rimos. Fizemos apostas sobre o quanto isso iria durar até ele perceber que tinha caído numa emboscada, até Donna se cansar ou pior: até ele acabar morto. Mas, com o tempo, isso não aconteceu. Ela havia ficado mais doce, mais calma, então nós pensamos que você estava usando-a por algum motivo. — Evan levantou as sobrancelhas. — Entenda, ninguém te conhecia. Te odiamos por um tempo, então os Noturnos pegaram Matthew e Kevin, e eu vi como Donna agiu quando te viu lá, e como você agiu com ela. Eu vi que era verdadeiro. Depois daquilo, comecei a ficar feliz por ela. Com exceção de Matthew.

Thomas se ajeitou na cama e engoliu em seco, arregaçando as mangas. Olhou para a janela, onde o sol nascia, e voltou para Evan.

— A questão é, ela é como uma irmã para mim. Eu tenho uma mãe alcoólatra, sabe. Nunca foi presente, e meu pai nos deixou quando eu era bem novo. Donna cuidou de mim tanto quanto eu cuidei dela. Perdi a conta de quantas vezes ela me carregou quando eu bebi demais, limpou minhas feridas e me deu conselhos para a vida. Eu fico feliz que ela tenha achado alguém como você e esteja tão feliz assim. E também quero avisar, sabe, vou matá-lo quase a magoe.

Evan riu. Se desencostou da porta e ergueu os ombros.

— Pode ficar tranquilo quanto a isso. Eu a amo o suficiente para saber que se algum dia magoá-la, vê-la triste e com raiva de mim será tortura o suficiente. — Sorriu.

— É, eu posso ver que a ama. — Thomas se levantou e foi até Evan. — Ouvir também. As paredes são finas, Harris, e a dor me manteve bem acordado.

Evan sentiu o rosto pegar fogo, mas sorriu do mesmo jeito. Balançou a cabeça e passou a mão no cabelo. Abriu a porta.

— Me avise se precisar de alguma coisa, Williams.

Fechou a porta e atravessou novamente o corredor até o quarto onde Donna estava. Entrou, vendo que já estava banhado pela luz do sol, e encontrou a garota esparramada na cama, ainda dormindo, o lençol ainda em seus quadris. A luz que vinha das janelas criava ângulos em seu rosto sobre o travesseiro, deixava seu cabelo brilhando e seu rosto adorável quando ela franziu o nariz devido a luminosidade.

Deitou-se onde estava antes, ao lado dela, e beijou-lhe a testa, deixando suas mãos subirem e descerem pelas costas dela. Donna se arrepiou e se mexeu, esticando os braços e se espreguiçando. Abriu um dos olhos castanhos e sorriu ao vê-lo. Evan riu, e logo depois deixou os olhos passeando por seu corpo, pelo tronco nu, até aonde o lençol começava a cobrir.

Parou quando uma almofada o atingiu no rosto.

— Pare de me encarar. — pôs um braço sobre o peito e Evan se aproximou, sorrindo.

— Não faça isso comigo, amor. — Passou um braço pela cintura dela, encaixando o rosto em seu ombro. — Não precisa se esconder de mim. Você é absurdamente bonita.

— Você me mostrou isso ontem a noite.

Ela riu, suspirou e deixou os braços caírem ao lado do corpo. Evan sorriu em resposta e se inclinou para beijá-la, afastando o lençol que cobria a parte de baixo do corpo dela, já descendo os beijos para o pescoço e tronco e então Donna o jogou na cama.

— Cedo demais para isso, Harris. — falou, mas não fez nenhum movimento para se cobrir com o lençol.

— Teremos que sair em breve. — Levou as mãos até a cintura dela. — Quero aproveitar os momentos com você nessa cabana.

Donna sorriu, olhou para a abertura que levava até a banheira, arqueou as sobrancelhas e sorriu. Um de seus dedos roçou a pele logo acima do osso do quadril que a calça deixou exposta, sentindo as reações de Evan.

— Aproveitar, certo. — Abaixou o tecido. — Vamos tomar um banho, então.

Notas finais
O que acharam? Apareçam, fantasminhas, comentários me deixam feliz e autora feliz é tudo :) se alguém quiser conversar, perguntar ou qualquer coisa, meu twitter é @lightdiv4 um beijo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.